A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 13 de outubro de 2009

OBRA MONUMENTAL, MAS NÃO HISTÓRICA


A emotividade do romantismo e o imediatismo do realismo, são os pilares da obra prima monumental de Géricault. A "Jangada da Medusa" denunciou um naufrágio e a corrupção do regime mas, o que o pintor pretendia era o reconhecimento. Foi exposto no Salon de Paris, em 1919. Aí realizavam-se essencialmente exposições, com fins políticos, mas também artísticos. Os Bourbon haviam regressado ao trono de França, em 1814, com a queda de Napoleão e usavam este salão para demonstrar a prosperidade e a estabilidade da nação. Assim os critérios de selecção para participar na exposição determinavam que os artistas tivessem de ser pró-regime ou pró-igreja (a grande aliada dos Bourbon) e realizassem obras que enaltecessem o poder vigente. Dois terços dos quadros tratavam cenas da vida dos santos, enquanto os restantes prestavam tributo aos monarcas franceses.
Sem bajulações ao regime, o quadro de Géricault, baseou-se no naufrágio da "Medusa", que a corte preferia esquecer. Géricault, no entanto, não pintou o quadro por razões políticas e ficou surpreendido, de o rei não o ter comprado. Os critérios dos críticos foram mais políticos do que artísticos.
Para realizar "A Jangada da Medusa", Géricault socorreu-se de várias fontes. Conversou com dois sobreviventes (Savigny - médico, Corréard - cartógrafo). O pintor pretendeu pintar uma obra realista, mas o quadro acabou por não obedecer aos cânones realistas.
A análise da obra revela pormenores pouco realistas: Jean Charles, o negro que acena no ponto mais alto do quadro, tem os músculos bem vincados nas costas aparentando boa alimentação. Nada mais falso, porque depois de treze dias sem comer os músculos ficam reduzidos e notam-se as saliências dos ossos na pele. Também nos relatos de Savigny e Corréard sublinhava-se que a pele dos homens estava queimada do sol e coberta de crostas e feridas. Não há sinais disto no quadro. Os cadáveres também não se apresentam azulados mas evidenciam, sim, uma lividez idealizada. Outra antinomia verificada é a barba feita e o cabelo cortado tanto dos mortos como dos vivos. Os relatos falam de cabelos longos e desgrenhados.
Apesar da imensidão real do mar, a tela atribui-lhe pouca importância. Durante o episódio que deu origem ao quadro aconteceram cenas de canibalismo embora essa certeza não esteja documentada no quadro. Nos estudos preliminares, apareciam dois homens nus a alimentarem-se de um cadáver mas, na época, o canibalismo era tabu. Apesar disso, a obra comporta uma referência a esse nível: uma figura paternal segura o cadáver de um jovem, o que simboliza a figura do conde Ugolino, objecto de múltiplas representações em pinturas contemporâneas. A lenda de Ugolino conta que ele foi preso pelos seus inimigos, juntamente com os filhos e netos, numa torre. Quando as crianças morreram ele tentou manter-se vivo ao alimentar-se da sua carne. Na lenda como na jangada a fome sobrepõe-se ao humanismo.

A monumentalidade, tanto em formato como em execução, é uma das características estilísticas da pintura histórica, um género bastante apreciado na época. A pintura histórica "demonstrava" se um artista era realmente talentoso ou não. No entanto, a fluência estilística e a concentração temática (acontecimentos dramáticos ou famosos da história nacional, Cristo ou a Antiguidade) eram os principais requisitos da pintura histórica e "A Jangada da Medusa" não os contemplou. Sem a concretização do realismo idealizado pelo autor, "A Jangada da Medusa" é só um testemunho poderoso do estado de alma do ser humano em sofrimento.

[O primeiro relato sobre o naufrágio da "Medusa" foi publicado por Henri Savigny, médico e um dos 10 sobreviventes. Géricault pintou-o ao lado direito do mastro com um outro sobrevivente, o cartógrafo, Alexandre Corréard.]

TITULOCRACIA


Somos o país, com o menor número de licenciados da Europa Ocidental, entre os jovens de 24 anos, existem 49%, é média europeia é de 77%, acima estão os checos, polacos, eslovacos, eslovenos, todos com 90%.
Somos titulocratas, um vício que vem de longe, antes era Barão, Conde, Marquês, Sua Excelência… è doença? Se não é doença, parece uma praga…
O título parece uma coisa de vestir, com símbolos e adereços, formas de pôr, muitos modos diferentes, muitas maneiras de usar. É cortesia, é provincianismo, é identidade, é sabujice, é manipulação.
O título é uma identidade? Nós somos o título que temos? Isso depende da mentalidade de cada um, há quem goste de o exibir há quem tente escondê-lo o mais possível!
Mérito e título contaminam-se, andam sempre ligados, mas muitos méritos podem dar um bom título e muitos títulos, podem não ser necessariamente meritórios. Em síntese: NÃO IMPORTA O QUE POSSUÍMOS, IMPORTA O QUE FAZEMOS COM AQUILO QUE SABEMOS.
Socialmente, fazemos todo o tipo de distinções, por exemplo nos carros, que não têm paralelo com o que vimos no resto da Europa, a forma como são ostentados e as pessoas se querem distinguir através dos mesmos. As casas dos emigrantes então são paradigmáticas, são casas que expõem pessoas, que denunciam como elas são.
Também somos contraditórios, tanto prezamos os títulos como os queremos desprezar e desvalorizar, quando não são nossos, é o mal da inveja. Esta ambivalência pode não ser uma enfermidade, mas é uma praga difícil de tratar, mas somos nós, nós somos assim!...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

JORDI SAVALL




Um dos maiores especialistas mundiais de música antiga. Os seus concertos são memoráveis. Vai ser editado por estes dias a famosa composição de Joseph Haydn, «As sete últimas palavras de Cristo na cruz». Para lhe dar um toque de modernidade, o músico convidou, José Saramago e Raimon Panikkar, para criarem textos, para acompanhar a obra.

domingo, 11 de outubro de 2009

SERGEI RACHMANINOV




Hoje comecei o dia ouvindo a 3ª. sinfonia de Rachmaninov, a composição onde o músico expressa com mais força a saudade da Rússia, que teve de deixar em 1917, por questões políticas. Radicou-se e depois nacionalizou-se americano, país onde teve grande sucesso.
Gosto de Rachmaninov, das suas sinfonias, dos seus concertos para piano, prelúdios, danças sinfónicas, da Rapsódia sobre um tema de Paganini...

RENÉE VIVIEN - LASSITUDE

Nesta noite dormirei um grande e doce sono.
Fecha as pesadas cortinas, mantém as portas cerradas,
Não permita, sobretudo, que o sol entre.
Coloca à minha volta a noite embebida em rosas.
Põe, na brancura de um travesseiro profundo,

essas flores mortuárias de perfume obsedante.
Põe nas minhas mãos, no meu coração, na minha fronte,
essas flores pálidas, que são como um círio tépido.
E eu direi bem baixo:

“De mim não restou nada.
Minh’alma enfim repousa.
Tem piedade dela!
Respeita seu repouso durante a eternidade.
”Dormirei nesta noite a morte mais bela.
Que se desfolhem as flores, lírios e tuberosas,

E que se cale, enfim, no limiar das portas cerradas,
o eco persistente dos soluços de épocas passadas...
Ah! A noite infinita! A noite embebida em rosas!

A PRIMEIRA HOMOEROTICA POETA DOS TEMPOS MODERNOS




Renée Vivien é o nome literário de Pauline Tarn. Nasceu em Londres no ano de 1877 e morreu em Paris, em 1909. Em 1899 instalou-se em França, particularmente em Paris, após receber uma herança que a colocou a salvo de todo tipo de preocupações financeiras e que lhe permitiu escrever e viajar durante longas temporadas. Em Paris conheceu Natalie Clifford Barney, atriz e escritora e com ela manteve tortuosa relação. A baronesa Hélène de Zuylen (que cuidou de Vivien no final dos seus dias e que colaborou com ela em várias obras) trouxe para a poeta estabilidade sentimental, ainda que desde 1904, Renée tivesse uma relação semi-platónica por cartas, com uma misteriosa admiradora residente em Constantinopla, esposa de um diplomata, chamada Kérimé Turkan-Pacha, a qual alimentará sua paixão por uma mulher proibida e um sonho oriental distante.



O seu insaciável instinto de exploração, revela-se na sua obra poética, abarcando diversos géneros. Novelas, relatos, prosa poética, adaptações de Safo – que ela explicava e explicitava numa grandiosa escrita homoerótica retirada do original grego -, e mais ainda, teatro e uma biografia de Ana Bolena. Em 1901 publicou a sua primeira obra poética, Études et préludes, e a esta seguiram-se outras como, Cendres et poussières, À l’heure des mains jointes, Flambeaux éteints, Sillages, Haillons.



André Gide em crítica observou que as poesias de Vivien não tinham nada de valioso, mas apenas estavam impregnadas de “um baudelairismo profundo”. Realmente ela teve muitas influências de Baudelaire inclusive de Verlaine, como salientaram os seus contemporâneos.Vivien ou Pauline, com as ferramentas da poesia simbolista de fim de século, construiu um mundo lírico hedonista. Levou às mais radicais atitudes alguns de seus registos poéticos repletos de fatalidade niilista e de volúpia no universo artístico de 1900. Os seus versos eram cheios de bacantes, ofélias, seres noctívagos e amantes destrutivos. A sua linguagem era sensual, luxuriosa, realista. A poeta Vivien foi uma grande mestra na exploração dos sentidos com as sinestesias, correspondências e associações inesperadas que se plasmavam em matizes subtis e delicados em ritmos transbordantes, sexuais e fluídicos. Nos seus livros e nos seus escritos ela explorou novas maneiras de desenvolver o desejo com os cantares de exaltação aos sentidos e ao corpo. Todo o conjunto de sua obra é um canto de paixão e desejo. Sua obra era totalmente subversiva para os padrões de sua época, pois ela escrevia para os leitores do futuro.

(O QUE VOU ENCONTRANDO NA NET)

HOLLY THROSBY

sábado, 10 de outubro de 2009

ISABEL II

Enquanto em Inglaterra, Isabel II já reina há 56 anos (1953-2009), os Estados Unidos, nesse mesmo período, tiveram 11 Presidentes.










RELATÓRIO DA UNICEF


Esta organização denuncia:


VIOLÊNCIA INFANTIL: 1,5 BILIÕES DE CRIANÇAS

CRIANÇAS QUE VIVEM SOB CONFLITO ARMADO: 1 BILIÃO

TRABALHO INFANTIL: 150 MILHÕES

CASAMENTO INFANTIL: PROLIFERA NA ÍNDIA, MAS TAMBÉM NO NEPAL E PAQUISTÃO.


Ann Veneman, directora-executiva da UNICEF, mostra-se apreensiva com os dados: Uma sociedade não pode prosperar se os seus membros mais jovens forem obrigados a casar precocemente, se forem abusados enquanto trabalhadores do sexo ou se lhes forem negados os seus direitos básicos.

SÃO REALMENTE NÚMEROS IMPRESSIONANTES.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ENRICO PIERANUNZI

LONGE DA TERRA QUEIMADA

LONGE DA TERRA QUEIMADA (THE BURNING PLAIN)

REALIZAÇÃO: Guillermo Arriaga
com: Charlize Theron, Kim Basinger, Joaquim de Almeida...


SINOPSE
Sylvia é gerente de um restaurante, cujo frio comportamento profissional, mascara a tempestade sexual que lhe percorre o corpo.
Quando um estranho mexicano a confronta com o seu misterioso passado, Sylvia vê-se atirada para uma viagem através do tempo e do espaço, que a liga inexoravelmente a personagens muito diferentes, todas elas lutando com os seus destinos sentimentais. No México, uma jovem sem mãe, Maria, vive feliz com o pai e o melhor amigo deste, até que um trágico acidente muda tudo. Na cidade fronteiriça do Novo México de Las Cruces, dois adolescentes, Mariana e Santiago, encontram o amor na sequência da súbita morte dos seus pais. Num atrelado abandonado, uma mulher de família, Gina, embarca numa escaldante relação amorosa com Nick que irá colocar Sylvia e todos os outros, numa rota de colisão, com o explosivo poder do amor proibido.


Um filme interessante, que explora bem, pelos seus vários ângulos, os problemas sentimentais e que tem boas interpretações. Na brincadeira com amigas, disse que lhe dava: *** e 1/2, só porque a meio do filme, já antevia toda a história, o factor surpresa é para mim fundamental.

BARACK OBAMA - NOBEL DA PAZ


Este prémio foi uma surpresa, não premeia uma pessoa, que tenha uma vida de lutador pela paz, premeia mais uma «ESPERANÇA DE PAZ», concordo com o que diz a Jornalista, Teresa de Sousa, do Jornal Público.

A notícia caiu como uma bomba. Era absolutamente inesperada. Desencadeou todas as emoções. O Nobel para a esperança. O Nobel para o homem que simboliza a esperança. Um risco? Uma irresponsabilidade? Uma antecipação? Foi preciso respirar fundo.
A primeira leitura da decisão do comité norueguês de atribuir o Nobel da Paz a Barack Obama é a mais fácil. Esqueçam o Médio Oriente ou o Irão. Esqueçam o Afeganistão. Esqueçam, numa palavra, os resultados da política externa dos Estados Unidos da América. Concentrem-se no símbolo. No dia em que Barack Obama foi eleito o 44º Presidente da nação mais poderosa do mundo, o mundo saudou a sua eleição como se lhe pertencesse. Obama era negro e representava o lado luminoso da América. Trazia um discurso de mudança radical da relação da América com o mundo. De diálogo, de compreensão e de respeito mútuo. Criava uma onda avassaladora de entusiasmo, de boa vontade e de expectativa. Era, num mundo de caos e de desordem, o mais poderoso sinal de esperança. Depois houve o discurso do Cairo. A palavra era em si própria a mudança. A política que anunciava também. O Nobel da Paz que acaba de lhe ser atribuído é dado a essa esperança. Só assim pode ser compreendido.
Mas há uma outra forma de olhar para esta decisão, a muitos títulos inédita, que é na perspectiva das suas consequências. Um risco? E se amanhã Obama tiver de lançar uma guerra, mesmo que uma guerra necessária? Já tem uma em mãos, no Afeganistão. E se falharem todas as suas tentativas para solucionar a crise iraniana ou se não conseguir quebrar a maldição do Médio Oriente? E se a nova ordem nuclear que propõe não passar de uma miragem. Teremos de dizer daqui a quatro anos que não merecia o Prémio que ganhou por antecipação?
A dualidade de perspectivas, entre a esperança e o cepticismo, traduz afinal aquilo que Obama é: o Presidente dos Estados Unidos da América e o eleito do mundo. O que permite, por agora, apenas uma conclusão. Alimentar a esperança é, também, uma forma poderosa de procurar a paz.

(TERESA DE SOUSA - JORNAL O «PÚBLICO»)

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

QUEM SERÁ O PRESIDENTE DESTA CÂMARA?

Enfim…último dia de campanha!..Que alívio!..Os nossos políticos cantaram, dançaram, beijaram, abraçaram e mentiram, qb. Vivendo numa das artérias principais da cidade do Porto, o folclore a que fui assistindo foi confrangedor, eu de facto, estou cheia destas coisas e não são estas coisas, que vão determinar o meu voto. Várias vezes a minha tranquilidade foi violentada pela «Marlene» (autocarro de dois andares, ao serviço de Rui Rio) com o seu alto potencial sonoro!..É uma festa… e estamos em tempo de festas? Os políticos descredibilizam-se com estas fantochadas e muitas vezes me interrogo, é nesta fauna que eu vou votar? Claro que há excepções mais sóbrias…
Depois de um resultado positivo nas legislativas do PS, para eles foi uma vitória, para mim a vitória foi terem perdido a maioria absoluta, do «rabinho entre as pernas» do PSD e das surpreendentes subidas do BE e do PP. Do BE, OK, do PP, ou melhor dizendo do Paulo Portas, rrrhhrr!?...
As eleições para as autarquias são diferentes, não conta só os partidos, mas os candidatos. Com um Rui Rio (PSD-PP) cheio de sarcasmo, que não tem «alma portuense» e tem feito coisas incríveis, a nível da gestão cultural e na cedência a privados de espaços carismáticos (Rivoli, Mercado Ferreira Borges, Pavilhão Rosa Mota, Bolhão, Bom Sucesso, Palácio do Freixo…) e de uma Elisa Ferreira (PS), cheia de agressividade, porque lhe deve pesar o oportunismo, foi eleita há meses candidata europeia, e depois candidatou-se à Câmara do Porto e se não ganhar tem o «tacho» garantido…decisivamente estes dois, NÃO!.. Depois temos o Rui Sá (CDU), que tem sido um homem interessado na cidade e trabalhador a favor da mesma e temos o Teixeira Lopes (BE), que para um eleitor desiludido, é como um «mata, mata…».
Já pensei, já reflecti, já decidi, amanhã dia de reflexão vou passear e no domingo vou votar, mas vou mesmo votar, considero que quem se abstém não tem direito a protestar.
VOTEM, para isso é que se gasta tanto dinheiro na democracia!?...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

HERTA MÜLLER - PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2009


Herta Müller, nasceu em 17 de Agosto de 1953 em Nitchidorf, perto de Timisoara, numa região de tradição de língua germânica, Banat. Herta Müller é neta de um agricultor e comerciante acomodado que perdeu as propriedades com o comunismo. A sua mãe foi deportada para um campo de trabalho da União Soviética, depois da Segunda Guerra Mundial. O seu pai foi membro das Waffen SS (corpo militar das SS) durante a guerra.
Entre 1973 e 1976, estudou alemão e literatura romena na Universidade de Timisoara. No fim dos estudos, integrou uma associação de escritores de língua germânica, o "Aktionsgruppe Banat" (grupo de acção de Banat) e trabalhou como tradutora numa fábrica. Em 1979 perdeu o emprego de tradutora por se ter recusado a colaborar com a Secumritate, a polícia política do regime comunista, que nunca deixou de perseguir a escritora.
Depois de ser demitida, passou a dar aulas particulares de alemão e a dedicar-se à literatura.
Em 1987 exilou-se na Alemanha Ocidental e actualmente mora em Berlim.
Pouco conhecida do grande público até o início dos anos 2000, Herta Müller foi descoberta pela crítica alemã em 1984, com a publicação do livro de contos "Niederungen" ("Em Terras Baixas").
Entre as suas obras destacam-se "Der Mensch ist ein großer Fasan auf der Welt" ("O Homem é um grande faisão no mundo") e "Der Fuchs war damals schon der Jäger", nas quais descreve a vida quotidiana, num Estado totalitário. Em "Herztier", revela o mundo dos dissidentes romenos. Em "Heute wär ich mir lieber nicht begegnet" escreve sobre a angústia de uma mulher convocada pela polícia política de Ceaucescu.
O seu último romance, "Atemschaukel", que trata do exílio dos alemães da Roménia para a URSS en 1945, foi aclamado pela crítica alemã.
Desconhecia completamente a escritora, Herta Müller e nem sei se há algum livro seu editado em Portugal.

SULEIMANE BARI

Suleimane Bari, é um menino guineense, de 12 anos. Está há dois anos, em Portugal e já fez 18 operações. Este menino quando tinha 10 anos, foi muito maltratado pelo pai (por roubo de dinheiro), que lhe amarrou os pés, para que não pudesse fugir e untou os braços de Suleimane com panos de gasóleo, a que deitou o fogo. Seguiram-se dias de sofrimento atroz, até que o médico José Manuel Pavão, cônsul honorário da Guiné, o trouxe para Portugal, para ser tratado. O menino foi tratado no Hospital de S. João e tem vivido provisoriamente com uma senhora. Suleimane tem tido acompanhamento psicológico (continua a ter muitos pesadelos), mas já frequenta a escola. O problema presente é que os documentos caducaram e Suleimane poderá ter que regressar à Guiné, embora estejam a ser feitos todos os esforços, para evitar que isso aconteça.

MICHEL JACKSON'S

O FILME CHEGOU, ESTARÁ EM EXIBIÇÃO SÓ DURANTE DUAS SEMANAS!?...

LEO BASSI NO TEATRO CÓMICO DA MAIA




Leo Bassi, actor cómico italiano, nasceu em Nova Iorque em 1952. A sua família há seis gerações que está ligada a actividades circenses. Leo começou a trabalhar no circo com 7 anos. Com 24, abandonou o espectáculo familiar, para se dedicar a uma carreira a solo, como actor cómico, animador e agitador cultural. Os seus alvos de ataque são a Direita e a Igreja Católica. Já teve vários problemas, por «abusos de liberdade de expressão»
Fui ver o seu espectáculo: Utopia (2009). Tem sido um artista muito contestado, mas também muito premiado.

Espectáculo, que é um grande relato em tom surrealista que analisa a utopia não só no plano histórico e filosófico, mas também poético. Utopia: o lugar não existe. Ela simboliza um tempo diferente do espaço onde a vida se assemelha mais à poesia do que à física. Por esta razão, a cara branca de palhaço, com sua antiga sabedoria, a sua intemporalidade e magia, é responsável por abrir a porta de utopia. Um ser que tem autoridade natural grande, mas rejeita o poder e a riqueza, porque é um revolucionário autêntico e chama a lua.

VIVIENNE WESTWOOD

EXCENTRIDADES DA DESIGNER DA MODA INGLESA, VIVIENNE WESTWOOD

















quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AMÁLIA - ESTRANHA FORMA DE VIDA

Este fado, com letra de Amália,caracteriza muito bem a cantora


Estranha forma de vida por MARIA BETÂNIA, que eu muito admiro, assim como seu irmão, CAETANO VELOSO