A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VIVIENNE WESTWOOD

EXCENTRIDADES DA DESIGNER DA MODA INGLESA, VIVIENNE WESTWOOD

















quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AMÁLIA - ESTRANHA FORMA DE VIDA

Este fado, com letra de Amália,caracteriza muito bem a cantora


Estranha forma de vida por MARIA BETÂNIA, que eu muito admiro, assim como seu irmão, CAETANO VELOSO


AMÁLIA RODRIGUES (1920-1999)






















AMÁLIA FOI UMA INSPIRADORA PARA A ARTE (PINTURA, ESCULTURA, CARTOON, DESIGNER,FOTOGRAFIA...). ESTA É UMA PEQUENA AMOSTRA, QUE NÃO SE ESGOTA.
10 ANOS PASSARAM APÓS A MORTE DO «MITO», CUJOS RESTOS MORTAIS ESTÃO DEPOSITADOS NO PANTEÃO NACIONAL.
Amália levou a «alma portuguesa» aos sete cantos do mundo, teve uma carreira de grande sucesso e deixou uma herança riquíssima que tem sido inspiradora, para uma nova geração de fadistas, como Mariza, Carminho, Ana Moura, Cristina Branco, Mafalda Arnault e outros. Segundo Rui Vieira Nery, o terreno ficou esgotado pela própria, pensar numa sucessão é trilhar caminhos, sob pena de ficar refém de um percurso inatingível, porque Amália foi única e irrepetível. Há no fado outros caminhos a trilhar.

HISTÓRIA DE GUERRA NO IRAQUE


Toda a família desta criança foi executada. Os executantes pretendiam também executá-la e ainda a atingiram na cabeça...mas não conseguiram matá-la. Ela foi tratada no Hospital onde trabalha John, está a recuperar, mas ainda chora e geme muito. As enfermeiras contam, que John é o único que consegue acalmá-la. Assim, John passou as últimas 4 noites numa cadeira, segurando a menina no seu colo e é assim que têm dormido os dois!. A menina está a recuperar gradualmente.
Eles tornaram-se numas verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo ocidental gostaria de fazer.
Todos precisamos de ver que (também) existem estas realidades em que pessoas como John marcam a diferença, neste mundo em que vivemos. »

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ROBERTO BOLÃNO (1953-2003) - 2666





Monumental romance póstumo de Roberto Bolaño, “2666”, foi editado pela Quetzal.Esta obra do escritor chileno, falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima. Francisco José Viegas, editor da Quetzal, explicou que “2666” é “um romance grandioso, maior do que o Ulysses [de James Joyce], uma espécie de narrativa de Borges em ponto grande, que junta literatura e violência de uma forma inédita, ininterrupta, ultrapassando o puro fantástico da literatura latino-americana”. Há dois anos, os EUA descobriram a obra deste autor e assistiu-se a uma verdadeira “Bolañomania”, com o aplauso da crítica e das publicações especializadas (em 2007 o jornal “The New York Times” colocou “Os Detectives Selvagens” na lista dos cinco melhores livros publicados nos EUA). Viegas nota que Bolaño é, de facto, “uma das grandes revelações” da literatura contemporânea, e afirma que se a “Bolañomania” pegar em Portugal, os leitores estarão a fazer a distinção entre a literatura e aquilo que é “a sua imitação vagamente comercial”. “Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Não se pode esquecer aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio, como deve ser a literatura”, acrescenta o editor. “2666” é a primeira de uma série de obras póstumas do autor chileno que a Quetzal se prepara para editar. No próximo ano, será publicado, o inédito “O Terceiro Reich”, seguindo-se “A Literatura Nazi na América”, “Amuleto”, “A Pista de Gelo” e “Putas Assassinas”.


Poeta e romancista, Roberto Bolaño nasceu na capital chilena, Santiago, em 1953, tendo-se mudado, aos 15 anos, para a Cidade do México. Trotskista, o escritor envolveu-se activamente na política e abandonou o liceu, rumando depois para El Salvador. De regresso ao México, em 1974, faz reaparecer o movimento literário “Infrarrealismo”, reunindo um grupo de poetas mexicanos e chilenos que tenta combater a chamada “cultura oficial”. Durante os anos 70 viajou ainda pela Europa e acabou por ficar em Barcelona, com a mulher e dois filhos. Nos últimos anos da sua vida, já doente, dedicou-se febrilmente à escrita, de forma a deixar um legado literário que evitasse deixar a sua família numa situação precária.

UM FAROL!...


Preciso de uma luz na minha vida. Um farol que me ensine de novo a viver e me tire desta escuridão.
Ouço o bater do meu coração... fecho os olhos. Sofro pelas minhas erradas opções...Andei a lutar por algo, que não representava nada...era um capricho muito bem ensaiado...e eu não consigo esquecer a dor de tão grande decepção!... Não posso arrepender-me de tudo o que aconteceu durante anos. Porque já aconteceu! Não consigo soltar-me desse passado e vivo todo o presente de uma forma ébria. Não consigo ter certezas, nem acreditar, mas não queria deixar de acreditar nos afectos. Fazem-me falta! Sinto! O sofrimento e a revolta! O silêncio e os gritos da alma! Preciso de um farol na minha vida!?...

3 CANÇÕES DE MERCEDES SOSA





MERCEDES SOSA (1935-2009) - MULTIDÃO CHORA A MORTE DE «LA NEGRA»


Entre lágrimas, aplausos e canções, uma multidão despediu-se, nas ruas de Buenos Aires da cantora Mercedes Sosa. No edifício do Congresso, "La Negra" foi velada durante 24 horas com honras reservadas às maiores personalidades da política e da cultura.
Aos acordes de "Luna tucumana" e "Solo le pido a Dios", as pessoas despediram-se da artista, cujas cinzas serão jogadas em San Miguel de Tucumán, sua cidade natal, em Buenos Aires, onde viveu a maior parte de sua vida, e ainda em Mendoza, lugar que consolidou seu projecto musical.
A sua morte ao amanhecer de domingo após vários dias de agonia, comoveu várias gerações latino-americanas, que sofreram com ditaduras nos anos 70 e 80.
Sosa levou o nome da Argentina pelos mais importantes palcos do mundo, cantou no Vaticano em 1994, trabalhou com alguns dos melhores cantores da sua época e, embora tenha impulsionado o Novo Cancioneiro e, durante toda sua vida tenha reivindicado as raízes do folclore argentino, experimentou todos os géneros.
Dividiu o palco como os mais diferentes artistas, Luciano Pavarotti, Sting, Joan Manuel Serrat, Shakira, Gal Costa, entre outros.
Proibida durante a ditadura argentina (1976-1983), Sosa conheceu a dor do exílio, em Paris e Madrid, uma experiência que a marcou e reafirmou o compromisso social na defesa da liberdade e dos direitos humanos.
A sua voz transformou em hinos os versos de Pablo Neruda, de Violeta Parra, de Víctor Jara, de Gabriela Mistral.
Gritou "Hasta la victoria siempre", "Corazón Libre" e "Gracias a la vida", em algumas ocasiões reconheceu que a sua vida foi muito boa, mas muito triste, e chegou a definir-se como uma sobrevivente de ignomínias e doenças.
Os 70 anos de carreira transformaram-na em um ícone na América Latina e o reconhecimento do público e as numerosas distinções recebidas compensaram as dificuldades sentidas, a solidão do exílio e a doença que a acompanhou durante boa parte da sua vida.

ANIMAIS

«O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar; violando esse direito. Tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.»
[Artigo 2.º da Declaração dos Direitos dos Animais - proclamada pela UNESCO em 1978 e aprovada depois pela ONU]


Passou há dias, o DIA DO ANIMAL, mas para mim todos os dias são dias dos animais, sou a favor de todos os seus direitos, abomino touradas, testes nos animais, circo, etc...Esta será sempre uma causa que eu sempre defenderei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MARIA JOÃO E MÁRIO LAGINHA - BEATRIZ (Edu Lobo-Chico Buarque)





UMA CANÇÃO COM DEDICATÓRIA

CLARICE LISPECTOR - UMA GRANDE POETA BRASILEIRA


Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais...
Leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes.
Novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!Experimentem! Pelo menos de vez em quando é bom.
Clarice Lispector

EIXO DO MAL

Sigo habitualmente este programa, que faz o ponto da situação dos acontecimentos políticos da semana. São caústicos e irónicos q.b.. Gosto de os ouvir, só lamento que às vezes a sua euforia, (que motiva que todos falem ao mesmo tempo), não permita que eu os ouça.

ESMIUÇAR OS SUFRÁGIOS

Gosto de programas televisivos criativos e o novo programa dos «Gatos», tem piada e está bem feito. Pela primeira vez em Portugal os políticos acederam a serem entrevistados num programa de humor, com resultados interessantes.




Estou à espera do regresso do programa «5 para a meia-noite», que sempre vi e gostei. Talvez algumas coisas tenham que ser limadas, por exemplo, o quererem meter muita coisa, no mesmo programa.

AMOR/DESAMOR


A noite transforma-se em fogo! De noite lembro aquele amor louco e a pesada realidade do desamor. Aquele grande amor?!...Engano de anos e anos, que foram também de dor e sofrimento e ...tudo acabou de um dia para o outro!... Acabou? Teria existido alguma vez?
Um amor cheio de ciúmes, invejas, incoerências, ambiguidades, contradições e raivas…
Muitas raivas! Um amor possesso, impossível de aguentar, de tão conflituoso. Um amor onde havia vencidos e derrotados! Um amor tão representado, com uma estranha magia diabólica!
E muito de transcendente e de mistério… Agora ela sabia que era assim, mas enrodilhou-se na teia, nas muitas teias!...
Mas seria amor? Que estranho se fosse amor!?...

O ESTRANGEIRO - ALBERT CAMUS

Escritor marcante para mim, li quase toda s sua obra, mas destaco este livro.







Mersault, recebe um telegrama do asilo: "Mãe morta. Enterro amanhã. Sinceros sentimentos."A acção desenrola-se na Argélia na época em que ainda era colónia francesa, país onde Camus viveu grande parte da sua vida. Mersault, viaja até ao asilo e comparece na cerimonia fúnebre, sem, no entanto, expressar emoções, não sendo praticamente afectado pelo acontecimento. O romance prossegue, documentando os acontecimentos seguintes na vida de Meursault que se torna amigo de um vizinho, Raymond Sintès, um conhecido proxeneta. Ajuda Raymond a livrar-se de uma das suas amantes árabes. Mais tarde, os dois confrontam-se com o irmão da mulher ("o árabe") numa praia e Raymond fica ferido. Depois disso, Meursault volta à praia e, num delírio induzido pelo calor e pela luz forte do sol, mata o árabe e depois de morto, ainda lhe dá mais 4 tiros. Durante o julgamento a acusação concentra-se no facto de Meursault não conseguir ou não ter vontade de chorar no funeral da mãe. O homicídio do árabe é aparentemente menos importante do que o facto de Meursault, ser ou não capaz de sentir remorsos; o argumento é que, se Meursault é incapaz de sentir remorsos, deve ser considerado um misantropo perigoso e consequentemente executado para prevenir que repita os seus crimes, tornando-o também num exemplo. Quando o romance chega ao final, Meursault encontra o capelão da prisão e fica irritado com sua insistência, para que ele se volte a Deus. A história chega ao fim com Meursault reconhecendo a indiferença do universo em relação à humanidade. As linhas finais ecoam essa ideia que ele agora toma como verdadeira: Como se essa grande cólera tivesse lavado de mim o mal, esvaziado de esperança, diante dessa noite carregada de signos e estrelas, eu me abria pela primeira vez à indiferença do mundo. Ao percebê-la tão parecida comigo, tão fraternal, enfim, eu senti que havia sido feliz e que eu era feliz mais uma vez. Para que tudo fosse consumado, para que eu me sentisse menos só, restava-me apenas desejar que houvesse muitos espectadores no dia de minha execução e que eles me recebessem com gritos de ódio. Albert Camus, como Meursault, era um pied-noir; um francês que vivia no Magreb, o crescente setentrional da África às margens do Mar Mediterrâneo, a região que abrigava as colónias francesas. Isso explica parcialmente a reacção do tribunal, mais preocupado com a atitude de Meursault no enterro da mãe, do que com o próprio crime cometido, o assassinato de um árabe. O Estrangeiro é normalmente classificado como um romance existencial. Como, Camus rejeitou essa classificação, é mais correcto afirmar que o romance se insere na teoria do absurdo de Camus, assim como os outros livros da "trilogia do absurdo". Muitos leitores acreditam que Meursault vive pelas ideias dos existencialistas, principalmente após a sua tomada de consciência final. Na primeira metade do romance, Meursault é claramente um indivíduo inconsequente e destituído de objectivo. Ele é movido somente pelas experiências sensoriais (o cortejo fúnebre, nadar na praia, o sexo com Marie, etc.).No limite, Camus apresenta o mundo como essencialmente sem sentido e assim, a única forma de chegar a um significado ou propósito é criar um por si mesmo. Assim, é o indivíduo e não o acto que dá significação a um dado contexto. Camus lida com essa questão, assim como as questões de relacionamento humano e o suícidio em outras obras de ficção como em, A Morte Feliz e A Peste, assim como em algumas obras de não-ficção como, L'Homme révolté e Le Mythe de Sisyphe. Camus era humanista, racionalista...e denunciava com realismo, o absurdo do homem e da sociedade.

UM PASSEIO AGRADÁVEL...























Situado no interior da majestosa Mata do Buçaco, conjunto arquitectónico, botânico e paisagístico único na Europa, o Palácio do Bussaco, é um expoente máximo do Neo-Manuelino, ao gosto ecléctico da época. Interiores neo-manuelinos e neo-renascença, estes últimos saídos da Escola Livre das Artes do Desenho, fundada em 1878, em Coimbra, por António Augusto Gonçalves. Tem um importante acervo de escultura e pintura de mestres portugueses da viragem do século. Época de construção séc.XIX.

Encomendado pelo Rei Dom Carlos I e executado pelo arquitecto Italiano Luigi Manini, este pavilhão de caça construído entre 1888 e 1907 trata-se de um pastiche da arte neomanuelina onde se reconhece o perfil da torre de Belém e a decoração Manuelina dos Jeronimos em Lisboa e do Convento de Cristo em Tomar, no interior a decoração é da mesma forma exuberante estando as paredes cobertas de painéis de azulejos de autoria de Jorge Colaço que representam episódios de "Os Lusiadas" e cenas de batalhas históricas Portuguesas, aqui decorreram alguns encontros amorosos entre Dom Manuel II e a sua amante uma bailarina de cabaret Francesa, actualmente é um hotel de luxo, para alguns.