«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

40 ANOS APÓS O MASSACRE DE LONDONDERRY, NA IRLANDA DO NORTE


O primeiro êxito comercial dos U2, foi «Bloody Sunday», que alude ao domingo sangrento e foi assim, que o conjunto de Bono, traçou o objectivo político do grupo, que ainda ostenta.
Esta canção, incomodou a hierarquia inglesa, levando ao resto do mundo o massacre pelo exército inglês de uma manifestação que lutava pelos seus direitos civis. Nesse confronto morreram 14 jovens. A independência da Irlanda do Norte, nunca veio a acontecer.

domingo, 29 de janeiro de 2012

«Os homens hão-de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno»

Henry Thoreau (1817-1862), poeta, naturalista, activista, crítico da ideia de desenvolvimento, pesquisador, historiador, filósofo, e transcendentalista. Fez uma reflexão sobre a vida simples cercada pela Natureza, no seu livro, Walden e defendeu  a desobediência civil como forma de oposição legítima contra a um estado injusto no seu livro, Desobediência Civil.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

FERNANDO PESSOA NA GULBENKIAN

Em 8 de Fevereiro é inaugurada na Fundação Gulbenkian uma exposição sobre Fernando Pessoa e os seus heterónimos, que assinala o ano do Brasil em Portugal. Esta exposição tem a coloboração da Fundação Roberto Marinho e  o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo. Vai ser um vastíssimo painel de uma vida-obra e de uma obra-vida.
Esta exposição foi inaugurada em 2010 em São Paulo e mostrada no Rio de Janeiro em 2011, incluiu documentos inéditos, pinturas e alguns objectos que nunca foram expostos em Portugal.
Estará à disposição dos visitantes toda a obra de pessoa, para ler ou reler, a mostra terá também uma forte componente multimédia.
Fernando Pessoa, o escritor e poeta que continua a comover-nos e a inquietar-nos, poderá ser desfrutado, nesta viagem pela sua vida e pela sua obra, intitulada «Plural como o Universo»
 
Fonte: Newsletter/Gulbenkian

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Os dias que passam….

revelações eminentes
realidades que se convertem em outras realidades 
que nada tem a ver com o real
partes de um puzzle que muda a cada momento
mas mantém a causalidade
das suas elucubrações sombrias e tenebrosas!

visiono a existência a partir dessa outra realidade 
fomentando a ideia de arbitrariedade 
contida no meu espírito…
o pensamento nem tem tempo para parar
e olhar o tempo que passa,
vou vivendo e vendo
o que ainda terei mais para ver!

ms. foto/poesia

domingo, 22 de janeiro de 2012

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SERRALVES – 2 EXPOSIÇÕES IMPERDÍVEIS


Outra vez não – Eduarda Batarda
A obra de Eduardo Batarda assume-se como um desafio: como interpretar a pintura e as suas imagens, referências e comentários? Outra vez Não, é uma exposição desde as suas primeiras obras da década de 1960 até às mais recentes, realizadas já em 2011.
A sua obra apresenta fases diferentes, mesmo antagónicas, motivam leituras possíveis e impossíveis, num trabalho que se opõe à estupidez e ignorância do consumidor de imagens ou de conceitos. Exige uma persistente prática reflexiva, de tal forma a sua cultura é diversificada, sem limites e preconceitos.
Batarda propõe o incongruente o surpreendente de forma humorista e sarcástica.
A partir dos anos 80,o jogo torna-se mais inacessível, as pinturas têm camada sobre camada que oblitera ou permite revelar outras pinturas, numa sobreposição de ambiguidades entre abstracção e figuração.
Não faltam alusões políticas «às escondidas», brincando com a censura! Um repressivo ambiente cultural em que viveu.















THOMAS STRUTH – FOTOGRAFIAS DE 1978-2010

Construção ao longo de trinta anos de uma obra onde a fotografia assume a condição de um impressionante ensaio visual sobre o mundo em que vivemos, os seus tempos e lugares.
As suas fotografias não têm artifícios, que lhes falsifiquem a condição documental. As obras em exposição são provas de gelatina e sais de prata (fotografias a preto e branco) e provas cromogénicas (fotografias a cores).



sábado, 21 de janeiro de 2012

HOJE ABERTURA OFICIAL DE: GUIMARÃES-CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA

 Melina Mercouri é que teve a ideia de promover  uma cidade da Europa, como Capital da Cultura, durante um ano, mostrando a sua vida e desenvolvimento cultural.
Depois de Lisboa em 1994 e do Porto em 2001, chegou a vez de Guimarães.

QUE SEJA UM BOM INVESTIMENTO PARA O PAÍS!














A artista grega Melina Mercouri, estreou-se com o filme «Stella» sendo distinguida no Festival de Cannes e teve uma longa carreira.
Como política foi activista contra a junta militar grega, membro do parlamento helénico e depois ministra da Cultura por dois mandatos seguidos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ETTA JAMES (1938-2012)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

o Inverno do nosso descontentamento....


 Um Poema Que Se Perdeu

Hoje o dia é um dia chuvoso e triste
amortalhado
Naquela monotonia doente dos grandes dias.

Hoje o dia...
(a pena caiu-me das mãos)

Acabou-se o poema no papel.
Cá por dentro
Continua...

Oh! este marulhar das almas no silêncio!

Fernando Namora, in 'Relevos'

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

REVENDO «LA DOCE VITA»

um filme de Federico Fellini
com Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée
Itália, França, 1960
Festival de Cannes 1960 – Palma de Ouro (Melhor Filme) | Prémios David Donatello – Melhor Realizador
New York Film Critic Circle Awards – Melhor Filme Estrangeiro

« [esta obra-prima de Fellini] “quebrou todas as regras. Há um antes de A Doce Vida e um após A Doce Vida. Fellini rompeu com todas as regras narrativas. Nos EUA, estava-se na altura dos grandes filmes épicos e espectaculares, como o Ben Hur e Spartacus. Já tínhamos visto A Aventura de Antonioni e o primeiro Bergman. Mas Fellini, pela sua audácia, intensidade moral e pela inteligência deste filme, mudou o destino do cinema […]».

Martin Scorsese, na comemoração do cinquentenário do filme, em Roma (Diário de Notícias)



 Fellini Por Fellini, uma entrevista de Giovanni Grazzini, Publicações D. Quixote

«P. A Dolce Vita continua a ser uma chave de abóbada da cultura e da imaginação do século XX; que pensas hoje dele, até que ponto estavas consciente das suas componentes sociológicas?

R. Dou-me conta de que A Dolce Vita constituiu um fenómeno que ultrapassou o próprio filme. Do ponto de vista dos costumes mas também por algumas inovações. [...] Parece-me que foi alimentado, até no que diz respeito à formação das imagens, pela interpretação da vida que nos era imposta pelas revistas ll Europeo, Oggi; [...] As revistas foram o espelho inquietante de uma sociedade que se autocelebrava em continuação, se representava, se premiava; de uma nobreza papalina, negra e rural, que viajava de Caravelle e se fazia fotografar em Lo Spechio. Uma velha Itália seiscentesca e conservadora que se cruzava com a dos Nastri d’Argento e sobre a qual me agradava exercitar a minha propensão para o escárnio.»

ARGUMENTO
O filme passa-se em Roma e conta a história de Marcello Rubini, um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, visões religiosas e a aristocracia decadente, que passa a cobrir a visita da actriz hollywoodiana Sylvia Rank, por quem fica fascinado.
Através dos olhos deste personagem, Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a actriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi.
Outra sequência famosa do filme é a da abertura, na qual o jornalista, num helicóptero que transporta uma estátua de Jesus até o Vaticano, encontra uma mulher tomando sol numa cobertura e pergunta pelo seu número de telefone. O barulho dos motores impede que ambos possam sentender-se. A temática da falta de comunicação repete-se ao longo de todo o filme.
Dentre os momentos mais importantes do filme, está aquele na qual duas meninas atraem uma multidão, ao fingirem ver uma aparição da Virgem Maria nos subúrbios de Roma; e quando o personagem Steiner, um intelectual e colega de Marcello, que vive com a sua família numa aparente harmonia, comete o assassinato dos seus próprios filhos (um casal de crianças) e se suicida em seguida. Após a morte de Steiner, Marcello embarca numa vida de orgias e, numa destas ocasiões, pela manhã, caminha pela praia em busca de um monstro marítimo morto, o final simbólico do filme.


O personagem "Paparazzo", fotógrafo interpretado por Walter Santesso, que trabalha com Marcello Rubini, é a origem do termo que descreve os fotógrafos intrusivos, denominados paparazzi, no plural.

domingo, 15 de janeiro de 2012

«Tam depressa, ó delicada, alva pomba, pera onde is? Quem vos engana e vos leva tam cansada por estrada, que somente nam sentis se sois humana? Nam cureis de vos matar, que ainda estais em idade de crescer. Tempo há i pera folgar e caminhar: vivei à vossa vontade e havei prazer».

Gil Vicente – Alma

foto,ms

sábado, 14 de janeiro de 2012

RÁDIO COM CERTEZA!

Decisão de 2012: regressar aos velhos tempos do rádio! Tem sido a minha companhia, com variações entre a antena 1, 2…e eventualmente outras! Cansei-me da televisão, aliás a televisão tem descido de nível a olhos vistos, relativamente à programação. Estou cansada de ouvir sempre as mesmas pessoas, que trabalham com exclusividade! Só me prende algum documentário, filme, programa cultural! Além dos canais portugueses, os outros canais são um fartote, safam-se uns poucos! Confesso que posso estar a passar uma postura de exigência, mas cansei-me de tal forma, que ligar a televisão já me irrita!
Tão boas recordações tenho dos serões de rádio!

Fui à wikipédia ver as origens da rádio, para mim a rádio tinha sido desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi,no fim do século XIX, «mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla em seu projecto (????).
Na mesma época em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa.


http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio_(comunica%C3%A7%C3%A3o)
Lembrei-me do delicioso filme de Woody Allen: DIAS DE RÁDIO.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PARQUES NATURAIS

Sempre gostei de visitar Parques ou Reservas Naturais e os mesmos até foram crescendo. São locais onde são preservadas a fauna e a flora e paisagisticamente são belos para relaxe físico e psíquico. Mas outros aspectos há a considerar, são também locais de estudo multidisciplinar e de interesse turístico. Será que vai haver dinheiro para a sua manutenção? Quando está tanta coisa em risco, até de mais imediato interesse para as pessoas, referir-me a isto, até pode ser algo bastante lírico!

No Arouca Geopark , com uma extensão de 328 km2 há 14 sítios assinalados de interesse geológico. Um dos mais conhecidos é o das Pedras Parideiras, em plena serra da Freita, um fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro. Popularmente é chamado de «pedras parideiras», um aforamento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco convexo, os quais, por efeito, da erosão, se soltam da pedra mãe. 


Há ainda quem acredite que estas pedras ajudam a ter filhos.  Conta-se que as mulheres interessadas em engravidar as colocavam debaixo da almofada.

domingo, 8 de janeiro de 2012

neste verão brando e com um sol brilhante...viver é mais importante que tudo...


A Vida

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;

A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura num momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!

A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:

Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou!

João de Deus 

fotos.ms

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

«O MIÚDO DA BICICLETA» um filme que toca a alma


Cyril, de quase 12 anos, tem um único plano: encontrar o pai, que o deixou temporariamente num orfanato. Por acaso, conhece Samantha, uma cabeleireira que aceita acolhê-lo aos fins-de-semana. Mas será este amor suficiente para acalmar a raiva que tanto sente?
A magia exemplar do cinema dos irmãos Dardenne reside num argumento e numa realização que privilegiam a elipse, fazendo avançar a história sem diálogos explicativos, sondando a dor, filmando-a de viés. Ela é insinuada, mais do que mostrada, pelos lugares, pelos objectos, mas também por comoventes metáforas.
Há filmes que nos tocam a alma, filmes, livros…seja o que for…de um forma simples a alma é tocada, porque nos confrontamos com a realidade, com casos da vida com que privamos, sem artifícios. Fiquei perturbada, com o olhar terno que recebi e que agarrou o meu coração.
A beleza e intensidade de O MIÚDO DA BICICLETA permaneceu comigo durante muito tempo.

 
Jean-Pierre Dardenne y Luc Dardenne, irmaõs belgas e realizadores de cinema, denominam-se a si mesmos como «uma pessoa com quatro olhos».

Só encontraram o reconhecimento da crítica internacional com Rosetta, que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, seu terceiro filme. A partir daí têm concorrido sempre ao Festival de Cannes e ganharam uma segunda Palma de Ouro, com «a Criança»
Não tenho perdido nenhum dos seus filmes que chegam até cá. «O Miúdo da Bicicleta», já ganhou alguns prémios e está nomeado para outros.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PORQUE

Busto de Sophia - Casa Andersen - Porto

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen