Sempre houve situações de manipulação das crianças por um dos progenitores. Considera a psicóloga que tem até a ver com vinganças mesquinhas. É fácil criar processos destrutivos da imagem de um dos progenitores, ou abrir uma guerra em que o processo é mútuo, é fácil criar situações de afastamento físico, psicológico e emocional, é fácil aproveitar diferenças de estilo de prestação de cuidados para invocar incompetência e desleixo.
Não há tribunais, nem leis, para a ausência de bom senso. O progenitor alienante está crente das suas razões, seguro dos seus direitos e convicto das suas opções. Para ele isolar a criança do outro progenitor e, mostrar como ele é indesejável e maléfico, é defender os interesses da criança.

Infelizmente tenho uma amiga, que passa por uma situação dessas, porque devido ao divórcio de um filho, além da ex-mulher não o deixar ver a filha, também ela não pode ver a neta. Há meses que o contencioso corre e o pai não consegue ver a filha. A mãe que vivia no Porto, foi logo para Trás-os-Montes, para casa dos pais, uma distância de 200 km ou mais. Mesmo assim o pai tem ido lá, mas nunca vê a filha. A criança está tão manipulada, que ao telefone diz que não o quer ver, que se separou da mãe, se separou dela também! A avó, cujos olhos se iluminavam quando falava da neta, se lhe fala ao telefone, tem como resposta, que não a quer ver! Indigna-me esta situação, porque a minha amiga sofre bastante, já nada diz, mas por uma coisa ou outra chora, entristeceu como a noite!

As crianças são de facto vítimas destas situações, do mau exercício de ser pai, de ser mãe, por ausência ou por excesso, não seria oportuno existirem aulas para pais, quando uma criança indicia ou motiva problemas na escola. Já ouvi falar em aplicar multas aos pais, mas essa hipótese de meter a mão sempre no bolso das pessoas, não me parece nada adequada. O problema por exemplo do buylling aqui referido, exigia uma auscultação aos pais e um aconselhamento, para a sociabilidade das crianças com os outros.
Não considero que os professores sejam os agentes do ensino comportamental, podem dar uma ajuda, mas isso compete aos pais, os professores já têm a missão do ensino, com tudo que isso implica numa turma de graus de compreensão desiguais. Os pais não se podem demitir de serem pais, porque não é só gerar, alimentar um filho e dar-lhe tudo que ele quer! Limar um ser para a vida, merece muita atenção e ternura.
O que escrevo, são pensamentos meus, não sou especialista. Há anos gostava de ler Piaget, Maria Montessori e outros, fui a mãe que consegui ser.























