A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O SONHO


O SONHO

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos?
Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria,
ao que é do dia-a-dia.
Chegamos?
Não chegamos?
-Partimos.
Vamos.
Somos.

Sebastião da Gama

SIDA NA ÁFRICA DO SUL

O VIH, afecta na África do Sul, 18,1 por cento da população adulta, 5,7 milhões de pessoas com mais de 15 anos. Destas, 3,2 milhões são mulheres. Bebés e crianças com menos de 14 anos, ascendem a 280 mil. UNAIDS (Programa das Nações Unidas Contra a Sida), avança, ainda com outros números: 350 mil mortes por ano, 1,8 milhões desde o inicio da infecção e 1,4 milhões de crianças órfãs.
À volta das cidades há as townschip, aglomerados imensos feitos de contentores e de barracas de chapa de zinco, são as informal houses, onde vive grande parte da população negra e a maioria dos migrantes, que chegaram á procura de situações melhores. Uma miragem! Naquelas comunidades o quotidiano das pessoas é pobreza, desemprego, iliteracia. Condições ideais para a transmissão do VIH, que nestes locais ronda os 50 por cento.
As pessoas com HIV, não assumem a sua doença, porque são repudiadas pela comunidade, que lhes vira as costas. Mesmo as crianças são rejeitadas. Pela ignorância, preconceito, temor as pessoas com a doença fazem tratamentos à base da medicina tradicional. Muitas mulheres sabem que têm a doença, quando ficam grávidas, mas não querem dizer aos seus companheiros, para não serem rejeitadas, quando foram eles que as contaminam. A situação tornou-se numa pandemia, na faixa dos 15/24 anos, muitos jovens já contraíram a doença, porque que começam a actividade sexual muito cedo.
Outro grande problema é a assistência. A África do Sul é o país mais desenvolvido do continente, mas a medicação só chega a 28 por cento dos doentes. Sem acesso encontram-se 1,7 milhões de pessoas. Números que assustam, mas segundo a UNAIDS, já foram piores, no país que regista a maior pandemia do mundo (em número de pessoas infectadas), o combate à infecção começa a dar os primeiros sinais de abrandamento, porque o governo foi obrigado a olhar de outra maneira o problema e pela colaboração de várias ONGs.


Relativamente às crianças, as avós têm tido um papel de relevo, enfrentando a responsabilidade de criar os seus netos órfãos, muitos deles que já nasceram com sida. Mulheres que são consideradas umas heroínas, porque já tiveram uma vida de sofrimento com a exclusão, devido ao «apartheid».

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A ANJA - DE JOSÉ RODRIGUES


Esta estátua, foi roubada da PR. de Lisboa, em 2006. As investigações fizeram-se, mas no final do julgamento, ocorrido há dias, só foi condenado o sucateiro a quem foi vendida a estátua de 350 quilos, cortada aos bocados, por 118 euros. Depois este vendeu-a a uma empresa de metais por 796 euros, a 2,25 euros o quilo. A Câmara avaliou a obra em 200 mil euros.
O sucateiro foi condenado a pena de prisão de 4 meses, por já ter também antecedentes.
A Associação de Amigos da Praça do Anjo, colocou uma lápide no local, na qual se lê:
«Em eterna lembrança d’Anja, que o poder esqueceu e a incúria levou numa qualquer noite de Dezembro de 2006».

ESTÁTUA DE D.PEDRO TEM 143 ANOS

D. Pedro I, era mal visto pelos brasileiros, que o consideram um déspota arbitrário e absolutista. Esta visão, foi fruto da propaganda dos liberais federalistas e depois pelos republicanos para desacreditarem o período monárquico brasileiro. Tal quadro só se modificou somente na década de 1950, quando o historiador Otávio Tarquínio de Souza lançou em 1952 a obra biográfica "A vida de D. Pedro I".
D. Pedro quando abdicou em 1831, mas deixou o Brasil como a maior potência latino-americana, enquanto as demais nações republicanas da América Latina sofriam com intermináveis guerras civis e golpes de Estado, em disputa pelo poder. Havia plena liberdade de imprensa, respeito pelas garantias individuais e eleições. A Constituição promulgada em 1824 sofreu uma única grande modificação em 1834 e perdurou até ser extinta em 1889, era a terceira mais antiga ainda em vigor no mundo. Após a revolta da Confederação do Equador em 1824 e apesar das disputas entre as facções políticas, os sete anos de reinado de D. Pedro I, foram de paz interna.

( Tenho tido conversas com brasileiros e há opiniões divergentes)


D. Pedro, em Portugal lutou pelo movimento liberal, contra o absolutismo do seu irmão D. Miguel e defendeu o constitucionalismo. Após conseguir os apoios financeiros necessários e organizar os liberais imigrados, chegou aos Açores em 1832 e assumiu a regência, nomeou um Ministério e preparou uma força expedicionária para invadir Portugal.
A ascensão liberal do início do século XIX, está dentro dos acontecimentos históricos mais importantes ocorridos em Portugal. O país vivia então o dilema do absolutismo, numa tentativa de prolongar uma concepção de poder ultrapassada pelos acontecimentos e pela filosofia política dominante noutros países. Se Portugal se mantivesse arreigado ao absolutismo, duas consequências negativas teriam deprimido ainda mais o país: por um lado, um fosso civilizacional em relação ao resto da Europa e por outro, afundaria a população portuguesa num clima de obscurantismo, negando as liberdades básicas, que foram assim colocadas em cima da mesa pelos revoltosos liberais.

O CERCO DO PORTO ( UM ACONTECIMENTO QUE HONRA A CIDADE)

Dá-se o nome de Cerco do Porto, ao período compreendido, entre Julho de 1832 a Agosto de 1833, no qual as tropas liberais de D. Pedro estiveram sitiadas pelas forças fiéis a D. Miguel.
A essa heróica resistência da cidade do Porto e das tropas de D. Pedro, se deveu a vitória da causa liberal em Portugal. Entre outros, combateram no Cerco do Porto Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar.

O Porto, além de estar cercado, teve também dois novos e inesperados inimigos, que iam dizimando os sitiados que as bombas poupavam: a cólera e o tifo. Na cidade faltava tudo, o que colocava os sitiados ante a perspectiva de uma rendição pela fome. Os miguelistas, submeteram a cidade a bombardeamentos constantes. No entanto, estes ferozes bombardeamentos, em vez de desmoralizar, contribuíram para solidificar nos portuenses a sua identificação com os liberais e a sua determinação em resistir.
Depois de muitas vicissitudes, em 20 de Agosto, com a deslocação do conflito para Lisboa, foi levantado o cerco ao Porto.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A PEDRA E O HOMEM


O distraído tropeçou nela;
O bruto usou-a como projéctil;
O empreendedor, usando-a, construiu;
O camponês, cansado da lida, fez dela acento;
Para meninos foi brinquedo;
Os poetas poetizaram-na;
David com ela matou o gigante Golias;
Micheangelo dela extraiu a mais bela escultura;
E em todos os casos a diferença não estava na «pedra», mas no homem!
Não existe «pedra» no seu caminho que o homem não possa aproveitar, para o seu próprio crescimento!

POESIA MATEMÁTICA

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
ele viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides,
boca trapezóide,
corpo rectangular,
seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
Quem és tu?
indagou ele
em ânsia radical.
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
E ao falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
rectas, curvas, círculos e linhas sinodais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
frequentador de círculos concêntricos,viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,uma unidade.
Era o triângulo,tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fracção,a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer sociedade.

MILLÔR FERNANDES

terça-feira, 17 de novembro de 2009

«CASA SER CRIANÇA» - ABRAÇO


Ajude a ABRAÇO a reconstruir a Casa Ser Criança
Envie os cabos eléctricos que não utiliza. Passe esta mensagem aos amigos.
A Abraço está a reconstruir a Casa Ser Criança, e todos podem ajudar, através do envio de cabos eléctricos que já não são utilizados e que podem ser reciclados.
Que tipo de Cabos?
Todos; telefone, computador, etc;
Como ajudar? Vá a uma estação dos CTT, peça uma embalagem solidária, coloque os cabos e selecciona a Abraço de entre as várias Instituições, e os CTT fazem-nos chegar a caixa gratuitamente;
OU
Vá a um Centro Comercial Dolce Vita, e coloca os cabos nas Casas Depósito.
[RECEBI POR EMAIL, TALVEZ DESTE MODO POSSA TER UMA DIVULGAÇÃO ACRESCIDA]

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Vejo pouca televisão, há pouco para eu ver, já estou cansada de muita coisa! Tenho, no entanto o meu tempo para a televisão. Vejo o sumário das notícias e por aí já vejo «se vai ser o mesmo da mesma coisa», quanto a debates, depende do tema, concursos e telenovelas já nem passar por elas, depois entretenho-me com o «zapping» e vejo uma coisa aqui, outra ali e às vezes até dá para ficar. Onde paro mais vezes, ainda é no Mezzo, mas aí a minha concentração vai para o livro que estou a ler no momento.Ontem como queria ver a «Câmara Clara» e o Luís Sepúlveda, estive a fazer tempo, ouvindo um debate, onde estava Medina Carreira e até fui fazendo umas anotações do que dizia.
Pelo caminho, que levamos, em 2015/20 a situação vai ser muito complicada.
O português não saberá fazer escolhas se não souber a situação em que está o país, o país está a afundar-se. Os portugueses quando vão votar têm que saber, que o estão a enganar!
A corrupção é constante e não dá em nada, porque está ligada ao poder! O país está num lamaçal a nível moral, económico e político.
Os portugueses têm que escolher outra acção, outros políticos, estamos numa queda vertiginosa e os partidos existentes não têm soluções, apenas enganam as pessoas. A solução poderá passar por estes partidos, mas com outras cabeças. Com mais acção e menos palavras. Os políticos são optimistas profissionais, a clientela mantém-nos e eles mantêm a clientela!
Estamos mal há 20 anos, desde que fomos atirados para a EU, não estávamos preparados, nem nos preparamos.
Os portugueses são enganados pelos políticos e pela comunicação social. Face Oculta, Freeport, Casa Pia…não levam a nada, a comunicação social devia falar é do endividamento, 1 milhão à hora!.. Pedem dinheiro emprestado para os portugueses comerem, a dívida está sempre a crescer. Contraem-se dívidas para pagar dívidas, no exterior vão emprestando dinheiro, mas cada vez com juros maiores.
Os números propostos pelo Ministro das Finanças são impossíveis. Como consegue? Aumentando mais os impostos? Fazendo contenções em quê? Salvar o país com obras públicas é um crime, para as gerações futuras!

E DEPOIS VEIO SEPÚLVEDA

LUÍS SEPÚLVEDA – O VELHO QUE LIA ROMANCES DE AMOR, vendeu tanto como 100 ANOS DE SOLIDÃO. Um livro com preocupações ecológicas e a frescura de contar uma história. Livro que Sepúlveda dedicou a Chico Mendes, um homem com pouca cultura, mas com uma grande inteligência, que foi morto por uma causa.
A GAIVOTA E O GATO QUE A ENSINOU A VOAR, um livro para crianças, que faz os adultos pensarem muito!
Sepúlveda faz uma retrospectiva à sua vida, começou como comunista, foi para a Rússia estudar. Com ele levou um gira-discos com uma grande colecção de música rock, tornou-se muito conhecido nas festas. Um dia uma senhora convidou-o para um fim-de-semana na sua datcha e foi expulso da Rússia por causa disso, ela era mulher de um alto-funcionário. Sepúlveda teve sorte de não ter ido para a Sibéria.
Desde a morte de Che, que arrumou com o comunismo. Alinhou com o socialismo de Alhende, um socialismo tipo sueco, de Olaf Palme. A esquerda radical pretendia outras coisas, Alhende o que privatizou, que era importante para a economia do pais, pagou! Depois Alhende foi morto, Sepúlveda foi preso, sofreu torturas. Pinochet impôs uma ditadura durante 16 anos. Michelle Blanchelet, filha de um general, que foi torturado e morto, a mãe também foi torturada, ela própria esteve num campo de concentração. Tem sido uma excelente presidente, mas não se pode voltar a candidatar.
Que pensa de Obama?
Foi um triunfo a eleição de um afro-americano, foi a vitória também de Lutter King, de Malcom X, até de Kennedy…mas vai ter muitos problemas com os lobbies e a Comunicação Social, a cadeia Fox, que é fascista, já começou a atacá-lo!...

HAIKAI

Haikai (俳句, Haiku ou Haicai) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objectividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas, e sete letras na segunda linha. Em japonês, haiku são tradicionalmente impressos em uma única linha vertical, enquanto haiku em Língua Portuguesa geralmente aparecem em três linhas, em paralelo.
O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia, uma prática espiritual.



Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.


O velho tanque -
Uma rã mergulha,barulho de água.





De Herberto Helder, tradutor de poesia de diversas culturas antigas:

Primeira neve:
Bastante para vergar as folhas
Dos junquilhos.

Festa das flores.
Acompanhando a mãe,
Uma criança cega.

Monte de Higashi.
Como o corpo
Sob um lençol.

Ah, o passado.
O tempo onde se acumularam
Os dias lentos.









Eugénio de Andrade, poeta que nunca se integrou em qualquer movimento literário específico, caracteriza-se pelo valor dado à palavra, à imagem, à musicalidade, aproximando-o, entre outros, do simbolismo de Camilo Pessanha. Tende a rejeitar os dualismos da cultura ocidental, representando o Homem como um ser integrado numa realidade colectiva. Surge por vezes a analogia entre as idades do homem e as estações do ano e, através de descrições ou evocações físicas, tenta versar a plenitude da vida, a pluralidade dos instantes. São muitos os poemas breves ou de versos curtos, aparentemente simples, mas de grande profundidade:

Tocar um corpo
e o ar
e a língua de neve.

Tocar a erva
mortal e verde
de cinco noites
e o mar.

Um corpo nu.
E as praias fustigadas
pelo sol e o olhar.






Albano Martins, tem-se distinguido particularmente no campo da poesia, do ensaio e da tradução. A sua obra poética caracteriza-se pelo encontro equilibrado entre a contenção (forma breve e linguagem depurada) e o poder imagético da palavra (suas inúmeras possibilidades associativas e metafóricas): “O ritmo / do universo/ cabe,/ inteiro,/ na pupila/ dum verso.” Em 1995, editou poesia haiku de sua autoria, sob o título “Com as flores do salgueiro – Homenagem a Bashô”. Aqui se transcrevem algumas composições:

Um pássaro
no ninho: uma gaiola
perfeita.

Crepúsculo. Gaivotas
em repouso velam
o cadáver do sol.

Uma concha bivalve:
borboleta do mar,
de asas fechadas.

Jogo de sedução
entre o vento e as folhas.
Prazer volátil.

Juncos em movimento.
Os cabelos da água
penteados pelo vento.

Borrão azul
na brancura da página:
o poema.

domingo, 15 de novembro de 2009

OS ANAGRAMAS DE VARSÓVIA - RICHARD ZIMLER




RICHARD ZIMLER, tem sido um escritor, de quem tenho lido alguns livros, o primeiro foi, O Último Cabalista de Lisboa. O seu género é o romance histórico, fundamentado em muita pesquisa.
O romance mais recente do nova-iorquino residente no Porto há alguns anos, diz um crítico que se lê da noite para o dia (aliás como os outros seus romances) e intitula-se, Os Anagramas de Varsóvia, que tem uma trama sombria e muito bem conseguida à volta das mortes de crianças num bairro da capital polaca, transformada em gueto judeu pelos nazis. O autor escolheu a Varsóvia de 1940, porque foi nesse ano que quatrocentos mil judeus, forçados a abandonar as suas casas, foram «encafuados» num pequeno bairro, em minúsculos apartamentos. Um cenário sombrio, mas fértil em elementos dignos de um bom policial: mistério, traição, raiva, desespero e, sobretudo, afectos. Uma leitura boa para relaxar, de leituras que requerem mais concentração.



FRANÇOIS TRUFFAUT (1932-1984)

Depois de uma fase de «enfant terrible», consequência de não ter conhecido o seu pai biológico e ter sido rejeitado pela mãe, a sua infância e adolescência, foi marcada pela rebeldia, deliquência e internatos. ( O seu primeiro filme, 400 Golpes aborda este período da sua vida) Desistiu de estudar, viveu de expedientes e dedicou-se muito cedo ao cineclubismo, o cinema era a sua paixão, depois de uma vida difícil, foi salvo pelo escritor e crítico de cinema, André Bazin, que passou a ser o seu «mentor». Truffaut, tornou-se um autodidacta, esforçando-se por ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Bazin introduziu-o em grupos de estudiosos do novo cinema, até que surgiram os famosos,"Cahiers du Cinéma", onde Truffaut começou a ser conhecido e suscitou muitas polémicas com os seus artigos. Dos Cahiers, faziam parte outros jovens promissores: Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette, Jean-Luc Godard, entre outros. Como crítico, François Truffaut desenvolveu a sua famosa "Politique des auteurs". Neste conceito, o filme era considerado uma produção individual, como uma canção ou um livro. Truffaut defendia que a responsabilidade sobre um filme dependia quase que exclusivamente de uma única pessoa, o realizador. Para ele, o grande representante da sua teoria, era o director Alfred Hitchcock. A "Politique des auteurs" foi a base para o surgimento de um movimento que revolucionaria o cinema francês a Nouvelle Vague, que defendia tanto a produção autoral como também uma produção intimista e de baixo custo. Truffaut começou a fazer curtas-metragens e depois foi assistente de produção de Rossellini.

Os 400 Golpes, foi um grande sucesso internacional, que inaugurou a "Nouvelle Vague". Para fazer o papel de actor principal, foi escolhido um jovem, Jean-Pierre Leaud. Com 14 anos, Leaud interpretaria Antoine Doinel, alter-ego de Truffaut. Assim como Bazin foi um pai para Truffaut, este seria o grande mentor de Leaud e foi o actor de muitos dos seus filmes.


ALGUNS DESTAQUES - Jules et Jim, é considerado uma das obras-primas do movimento. Obra sui-generis na filmografia do director. Fahrenheit 451, filme inspirado na ficção do escritor norte-americano Ray Bradbury, narra a história de uma sociedade totalitária, onde os livros foram banidos. A Noite Americana, uma das obras mais famosas de Truffaut, venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, além de três BAFTAS. A História de Adèle H., com a actriz francesa Isabelle Adjani, foi inspirado no diário de Adèle Hugo, o filme narra a paixão ensandecida da filha do poeta francês Victor Hugo, pelo Capitão Albert Pinson. Um dos mais premiados filmes do director foi, O Último Metro.





[GRANDE PARTE DESTES FILMES, PASSARAM NO CINECLUBE DO PORTO E NO CINECLUBE DO NORTE, QUE INFELIZMENTE ESTÃO INACTIVOS E FAZEM FALTA.
UM PÓLO DA CINEMATECA NO PORTO, APESAR DE MUITO SOLICITADO, TEM SIDO ADIADO. NÃO COMPREENDO PORQUÊ JÁ QUE NA SEC, HÁ A SALA DE CINEMA DA CASA DAS ARTES, HÁ ALGUNS ANOS ENCERRADA! SITUAÇÕES INCOMPREENSÍVEIS!?...]



sábado, 14 de novembro de 2009

BIBLIOTECA DIGITAL

A NOTÍCIA DO LANÇAMENTO NA INTERNET DA WDL.....
A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL.
UM PRESENTE DA UNESCO PARA A HUMANIDADE INTEIRA !!!!
Já está disponível na Internet, através do sítio http://www.wdl.org/

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou ontem em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes , a não ser com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas.
Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562, explicou Abid. Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos estão no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem. Quando se faz clique sobre o endereço http://www.wdl.org/ , tem-se a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram digitalizados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa. Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de La Fontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.. Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, a biblioteca Alexandrina do Egipto e a Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita. A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audiovisual. Este projecto tampouco é um simples compêndio de história em linha: é a possibilidade de aceder, intimamente e sem limite de tempo, ao exemplar sem preço, inabordável, único, que cada um alguma vez sonhou conhecer.
Alejandro del Teso Herradón Bibliotecário

RELATÓRIO ARRASA POLÍTICA DE BARRAGENS


Um relatório pedido pela Comissão Europeia a uma equipa de peritos europeus, arrasa o Programa Nacional de Barragens. O Governo desvaloriza e prepara-se para contestar.
O relatório do grupo de peritos, que terá sido elaborado por uma empresa espanhola envolvendo técnicos de vários países, incluindo um português, é do conhecimento do Ministério do Ambiente desde Julho, mas só recentemente foi revelado pela SIC.
O documento é bastante crítico em relação aos impactes que a construção das novas 10 barragens vai ter na qualidade da água dos rios portugueses e nas condições de vida sub-aquática, em especial de algumas espécies ameaçadas e migratórias como sucede, por exemplo, na bacia do Tâmega. No sumário do relatório, os peritos admitem que pode estar em causa o cumprimento da Directiva da Água (a que todos os países europeus estão obrigados até 2015) e recomenda especial atenção à Bacia do Douro, onde se concentram seis dos 10 projectos.
Os peritos consideram que as autoridades portuguesas indicaram "em termos gerais" os benefícios da construção das 10 barragens, "mas não conseguiram fazer uma comparação adequada com os benefícios da directiva da Água". Consideram que foi feita uma avaliação "muito pobre" dos impactos que estas infra-estruturas vão ter no meio aquático e criticam o facto de não terem sido considerados problemas determinantes como a alteração dos habitats, os efeitos-barreira, a movimentação dos sedimentos ou as medidas de mitigação.
Ao JN, o presidente do INAG, Orlando Borges, não nega que a construção de barragens terá impactes ambientais, mas garante que os 10 locais escolhidos (dos 25 que tinham sido seleccionados inicialmente) são os que têm "menores impactos" e em que "as contrapartidas superam em grande parte os impactes". Quanto às falhas apontadas, garante que serão avaliadas em sede dos estudos de impacte ambiental (que estão em elaboração) e que, "no limite, se houver alguma directiva ou normativa comunitária que esteja a ser violada, o projecto será corrigido ou não será feito". Segundo Orlando Borges, Portugal está a preparar uma resposta a Bruxelas, mas garantiu que "este relatório não vai mudar em nada a programação do que está estabelecido".
JN/INTERNET

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SELOS



FUI CONTEMPLADA COM ESTES DOIS SELOS, QUE MUITA SATISFAÇÃO ME DERAM, PORQUE PREMEIAM O QUE VOU COLOCANDO AQUI NO BLOGUE. AGRADEÇO TAMBÉM A TODOS QUE ME VISITAM E ME DEIXAM O INCENTIVO DOS VOSSOS COMENTÁRIOS E É PORTANTO A ESSES TODOS A QUEM VOU PASSAR OS SELOS. SE NÃO TIVEREM, SE GOSTAREM É COM O MAIOR DOS PRAZERES QUE OS OFEREÇO, PORQUE TAMBÉM É UM GRANDE PRAZER MEU, A EXISTÊNCIA DOS VOSSOS BLOGUES.


NÃO VOU AVISAR, PORTANTO QUEM PASSAR POR AQUI, LEVA!..(EI ONDE É QUE EU JÁ OUVI ISTO? AH FOI O SENHOR MINISTRO JORGE COELHO («QUEM SE METER COM O PS LEVA!»)


PARA TERMINAR UM GRANDE ABRAÇO, E




BOM-FIM-DE-SEMANA!!!...

FRIDA KALHO (1907-1954)

"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

Aos seis anos teve poliomielite, ficando com lesões no pé direito.

''Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (...) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas...''


Com 18 anos sofreu um grave acidente, que a deixou por muito tempo acamada, tendo que fazer várias cirurgias, foi nessas condições que começou a pintar.

''Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.''

"Sinto-me mal, e ficarei pior, mas vou aprendendo a estar sozinha e isso já é uma vantagem e um pequeno triunfo."

''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''
"Eu sou a desintegração."

O casamento com Diego Rivera também foi traumatizante e conflituoso, os dois tinham temperamentos fortes e casos extra-conjugais. Diego manteve um relacionamento com uma irmã de Frida, que teve filhos dele. Diego e Frida separaram-se, mas voltaram a casar. Frida engravidou várias vezes, mas devido à sua condição física, nunca levou uma gestação até ao fim.

''Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação.''
''Ele leva uma vida plena, sem o vazio da minha. Não tenho nada porque não o tenho.''

Frida teve que amputar uma perna.
"Espero alegre a saída e espero nunca voltar."
''Amputaram-me a perna há 6 meses, deram-me séculos de tortura e há momentos em que quase perco a razão. Continuo a querer me matar. O Diego é que me impede de o fazer, pois a minha vaidade faz-me pensar que sentiria a minha falta. Ele disse-me isso e eu acreditei. Mas nunca sofri tanto em toda a minha vida.Vou esperar mais um pouco...''
Bebo para afogar as mágoas. Mas as danadas aprenderam a nadar.
"Creio que o melhor é partir, ir-me e não fugir. Que tudo acabe num instante. Oxalá»
No seu atestado de óbito, como causa da sua morte, está referido «embolia pulmonar», mas a hipótese de overdose por medicamentos é muito forte.
( Isto é uma pequena síntese de uma mulher extraordinária, o destaque incide nos sofrimentos que padeceu, mas há a sua pintura, que foi reconhecida internacionalmente, a «Casa Azul» onde viveu é hoje uma casa-museu e há também a sua intervenção política, apesar das suas deficiências, foi sempre uma activa militante.)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

TEIXEIRA DE PASCOAES

Teixeira de Pascoaes produziu a partir da experiência existencial da saudade, uma reflexão, a que subjaz o princípio fundamental de que o ser manifesta uma condição saudosa. Do Ser ao ser, processa-se uma verdadeira queda ontológica, uma cisão existencial, manifestando o mundo, na sua condição decaída, um "pathos universal". Da condição saudosa de ser resulta pois uma condição dolorosa do mesmo ser. Dor de privação, dor de saudade, consciência da finitude, de imperfeição, de insuficiência ôntica. A experiência da dor pelo homem saudoso, é simultâneamente individual e universal. Por ela o homem–poeta entende o mundo como "uma eterna recordação", percebendo a realidade como evocadora de uma outra realidade mais real que aquela. A condição dramática da existência manifesta-se assim numa permanente tensão entre Ser e existir. O homem existe num primeiro nível de dignidade ontológica, partilhando pelo corpo o mundo da matéria, e vive pelo espírito. A vida é pois uma eterna aspiração à ultrapassagem da realidade material. A alienação é a situação que resulta da impossibilidade de o homem ser, verdadeiramente. Dividido entre assumir-se como puro espírito ou pura matéria, o homem não é nem pode ser verdadeiramente, oscilando eternamente entre uma e outra condição. A saudade pascoaesiana transcende assim o mero sentimento individual, para assumir uma dimensão ontológica e metafísica. Na mesma medida em que todo o Universo "é a expressão cósmica da saudade" enquanto " infinita lembrança da esperança", a saudade psicológica, individual, assume, enquanto o homem partilha a condição do mundo, uma dimensão metafísica. Enquanto o homem como ser finito e imperfeito aspira à perfeição de ser, a saudade assume uma dimensão ontológica. A saudade encarada do ponto de vista existencial leva o autor a conceber a natureza como sagrada, uma vez que a saudade do mundo é também saudade de Deus, de um Deus presente nas próprias coisas. É a divindade que se apropria de si mesma na evolução da natureza, pelo que Pascoaes postula a sacralização da mesma natureza. Deus existe antes e independentemente do homem; no entanto a vida, confere-lha o próprio homem. O pensamento de Teixeira de Pascoaes manifesta assim, uma particular forma de religiosidade, que provém desde logo desta presença de Deus na natureza e da sua evidenciação nela. O autor concebe uma ordem na natureza, um princípio teleológico alheio ao acaso que deixa supor uma inteligência ordenadora que presida às transformações da realidade. Todo o esforço humano será para penetrar o Mistério da vida e do cosmos.
CANÇÃO DE UMA SOMBRA

Ai, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela onde me vou
Debruçar para ouvir a voz das cousas,
Eu não era o que sou.

Se não fosse esta fonte que chorava
E como nós, cantava e que secou ...
E este sol que eu comungo, de joelhos,
Eu não era o que sou.

Ai, se não fosse este luar que chama
Os aspectos à Vida, e se infiltrou,
Como fluido mágico, em meu ser,
Eu não era o que sou.

E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento que embalou
Meu coração e as nuvens nos seus braços
Eu não era o que sou.

Ai, se não fosse a noite misteriosa
Que meus olhos de sombras povoou
E de vozes sombrias meus ouvidos,
Eu não era o que sou.

Sem esta terra funda e fundo rio
Que ergue as asas e sobe em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos
Eu não era o que sou.

[Pascoaes foi o primeiro poeta que li, com 14/15 anos, em circunstâncias muito peculiares. Tinha que tomar conta de um sobrinho, que era um «terror» e a minha mãe queria que eu ficasse fechada numa sala, para estudar, enquanto fazia o almoço. Na sala havia uma estante com livros e então ia lendo alguma coisa, enquanto o meu sobrinho ia tirando uns quantos da estante, que eu deixava tirar, para ir lendo e, que depois voltava a colocar no sítio. Assim o miúdo estava entretido e eu só tinha que ter o cuidado de ele não rasgar os livros. O meu cunhado era de Amarante e tinha toda a obra de Pascoaes, poesia e prosa, mas nessa altura só me interessava a poesia. O impacto deste poeta em mim foi muito forte e até me motivou que escrevesse alguma poesia. Pascoaes desde aí, foi um poeta marcante, mais tarde em muitos fins de semana que passei em Amarante, fui descobrindo as paisagens de Pascoaes, a Serra do Marão, que tantas vezes aparece na sua poesia e, visitei o solar onde viveu, escondido pela vegetação da serra. As suas instalações privadas impressionaram-me bastante, pelo despojamento, muitos livros, móveis banais e por todo o lado, pequenas pedras, ramos de árvores, flores secas, coisas simples, que deviam ter ido ali parar, depois dos passeios que ele fazia pela Serra do Marão. ]

NÃO AO MACHISMO... MAS VAI HAVENDO!?...

Moira Cameron, tornou-se a primeira mulher Beefeater e foi alvo de assédio sexual e de maus tratos pela parte dos colegas. Devido à angústia sentida, começou a cair-lhe o cabelo. Acabou por ter que apresentar queixa.
Os Beefeaters foram criados por Henrique VII em 1485, especificamente para guardarem a Torre de Londres. Os seus membros são oficiais do exército reformados, com 22 anos de serviço e uma medalha de Boa Conduta e Serviço. Vestem um distinto uniforme azul e vermelho e guiam os visitantes pela Torre, que contém inúmeros bens reais, incluindo as jóias da rainha.
Moira Cameron, foi a primeira mulher a entrar nesta elite ao fim de 522 anos.
Este caso tem escandalizou os britânicos. As investigações estão a ser feitas e levaram à intervenção da Scotland Yard.
O Reino Unido, hoje é multicultural e tolerante e os Beefeaters, são vistos como o último reduto do cavalheirismo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CASAMENTO HOMOSSEXUAL


O Governo está irredutível: a legalização do casamento homossexual é mesmo para avançar, até ao fim do ano e sem referendo. Este é uma questão que o PS não terá dificuldade em aprovação na AR e que foi uma das suas promessas eleitorais. Como ganhou as eleições considera que isso é um aval para o fazer, sem fazer um referendo que é pedido pela Igreja e possivelmente também pelo CDS_PP. A Igreja levou o assunto a discussão em conferência episcopal. Vamos lá ver qual é o peso que a Igreja tem no nosso país. Relativamente a outros partidos, o PSD decidiu que o voto será individual, cada um terá liberdade de votar como entender. Quanto ao PCP e ao BE votarão a favor.
POSIÇÃO DA IGREJA:
-A favor do verdadeiro casamento, entre um homem e uma mulher;
-Modelos alternativos de casamento são fontes de perturbação para adolescentes e jovens;
-Adopção de crianças por homossexuais seria uma alteração grave das bases antropológicas de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio;
-Referendo é necessário para que a sociedade diga se quer ou não quer secundarizar uma instituição que forma e enforma a sociedade desde que ela se conhece.

Casamentos permitidos :
Holanda (2001), Bélgica (2003), Espanha (2005), Canadá (2005), África do Sul (2006),Noruega (2009),Suécia (2009)
Permitido somente no Estado:
Massachusetts, EUA (2004), Connecticut, EUA (2008), Iowa, EUA (2009), Vermont, EUA (2009), Maine, EUA (2009), New Hampshire, EUA (2010)
Reconhecido o casamento feito no estrangeiro:
Israel (2006) e Japão (2009)
Em discussão nos seguintes países e regiões:
Austrália, Áustria, Brasil, China, Estónia, França, Irlanda, Letónia, Lituânia, Nova Zelândia, Portugal, Roménia, Taiwan, Estados Unidos.
ESTE É UM ASSUNTO SEMPRE POLÉMICO E DISCUTÍVEL, MAS EU VOTARIA SIM

PROVOCAÇÃO!?...


Oração das Mulheres Resolvidas
Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo, que a fonte nunca seque, e que a nossa sogra nunca se chame Esperança, porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos, e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo!
Deus...Eu vos peço sabedoria para entender um homem, amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos, porque, meu Deus, se eu pedir força, bato-lhe até matá-lo.
Um brinde...Aos que temos,aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda nos vão ter!
Que sempre sobre, que nunca nos faltem, e que a gente dê conta de todos!
Amém.
P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantendo-os no escuro, até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.
NOTEM: POR ACASO FOI ESCRITO POR UM HOMEM - JÚLIO MACHADO VAZ