A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




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segunda-feira, 12 de março de 2018

RUA DOS MERCADORES - PORTO


Rua dos Mercadores é das ruas mais antigas do Porto. Ali viviam os mais abastados negociantes. Considerada a mais rica artéria da cidade, com grandes casas. Por essa razão era muito procurada por fidalgos e clérigos em viagem, assim como funcionários régios, para aposentaria. Esta prática deu origem a protestos, por causa de abusos e excessos, que os «hóspedes» cometiam.

Em 1374, o rei D. Fernando, atendeu às queixas e ordenou a nobres e prelados, que não procurassem aposentadoria nessa rua.

Note-se que até meados do século XVI, os membros da nobreza estiveram proibidos de viver no Porto.

Nesta rua funcionou o Hospital Albergaria de Santa Clara e em 1560 esteve lá Francisco de Borja, visitador da Companhia de Jesus.

Na Idade Média, a Rua dos mercadores era um eixo vital de ligação entre a zona ribeirinha e a parte alta da cidade, constantemente percorrida por peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.
Presentemente, como toda a zona histórica, é uma rua de alojamentos para estrangeiros, cujo benefício tem sido a recuperação de muitas casas.


(Apesar de ser formada em História e ter feito a cadeira de História do Porto, não sou uma historiadora, mas tenho todo o interesse nesta matéria, lendo tudo que seja relativo à minha cidade preferencialmente.)

domingo, 11 de março de 2018

MERCADO DO BOLHÃO - PARA MEMÓRIA FUTURA!

O Mercado do Bolhão é um dos mercados mais emblemáticos da cidade do Porto. A sua construção caracteriza-se pela sua monumentalidade, própria da arquitectura neoclássica.
O edifício do mercado foi homologado como imóvel de interesse público em 2006.
Em 2013 foi classificado como monumento de interesse público.
O mercado encontra-se em grande degradação, com adiamentos atrás de adiamentos, para a sua recuperação. As últimas notícias apontam para que as obras comecem em Maio deste ano. Será?






















quinta-feira, 8 de março de 2018

PALÁCIO BIJOU


A EDP vendeu o Palácio Bijou, por seis milhões a indianos. O Palácio Bijou localiza-se na zona da Batalha, em pleno centro histórico do Porto, tem uma área de cerca de 5000 metros quadrados. O palácio, é considerado um dos símbolos da Art Déco e será alvo de reabilitação. Outro hotel, com certeza!
A localização do Palácio foi, ainda, um ponto-chave para a realização desta operação e este negócio representou uma oportunidade única de adquirir um dos edifícios mais marcantes do centro histórico do Porto.
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Estive a pesquisar na net e não há nenhum site que aborde a história deste edifício! Quando foi construído? A quem pertenceu, antes de ser pertença da EDP?
Encontrei algumas imagens no google, que revelam que é interessante por dentro e por fora. Gostaria bastante de o visitar! Se alguém tiver mais informações, agradeço!







sábado, 3 de março de 2018

A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA MATERNA, QUE EU CONSIDERO AGORA COMO MADRASTA!

Nos meus passeios vadios, reparei numa escultura, no cimo da Avenida da Ponte, em local pouco visível e fui até lá saber do que se tratava.


A escultura é  uma versão menor do Monumento Shaheed Minar que se encontra na Praça dos Mártires do Idioma, em Daca, capital do Bangladesh. O memorial do Porto reproduz a forma e significado do original, desenhado pelo escultor Hamidur Rahman.


O dia Internacional da Língua Materna começou com o Dia do Movimento da Língua, que é comemorado em Bangladesh (anteriormente Paquistão Oriental) desde 1952. O dia é comemorado anualmente pelos estados membros da UNESCO, para promover o multilinguismo e a diversidade linguística e cultural.
Em 21 de Fevereiro de 1952, correspondendo a 8 Falgun de 1359 no calendário de Bangla, estudantes faziam campanha para a reconciliação de Bangla como uma das línguas do estado do Paquistão e foram mortos pela polícia. Este protesto já vinha a decorrer desde 1948, quando Muhammad Ali Jinnah, general do Paquistão, declarou que o Urdu seria a única língua para o oeste e Paquistão do leste. Os povos de Paquistão do Leste (agora Bangladesh), cuja língua principal é bengali, protestaram sobre esta decisão.

sexta-feira, 2 de março de 2018

JARDIM DO PASSEIO ALEGRE - ALGUMAS FOTOS ANTIGAS!






EM TEMPO DE CHUVA, LEMBRO OS ESPAÇOS ONDE COM TEMPO APRAZÍVEL GOSTO DE PASSEAR E FICAR A LER!


JARDIM DO PASSEIO ALEGRE

Construído nos finais do século XIX beneficiando da participação de Emíle David* no seu ajardinamento. Ladeado por uma Alameda de Palmeiras, alberga uma série de elementos arquitectónicos de grande valor: um chafariz em granito, a poente, proveniente do antigo Convento de S. Francisco; dois Obeliscos de Nasoni, oriundos da Quinta da Prelada; um pequeno 'chalet romântico', construído em 1874, antes do acabamento do Jardim, um coreto onde se realizam, pontualmente, concertos filarmónicos. Por fim, destacam-se os sanitários públicos, construídos em 1910, decorados com azulejos Arte Nova e loiças inglesas.
fotografia: ms

fotografia: ms

fotografia: ms

fotografia: ms

fotografia: ms

fotografia: google

fotografia: google

fotografia: google

fotografia: ms


fotografia: ms


Émile David (Berlim, 1839 - Porto, 1873), também referenciado como Emílio David, foi um arquitecto paisagista, autor do desenho de grande parte dos jardins da cidade do Porto, na segunda metade do século XIX.


Inicia o seu percurso na cidade do Porto em 1864, ano em que foi convidado para o planeamento e a direção dos jardins do Palácio de Cristal, cargo que ocupa até 1869. É durante este mandato, em 1865, que executa em paralelo os planos para o Jardim da Cordoaria e para o Jardim do Passeio Alegre. Entre 1869 e 1870 assume a direção do Horto das Virtudes com José Marques Loureiro. Após este período abre um gabinete próprio junto à Rua de Santa Catarina, onde projecta jardins — sobretudo para residências privadas — e se dedica ao comércio de plantas, sobretudo exóticas.












terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

FONTES E CHAFARIZES DO PORTO


Nas minhas caminhadas pela cidade do Porto, tenho descoberto muitas fontes e chafarizes, além de fontanários de vários modelos, posteriores às fontes e chafarizes.
Por onde passo tenho fotografado, mas ainda não pensei fazer um périplo fotográfico como deve ser, mas há quem já se tivesse debruçado sobre esse tema, por exemplo Germano Silva com o seu livro, «Fontes e Chafarizes».
Além de todas estas, há muitas mais.
As necessidades de abastecimento às populações bem como às grandes instituições conventuais e monacais sempre colocou dificuldades a quem tinha de encontrar resposta para satisfazer essas necessidades. Aquedutos, Fontes e Chafarizes foram os responsáveis pelo abastecimento continuado das populações, daí que tenham proliferado um pouco por todo o lado, tirando partido da abundância de água que a cidade tinha. Muitas Fontes e Chafarizes acabaram por ser transferidos de um lugar para outro. As alterações que a cidade sofreu fruto do progresso e das alterações no urbanismo levaram à sua transferência ou mesmo ao seu desaparecimento. As necessidades das populações em termos de abastecimento público de água foram-se alterando e, a maior parte, desempenham  actualmente funções estéticas em espaços públicos urbanos.

Algumas dessas fontes e chafarizes, que perderam a sua funcionalidade podem ser vistas na mata da empresa Águas do Porto (antigo SMAS), para onde a Câmara Municipal do Porto as transferiu. Alguns fontanários podem ser vistos no Parque da Pasteleira. Pela cidade, no entanto, ainda podemos encontrar, e a funcionar, belos exemplares de fontes e chafarizes.

Fonte de Neptuno. Está localizada na parede lateral, voltada para os Clérigos, da antiga Cadeia da Relação, onde hoje estão instalados os serviços do Centro Português de Fotografia). Por cima encontra-se uma varanda com janela que dá para a Capela onde os condenados à morte passavam a última noite.
Recentemente também passei pela Sé e desci para a Igreja dos Grilos, onde estive a apreciar esta fonte.



domingo, 18 de fevereiro de 2018

BAIRRO IGNEZ


No último ano do século XIX foi comprada aos condes de Burnay, uma parte do convento de Monchique para a instalação de uma fábrica de serraria, carpintaria e pregaria.

Em 1915 é formulado à Câmara do Porto, um pedido do engenheiro Eleutério Adolfo Moreira da Fonseca no sentido de transformar a fábrica de pregaria "União Industrial Portuense" num "bairro de casas baratas para operários". O bairro é construído segundo um projecto Inácio Pereira de Sá.

O bairro foi recuperado por Fernando Távora nos finais do século XX, está numa zona privilegiada e deixou de ter o seu carácter inicial.

É na esplanada do Bar Ignez, que usou o nome do bairro, pelo mesmo se encontrar no patamar mais abaixo, que se pode apreciar esse casario e também
uma vista fantástica para o Rio Douro.



Também é possível olhando para o outro lado ver a parte traseira dos Jardins do Palácio, as suas sete palmeiras da Califórnia e a Casa do Roseiral, onde viveu António Pinto Machado - (1895 - 1965). Jornalista, escritor, poeta e entre outras actividades Director do Palácio de Cristal. Presentemente é residência oficial do Presidente da Câmara Municipal do Porto, embora não seja habitada é usada para cumprir cerimónias protocolares e apoiar visitas oficiais.