O cargo de primeiro-ministro foi ocupado pelo vice-presidente do PSD, Santana Lopes, no entanto, dada a instabilidade governativa e várias demissões nos altos cargos administrativos, Jorge Sampaio dissolve a Assembleia da República e Santana Lopes é demitido. Nas eleições legislativas de 2005, apresentou-se como candidato do PSD e perdeu. A partir daí como presidentes do PSD, passaram, Luís Marques Mendes (2005-2007), Luís Filipe Menezes (2007-2008), Manuela Ferreira Leite (2008-) e a crise sempre foi constante.
Sendo emergente a mudança de líder três nomes surgiram, Passos Coelho que já anda em campanha desde 2008 e considero ter uma postura deslizante, tendo em vista uma colocação centralizada. Duvido que consiga um consenso dentro do partido, até porque tem contra ele a marginalização a que Manuela Ferreira Leite o votou.
Paulo Rangel, surpreendentemente a ocupar um lugar de deputado no Parlamento Europeu, usou da palavra no mesmo, para revelar os problemas que atravessa Portugal (daria uma nota 0) e de forma petulante, propôs-se a líder, como um «salvador da Pátria»! O seu trunfo, foi ter ganho as eleições Europeias, diria que as ganhou por castigo dos eleitores a Sócrates e à sua politica de arrogância, contra sectores da sociedade importantes. O PSD ganhou, mas muitos votos foram deslocados para o Bloco de Esquerda e para o Partido Popular.
Rangel «chutou» para o lado inexplicavelmente, Aguiar Branco, antecipando-se à formulação da sua candidatura. Aguiar Branco, um democrata que considero moderado e tem sido o apoio da actual líder. Será que o PSD, na luta entre estas propostas de liderança vai conseguir um consenso dentro das suas hostes?

Portugal está numa situação caótica, com um Presidente da República fragilizado, com um Primeiro-ministro fragilizado, com um Procurador-geral da República fragilizado, com «escutas» e «bufos» e os média a serem manipulados, sem respeitarem códigos deontológicos e deixando os portugueses num grande desassossego! Quem mente, quem diz a verdade? Presidente da República e Primeiro-ministro, que assumiram responsabilidades para com os portugueses, parecem não ter forças ou não quererem, dar transparência a uma situação que se está a tornar inquietante.
Lembro que o défice e o desemprego são grandes, o desenvolvimento do país está em estagnação e o que está na ordem do dia são sucessivas acusações aos esteios dos grandes responsáveis por este estado de coisas.






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