Ao ler uma crónica onde se dizia peremptoriamente que ninguém morre de amor, fiquei a pensar…morrer de amor é assim d0 período Romântico… lembro Werther de Goethe, livro paradigmático desses tempos, mas todos os dias há crimes passionais nos jornais… mas isso é matar, não é morrer de amor, é uma dor e vingança de chifre!..
Quando algo é finito ou após uma zanga, chora-se, fica-se em casa, não se quer ver nem falar com ninguém…mas isto não mata! Damos cabeçadas…e mudamos de opinião uma quantidade de vezes, para continuarmos a dar cabeçadas…
To die by your side is such a heavenly way to die…só conversa?
Se esse autocarro de dois andares
Batesse em nós
Morrer ao teu lado
Era uma forma paradisíaca
E se um caminhão
Matasse nós os dois
Morrer ao teu lado
Era um prazer - um privilégio meu
Oh, há uma luz e ela nunca se apaga...
Agora há tantas crises…crise dos 3 anos…crise dos 7 anos…se ao fim de poucos meses já não mandaram o amor à fava!.. E este amor será amor?
O lema é relativizar, deixar o «foram felizes para sempre», para «suportarem-se um ao outro sem grandes discussões»…
Crescendo, para não dizer envelhecendo, que é menos confortável, se aprende a relativizar…dá-se mais importância a umas coisas do que a outras…lamenta-se até o desgaste sofrido em discussões vãs…
Pode-se demorar a chegar a este ponto…pode-se nunca chegar…mas será mais positivo rir de quando pensávamos que o mundo ia acabar sem… ou que queríamos que o mundo acabasse com…
Ontem tive uma conversa com uma pessoa deliciosa…a Lena…a quem eu chamo fofinha…A Lena é uma adolescente de c. de 80 anos…é o rosto da felicidade…tem uma voz macia, um olhar brilhante e carinhoso, emana dela uma grande serenidade…todos gostam dela! Tem problemas de coração controlados…
-Lena tudo bem?
-Esta noite tive falta de ar…mas não vou falar disso!
É assim: está sempre tudo bem!
Faz hidro todos os dias e eu apenas três vezes por semana! Na piscina quando começa a abrir a boca, sinal de compensação cardíaca nós ficamos logo a observa-la. A Lena é uma pessoa muito querida!
Ontem no balneário outra colega contou uma anedota, sobre alguém que queria ter sexo, mas precisava de uns comprimidos e a Lena disse:
-Como estamos só aqui as três…eu e meu marido ainda fazemos sexo, não muito, mas uma vez por semana…ele quer sempre…eu é que tenho mais preguiça, mas ele é muito delicado e atencioso, sempre foi…quando casamos, andou meses para que acontecesse…eu sou carinhosa, mas não sou muito fogosa!
Conclusão para mim: a Lena viveu e vive realmente o verdadeiro amor, por isso do seu rosto emana aquela felicidade e serenidade…
Da Lena podia contar muitas coisas é uma pessoa tão peculiar!..Conheço-o há alguns anos e logo me apaixonei pela pessoa que é!