A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ABRIU A TEMPORADA - JOPLIN E ZEMLINSKY


Na abertura da nova temporada cultural, JANIS E A TARTARUGA, um monólogo da actriz, Carla Galvão e que foi inspirado nos anos 60 e em Janis Joplin. Uma geração que fazia a revolução sexual e lutava contra a guerra e o racismo e as tartarugas lentas, que impediam uma mudança social.
MAIS SOBRE JANIS JOPLIN: AQUI








CASA DA MÚSICA
ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO
DIRECÇÃO PETER RUNDEL
Na Casa da Música, integralmente pela primeira vez em Portugal, foi tocado o poema sinfónico, A PEQUENA SEREIA (Die Seejungfrau) , (baseada no conto de H.C. Andersen) do compositor Alexander von Zemlinsky.

Sonoridades aquáticas, deslizantes e misteriosas, dão início a uma das mais comoventes partituras de Zemlinski que retrata a história da pequena sereia que sacrificou a sua própria vida em nome do amor, transformando-se em espuma do mar. Poema sinfónico complementado com sugestões visuais.

Alexander von Zemlinsky (1871 —, 1942) compositor, maestro e professor austríaco.
BIOGRAFIA



PARA CONTINUAR A OUVIR ESTA OBRA:
http://www.youtube.com/watch?v=O0snAu0HWLo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=-K-34IvkpoI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=jZze_2uawNk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=jZze_2uawNk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=tpjNMn7cTgc&feature=related

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TCHAIKOVSKY


Hoje o Google faz um destaque à passagem dos 170 anos, sobre a data do nascimento de Piotr Ilitch Tchaikovsky, grande compositor russo. ( Kamsko-Wotkinski Sawod, actual Tchaikovsky, 7 de Maio de 1840 - São Petersburgo, 6 de novembro de 1893).
Os seus bailados, deram-lhe a maior fama, mas também as Sinfonias, as Aberturas, os Poemas Sinfónicos, a Ópera e a Música de Câmara e a minha escolha vai para um excerto de um Trio, que muito aprecio.


segunda-feira, 15 de março de 2010

MIDORI

Midori estreou-se no Porto com a ONP. Na actualidade tem uma carreira que se destaca no universo da música clássica. Menina-prodígio, debutou com a Orquestra de Nova Iorque aos 11 anos.
Tocou:
Concerto para violino e orquestra nº2 de Johann Sebastian Bach
Sonata nº.1 para violino e orquestra de câmara de Alfred Schnittke
Rondó para violino e orquestra de cordas de Schubert

O Adagio do Concerto de Bach é muito bonito e insinuante espiritualmanete.



MIDORI - CARMEN

domingo, 7 de março de 2010

MAHLER É EXALTANTE E DEIXA-ME SEMPRE EXULTANTE



Gustav Mahler (Boémia, 1860 — Viena, 1911) Director de Orquestra e Compositor. O conjunto do seu trabalho artístico é formado basicamente de lieder, 9 sinfonias completas e um poema sinfónico. As sinfonias são as obras que mais se destacam na sua produção artística.
A música de Mahler é bastante pessoal e reflecte muito da personalidade e vida do autor. As suas sinfonias são temáticas e influenciadas pela literatura. São obras complexas, enormes, tanto na duração, quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. Mahler costumava dizer que as suas sinfonias deviam representar o mundo. De maneira parecida com a nona sinfonia de Beethoven, a voz humana é usada nas sinfonias números 2, 3, 4 e 8. A sua sinfonia número 8 requer mais de mil músicos, entre orquestra, solistas e um coral imenso. São peças de alternâncias rápidas e inesperadas de notas altas e baixas, sons fortes e fracos, momentos de tragédia, de triunfo, e de paz, de uma extrema beleza. A orquestração é original e o uso que faz dos instrumentos definem um som mahleriano inconfundível.
A morte é o tema presente na sua obra. Passagens alegres dão lugar a outras trágicas e de desespero, que reflectem a vida atribulada do próprio compositor. Mahler não teve uma infância fácil, o seu pai batia na mãe, viu o irmão querido morrer e os seus pais morreram mais ou menos logo e teve que assumir a condição de chefe da família e ser responsável pelo sustento dos outros irmãos mais novos. Mesmo depois, a vida não foi fácil. O espectro da morte pairava sobre Mahler, sofria de problemas cardíacos, uma das suas filhas morreu com 5 anos, era apaixonado pela esposa, Alma, contudo esta o traía.
Apesar de a tragédia ou a morte estarem sempre presentes, não se pode dizer que a obra de Mahler seja pessimista. De todas as suas sinfonias, apenas uma (a sexta) termina realmente mal, com a morte do herói sinfónico, e mesmo assim, de forma bastante heróica, no melhor estilo das grandes tragédias gregas. Algumas passagens, como o Adagietto da sinfonia n.º 5, ou o tema Alma da sinfonia n.º 6 são muito belas.
Gustav Mahler foi também o prenúncio de uma nova era da história da música, em que as composições passariam a ser atonais. Músicos famosos, dessa nova era, e que lhe sucederam, como Alban Berg e Arnold Schönberg admiravam o músico. Schönberg escreveu sobre Mahler: Em vez de perder-me em palavras, talvez fosse melhor dizer logo: acredito firmemente que Gustav Mahler foi um dos maiores homens e um dos maiores artistas que jamais existiram.
A sinfonia nº. 9, foi considerada por Mahler um poema sinfónico, Das Lied von Der Erde (A Canção da Terra). Existe um certo mistério!...Teria sido por superstição, no caso de outros compositores, a nº.9 era fatal!..Malher compôs a nº.10, mas morreu compondo apenas o 1º. andamento.

UMA HOMENAGEM A GUNTHER ARGLEBE (1933-2010)



Gunther Arglebe iniciou-se aos seis anos no estudo de violino. Aos 12 entrou no Conservatório de Música do Porto na classe de Flauta, passando mais tarde para o curso de Viola. Em 1947, quando se fundou a Orquestra Sinfónica do Porto, passou a integrar a instituição como terceiro flautista, ascendendo rapidamente a líder da secção das flautas. Imbuído pelo sonho de dirigir uma orquestra, foi para Munique, frequentar o curso de Direcção de Orquestras, Ópera e Coros. Em 1962, regressou a Portugal exercendo o cargo director artístico da Orquestra de Câmara Pró-Música do Porto. Criou, mais tarde, na Juventude Musical do Porto, um coro e um grupo de ópera, levando à cena várias obras.Em 1967 foi criado o Círculo Portuense de Ópera.No mesmo ano Arglebe foi nomeado director do Orfeão Universitário do Porto e Maestro sub-director da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional. Foi ainda nomeado Principal Maestro Convidado da Orquestra de Câmara de Wurzburg, com a qual dirigiu os primeiros concertos na Alemanha.Em 1969 aceitou o convite para dirigir a Orquestra Sinfónica do Porto.Em 1992 foi convidado para integrar o projecto Orquestra do Norte ao lado de José Ferreira Lobo. Aqui desempenhou papel fundamental e estruturante, pela sua intervenção enquanto chefe de orquestra e também pela sua dedicação à organização e aconselhamento no plano artístico.
As suas qualidades intelectuais permitiram-lhe um pensamento abrangente sobre a partitura possibilitando-lhe assim uma abordagem profunda das obras cuja direcção tinha entre mãos. As afinidades com o reportório germânico eram evidentes. Este reportório permitiu-lhe trabalhar com rigor formal, muitas vezes austero mas eficaz, resultante da sobriedade, clareza e eficácia do gesto.Na linha dos grandes chefes alemães, o seu estilo interpretativo era sóbrio e de bom gosto. Evidente na fidelização ao texto, ao plano formal da obra, ao equilíbrio dos planos sonoros!A maior parte dos maestros portugueses são generalistas, mas poucos abordaram todos os géneros como Gunther Arglebe, e muito poucos a ópera!
[UMA PESSOA QUE ME HONRA DE TER CONHECIDO, COMO SÓCIA DA JUVENTUDE MUSICAL, COMO FREQUENTADORA ASSÍDUA DE CONCERTOS E PELAS LIGAÇÕES FAMILIARES QUE TENHO COM O CÍRCULO PORTUENSE DE ÓPERA]

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MANUEL IVO CRUZ

Manuel Ivo Soares Cardoso Cruz (Lisboa, 18 de Maio de 1935).
Nasceu em Lisboa, filho do compositor e professor de música Manuel Ivo Cruz (1901-1985) e de Maria Adelaide Burnay Soares Cardoso. Realizou os seu estudos primários e secundários em Lisboa, ingressando seguidamente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Entretanto, estudou composição, dirigindo em 1954 o seu primeiro concerto.
Terminados os seus estudos em Lisboa, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na frequência do curso de direcção de orquestra do Universität Mozarteum da Universidade de Salzburgo, Áustria, cujo curso concluiu com distinção.
Terminados os seus estudos foi nomeado director musical da Orquestra Filarmónica de Lisboa e passou a dirigir diversos programas de divulgação musical, com destaque para os transmitidos na Radiotelevisão Portuguesa e na Emissora Nacional, com cuja orquestra sinfónica passou a colaborar regularmente.
Dedicou-se à música operática, tendo participado na realização de diversas temporadas no Teatro da Trindade e no Teatro Nacional de São Carlos, ambos em Lisboa, da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e ainda no Círculo Portuense de Ópera, de que foi presidente e director artístico. Como maestro convidado participou ainda em diversos concertos e óperas realizados em diversos países, entre os quais Alemanha, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, Rússia e Venezuela.
Também se dedicou à investigação e ao ensino, criando cursos, nos quais leccionou, entre os quais os Cursos Internacionais da Costa do Estoril, e realizando inúmeras conferências e colóquios. Também leccionou no Conservatório Superior de Música de Gaia. No campo da investigação dedicou-se à musicologia histórica, estudando as raízes da música portuguesa, da qual recolheu um apreciável repertório. Para divulgar esse acervo, publicou diversas colectâneas nalgumas das mais reputadas editoras portuguesas e internacionais.
No ano de 1969 foi distinguido com o Prémio Moreira e Sá, concedido pelo Orfeão Portuense. Mais tarde foi premiado por diversas instituições e agraciado com o título de Oficial de Mérito Cultural e Artístico da França e com a Ordem do Rio Branco, do Brasil. Em Portugal foi feito grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi ainda eleito membro de diversas instituições académicas dedicadas à música e à cultura, entre as quais a Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência, o Instituto de Estudos Culturais do Mundo de Língua Portuguesa e a Sociedade Brasileira de Musicologia.
Ao comemorar o cinquentenário da sua carreira artística, em 2004, foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com o grau ouro da Medalha Municipal de Mérito daquela cidade.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Ivo_Soares_Cardoso_Cruz

EXCERTO DO QUINTETO OP.44 DE SCHUMANN

BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ROBERT SCHUMANN

SCHOSTAKOVICH ENSEMBLE

QUARTETO COM PIANO OP.47
3 ROMANCES PARA OBOÉ E PIANO OP.94
QUINTETO COM PIANO OP.44
(ESTE QUINTETO FOI DEDICADO A CLARA SCHUMANN, SOBRE ESTE QUINTETO WAGNER ESCREVEU A SCHUMANN DIZENDO: «EU VEJO ONDE É QUE QUER CHEGAR, E AFIRMO, É ONDE EU TAMBÉM QUERO CHEGAR: É A ÚNICA SALVAÇÃO: BELEZA!» . GOSTO BASTANTE DESTE QUINTETO QUE TEM UM SCHERZO COM UM DESASSOSSEGO EXTREMO.)
[Ontem tive um dia de imprevistos, tem sido uma característica desta semana, bem precisava destes momentos de música, mas a ida ao concerto esteve em dúvida até à noite, o carro tinha «pifado» e depois de uma tarde de expectativa, o carro não ficou pronto! Acabamos por ir ao concerto na carrinha do dono da oficina, com aquela publicidade toda estampada no mesmo, ficamos cá com um cheiro a mecânicos! O imprevisto, neste caso bom, foi encontrar o Maestro Manuel Ivo Cruz, meu professor em dois cursos de História da Música. A idade não perdoa, está muito diferente do que era, mas sempre com aquele sorriso aberto.]

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

LEMBRANDO MOZART....





Wolfgang Amadeus Mozart (27 de Janeiro de 1756 – 5 de Dezembro de 1791) foi um compositor prolífico e influente do período clássico, autor de mais de 600 obras - muitas tidas como referências da música sinfônica, concertante, operática, coral, pianística e de câmara - e um dos compositores de música clássica mais populares de todos os tempos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

ORION - KAIJA SAARIANO

Da compositora finlandesa, KAIJA SAARIANO, foi ontem apresentada a sua obra, ORION, em estreia nacional. A compositora estava presente e teve fortes aplausos.

Nascida em Helsink em 1952 e graduada em composição em 1980. Escreveu música eletrónica nos anos 80, fazendo também uma mistura com instrumentos clássicos. Tem sido muito bem recebida pelo público, apesar de não fazer concessões. A sua música lembra muito o som “New Age”, mas claro, muito superior.
Orion é uma obra orquestral escrita por alguém com grande domínio e talento.
Não sou muito receptiva à música contemporânea, não gosto de tudo, há mesmo músicas que mexem com o meu sistema nervoso, mas de facto esta obra é interessante e envolvente.

sábado, 16 de janeiro de 2010

EXCERTO DA SINFONIA Nº.1 «TITû DE MALHER

GUSTAVE MAHLER (1860 — 1911)

Hoje vou encontrar-me com Mahler, melhor dizendo com a Sinfonia nº 1, «Titã. A Casa da Música vai dedicar o ano 2010, à música austríaca e vai passar toda a obra de Malher. Tenho as 10 sinfonias (última incompleta), mas um concerto ao vivo é outra coisa!...Não conheço tão bem é a sua obra de Lieder, a não ser, Das Lied von der Erde.


Outro compositor austríaco que admiro é, Anton Bruckner (1824 — 1896), com quem Malher também privou e dele disse:
Nunca fui aluno de Bruckner. Todos pensavam que estudei com ele porque em meus dias de estudante em Viena era visto freqüentemente em sua companhia e por isso me incluíam entre seus primeiros discípulos. A disposição feliz de Bruckner e sua natureza infantil e confiante fizeram do nosso relacionamento uma amizade franca, espontânea. Naturalmente, a compreensão que obtive então de seus ideais não pode ter deixado de influenciar meu desenvolvimento como artista e como homem.
Para saber mais sobre estes compositores:

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

OSCAR DA SILVA



Deste mesmo compositor é muita conhecida a sonata «SAUDADE»

domingo, 8 de novembro de 2009

FORTUNA - CARMINA BURANO (CARL ORFF)

A PROPÓSITO DE MÚSICAS...

Ontem foi uma noitada de miscelânea musical, muito Zeca Afonso (Venham Mais Cinco, Maio Maduro Maio, O que faz falta, Vampiros...), canção popular variada… até Piazzola, Monti, Carl Orff…
Gosto especialmente de os CARMINA BURANO, de Carl Orff, por várias razões...uma delas é porque foi a ópera que mais ouvi, não sei quantas vezes, mas foram realmente muitas!


[Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos num importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização em 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera. O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Actualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique.Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”. (Wikipédia)]

A minha filha cantou no coro infantil do CPO e esse coro participou nos Carmina Burano e eu tinha que a levar aos ensaios e depois aos espectáculos, não só no Porto, como a Lamego, Leiria, Coimbra e Lisboa (Teatro da Trindade). Por questões sentimentais, em que também está presente um grande convívio com os elementos do CPO, estou muito ligada a esta ópera.
Para quem não saiba o CPO, é o Círculo Portuense de Ópera, instituição antiga, que subsiste por amor à Arte, tenho familiares que cantam no Coro dos adultos, há anos, têm que ir aos ensaios, vários dias por semana, aos concertos e não ganham absolutamente nada.
A vocação do CPO é a realização de óperas e foi através do mesmo que pude conhecer o reportório operístico mais acessível e também de maior agrado público: Traviata, Rigoletto, Trovador, D.Carlos de Verdi, La Bohéme e Tosca de Pucinni, Elixir de Amor de Donizetti, Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro Don Giovanni, Così Fan Tutte de Mozart, O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, etc.
O CPO, organiza espectáculos de ópera, se tiver subsídios, já que é impensável que um espectáculo de ópera possa ser pago pela bilheteira, mas devido à política cultural do Presidente da Câmara, Rui Rio, que praticamente desde que ocupou o lugar, cortou os subsídios ao CPO, o mesmo só subsiste através das Noites de Ópera, espectáculos feitos de excertos de várias óperas.
Considero injusta a situação em que está o CPO, devido ao serviço que pode prestar aos apreciadores de ópera, tratando-se também de uma instituição reconhecida, que já apresentou trabalhos de muito mérito. De notar que o CPO, já esteve um mês em digressão em Itália.


Considero que a evolução de uma cidade, está na cultura que tem para oferecer e que logo em principio deve ter a sua Companhia de Teatro, de Bailado, de Ópera e a sua orquestra. Relativamente ao teatro, temos o S. João (peças mais clássicas) e o Carlos Alberto (teatro de vanguarda), de Bailado temos que esperar pela tournée da Companhia Nacional de Bailado, Ópera é só o que vai chegando ao Coliseu através das companhias do leste e temos a Casa da Música, onde ficou sediada a ONP e onde foi criada o Remix, orquestra vocacionada para a música contemporânea. Na Casa da Música, há todas as músicas, menos ópera, o palco foi construído segundo um projecto, em que a ópera não era contemplada, porque não tem fosso para a orquestra.
A Cultura no país, é sempre o parente pobre na distribuição de verbas, sei que há problemas bastante graves e prioritários no nosso país, mas também sei que se gasta muito dinheiro, por conveniências e interesses.