A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 21 de fevereiro de 2010

DE UM DIA PARA O OUTRO....


A Madeira assolada por um grande temporal está num CAOS!...
Sinto-me afectada com todo o sofrimento de perda!...
As imagens vistas através da televisão são impressionantes!...
Quer seja na Madeira, no Haiti, seja onde for, estes acontecimentos caiem fundo e deixam-me com muita tristeza.
















No mundo onde vivemos, a nossa fragilidade é imensa...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ARNALDO SARAIVA – VIVE POETICAMENTE ENTRE PORTUGAL E BRASIL


Arnaldo Saraiva, ensaísta, cronista, antologista, poeta e ex-professor catedrático da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), onde criou a cadeira de LITERATURAS ORAIS E MARGINAIS, foi o precursor de estudos académicos sobre textos populares, folhetos de cordel, provérbios, orações, advinhas, slogans e mesmo grafites. Ano passado proferiu a sua Lição de Jubilação.

E agora José?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu
A noite esfriou
E agora, José?
E agora, você?
Carlos Drummond de Andrade

Segundo disse, não vai colocar a manta nos joelhos, vai dedicar-se mais à escrita, tem solicitações de colóquios e debates, em Portugal e no Brasil e vai continuar a viver poeticamente. Lamenta no entanto as aulas, esse convívio, onde fazia descobertas e investigações, motivadas pelos alunos. Nunca concebi um professor que soubesse tudo e não tivesse nada a aprender com os alunos.
Arnaldo Saraiva, vê interesse no mais insignificante texto, que a intelligentsia olha de viés. Só depois do 25 de Abril pode criar uma cadeira, que estudasse esta matéria.
Para Arnaldo Saraiva, a poesia é a grande expressão da estética verbal, a forma que melhor trabalha a linguagem. Por uma série de coincidências, diz Arnaldo Saraiva, foi empurrado para um convívio próximo com grandes poetas, como Eugénio de Andrade, Jorge de Sena, Carlos Drummond, João Cabral de Melo Neto, Herbert Hélder, Ruy Belo…
Arnaldo Saraiva fundou o Centro de Estudos Pessoanos (Revista Persona), foi leitor da Universidade da Califórnia onde privou com Jorge de Sena, é Presidente da Fundação Eugénio de Andrade, antologiou vários poetas e disse ter descoberto a literatura e a cultura brasileira graças ao sobressalto da descoberta da obra de Drummond de Andrade. O Brasil, esse «impávido colosso», é de facto, e desde há muito um dos azimutes intelectuais de Arnaldo Saraiva. Esta relação com o Brasil (enamoramento) é considerada por Arnaldo Saraiva um mistério, porque não tem qualquer raiz brasileira.
Presentemente Arnaldo Saraiva, está a concluir um livro sobre Machado de Assis, que conjuntamente com Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, considera a literatura brasileira como entre as maiores do mundo. Arnaldo Saraiva é Sócio Correspondente da Academia Brasileira de Letras. Segundo ele para estudar a literatura brasileira, tem que se estudar a portuguesa e vice-versa.
Os seus projectos são: organizar regularmente um colóquio que junte escritores portugueses e brasileiros e criar uma grande biblioteca da cultura brasileira, equipamento que não existe na Europa.
Tem 20 livros para publicar, na qualidade de investigador e ensaísta, continua a ser cronista no Jornal do Fundão, faz muita poesia para a gaveta, porque segundo diz: A humanidade já tem grande literatura. E qualquer leitor é também criador.

[Nasceu em 1939, em Casegas (Covilhã). Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se na Faculdade de Letras do Porto, onde exerceu a função de docente de Estudos Brasileiros e Africanos. Foi leitor de Língua e Literatura Portuguesa e Brasileira na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara (U.S.A.) e professor convidado da Universidade de Paris III (Sorbonne Nouvelle). Fez estudos superiores no Rio de Janeiro, onde preparou a tese "Carlos Drummond de Andrade: do Berço ao Livro". Em Paris fez estudos sob orientação de Roland Barthes, A.J. Greimas e Gérad Genette, fez também estudos superiores em Urbino. Colaborador da Radiotelevisão Portuguesa, da Radiodifusão Portuguesa (Antena1) e de várias publicações portuguesas e estrangeiras. Colaborador da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Está representado na "Antologia dos Poetas Brasileiros - Fase Moderna", de Manuel Bandeira e Walmir Ayala e na "Antologia da Novíssima Poesia Portuguesa", de Maria Alberta Menéres e E. M. de Melo e Castro.]

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA



Este vaise i aquel vaise,
i todos, todos se van;
Galicia, sin homes quedas
que te poidan traballar.
Tês, en cambio, orfos i orfas
i campos de soledad;
e pais que non teñem fillos
e fillos que non tén pais.
E tês corazós que sufren
Longas ausências mortás.
Viudas de vivos e mortos
Que ninguén consolará.


Este parte, aquele parte
E todos, todos se vão.
Galiza ficas sem homens
Que possam cortar teu pão.
Tens em troca orfãos e órfãs,
Tens campos de solidão,
Tens mães que não têm filhos,
Filhos que não têm pai.
Coração que tens e sofre
Longas ausências mortais,
Viúvas de vivos mortos
Que ninguém consolará.

ROSALÍA DE CASTRO (1837-1885)

[ESTE POST É DEDICADO A UM SER HUMANO QUE MUITO ADMIRO, NES DO BLOGUE: http://palante-nes.blogspot.com/]

É considerada a fundadora da literatura galega moderna. 17 de Maio, é feriado, porque é o Dia das Letras Galegas, devido a ser a data de edição da primeira obra de Rosalía em língua galega, CANTARES GALEGOS.
Já conhecia a poesia de Rosalía de Castro, quando um dia fui a Padrón, nas minhas andanças pela Galiza. Primeiro por uma canção e depois por uma antologia da sua poesia.


Quando Rosalía nasceu, foi registada como filha de pais desconhecidos. Os pais, eram uma fidalga da linhagem dos Castro e de um sacerdote que não podia legitimar a filha e a entregou aos cuidados das irmãs.
Rosalía só foi viver com a mãe quando tinha 5 anos. Mudaram-se para Santiago onde Rosalia teve formação musical, artística e literária. Aí conviveu com intelectuais que a levaram ao socialismo e ao republicanismo.
Prosseguiu os seus estudos em Madrid, casou com Manuel Murguía, investigador, cronista e jornalista e tiveram oito filhos. Quatro perdidos com tenra idade.
Rosalía de Castro escreveu tanto em prosa como em verso, empregando o galego e o castelhano. A sua obra esteve profundamente marcada pelas circunstâncias que rodearam a sua vida: como a sua origem, os problemas económicos, a perda dos seus filhos e a sua frágil saúde.
Em 1863 foi publicado em Vigo o seu primeiro grande livro, Cantares Gallegos, que fixa o começo de uma nova era para a poesia galega e que, sem dúvida, foi a base de todo o ressurgimento literário e não literário da literatura galega.


Adiós, ríos; adios, fontes;
adios, regatos pequenos;
adios, vista dos meus ollos:
non sei cando nos veremos.
Miña terra, miña terra,
terra donde me eu criei,
hortiña que quero tanto,
figueiriñas que prantei,
Fragmento Cantares gallegos

Cantares gallegos constitui o primeiro livro escrito em galego numa época em que a língua galega estava extinta como língua escrita. Muitos poemas do seu livro são glosas de cantigas populares. Rosalia denúncia a miséria, a pobreza e a emigração maciça a que estavam obrigados os galegos, sem deixar de verter seus sentimentos e vivências pessoais.
E outras obras se seguiram: Folhas Novas, Canto Galego, entre outros.


En todo estás e ti es todo
pra min e en min mesma moras,
nin me abandonarás nunca,
sombra que sempre me asombras.
Fragmento do poema Negra Sombra
Follas Novas

Rosalía passou os derradeiros anos da sua vida em Padrón, onde a família alugara a casa da Matança, hoje casa-museu. Aí morreu com 48 anos, vítima de cancro. Os seus restos mortais, foram depois para o Panteão de Galegos Ilustres, em Santiago de Compostela.
Estátua de Rosália de Castro da autoria de Barata Feyo, na praça da Galiza no Porto

DICEN QUE NO HABLAN LAS PLANTAS

Dicen en que no hablan las plantas, ni las fuentes, ni los pájaros,
Ni el onda con sus rumores, ni con su brillo los astros,
Lo dicen, pero no es cierto, pues siempre cuando yo paso,
De mí murmuran y exclaman:—Ahí va la loca soñando
Con la eterna primavera de la vida y de los campos,
Y ya bien pronto, bien pronto, tendrá los cabellos canos,
Y ve temblando, aterida, que cubre la escarcha el prado.
—Hay canas en mi cabeza, hay en los prados escarcha,
Mas yo prosigo soñando, pobre, incurable sonámbula,
Con la eterna primavera de la vida que se apaga
Y la perenne frescura de los campos y las almas,
Aunque los unos se agostan y aunque las otras se abrasan.
Astros y fuentes y flores, no murmuréis de mis sueños,
Sin ellos, ¿cómo admiraros ni cómo vivir sin ellos?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

VICISSITUDES DO PSD

Quem motivou a crise no PSD, foi obviamente Durão Barroso, que em 2003 zarpou para Bruxelas, para ocupar o cargo de Presidente da Comissão Europeia, um cargo de prestígio que era bom para Portugal (?), mas muito bom para ele próprio, conseguido talvez com aquela cimeira nos Açores (Bush, Blair, Aznar). Marimbou-se para o partido e para o país!..
O cargo de primeiro-ministro foi ocupado pelo vice-presidente do PSD, Santana Lopes, no entanto, dada a instabilidade governativa e várias demissões nos altos cargos administrativos, Jorge Sampaio dissolve a Assembleia da República e Santana Lopes é demitido. Nas eleições legislativas de 2005, apresentou-se como candidato do PSD e perdeu. A partir daí como presidentes do PSD, passaram, Luís Marques Mendes (2005-2007), Luís Filipe Menezes (2007-2008), Manuela Ferreira Leite (2008-) e a crise sempre foi constante.
Sendo emergente a mudança de líder três nomes surgiram, Passos Coelho que já anda em campanha desde 2008 e considero ter uma postura deslizante, tendo em vista uma colocação centralizada. Duvido que consiga um consenso dentro do partido, até porque tem contra ele a marginalização a que Manuela Ferreira Leite o votou.
Paulo Rangel, surpreendentemente a ocupar um lugar de deputado no Parlamento Europeu, usou da palavra no mesmo, para revelar os problemas que atravessa Portugal (daria uma nota 0) e de forma petulante, propôs-se a líder, como um «salvador da Pátria»! O seu trunfo, foi ter ganho as eleições Europeias, diria que as ganhou por castigo dos eleitores a Sócrates e à sua politica de arrogância, contra sectores da sociedade importantes. O PSD ganhou, mas muitos votos foram deslocados para o Bloco de Esquerda e para o Partido Popular.
Rangel «chutou» para o lado inexplicavelmente, Aguiar Branco, antecipando-se à formulação da sua candidatura. Aguiar Branco, um democrata que considero moderado e tem sido o apoio da actual líder. Será que o PSD, na luta entre estas propostas de liderança vai conseguir um consenso dentro das suas hostes?





Portugal está numa situação caótica, com um Presidente da República fragilizado, com um Primeiro-ministro fragilizado, com um Procurador-geral da República fragilizado, com «escutas» e «bufos» e os média a serem manipulados, sem respeitarem códigos deontológicos e deixando os portugueses num grande desassossego! Quem mente, quem diz a verdade? Presidente da República e Primeiro-ministro, que assumiram responsabilidades para com os portugueses, parecem não ter forças ou não quererem, dar transparência a uma situação que se está a tornar inquietante.
Lembro que o défice e o desemprego são grandes, o desenvolvimento do país está em estagnação e o que está na ordem do dia são sucessivas acusações aos esteios dos grandes responsáveis por este estado de coisas.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

OITO E MEIO.........nove

OITO E MEIO, UM DOS MEUS FILMES DE CULTO



NINE

NINE - ROB MARSHALL


Não me agrada muito o género musical, mas há uns quantos filmes que aprecio, entre eles há três que gosto muito, Feiticeiro de Oz, Serenata à Chuva e Cabaret. NINE é o novo musical de Rob Marshall, depois do êxito de Chicago, filme do qual não gostei.
Com base em OITO E MEIO, de Fellini, foi feito o musical NINE. Arthur Kopit e Maury Yeston, Anthony Minghella e Michael Tolkin escreveram o roteiro.
O que me levou mais a ver este filme foi, ser inspirado no 8 ½ de Fellini, onde são focados os seus problemas existenciais, assim como uma crise de criatividade. Estas razões levam a um internamento voluntário numas termas, para encontrar inspiração, mas o seu mundo imaginário motiva-lhe um desassossego constante, com o facto de no mesmo estarem presentes muitas mulheres, que passaram ou estão na sua vida.
O filme, sem relegar a estrutura do musical, narra a história de um cineasta famoso de Itália, Guido Contini (Daniel Day-Lewis), que enfrenta a chamada crise da meia-idade, cujos efeitos acabam por afectar a sua criatividade. Ao preparar-se para realizar um novo trabalho nos estúdios da Cinecitta, após alguns fracassos contabilizados, Guido tem de avaliar como a sua vida está sufocada pela presença, que se lhe torna atordoante, e pode até matá-lo, de muitas mulheres.
(Marion Cotillard), é Luísa a sua mulher, (pensa-se logo em Giulietta Massina) paciente, cordata, que sacrifica a sua vida de actriz, para estar sempre em casa, esperando a solicitação do marido. A segunda é a figurinista Lilli (Judi Dench), também uma confidente. A terceira é a amante, Carla (Penélope Cruz). A quarta é a sua musa inspiradora Claudia (Nicole Kidman). A Mamma (Sophia Loren) é a quinta que, embora morta, é uma presença constante e avassaladora, na sua vida. E ainda existe a Saraghina, figura mais remota, uma prostituta, dos tempos em que Guido era criança, interpretada pela cantora Stacy Ferguson (uma alusão muito evidente a um dos filmes em que Fellini abordou a sua infância).
Usando uma linguagem subjectiva, em que se mesclam presente e passado, Marshall, para expressar o que se passa no interior de Guido, contrapõe, o preto e branco (a fotografia é, às vezes, desfocada ou excessivamente granulada) e o colorido. Explora ao máximo, a parte musical e a coreografia, para chegar, como ele explicou, à teatralidade do universo de Fellini.


O filme teve críticas más, para mim foi um filme que me entreteve, porque às vezes também é necessário satisfazer o nosso lado mais lúdico.

FERNANDO NOBRE CANDIDATA-SE A BELÉM - QUE GRANDE SURPRESA!?...



O Presidente da Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre, avança amanhã com a candidatura à Presidência da República, segundo avança o semanário Expresso. Fernando Nobre foi apoiante da candidatura de Mário Soares em 2006 e mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas últimas eleições europeias.

Para mim foi uma grande surpresa!..Admiro bastante Fernando Nobre, mas nunca me passaria pela cabeça que se metesse na política!...


Ainda tenho que digerir este facto, o que «a priori» me parece é que Manuel Alegre não devia ter ficado muito satisfeito!...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A MAIS PROFUNDA INDIGNAÇÃO...

Srº Drº. Rui Rio, Presidente da Câmara do Porto,

Depois de ter aprovado um projecto do arquitecto Siza Vieira, de requalificação da Baixa do Porto, transformando, uma bonita área, com a sua arquitectura neo-clássica e que tinha verdura, flores, bancos aprazíveis, num jardim de pedra, que muitos chamam no Porto a «eira», ainda tem o desplante de transformar este recinto em «feira popular»! Em ocasiões festivas enche o empedrado de barracas, como é o caso presente do Carnaval. Sítios não faltariam para colocar essas estruturas festivas.
Lamento bastante que esteja à frente de uma Câmara de uma cidade, de que demonstra não gostar absolutamente nada e que marca com o seu péssimo gosto.
Desejo o términus do seu mandato e que ainda fique alguma coisa sobre a nossa identidade.
Os meus cumprimentos e passe bem,

CARNAVAL À MODA ANTIGA...

Com roupas velhas ou de todos os dias, as tropas fandangas faziam disparates, os foliões desfilavam a pé ou de carro e guerreavam entre si com farinha, fuligem e armas de arremesso afins, numa transgressão em que não faltavam os homens vestidos de mulheres e as mulheres vestidas de homens. Havia também «cautelosas» piadas políticas. ( a fotografia é dos anos 30 e aí o regime fascizante devia ser bem apertado). Tudo isto foi proibido, por queixas de agressividade nas brincadeiras e também devia haver pouco interesse nessas manifestações libertárias! A cópia actual é uma imitação à brasileira.

RECORDAÇÕES DE CARNAVAL...

Não me lembro desta miúda, mas quem a acompanha é o meu pai! Não sei qual foi a ideia! Vianense? Aquela repa na testa em bico, até está engraçada!?...Não me lembro de ter vestido qualquer outra fantasia! Só uns anos depois, nos carnavais trapalhões em família, em que preponderava o improviso. De que me lembro bastante bem é dos bailes, na minha adolescência, eram quatro dias de bailarico, geralmente em casa dos amigos que tinham garagem, porque a família, que não aguentava as nossas músicas, queria-nos longe (nós também) e apareciam de quando em quando para ver como estava o ambiente. Mais tarde íamos para as discotecas. Foi uma época de muita farra e muito «flirt»!?...
Depois casei e íamos a bailes a vários sítios, mas muitas vezes fomos ao Hotel do Ofir, tinham sempre bons programas com artistas brasileiros, lembro-me da Elza Soares que foi lá cantar e levou o marido, o famoso Garrincha. Íamos sempre com amigos, mas houve um Carnaval que fomos sós e ficou inesquecível. Dançamos até às tantas e depois quando chegamos ao carro, o tipo não pegava. Bolas!?... O frio enregelava!?... Quem conhece o Ofir sabe que aquilo praticamente não tem descidas, mas pequena descida que houvesse, lá tentávamos nós empurrar o carro, para ver se ele pegava e nada! O pior era trazê-lo novamente para cima. Começava a amanhecer e vimos um grupo de pescadores. Pedimos logo ajuda, mas nem assim, a bateria estava em baixo. A sugestão deles era irmos a Fão onde havia um mecânico. Lá fizemos os três kilómetros a pé e apesar do mecânico estar constipado, veio connosco. Claro, que primeiro tirou a bateria para a carregar e teríamos que esperar um tempo. Fomos tomar o pequeno-almoço ao Hotel, num estado muito lamentável, eu já não tinha os olhos pintados, eu estava com o rosto todo sujo! Acabamos por sair do Ofir ao meio-dia, desejosos de nos atirarmos para a cama!?...


SAUDADES DE OUTROS TEMPOS...MAS SOBRETUDO IMENSAS SAUDADES DO MEU PAI!...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Selo Beautiful Blogger Award- Eu por mim mesma


A minha amiga, Sandra Botelho, do blog MEU ACONCHEGO,convidou-me a fazer esta brincadeira. Bom as regras são as seguintes:


Escrever 7 coisas ou frases que são importantes para mim, copiar o award, escolher 7 amigos e pedir que façam o mesmo, postando sobre si e escolhendo outros 7 amigos. Vou seguir só a primeira parte das regras e quem pretender entrar na brincadeira está disponível para todos.

1- Que os meus filhos estejam bem.

2- Que o meu marido que já teve um enfarte, permaneça ao meu lado.

3- Que alguns dos meus familiares que estão a atravessar problemas, os possam resolver

4- Que o empenho para melhorar o mundo seja uma constante.

5- Que sempre possa ter bons motivos para sonhar, gosto daquela frase de Fernando Pessoa «TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO»

6- Gosto da frase: «SÓ SEI QUE NADA SEI»

7- Outra frase que trago comigo há uns anos é: «VIVER E DEIXAR VIVER», que está integrada neste texto: A única maneira de sermos felizes, consiste em convidarmos os outros a partilhar a nossa felicidade não porque seja nobre fazê-lo, mas por ser conveniente. Não é possível viver agradavelmente sem viver sábia, justa e generosamente. Tratai os outros como quiserdes que vos tratem. Não injurieis, a fim de não serdes injuriados. VIVEI E DEIXAI VIVER. A nossa vida deve ser uma festa entre amigos. Cultivai o génio da amizade. Fazei dela uma religião. Prestai-lhe culto. Porque a verdadeira amizade é doce, bela e sagrada. A santidade da verdadeira amizade é o único dom certo que possuímos neste mundo de duvidoso valor. Se os sofrimentos da vida, podem reconciliar-nos com a morte, a amizade pode reconciliar-nos com a vida. EPICURO 342 A.C.-270 A.C.

EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER

EU SOU A MINHA PRÓPRIA MULHER, de Doug Wright, conta-nos a história apaixonante do travesti alemão Lothar Berfel, que sobreviveu aos vários regimes da Alemanha: ao terror do nazismo, ao regime socialista e ainda depois à queda do Murro de Berlim. Tentou viver ou sobreviver no sistema capitalista, o que faz a sua biografia ser tão extraordinariamente cativante, porque na realidade ela era um homem, que viveu construindo um museu e um cabaret clandestino na cave do museu, por onde circulavam nomes famosos das artes e das letras, como Bertolt Brecht e Marlene Dietrich. Persistente e decidido, nunca se desviando da sua imperturbável e inamovível tendência e personalidade sexual. A verdadeira história de Charlotte Mahlsdorf. Júlio Cardoso em monólogo, interpreta 30 personagens.

Ficha Técnica: Espectáculo comemorativo dos 50 anos de teatro de Júlio Cardoso Autor: Doug Wright Direcção: João Mota Protagonista: Júlio Cardoso
Promotor: Seiva Trupe - Teatro Vivo



Excertos da entrevista:"Agora, o vedetismo é criado pela TV"
De SÉRGIO ALMEIDA


Sou um privilegiado por continuar, ao cabo de 50 anos, a exercer com a paixão e o desassossego de sempre a representação.
Esperançado por natureza, Júlio Cardoso, de 71 anos, acredita que as actuais dificuldades não são uma fatalidade e aponta a aprendizagem permanente como segredo da longevidade. "Ai do actor que julga saber tudo!"
50 anos são o testemunho de uma história não só local como também nacional e universal. Cada vez mais, um actor tem que saber observar e pensar, porque o ser humano vive a uma velocidade tal que pensa apenas em sobreviver e pouco medita nas suas reais capacidades.
Passei, na juventude, por muitas escolas e movimentos com o objectivo de encontrar respostas. Agora, sei que o teatro é fruto de saberes complexos. Não é uma comunicação de massas ou algo abstracto, mas uma arte viva e directa.
O teatro faz parte da própria natureza humana. Há quem venha porque pretende aprofundar o pensamento e interrogar-se sobre o que o cerca, mas a maioria fá-lo por necessidade, obedecendo a razões inconscientes.
O que deve caracterizar um actor é o desassossego permanente. Quanto mais evoluímos, mais inquietos ficamos, porque temos ambição de ir sempre mais além. Essa é a grande tragédia do actor contemporâneo.
O problema do esquecimento de António Pedro foi ele ter criado muitos mais inimigos do que admiradores. Como estava muito acima da média, sofria com o ódio dos outros. A inveja só nos torna mais pequenos.
É preciso saber gerir uma carreira. Estar sempre no apogeu também cansa e, por esse motivo, temos que saber escolher as alturas certas para abraçarmos determinados projectos. Orgulho-me de ter sabido dizer "não" nas alturas certas.
Uma das principais lições que aprendi com os mestres foi a de entregar-me ao máximo, quer esteja a actuar para 500 pessoas ou para uma. Esse único espectador pode ter feito muitos quilómetros para nos ver e merece o máximo respeito.
Posso morrer hoje, mas não deixo de ser um dos maiores milionários de sonhos do país.
Para singrar é preciso ir para Lisboa, mas uma cidade como o Porto deveria ter orgulho em ter duas escolas superiores de teatro. O que vemos, contudo, é uma região a definhar a vários níveis. Acredito que o país só vai melhorar quando a região Norte, e o Porto em particular, voltar a registar índices de crescimento elevados.
Eu não fui para Lisboa. O Porto, já dizia o Garrett, é uma cidade madrasta para os seus artistas. Quando o Manoel de Oliveira é obrigado a produzir os seus filmes em Lisboa, está tudo dito. Do Porto têm saído propostas fantásticas, mas só atingem esse estatuto depois de chegarem à capital do império.
Estou esperançado que, com a regionalização, haja uma inversão do actual estado de coisas.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

DIA DE S. VALENTIM

São Valentim, é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.
Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois apaixonaram-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270. Esta é uma versão, possivelmente há mais.


http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Valentim
DELICADEZAS, MIMOS...PORQUE NÃO? É SEMPRE AGRADÁVEL TODOS OS DIAS, MAS HOJE...PONHAM DE LADO A PRESSÃO DO CONSUMO, O «KITCHE» QUE ALGUNS VÊEM NESTAS COISAS, BASTA UMA FLOR, UM CHOCOLATE...UMA PEQUENA COISA QUE FAÇA A DIFERENÇA DO DIA...

CHARLES CHAPLIN - UM HOMEM GENIAL

O homem é um animal com instintos primários de sobrevivência. Por isso, seu engenho desenvolveu-se primeiro e a alma depois, e o progresso da ciência está bem mais adiantado que seu comportamento ético.

Por simples bom senso, não acredito em Deus. Em nenhum.

Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errado e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares dos teus erros.

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis.

O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte.

SOBRE ENERGIA

18 Fev 2010 - das 17:00 às 19:30 - Quintas - BIBLIOTECA DE SERRALVES
ENERGIA - Mais eficiência, menos consumo. Será esta a solução?

Tal como a energia e o desenvolvimento económico, a energia e o consumo estão fortemente relacionados. O consumo de energia está sempre presente no nosso dia-a-dia. Basta pensarmos na electricidade gasta no aquecimento das habitações, na utilização de meios de transporte e nas necessidades energéticas, por exemplo, do sector industrial e do comércio. Acresce que o uso de energia nem sempre é eficiente, tendo a sua produção, muitas vezes, também graves impactes em termos sociais, ambientais e económicos. É imperativo agirmos, pelo que temos de nos consciencializar do impacte que cada um de nós, ao nível individual e global, tem em termos de energia consumida. Como podemos alterar os nossos hábitos? Como ser eficiente continuando a depender da energia para o nosso dia-a-dia? Que papel temos enquanto consumidores na economia energética do país? Serão os novos planos e reformas suficientes para conseguir maior sustentabilidade energética? Estas e outras questões serão abordadas neste debate, procurando uma reflexão alargada e um despertar para comportamentos mais eficientes.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O LIVRO DO DESASSOSSEGO

THE BOOK OF DISQUIET - TEATRO MUSICAL PARA ACTOR, ENSEMBLE E FILME - LIBRETO DE Michel van der Aa a partir de textos de Fernando Pessoa (Bernardo Soares).

Quero que a leitura deste livro vos deixe a impressão de terdes atravessado um pesadelo voluptuoso.
……
Pulverização da personalidade: não sei quais são as m[inhas] ideias, nem os m[eus] sentimentos nem o meu carácter... Só sinto uma coisa, enq[uan]to a sinto na pessoa visualizada de uma qualquer criatura que aparece em mim. Substitui os meus sonhos a mim-próprio. Cada pessoa é apenas o seu sonho de si-próprio.
Eu nem isso sou.
……
Não soube nunca o que sentia. Quando me falavam de tal ou tal emoção e a descreviam, sempre senti que descreviam qualquer coisa da m[inha] alma, mas, depois, pensando, duvidei sempre. O que me sinto ser, nunca sei se o sou realmente, ou se julgo que o sou apenas. Sou uma personagem de dramas meus.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BOM CARNAVAL PARA TODOS!?...

MANUEL IVO CRUZ

Manuel Ivo Soares Cardoso Cruz (Lisboa, 18 de Maio de 1935).
Nasceu em Lisboa, filho do compositor e professor de música Manuel Ivo Cruz (1901-1985) e de Maria Adelaide Burnay Soares Cardoso. Realizou os seu estudos primários e secundários em Lisboa, ingressando seguidamente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Entretanto, estudou composição, dirigindo em 1954 o seu primeiro concerto.
Terminados os seus estudos em Lisboa, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na frequência do curso de direcção de orquestra do Universität Mozarteum da Universidade de Salzburgo, Áustria, cujo curso concluiu com distinção.
Terminados os seus estudos foi nomeado director musical da Orquestra Filarmónica de Lisboa e passou a dirigir diversos programas de divulgação musical, com destaque para os transmitidos na Radiotelevisão Portuguesa e na Emissora Nacional, com cuja orquestra sinfónica passou a colaborar regularmente.
Dedicou-se à música operática, tendo participado na realização de diversas temporadas no Teatro da Trindade e no Teatro Nacional de São Carlos, ambos em Lisboa, da Ópera de Câmara do Real Teatro de Queluz e ainda no Círculo Portuense de Ópera, de que foi presidente e director artístico. Como maestro convidado participou ainda em diversos concertos e óperas realizados em diversos países, entre os quais Alemanha, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, Rússia e Venezuela.
Também se dedicou à investigação e ao ensino, criando cursos, nos quais leccionou, entre os quais os Cursos Internacionais da Costa do Estoril, e realizando inúmeras conferências e colóquios. Também leccionou no Conservatório Superior de Música de Gaia. No campo da investigação dedicou-se à musicologia histórica, estudando as raízes da música portuguesa, da qual recolheu um apreciável repertório. Para divulgar esse acervo, publicou diversas colectâneas nalgumas das mais reputadas editoras portuguesas e internacionais.
No ano de 1969 foi distinguido com o Prémio Moreira e Sá, concedido pelo Orfeão Portuense. Mais tarde foi premiado por diversas instituições e agraciado com o título de Oficial de Mérito Cultural e Artístico da França e com a Ordem do Rio Branco, do Brasil. Em Portugal foi feito grande oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi ainda eleito membro de diversas instituições académicas dedicadas à música e à cultura, entre as quais a Academia Brasil-Europa de Ciência da Cultura e da Ciência, o Instituto de Estudos Culturais do Mundo de Língua Portuguesa e a Sociedade Brasileira de Musicologia.
Ao comemorar o cinquentenário da sua carreira artística, em 2004, foi agraciado pela Câmara Municipal do Porto com o grau ouro da Medalha Municipal de Mérito daquela cidade.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Ivo_Soares_Cardoso_Cruz

EXCERTO DO QUINTETO OP.44 DE SCHUMANN

BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ROBERT SCHUMANN

SCHOSTAKOVICH ENSEMBLE

QUARTETO COM PIANO OP.47
3 ROMANCES PARA OBOÉ E PIANO OP.94
QUINTETO COM PIANO OP.44
(ESTE QUINTETO FOI DEDICADO A CLARA SCHUMANN, SOBRE ESTE QUINTETO WAGNER ESCREVEU A SCHUMANN DIZENDO: «EU VEJO ONDE É QUE QUER CHEGAR, E AFIRMO, É ONDE EU TAMBÉM QUERO CHEGAR: É A ÚNICA SALVAÇÃO: BELEZA!» . GOSTO BASTANTE DESTE QUINTETO QUE TEM UM SCHERZO COM UM DESASSOSSEGO EXTREMO.)
[Ontem tive um dia de imprevistos, tem sido uma característica desta semana, bem precisava destes momentos de música, mas a ida ao concerto esteve em dúvida até à noite, o carro tinha «pifado» e depois de uma tarde de expectativa, o carro não ficou pronto! Acabamos por ir ao concerto na carrinha do dono da oficina, com aquela publicidade toda estampada no mesmo, ficamos cá com um cheiro a mecânicos! O imprevisto, neste caso bom, foi encontrar o Maestro Manuel Ivo Cruz, meu professor em dois cursos de História da Música. A idade não perdoa, está muito diferente do que era, mas sempre com aquele sorriso aberto.]

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

WORTEN SEMPRE!...

A DECO, da qual eu sou sócia, defende os direitos dos compradores e é bem útil nos tempos de hoje, em que onde menos se espera, somos ludibriados. Eu já devia ter aprendido a não comprar nada na Worten ou ter o cuidado de guardar todas as papeladas, para depois poder reclamar.
A primeira vigarice que sofri desta empresa, foi na compra de um portátil, escolhi o modelo, que estava em mostra e depois o empregado lá foi buscar um numa caixinha, toda selada, com fita, plástico e tudo o mais. Chego a casa e a minha filha, quis ver, desembrulhou tudo, tirou os plásticos que envolviam o aparelho, ligou e:« mãe o computador está cheio de documentos e pastas com fotografias!... No dia seguinte lá fui reclamar, antes telefonei à DECO, que me disse para pedir o LIVRO DE RECLAMAÇÔES! Foi o que fiz, e depois de muitos falsos argumentos, lá fui compensada!

A situação presente também é bem caricata, em princípios de Janeiro comprei lá um anti-vírus, porque o meu ia caducar, mas como ainda tinha uns dias e confiando sempre, que é um dos meus defeitos, arrumei a caixa sem a abrir e rasguei a factura, há dois dias quando ia meter o anti-vírus, aparecia o quadradinho a dizer que a licença de activação estava extinta e eu teimava, teimava...e a cabeça latejava, até que olho para a caixa, onde vinha o cd e na caixa dizia versão 2010 e no cd a data indicada era 2009!?...Fui à empresa, expôr a situação, claro que já tinham decorrido 0s 15 dias para esse efeito, não tinha a factura, mas fui ao banco pedir uma conta corrente, para lhes mostrar que tinha comprado lá.
Resultado, fui muito mal recebida pelos funcionários, porque é aquele género um passa a outro. Consideraram a situação insólita e não crível, insinuaram quase que era MENTIROSA e vigarista,
porque não me dizendo, deviam ter pensado «esta um amigo deu-lhe uma caixa de 2010 e ela vem cá com o cd que tinha de 2009, para levar um de borla!!! Passei-me!..E disse-lhe: «está a querer chamar-me mentirosa?» -Ah não, de modo nenhum!...
Voltei a pedir o LIVRO DE RECLAMAÇÕES, o funcionário ausentou-se por um tempo e depois veio sorridente e disse-me que iam verificar pela data da conta-corrente do banco, a minha compra, para poderem reclamar ao fornecedor, ficou com o nº. do telemóvel e depois me diria alguma coisa.
Ao princípio da noite telefona a dizer que não tinha encontrado nenhuma verba, no dia indicado da compra do anti-vírus! Pode ser? Disse-me depois para me deslocar lá o que ainda não fiz. Será que duvidam das contas-correntes do Banco?
Este assunto mesquinho, tem-me «esfrangalhado» os nervos!..
Possivelmente vou comprar outro anti-vírus, não lá é evidente, mas deixarei a minha marca no LIVRO DE RECLAMAÇÕES!
E ficará lá, depois de exposta a situação: SINTO-ME LUDIBRIADA POR UMA EMPRESA QUE NÃO É CONFIÁVEL...

AVISO, mas esperando que não sejam tão ingénuos como eu, em qualquer compra feita, vejam a tempo se o que compraram está conforme, não deitem as facturas fora, reclamem no prazo estabelecido e se sentirem com razão peçam o LIVRO DE RECLAMAÇÕES!...

ENTRETANTO FICO EM «STAND-BY»...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

MARIZA E JÔ SOARES





ACONTECEU NO PROGRAMA DO JÔ, DIA 26/11/09, ELE ENTREVISTAVA A CANTORA
PORTUGUESA MARIZA (CUJO NOME FOI UMA HOMENAGEM DE SEU PAI, QUANDO MORAVA NO
BRASIL, À CANTORA "MARIZA GATA MANSA") E, PEDIU QUE ELA CANTASSE UMA MUSICA
BRASILEIRA.


( Esta recebi por mail e não podia deixar de colocar aqui)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

HOJE GANHEI UMA DOR DE CABEÇA...


O SISTEMA AVARIOU, SÓ TENHO UM PORTÁTIL, QUE ME ABORRECE!...VOLTO BREVEMENTE!...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

NOVAS PROFISSÕES PARA DAQUI A 20 ANOS


SHAPE OF THE JOBS, um estudo feito para a CONSULTORA Fast Future.

GESTOR DE NUVENS – No tempo de seca técnicos vão manipular as nuvens e pulverizá-las com iodeto de prata, para provocar chuva.
CIRURGIÃO DE AUMENTO DA MEMÓRIA – Ajudam as pessoas sobrecarregadas com muita informação.
CONSULTOR DE AVATARES – Técnicos desenhadores, criadores e protectores do eu virtual, que podem substituir os professores. Têm que ter experiência em programação, para desenvolver os avatares, e em educação, para ensinar às pessoas como devem interagir com eles.
ARQUITECTO DIGITAL – As empresas vão desenvolver cada vez mais edifícios virtuais – uma nova forma de divulgar produtos e serviços. As cidades vão ganhar novos contornos. É provável que o seu auricular sem fios passe a ter um visor, que lhe mostra em tempo real, a rua onde está.
GERENTE DE ESTAÇÕES DE HIDROGÉNIO – A gasolina será substituída pelo hidrogénio, que passará a ser produzido localmente e exige técnicos especializados.
DESIGNER DE ÓRGÃOS – Daqui a dez anos é possível que os cientistas desenvolvam culturas celulares, para fabricar órgãos artificiais.
AGENTE DE QUARENTENAS – Vigilância das pessoas doentes que não podem sair de casa, Os requisitos são: forte sistema imunitário e resistência à pressão psicológica.
GUIA ESPACIAL – Para guiar turistas ao espaço.
AGRICULTURA VERTICAL – Por falta de espaço é provável que a agricultura se desenvolva na vertical, exigindo técnicas especiais.
RECICLADOR DE URÂNIO – Para converter o urânio das armas nucleares em urânio empobrecido, usado nas centrais nucleares.
ASSISTENTE PESSOAL DE NUTRIÇÃO – Aconselhamento na compra de alimentos para proporcionar as necessidades calóricas diárias.
CONSELHEIRO GENÉTICO – Preparados para prever todo o tipo de doenças, que ajudarão as famílias a tomar decisões sobre o futuro dos filhos.
MECÂNICO DE ROBÔS – Os robôs vão se vulgarizar, qualquer pessoa os poderá ter e serão necessários técnicos para a sua construção e manutenção.
ESPECIALISTA EM INUNDAÇÕES – Com o aumento das alterações climáticas, prevê-se necessidade de especialistas para resgatar objectos pessoais dos desalojados e que transfiram as casas para áreas de maior altitude.
ADVOGADO DE ANIMAIS – Prevê-se que os animais venham a ter os mesmos direitos que as pessoas, portanto vão ser necessários advogados especializados, para os defender dos abusos cometidos.
(Revista:SÁBADO)

AO ACORDO ORTOGRÁFICO...NÃO!?...

Nos velhos tempos era assim! O número de erros no ditado, eram umas quantas palmatoadas!.. Levei algumas e a professora D. Amélia Paupério, que já está no seu descanso, como sofria do estômago (às vezes tinha crises e ia vomitar no caixote do lixo), quando não se sentia bem, mandava uma aluna dar as palmatoadas na outra, como éramos boas meninas dávamos devagarinho e o resultado era levarmos também! Imaginem o que é levar com aquela palmatória com as mãos geladas e ficarmos com as mãos vermelhinhas a latejar, sim porque aquecimento era algo inexistente!..E aquelas colegas que tinha frieiras nas mãos? A D. Amélia até era uma boa professora, o sistema de ensino é que era assim e na altura ninguém o contestava, nem tão pouco nesse tempo se ia fazer queixas aos papás, a reacção deles seria, tens que estudar mais!...
Levei com palmatória por palavras mal escritas e agora vem o acordo ortográfico, que me obriga a cometer os tais erros de palmatória!.. Ai se eu escrevesse ação, direção, proteção, ato, fato,ator, corrução, bebê, domingo, inverno, janeiro….
Eu sou contra o acordo ortográfico, a língua portuguesa, como assim é reconhecida, teve evoluções diferentes, conforme os contextos dos países em que é falada e escrita, isso é uma característica que deve ser respeitada. Eu não vou alterar a minha forma de escrever!..O que interessa é que todos se entendam. Já pensaram na hipótese da Inglaterra e dos Estados Unidos, fazerem um acordo ortográfico? Ou a Espanha e todos os países da América do Sul que falam espanhol?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

NAS NUVENS


Jason Reitman, realizador, guionista, produtor e actor canadiano, REALIZOU UM FILME QUE REFLECTE UM SENTIMENTO DE SEPARAÇÃO E DE SOLIDÃO NUM MUNDO VELOZ EM QUE AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS SÃO CADA VEZ MAIS EPIDÉRMICAS E VIRTUAIS. ( Do mesmo realizador,JUNO, um filme bastante interessante)
Ryan (George Clooney) habituou-se a um estilo de vida livre por entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Consegue levar tudo o que necessita no seu pequeno trolley; é membro VIP de todos os programas de fidelização que existem; e está prestes a atingir o seu objectivo de vida: 10 milhões de milhas, como cliente regular. Ryan, no entanto é um homem só!
O filme é uma reflexão sobre a sociedade actual, ou pelo menos sobre alguns fenómenos, como o estado da economia global, (o termo «Glocal» desenvolvido no filme é genial), o desemprego e a desagregação social. O trabalho de Ryan Bingham, é viajar pelos EU, em nome de uma empresa, para despedir pessoas. «Up in the Air» é eficaz na forma simples como desenvolve a temática do desemprego e das cada vez mais difíceis relações humanas.
Com a ameaça de uma revolução na empresa, em que os despedimentos passarão a ser efectuados através de um call center centralizado na sede da mesma, Ryan vai viajar com Natalie (Anna Kendrick), autora do novo sistema de despedimentos, para que ela conheça «in loco» a situação, mas as suas ideias sobre as relações humanas vão ter influência em Ryan, motivando que ele procure Alex (Vera Formiga), um relacionamento ocasional, para assumir uma relação...
De referenciar neste filme, os reveladores diálogos, as situações de comédia inteligentemente colocadas para aliviar a tensão, o ritmo da acção que é quase sempre lenta, mas extremamente cativante nos detalhes.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

SELOS

Como ando bastante «cansada» da cabeça com a CRISE e porque é fim-de-semana...o meu desejo é que o mesmo esteja a ser bom para todos os meus amigos, vou pôr em dia as «prendas» que me deram, por ordem de chegada.



A Maria de Fátima, do blog O Portal Mágico, tinha à disposição dos amigos, este selo, com o desafio de indicar os livros mais marcantes. É uma pergunta difícil, para quem lê muito e há muitos anos!.. Seria uma grande lista, porque a maioria, de uma forma ou de outra, acabam por me marcar…
Farei apenas referência a leituras, por ordem de descoberta, que marcaram também idades da minha vida.


1- As sombras, (e outros) de Teixeira de Pascoaes, que foi o primeiro poeta que li com interesse
2- Crime e Castigo (e outros) de Dostoievsky, um romancista com uma grande perspicácia sobre o ser humano
3- A Náusea (e outros) de Jean-Paul Sartre, naquela idade de descoberta de novas ideias e de filosofias de estar no mundo
4- Fernando Pessoa(s) e Livro do Desassossego, foi de facto o desassossego total!... 5- Assim falava Zaratrusta – Nietzeche
6- Mrs. Dalloway, de Virgina Woolf, com uma forma muito peculiar de escrita, pela sua neurose e inquietação, que eu compartilhava.
Ofereço o Selo e passo o Desafio a quem os quiser.

Como diz a Regina, do blogue, Devaneios de uma vida... todo o blogueiro que se preze, precisa ganhar selinhos!!Mas esta história de selinhos já deu o que falar!! Muitos, gostam de recebê-los, mas há quem também não goste! Uns se ofendem em recebê-los, outros, se ofendem em não recebê-los! rsrs...Sendo assim, como eu não tenho bola de cristal pra saber quem gosta de receber ou não, de hoje em diante, quebrarei as regras que vêm junto com os selos e vou apenas postá-los aqui...
Regina eu gosto muito de receber selinhos, neste mundo virtual são prendas que trocamos uns com os outros, mas as regras de facto é que são o problema, todos se esforçam por dar o seu melhor e são pessoas que estão por trás dos blogues com as suas sensibilidades próprias e susceptibilidades e o que não pretendo de modo algum é magoar essas pessoas, quando muitas delas se têm debruçado sobre mim e me têm dado palavras de ânimo e de amizade, portanto «vou quebrar regras» e quem me segue e estiver interessado, este selo é seu com todo o merecimento.
As regras que eu quebro são:
a) Cada Superior Scribbler (SS) deve passar o prémio para 5 amigos que tenham merecimento;
b) Cada SS deve linkar o autor e nome do blog de quem ele recebeu o prémio;
c) Cada SS deve exibir o prémio em seu blog e disponibilizar o link no post que explica o prémio;
d) Cada SS é convidado a visitar o post que explica a atribuição do prémio e adicionar o seu nome à lista de link;
e) Cada SS deve colocar essas regras no seu blog.

A poderosa amiga Benjamina do blog
Armazém de pedacinhos , enviou-me este selo, considerando-me, nem sei porque razão uma «Amiga Poderosa«! Eu não sei realmente onde estão os meus poderes, de facto ter poder nem é algo que eu questiono!...Aceitei o desafio, que me veio reconhecer um poder, que eu desconhecia e vou dar-lhe continuidade. Por isso, há que cumprir as regras, que são:
1) Postar o selo com o nome e o link do blogue que o ofereceu;
2) Seleccionar 5 amigas que consideremos PODEROSAS e avisá-las;
3) Completar a frase: Sou Poderosa...
Já está cumprida a regra n.º 1, e para a cumprir a n.º 2 aqui vão as 5 amigas poderosas seleccionadas:
Conheço várias, algumas delas já foram referenciadas, outros evidentemente, que também são merecedoras:
Glorinha Leão do blogue
Café com Bolo
Regina do blogue Devaneios de uma vida...
Maria do blogue O Cheiro da Ilha
Blog Lusibero
Cris do blog Canto de Contar Contos
(Aceitar ou não, é mesmo relativo!...)

E não posso dar a mais ninguém!?...Que aborrecimento!...

Quanto à regra n.º 3, aqui fica a frase: «Sou poderosa, porque apesar de tudo e eu ando de olhos bem abertos, ainda acredito que o ser humano é capaz de fazer a diferença, a prova disso são os grandes seres humanos que tenho encontrado neste mundo virtual e algumas pessoas que conheço realmente».

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A CRISE ECONÓMICA, POLÍTICA...

NÃO É PRÓXIMA...ESTAMOS NUMA CRISE!?...
...E A CRISE CONTINUA...

VITOR CONSTÂNCIO [UM CROMO]


A RECEITA DO COSTUME

O Governador do Banco de Portugal é um homem surpreendente. Como Portas diz (onde isto chegou, eu de acordo com Portas!), "fica surpreendido com o BPP, fica surpreendido com o BCP, fica surpreendido com o BPN, fica surpreendido com o valor do défice, fica surpreendido com o valor do endividamento (...)". Constâncio cobra por mês 17 mil euros dos nossos impostos para vir regularmente a público manifestar-se surpreendido com o que se passa sob o seu nariz e, no entanto, é incapaz de surpreender seja quem for. Lebre do Governo sempre que há que preparar terreno para más notícias, chegou a vez de vir opinar que, depois do congelamento dos salários, é preciso aumentar o IVA, alegremente libertando o Governo (é para isso que serve um governador do Banco de Portugal) do compromisso eleitoral de não o fazer. De uma só e inventiva cajadada, o socialista Constâncio faz-se assim, de novo sem surpresa, núncio do FMI, que ontem deu instruções ao Governo para que vá buscar aos salários os milhões gastos em "ajudas" aos bancos. É a receita do costume, os do costume (quem havia de ser?) que paguem a crise.
Gosto de ler diariamente as crónicas de Manuel António Pina, em textos curtos e incisivos diz muito e dentro daquilo que eu penso.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

INVICTUS

REALIZAÇÃO: CLINT EASTWOOD
INTERPRETAÇÃO: MATT DAMON, MORGAN FREEMAN


O filme revela vem a marca de Eastwood e Freeman é um impecável MANDELA.
Invictus, é um filme, onde antecipadamente se sabe o que se vai ver, mas isso não lhe tira o interesse. Não é apenas uma «evocação» de factos, revela como a História se faz tanto de ideias como de ideais e das sigulariedades dos seus protagonistas. Mandela, que esteve 27 anos preso devido à sua luta contra a «apartheid», é eleito presidente, mas depara-se com uma nação onde continua a perdurar o racismo. A estratégia que traça é unir a nação através do desporto, neste caso o rugby, criando uma unidade por um objectivo comum.
Senti-me empolgada com Mandela, com a sua filosofia e sabedoria política e com o seu forte carácter, isento de ódios e de vinganças. Pena que hajam poucos homens desta qualidade. Acabou o filme e eu sentia-me leve, compensada, com vontade de acreditar…este filme contrariamente às comédias estúpidas, onde a graça é uma desgraça e, que eu não acho piada nenhuma, deixou-me com uma alegria muito especial!?....





EASTWOOD, deu ao filme o título de INVICTUS, a poesia de William Ernest Henley, que acompanhou Mandela na prisão


INVICTUS
OUT of the night that covers me,

Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

[Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - erecta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.]

William Ernest Henley

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ROSA, PARTIU...(1932-2010)

PRIMEIRO A TUA MÃO
Primeiro a tua mão sobre o meu seio.
Depois o pé – o meu – sobre o teu pé.
Logo o roçar urgente do joelho
e o ventre mais à frente na maré.
É a onda do ombro que se instala
É a linha do dorso que se inscreve.
A mão agora impõe, já não embala
mas o beijo é carícia, de tão leve.
O corpo roda: quer mais pele, mais quente.
A boca exige: quer mais sal, mais morno.
Já não há gesto que se não invente,
ímpeto que não ache um abandono.
Então já a maré subiu de vez.
É todo o mar que inunda a nossa cama.
Afogados de amor e de nudez
Somos a maré alta de quem ama.
Por fim o sono calmo, que não é
senão ternura, intimidade, enleio:
o meu pé descansando no teu pé,
a tua mão dormindo no meu seio.




Rosa Lobato de Faria

(Cantar simplesmente o amor ao seu jeito)

HÁ UNS ANOS NA GALERIA NAZONI...


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O CASO MÁRIO CRESPO




1 - ARTIGO QUE O JN NÃO PUBLICOU


O Fim da Linha - MÁRIO CRESPO
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.
O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.
Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.
Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.
Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.
Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.
Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.
Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161453


2 - EXPLICAÇÕES DO JN DA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO

Numa nota publicada, a direcção do Jornal de Notícias argumenta que "o texto de Mário Crespo não era um simples texto de opinião", uma vez que "fazia referência a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante".
Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal.


3 - REACÇÃO DOS PARTIDOS

O Bloco de Esquerda sustentou ontem que a decisão do Jornal de Notícias deve ser escrutinada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), argumentando que "esse será o mecanismo mais normal, mais útil, mais transparente".
"A existência da possibilidade de um acto que se possa parecer com censura exige investigação. Não se deve tirar conclusões antes de uma investigação que deve ser a ERC a fazer", propugnou a deputada bloquista Catarina Martins.
Na mesma linha, os comunistas, pela voz de Vasco Cardoso, afirmam "estranhar a atitude" da direcção do Jornal de Notícias: "O PCP não pode deixar de estranhar a atitude por parte do Jornal de Notícias, que se recusou a publicar um artigo de opinião por parte de Mário Crespo, quando na verdade tal artigo só responsabilizaria o seu autor".
"Mas queremos adiantar também que as questões suscitadas pelo próprio jornalista num artigo de opinião enviado ao Jornal de Notícias para sua publicação, designadamente quando admitem a possibilidade de interferência e pressão do primeiro-ministro na comunicação social, são em nosso entender suficientemente inquietantes para que se exija um total apuramento da verdade dos factos", vincou Vasco Cardoso à rádio pública.
Horas antes, já o eurodeputado social-democrata Mário David acusara o Jornal de Notícias de ter censurado o artigo do jornalista. Por seu turno, o líder do CDS-PP referiu-se a Mário Crespo como "um jornalista com independência" e "uma pessoa muito profissional". "Portanto, nenhum dos qualificativos que ouvi por aí se lhe aplica", sublinhou Paulo Portas.


4 - REACÇÃO DO PS - JOSÉ LELLO

Em declarações à Antena 1, José Lello condenou o conteúdo do artigo de Mário Crespo, afirmando que o jornalista mostrou um "comportamento psicótico". Na esteira de uma fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares, que disse à agência Lusa que "o Governo não se ocupa de casos fabricados em calhandrices", José Lello criticou ainda o jornalista por ter recorrido "a uma organização partidária".
"Ele dizer que fulano disse que disse, ou não disse, só prova de facto que o comportamento dele é psicótico. Ainda para mais, se de facto não conseguiu expressar a sua raiva por uma coisa que ninguém sabe se foi dita, em que circunstâncias poderá ter sido dita, foi recorrer a uma organização partidária para expressar toda essa raiva, pelo facto de dizerem que ele está num estado psicótico", afirmou Lello.
"Tenho pena, porque gostava de o ver de uma forma mais exaltante do que o ver assim deprimido a precisar de apoio", acrescentou.
Confrontado com as posições assumidas por BE e PCP, que defenderam o apuramento da verdade dos factos, José Lello declarou: "Tão psicóticos estão uns como ele".
Por seu turno, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, diz que "não merece nenhum crédito" a informação sobre alegadas críticas de elementos do núcleo duro do Governo a Mário Crespo: "Ouvi alguém querer fazer um texto com base no que supõe serem informações que lhe tenham sido transmitidas acerca de conversas privadas, tidas em restaurantes, e eu acho isso absolutamente inacreditável".
"De uma coisa podem os senhores jornalistas estar seguros. Enquanto político eu nunca me interessarei por conversas que jornalistas tenham numa mesa perto de mim, num restaurante onde possa estar", acrescentou o ministro.


5 - OUTRA PESSOA INCÓMODA
A última entrevista a Medina Carreira, por Mário Crespo, foi uma lufada de ar fresco. Duas pessoas a falar o que tem que ser falado, sem pudores. Concordando ou não, temos que apreciar a frontalidade com que Medina Carreira discute diversos temas. «DIZEM SER OUTRO ALVO A ABATER».
PARA LER OS ARTIGOS DE MÁRIO CRESPO, COMPROVANDO QUE É UMA «PERSONA NO GRATA» CONSULTE:

EU E A MINHA IRMÃ...

Sempre se vive com o passado e o mesmo não pode ser classificado de «arquivo morto», enquanto se vive, muitas vezes mergulhamos nele e vai-se descobrindo coisas novas, analisando-as de outros ângulos e encontrando respostas para aquilo que somos e como somos!..


Quando eu nasci, a nossa diferença de idade era significativa, em certas alturas do ano 10, noutras alturas 9. Em bebé devia ser a «boneca» dela. Quando me lembro da nossa vivência eu já teria 3 ou 4 e ela 13, 14…Nesta idade, tanto estávamos numa de «grande amor», como andávamos à sapatada e eu como era mais pequena tinha a condolência da mamã. Ela batia-me e eu desatava aos berros, a mamã vinha e ralhava-lhe, depois ela ficava furiosa e chamava-me parva, por fazer queixa. Embora mais velha ainda brincava com os meus brinquedos. Pela diferença de idade nunca fomos companheiras de escola. Eu dizia a brincar que ela era a minha mãe, porque achava a minha mãe muito velha! Lembro-me que quando começou a namorar, nessa altura namorava-se à entrada da porta, mas lá em casa havia uma pequena entrada, depois uma porta e depois o corredor que levava ao interior da casa, eu ia espreitar pelo buraco da fechadura! Quando ia sair com o namoro, eu ia de «pau-de-cabeleira» (não sei a proveniência deste dito), ia ao cinema, passear, ganhava uns livros infantis, sorvete, chocolates…
Quando a minha irmã casou eu tinha 13 anos e pronto saiu de casa, mas como logo desatou a ter filhos, voltamos a viver juntos. Cedo comecei a cuidar de crianças e a gostar muito de crianças. Quando a minha irmã ficou grávida do terceiro filho, deixou de trabalhar e voltamos a viver separados.
Fomos sempre bastante ligadas e éramos uma família unida, mas muito diferentes relativamente ao feitio, ela era e continua a ser uma «lady», eu brinco com ela chamando-lhe isso, mas ela não gosta nada. É uma pessoa muito senhora de si e eu sempre fui uma problemática «baldas», calças de ganga, t’shirt, blusão e muito de «ismos».
Casei bastante nova, com 19 anos, estive um tempo sem ter filhos e a «sobrinhada» andava sempre comigo e eu passava a vida em casa da minha irmã. Os nossos piqueniques em Vila Seca e os fins-de-semana em Amarante são inesquecíveis! Depois decidi ter filhos e ela deu-me uma coragem e um apoio extraordinários. Íamos muito ao cinema. Foi a ver um filme de John Houston, Cidade Viscosa (estas coisas não se esquecem) que comecei a ter dores e ela «não te preocupes, vamos ver o filme, depois telefona-se à parteira». Toda a torcer-me na cadeira lá aguentei!..Quando o filme acabou fomos para a Casa da Saúde, eu ela e o meu marido. Os dois assistiram ao parto e ela fazia mais força do que eu!..O rapaz nasceu às duas da manhã. Quando nasceu a minha filha a cena foi similar, lá estiveram os dois. Estes momentos são marcantes e ela esteve comigo.
Muitas outras situações foram ocorrendo, agradáveis e desagradáveis, mas a realidade é que com feitios muito diferentes, sempre estivemos juntas e continuamos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

PARA QUEM GOSTA DE DORMIR...

Política, política, política...É algo que me enoja, mas não consigo abstrair-me...Tenho aqui abusado da política e muito mais me apetecia dizer, mas...Ontem tive um dia problemático, com final feliz e hoje dormi quase até ao meio-dia...e estou bem disposta!...


Dormir só ou acompanhada?

Estudos publicados pela New Scientist, revelam que para dormir bem, o melhor é separado!?.. Dormir acompanhado pode reduzir as capacidades mentais, no dia seguinte as pessoas estão rabugentas e stressadas.

Há vários inconvenientes dormindo acompanhada...o ressonar/roncar que dá a ideia de se estar no zoo! Depois de manhã a conversa é sempre a mesma!
-Levaste toda a noite a ressonar!..
-Quem? Eu? E tu!?...
Uma vez cheguei a pôr um gravador debaixo da cama!..
(Se dormirmos juntos no mesmo quarto, o ressonar também perturba na mesma, cheguei a ter um vizinho que se ouvia de um andar para o outro)
No Inverno também há inconvenientes, a roupa sobra de um lado e falta no outro!..
E quando se está com insónia? Que chatice, se está frio não apetece sair da cama, se não está o levantar é assumir o não-sono e então é que ele vai! E uma pessoa fica ali quietinha, com uma vontade imensa de andar a virar-se de um lado para o outro!
E há outras coisas, claro!?.. Eu sou capaz de falar a dormir e ele responde, começa a fazer perguntas e eu naquele estado de dormência respondo e vou acordando, a confusão na minha cabeça é um caos!?...
Os sonhos também são complicados e se o sonho se manifesta realmente, pode ser uma decepção, suponhamos que um sonho com o Cloney e o outro com a Angeline…rsrsrsrsrs…
Ou que estou a ser roubada? Enche-o de bofetadas…eu também já levei algumas!..
Alguém já sonhou que estava a esganar um parceiro e acordou com os gritos da mulher!?...
Enfim…o romantismo às vezes precisa de um descanso…e dormir é tão bom!?...
EU DURMO ACOMPANHADA!...

sábado, 30 de janeiro de 2010