A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 5 de fevereiro de 2011

QUE PARVA QUE EU SOU...DEOLINDA!...




Sou da geração sem remuneração

e não me incomoda esta condição.

Que parva que eu sou!


Porque isto está mal e vai continuar,

já é uma sorte eu poder estagiar.

Que parva que eu sou!

E fico a pensar,

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.



Sou da geração ‘casinha dos pais’,

se já tenho tudo, pra quê querer mais?

Que parva que eu sou!

Filhos, marido, estou sempre a adiar

e ainda me falta o carro pagar,

Que parva que eu sou!

E fico a pensar

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.


Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’

Há alguém bem pior do que eu na TV.

Que parva que eu sou!

Sou da geração ‘eu já não posso mais!’

que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou!

E fico a pensar,

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.

BOM FIM-DE-SEMANA COM POESIA!


Amor é o olhar total, que nunca pode

ser cantado nos poemas ou na música,

porque é tão-só próprio e bastante,

em si mesmo absoluto táctil,

que me cega, como chuva que cai

na minha cara, de faces nuas,

oferecidas sempre apenas à água.



Fiame Hasse Pais Brandão (Cenas Vivas)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GUERRA COLONIAL – [04.02.1961- 04.02.2011]

Passaram 50 anos, de uma guerra muito marcante para os portugueses, que ainda hoje está presente, em muitas pessoas, pelos muitos estragos, físicos e psíquicos. Não há por certo uma família que um dos seus elementos não tivesse estado em África. O início da chamada Guerra Colonial, ocorreu precisamente em 4 de Fevereiro de 1961, na Zona Sublevada do Norte (Zaire, Uíge e Quanza Norte) em Angola. Chamada também Guerra do Ultramar, e que os movimentos de libertação chamavam obviamente Guerra de Libertação.
Na Guiné os primeiros ataques aconteceram em Julho de 1961 e em Moçambique em Setembro de 1964.

Esta guerra, em três cenários distintos, só terminou em 1974 com a Revolução de Abril, que destituiu o antigo regime ditatorial de António Oliveira Salazar, implantando a democracia no país.
As notícias iam chegando, sobre o massacre de centenas de fazendeiros e seus familiares, mortos e torturados da forma mais cruel! Os negros sofreram a exploração e as sevícias já conhecidas, vingaram-se! Num clima de medo gerou-se o pânico. Com o envio de tropas portuguesas sucedeu o mesmo, a nível de barbaridade, para com os negros, contavam-se actos ignóbeis das tropas que chegando às aldeias dos indígenas, deitavam fogo, matavam toda a gente, cortavam-lhes a cabeça, que colocavam nos jeeps como troféus de caça!


Em Abril de 1961 Salazar falou ao país:


Se é precisa uma explicação para o facto de assumir a pasta da Defesa Nacional mesmo antes da remodelação do Governo que se verificará a seguir, a explicação pode concretizar-se numa palavra e essa é ANGOLA.


Pareceu que a concentração de poderes da Presidência do Conselho e da Defesa Nacional bem como a alteração de alguns altos postos noutros sectores das forças armadas facilitaria e abreviaria as providências necessárias para a defesa eficaz da província e a garantia da vida, do trabalho e do sossego das povoações.


Andar rapidamente e em força é o objectivo que vai pôr à prova a nossa capacidade de decisão.


Como um só dia pode poupar sacrifícios e vidas, é necessário não desperdiçar desse dia uma só hora para que Portugal faça o esforço que lhe é exigido a fim de defender Angola e a integridade da Nação.

PARA ANGOLA RAPIDAMENTE E EM FORÇA.


O regime do Estado Novo nunca reconheceu a existência de uma guerra, considerando que os movimentos independentistas eram apenas terroristas e que os territórios não eram colónias, mas províncias e parte integrante de Portugal. Durante muito tempo, grande parte da população portuguesa, iludida por notícias falaciosas, viveu sob a ilusão de que, em África, não havia uma guerra, mas apenas alguns ataques de terroristas. Os portugueses começaram a saber do que se passava, pelos militares que iam regressando e não através dos canais noticiosos onde era exercida uma censura muito apertada, mesmo a lista dos que iam morrendo por lá em combate, era ocultada ou as mortes eram referenciadas, tendo por causa acidentes.
O Orçamento e as contas do Estado Português, ao longo das décadas de 1960 e seguinte reflectiram claramente o esforço financeiro exigido ao país durante a guerra. Obviamente, as despesas com a Defesa Nacional sofreram crescentes aumentos a partir de 1961.


Ao longo do seu desenvolvimento foi necessário aumentar progressivamente a mobilização das forças portuguesas, nos três teatros de operações, de forma proporcional ao alargamento das frentes de combate que, no início da década de 1970, atingiria o seu limite crítico.


As consequências destas guerras foram muito marcantes a nível social cortando a vida normal aos jovens. O serviço militar era obrigatório e a ida para África uma normalidade, nem os de fraca visão ou pés tortos escapavam, isso levou a que muitos jovens fugissem do país, indo principalmente para França. Os que não fugiam não escapavam, se eram trabalhadores o emprego ficava em suspenso até regressarem da tropa, o que levava o patronato a não empregar jovens em idade de alistamento. O facto de serem casados não era impeditivo, iam deixando mulher e filhos se os tivessem. Quem andasse a tirar um curso superior à primeira reprovação era logo alistado. Era bastante constrangedor para qualquer jovem ter que passar essa situação, ir lutar por algo longínquo, que nada lhe dizia e matar porque razão!?...
As despesas astronómicas para sustentar três guerras, teve efeitos económicos no país e motivou um grande fluxo de emigração.
A situação tornava-se incómoda em todos os aspectos. O Partido Comunista Português, foi o primeiro a pedir a independência imediata. Porém, a censura do regime obrigava o partido a representar dois papéis: o de partido político e o de força de coesão entre os sectores oposicionistas, com os quais acordava programas que não reflectiam as suas posições anticoloniais. A oposição ia-se assumindo lentamente, até se aperceber que o conflito estava a durar tempo demais.
Em Abril de 1964, o Directório de Acção Social-Democrata reivindicava uma resolução política e não militar. Em sintonia com esta iniciativa, em 1966, Mário Soares sugeria a preparação de um referendo sobre a política ultramarina.
Nem a morte de Salazar fez com que o panorama político se alterasse. Só com as eleições legislativas de 1969 se viria a verificar uma radicalização da atitude política, nomeadamente entre as camadas mais jovens, que mais se sentiam vitimizadas pela continuação da guerra. As universidades desempenharam um papel fundamental na difusão deste posicionamento. É neste ambiente que a Acção Revolucionária Armada (ARA) e as Brigadas Revolucionárias (BR) se revelam como uma importante forma de resistência contra o sistema colonial português, dirigindo os seus ataques, principalmente, contra o Exército.
Também o alinhamento dos sectores da finança e negócios, classes médias e movimentos operários constituiu um importante ponto de inflexão na contestação à política do regime. Em 1973 já se tinha consolidado a vontade relativamente à independência das colónias.
O 25 de Abril de 1974, planeado e executado por militares dos três ramos das Forças Armadas, uma nova geração de oficiais, formada e criada na guerra, levantaria, sob a direcção do Movimento das Forças Armadas (MFA), um período revolucionário que transformaria radicalmente o Estado e a sociedade.

Embora inúmeros factores tenham contribuído para a revolução, a Guerra Colonial foi, desde sempre, apontada como a principal justificação para a queda irrevogável do Estado Novo em Portugal.

SOBRE A GUERRA COLONIAL PORTUGUESA:

http://guerracolonial.home.sapo.pt/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Colonial_Portuguesa

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

UM PASSEIO PELO PORTO...DO MARQUÊS À LAPA...

DE METRO ATÉ AO MARQUÊS (ZONA ONDE VIVI ALGUNS ANOS)

JARDIM DO MARQUÊS. EM MIÚDA IA COM AS MINHAS COLEGAS LER PARA UMA PEQUENA BIBLIOTECA INFANTIL AQUI EXISTENTE, QUE JÁ SE FINOU!





IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO ONDE FUI BAPTIZADA, ONDE O MEU FILHO FOI BAPTIZADO, ONDE EXISTE CONCERTOS DE ORGÃO EXCELENTES. O PORTO TAMBÉM É CONHECIDO PELA CIDADE DOS ORGÃOS

 E DO MARQUÊS FUI ANDANDO ATÉ À LAPA, PELO CAMINHO ENCONTREI ESTE PAINEL

CASAS MUITO CASTIÇAS E OBVIAMENTE MUITO ANTIGAS 



IGREJA DA LAPA, AQUI É QUE SE ENCONTRA O CORAÇÃO DO IMPERADOR DO BRASIL, D. PEDRO
 EU SOU UMA «TURISTA» NA MINHA CIDADE E GOSTO DE VADIAR PELA MESMA E IR TIRANDO UMAS FOTOGRAFIAS.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PERSEGUIÇÃO! SERÁ QUE EU PERSIGO OS LIVROS OU SÃO ELES QUE ME PERSEGUEM?

Este foi o último que li, foi-me oferecido, nunca tinha lido nada deste escritor, apesar de ser muito conhecido, com a obtenção de dois Pulitzer e outros prémios.

É uma crónica da vida americana, uma meditação chocantemente crua da vida sexual e interior.


Frase a frase, personagem a personagem, tem uma destreza que poucos, ou mesmo alguns, dos seus contemporâneos conseguem igualar. Todas as páginas têm a marca da mestria.



Agora estou a ler, «Pão com Fiambre». Também ainda nada tinha lido sobre este escritor, mas nos meus passeios pela FNAC, encontrei-o e pela contra capa suscitou interesse.
O livro nada tem de floreados, mas também já não tenho paciência para muitos floreados. É um livro duro e cru, onde Bukowski, apesar de usar outro nome conta a sua vida. Estou plenamente agarrada. Já li via internet uma série de poemas que escreveu e de lírico não tem nada!...

Charles Bukowski (1920-1994) nasceu na Alemanha em 1920. Aos três anos foi viver para os EUA, tendo residido 15 anos em Los Angeles. Estudou literatura e jornalismo. Começou a escrever muito cedo e publicou os seus primeiros contos em 1944. Apenas terá começado a escrever poesia quando já tinha 35 anos. Trabalhou em bares, nos correios, estações de serviço, levando uma vida boémia à base de álcool, mulheres, apostas em corridas de cavalos e lutas de boxe. Foi várias vezes hospitalizado, devido a problemas relacionados com o consumo excessivo de álcool. De personalidade inconformada e iconoclasta, Bukowski nunca se deixou associar a qualquer movimento literário. Completamente independente, foi construindo uma obra com cerca de 40 títulos publicados. O seu primeiro livro de poesia data de 1959. Na sua campa, deixou o aviso: «Don't Try!».
Não consigo ler dois livros de prosa ao mesmo tempo, mas geralmente há sempre um de poesia ao lado e assim também ando a ler poesia russa, que conhecia muito mal.  
E ESTES SÃO OS LIVROS QUE SE SEGUEM

 PAUL AUSTER é de facto um escritor que aprecio e estou sempre atenta à saída de novo livro.









Sempre presente nas minhas leituras está o romance histórico, onde também há alguma ficção. Tenho lido vários livros desta escritora, uma especialista da História Francesa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM MINHA CASA!...

Assisto e nada posso fazer! Ralho, ralho, separo os contendores e lá se acalmam. Até podem estar a dormir juntos, até trocam «beijinhos», até andam sempre um atrás do outro, mas de vez enquanto é aqui um arraial de pancadaria! Ela tem mau temperamento, mas ele não deixa de exercer o seu «poder» de macho!



Tudo muito calmo e de repente ele resolve dar-lhe umas chapadas, ela reage, bate bufa e ronca e, andam atrás um do outro pela casa toda, até que ela sentindo-se diminuída se enfia no porta-gatos! A superioridade do macho!?...


Claro que me refiro aos meus gatos, a quem mandei tirar a sua possibilidade de reprodução, para os poupar dos seus desesperos de cio e do meu desespero de também os ouvir, pela noite fora a chorar como umas crianças! Além disso o gato tem aquela particularidade de marcar terreno e cheiro de xixi de gato é insuportável, leva-me logo para os contos de Poe: ruas escuras e húmidas, sombras, restos de lixo, cheiros repelentes, um gato passa faz xixi numa esquina e dá um miado sinistro…


Não estou, de modo nenhum a brincar com esse problema tão grave da violência doméstica, que todos os dias aparece nos jornais e faz imensas vítimas, mas às vezes fico a pensar se os instintos naturais, não serão recalcadas pelo racionalismo e de um momento para o outro numa situação de descontrole, as pessoas se despem de tudo, mostrando a gente peluda que todos somos? Evidentemente que isto não é justificação para essa violência, porque os pelos foram caindo, além de outras transformações físicas e mentais, como o crescimento do cérebro! Também se pode equacionar a possibilidade de existir gente sem pelo, mas com cérebro de macaco...Claro estou no território da teoria «darwinista»!...


Como tudo se cruza no meu pensamento e como foi tocada na Casa da Música as peças de música clássica, introduzidas na banda sonora do filme «2001-Odisseia do Espaço», lembrei-me de uma sequência desse filme, que pelo impacto que me causou se tornou inesquecível e que é um excerto da composição «Assim falou Zaratustra» de Richard Strauss, que se inspirou no livro de Nietzsche.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SELO

Expedito G Dias, http://blogdoprofex.blogspot.com/ repassou-me este selo e eu agradeço reconhecida a sua distinção.
Terei que responder a algumas perguntas e passá-lo a outros blogues.


RESPONDO:

NOME: Manuela
MÚSICA: Só uma? Eu gosto de tantas!..Pode ser, The Wonderful World!
HUMOR: Tem dias, mas estou muito melhor, desde que compreendi que má disposição é uma grande perda de tempo e nada paga a pena!
ESTAÇÃO: Se as quatro fossem no mesmo dia, não era nada mau, assim levantava-me e ia ao parque respirar os aromas da Primavera, seguindo até ao mar tomava um banho e ficava a fruir do sol, daí ia para casa tomava um duche e depois munida de um livro ia para o jardim ver aqueles matizes fantásticos outonais, á noite dormia envolvida nos cobertores invernais, ouvindo a música da chuva!...
COMO PREFIRO VIAJAR: De qualquer maneira, necessário é viajar, viajar... mesmo sem sair do lugar!
COR: Sempre gostei muito do azul
SERIADOS: Já vi muitos outrora, apreciava especialmente os ingleses, confesso que agora não vejo nenhum.
FRASE: A última que li, “ Sentimos que, mesmo depois de serem respondidas todas as questões científicas possíveis, os problemas da vida permanecem completamente intactos. » Ludwig Wittgenstein
O QUE ACHOU DO SELINHO:  Um estímulo, para continuar a escrever, com o propósito de alguém se interessar e comunicar comigo... e me deixar na magia de as pessoas estando longe de mim ficarem por perto... e começarmos a tecer um caminho de simpatia e gentileza…


Eu sei que há pessoas que não gostam de selos, embora eu pudesse gostar de lhes dar! Vou fazer uma pequena lista das que eventualmente poderão gostar! Mas quem quiser, pode levar a minha consideração é extensiva a todos.


Pedras Nuas

O Falcão de Jade

Em@

Canto de contar contos


Devaneios


O meu aconchego


A vida de uma guerreira


Réstias de sol


O Portal Mágico


Coisas boas da vida


O cantinho de Elaine


ETC...ETC...

domingo, 30 de janeiro de 2011

AOS TUNISINOS, AOS EGIPCIOS…QUE LUTAM CONTRA UM PODER OPRESSIVO E CASTRADOR…

Esta Gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Geografia"


Há poucos dias, foi entregue pela família o espólio de Sofhia à Biblioteca Nacional. A cerimónia foi seguida de um colóquio internacional e da inauguração de uma exposição sobre a poetisa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

BOM FIM-DE-SEMANA!...

Nos ENCONTROS DE PIANO DO PORTO, iniciativa da FUNDAÇÃO ENGº ANTÓNIO DE ALMEIDA, tive o prazer de ouvir a excelente pianista serva RITA KINKA, que é professora Titular na Academia das Artes da Universidade de Novi Sad.

Sou uma apaixonada por este género de música e frequentadora constante de concertos, aliás há um grupo que está em todos.

Estes concertos são gratuítos e só exigem uma marcação de presença, porque a afluência aos mesmos é muita, há de facto um público muito interessado neste género de música e que sai de casa com c. de 3º de temperatura para assistir a um concerto, abandonando a «chatérrima» televisão!

O programa foi excelente:

-24 PRELÚDIOS DE CHOPIN
-QUADROS DE UMA EXPOSIÇÃO DE MUSSORGSKY

Suíte composta para piano, que mais tarde foi orquestrada por Maurice Ravel. Como nota curiosa em 1971, o grupo de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer, famoso por misturar música erudita e rock e pelo virtusosismo do tecladista Keith Emerson, fez uma versão rock da suíte, adiocionando novos temas, letras e vocais na obra.

UNS EXCERTOS PARA QUEM GOSTAR DESTA MÚSICA:








E UM EXCERTO DA VERSÃO ROCK
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OS EXTREMOS TOCAM-SE NO ABORRECIMENTO...

Incomoda-me tanto uma pessoa altamente positiva, como uma que seja negativa ao máximo.

As positivas, falando de si e da sua vida, nunca se queixam de nada. O marido é o ideal, os filhos não tiveram problemas de nenhuma espécie, são obedientes, moderados, bons estudantes e por aí fora. A casa está no sítio ideal, com um recheio do melhor. Amigos maravilhosos. Férias estupendas! Tudo nos píncaros!


Pelo contrário há um outro tipo de pessoas, que se queixam de tudo e mais alguma coisa, começam logo de pequeninas a ter problemas e depois por aí fora. É só queixas e lamentos. São dois géneros de pessoas que me cansam, umas porque têm um ego enorme que sufoca, as outras pela desgraça mais lamurienta.


Com estas pessoas de que falar? As «emproadas» só querem audição, as chorosas também acabam só por querer isso, porque nenhuma palavra de consolo é aceitável, acabo por passar por ser uma ignorante relativamente ao verdadeiro sofrimento.


São pessoas que não têm o sentido do ridículo e quando as encontro sei que vou ficar grudada por elas, até que se cansem de falar, porque qualquer tentativa de fuga até não é fácil, há sempre mais qualquer coisa a contar. Eu não consigo desgrudar, também não consigo ser mal-educada, no fundo até compreendo que as pessoas precisam de falar, mas de facto é uma seca tremenda e para quê? Obviamente que um «emproada» é pior, é daquelas que apetece atravessar a rua ou ficar a olhar uma montra, para ver se escapo, as «coitadinhas» é mais difícil, tocam-me sentimentalmente!


As emproadas são demasiado superficiais e quase sempre muito materialistas, as chorosas, por muito que eu queira não as consigo animar, são desanimadas crónicas!..


Ninguém merece isto!?..

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

O escritor António Lobo Antunes vai ser homenageado pela companhia francesa MC93, dirigida por Patrick Sommier, ao longo dos próximos seis meses, com a adaptação para teatro de nove dos seus romances e dois livros de crónicas. Não há memória da literatura de um único autor estar nos palcos de Paris tanto tempo e abranger tantas obras. No encerramento vão estar presentes dois actores portugueses, Maria de Medeiros e Luís Miguel Cintra e a peça será representada em língua portuguesa.



Os livros escolhidos são: Estado Civil, O Terceiro Livro de Crónicas, Exortação aos Crocodilos, O Esplendor de Portugal, Auto dos Danados, Tratado das Paixões da Alma, Cartas da Guerra, Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?, entre outros. 

LOBO ANTUNES DISSE:

Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.

Ninguém sabe o que é a morte, mas não faz muita diferença porque também nunca sabemos o que é a vida.


Ninguém é mais crédulo do que um desesperado.


A melhor maneira de lidar com os outros é tomá-los por aquilo que eles acham que são e deixá-los em paz.


Nós não inventamos nada. Quando estamos a fazer um livro estamos a falar de nós mesmos. É você que está no livro, através daquelas vozes. Ou melhor, é apenas uma voz.


Por que é que havia de me sentir sozinho? Raras vezes na minha vida, desde que me lembro de mim, tive um sentimento de solidão. E não me sinto mal na minha companhia, divertimo-nos muito os dois, eu e eu. Não me aborreço.


Quando se critica, estamos a julgar. Se julgarmos já não compreendemos, porque julgar implica condenar ou absolver.


Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos.


Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros.


Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam.


O livro é um organismo que vive independente e surpreende-nos a cada passo. Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras. São as palavras que se geram umas às outras. E com trabalho.


A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos.


Quem lê é a classe média.


Sinto uma consideração quase nula pelo que, em Portugal, se publica. Desgosta-me a infinidade de romances desonestos, entendendo por desonestidade não a falta de valor intrínseco óbvio (isso existe em toda a parte) mas a rede de lucro rápido através da banalização da vida. Livros reles de autores reles.


http://www.citador.pt/cact.php?&op=7&author=44&firstrec=20

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

HEREAFTER – OUTRA VIDA (O último filme de CLINT EASTWOOD)

Classificado com 4 estrelas (estrelas muitas vezes enganadoras) na separata Ipsilon o novo filme de Clint Eastwood, é descrito como: Um belíssimo exercício "nocturno" sobre furtivas lágrimas, encontros e desencontros!



O filme avança pelo território da crença na vida além da morte! Um tema bastante polémico e sensível!


A impecabilidade dos filmes de Eastwwod não está em causa, a sua técnica é evidente e facilmente se entra no filme, mesmo que subjacente esteja sempre presente o cepticismo (no meu caso).


O operário americano, George (Matt Damon), é vidente e apesar de ter ganho muito dinheiro praticando esse «dom», abandona, por considerar isso na sua vida como uma maldição. Marie Lelay (Cécile de France), é uma jornalista francesa, que em serviço foi atingida pelo tsunami na Indonésia, onde chegou aos limites, passando a fronteira da vida para a morte, sobrevive, mas fica bastante traumatizada. Marcus (George McLaren e Frankie McLaren) é um miúdo inglês, que perdeu o irmão gémeo de forma brutal. Tanto Marie como Marcus precisam de falar com George, para ultrapassar os seus traumas.


Clint Eastwood, pela idade que tem, possivelmente agarrou este argumento pelas suas próprias inquietações e a dúvida ancestral: o que acontece depois de morrermos? Haverá vida para além da morte? Eastwood tem abordado a temática da morte de forma consciente e corajosa em várias obras, desde as cinzas espalhadas pelo rio em As Pontes de Madison County, à eutanásia em Million Dollar Baby, filmando-se mesmo a si próprio num caixão, na obra-prima Gran Torino. Mas nunca o tinha feito desta forma tão inequívoca, entre o espiritualismo e a transcendência. Fica-se, no entanto sempre do lado dos vivos, não nos é dada a ilusão de como será o além, apenas a ilusão de que o além existe. O mais importante passa-se no lado de cá.


Segundo a crítica: Não é um grande Eastwood, mas consegue ser bastante mais interessante, em termos cinematográficos, do que o anterior Invictus.




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

HOJE NÃO É O DIA DA BLOGAGEM COLECTIVA DA DIETA?

Já acabaram a dieta?
Há dias fui à minha treinadora pessoal de Bem-Estar! Á...Á... que chique!...É uma amiga e fez-me uma avaliação física e fiquei muito satisfeita porque estou muito bem, aliás a minha satisfação maior foi que depois da avaliação a máquina tirou-me uns bons anos de idade!..
Máquinas simpáticas, ao menos isso!
Sou de raça pequena, meço 1.60 e peso 63 kilos, a minha meta para já é emagrecer 3 kilos, mas não é assim tão fácil, mais fácil é engordar 3 ou mais kilos!
De gordura tenho 35.3, estou 1% acima da média
De água tenho 44,4, devia ter 50% ou mais, tenho que beber mais água.
De massa muscular e nível físico, tenho 38,7 está normal, faço o exercício físico necessário.
De IBM (Índice de metabolismo Basal) as calorias que o corpo necessita em repouso estão bem.
De massa óssea tenho 2.1, perfeito!
De gordura visceral é aquela coisa do estômago dilatado, o chamado «pneu», está na média, mas eu preferia que estivésse abaixo da média!
E o que é que isto interessa? baaaaaaaaaaaaaa...não interessa nada, passem à frente!


TRÊS KILOS, O QUE ISTO VAI CUSTAR, ANDO SEMPRE ESFOMEADA!
PARA VOS CONSOLAR OUÇAM ISTO!
 
«AMANHÃ FAÇO DIETA»  Herman José, um humorista, que já teve melhores dias, mas que é uma referência para uma geração de novos humoristas.


NA RESSACA DAS ELEIÇÕES...

«PARTIDO» MAIORITÁRIO A ABSTENÇÃO 53,3% O QUE REVELA QUE HÁ UM GRANDE DESENCANTAMENTO RELATIVAMENTE À POLÍTICA E AOS POLÍTICOS E QUE OS PORTUGUESES QUEREM UMA MUDANÇA.

INTERESSANTE FOI O COELHO TER DADO UM ARREPIO AO JARDIM!

QUANTO AO RESTO, NEM ME APETECE COMENTAR, DEPOIS DAS PREVISÕES INICIAIS DESLIGUEI DA REPORTAGEM SOBRE O ACTO ELEITORAL E ESTIVE A VER O EXCELENTE PROGRAMA «CÂMARA CLARA» ONDE FOI ENTREVISTADA A FILHA DE SOFHIA DE MELLO BREYNER.
Depois das Eleições



Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina.


(...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.


Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.


Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'

domingo, 23 de janeiro de 2011

SCONES PARA ENTRETER...

O bolinho tem a sua origem na Escócia e é muito popular na Inglaterra e nos países onde a Inglaterra dominou ou influenciou: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda, mas também são consumidos em muitos outros países. Aqui no Porto, inicialmente faziam-se em casa (é muito bom para entreter a miudagem a começar a fazer uns docinhos, fiz isso com os meus filhos), mas depois apareceram em certas confeitarias e quando se pede chá e scones, geralmente vêem três, trazendo três recipientes pequenos com manteiga, compota e mel, para se barrar conforme o gosto de cada um.

Se comemos os scones ingleses, não podemos esquecer que o uso do chá foi introduzido na Inglaterra pela Rainha Catarina de Bragança, que casou com Carlos II de Inglaterra e que fazia os «Tea parties». No início do século XIX, foi introduzido o termo «five o’clock tea».

Como sabem os portugueses trouxeram-no do Japão em 1560. Historicamente, a origem do chá como erva medicinal útil para se manter desperto não é clara. O uso do chá, enquanto bebida social data, pelo menos, da época da dinastia Tang. Eu claro foi consultar estas informações à Wikipedia!


INGREDIENTES para 14 a 16 pessoas


500 gr. de farinha


1 colher de chá de sal


1 colher de sopa de fermento em pó (bem cheia)


5 colheres de sopa de açúcar


40 g margarina


1 chávena de leite


1 ovo (grande)

PREPARAÇÃO

Ligue o forno e regule-o para os 200°C.


Numa tigela misture a farinha com o sal, o fermento e o açúcar. Derreta a margarina no micro ondas, ou sobre o lume, com o leite. Abra uma cavidade no meio da farinha e deite aí a margarina derretida com o leite e o ovo. Mexa rapidamente com uma colher de pau * até os ingredientes estarem ligados. Deite a massa em montinhos, com a ajuda de uma colher sobre um tabuleiro de forno polvilhado com farinha e coza durante 10 a 15 minutos no forno. Devem ser servidos quentes,


*Eu não uso colher de pau, pois à mesma aderem muitos micróbios, agora a preferência vai para as de silicone.

Que tal um «tee for two» …three, four, five, six, seven….»

«Tee for two» é também uma música composta por Dmitri Schostakovitch e depois celebrizada por várias vozes.

O ORIGINAL



DORIS DAY



SARAH VAUGHAN

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

OS MEUS AMORES...

Pedro Miguel, Marta Sofia e Snoopy. Uma das minhas prendas de Natal, que só ontem entrou cá em casa. Gostei tanto que me apeteceu inserir aqui!


TEMPO DE REFLEXÃO!?...

DOMINGO VAMOS A VOTOS! ESPERA-SE SOL, MAS TEMPERATURAS MÍNIMAS MUITO BAIXAS, AQUI NO PORTO VAI DOS 4º AOS 12º, MAS LÁ PARA OS INTERIORES TEMPERATURAS NEGATIVAS, NÃO VAI ESTAR TEMPO PARA IR À PRAIA! VAI ESTAR UM TEMPO MUITO BOM PARA IR VOTAR, REGRESSAR A CASA, TOMAR UM CHÁ COM UNS SCONES E FICAR À ESPERA DOS RESULTADOS!...

PARA REFLEXÃO OUÇAM BACH



BOM FIM-DE-SEMANA!..

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UM CÊ A MAIS - MANUEL HALPERN


 
 
Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio.



Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.


Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.


Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.


As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

[Por enquanto o meu sistema ainda não me corrige para a nova ortografia, nem o computarizado, nem muito menos o mental! Não vai ser fácil, foram anos e anos, parece-me que só vou lá e contrariada coagida pela rectificação do computador. A forma de escrever aproxima-se, mas o que também vai motivar confusão é os desfasamentos da terminologia!]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS! TEMOS QUE IR VOTAR!...

A campanha, não tem sido apelativa, enveredou pelo caminho habitual da vulgaridade e está a dar as últimas! Primeiro apanhou em cheio com o Natal e depois caiu-lhe em cima o caso Carlos Castro (AS REVISTAS COR-DE-ROSA SÃO TÃO NEGRAS!) e as campanhas presidenciais passaram para segundo lugar!

São 5 contra 1. Cavaco Silva (PSD-PP) tem tido sobre si os disparos de Manuel Alegre (PS-BE), Francisco Lopes (PC) Fernando Nobre, Defensor Moura, José Manuel Coelho.





A campanha mais coerente e melhor em todos os aspectos é sem dúvida a do candidato do Partido Comunista, FRANCISCO LOPES, que obviamente responsabiliza Cavaco e Alegre pela crise.


CAVACO SILVA, que tem andado muito eriçado quer ganhar à primeira volta, à primeira com tudo dividido pode ganhar à segunda, não sei…

MANUEL ALEGRE, poeticamente quer uma segunda volta e disse: «Cavaco Silva nunca foi o salvador da Pátria que a propaganda do auto-elogio sem limites quer fazer crer!»

DEFENSOR MOURA, está na dele e tem exortado Cavaco à demissão e disse «Não é com a teia dos seus amigos que consegue prestigiar a Presidência da República e prestigiar o país!»

JOSÉ MANUEL COELHO, com o seu excelente espírito humorista, nem se importa que lhe chamem o Tiririca de Portugal, sonha com um país sem corrupção e disse «Isto é tudo um oportunismo. Estes políticos que têm governado o nosso país só nos têm desgraçado!»
FERNANDO NOBRE, que mostrou fragilidades, defende uma dinâmica contra os do costume e disse «Há dois intervenientes nestas eleições que são responsáveis pela situação: Cavaco e Alegre. Não podem eximir-se dessa responsabilidade com retórica oca!»




Disseram isto e muitas mais coisas!



TEMOS QUE IR VOTAR, ISSO É O MAIS IMPORTANTE!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR

PARABÉNS NILCE PELO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO SEU BLOGUE:  
POR MUITOS E MUITOS ANOS, DIAS FELIZES, DIAS DE FESTA...
UM GRANDE ABRAÇO ESPECIAL PARA SI...



DECLARAÇÃO DE AMOR À VIDA…

Árvore da Vida - Klimt


Por tudo que me deste

Por tudo que me dás

Por aquilo que não deste e não dás

E eu sonho que podes dar

Humildemente

Só te posso venerar!

Também dás e tiras

Com crueldade

E para sempre

Deixando-me a sangrar…

São ganhos e perdas

Lágrimas e sorrisos

Amor e dor

E nesse antagonismo

Eu caminho

Por caminhos suaves e rudes

Na brisa do empirismo!


Olho o mar…que imensidão…que energia…

Nele me abraço e fico com o sal nos lábios

Carícia empolgante que rejuvenesce…

Olho o rio…como desliza ou corre para o mar

Os olhos captam o belo que me empolga

E ao anoitecer minha alma humedece…

Que dizer das frondosas matas

Das pequenas flores aqui e ali

E do mistério de fecharem

As pétalas quando anoitece?

E o canto dos pássaros

As pinceladas diversas das nuvens

Em farrapos flutuando nos píncaros!


Ah vida!?...

És um manancial propulsor de emoções

Suaves e viscerais…

Fico estonteada pela excentricidade

Dos aromas desiguais!

Tanto tens de sublime para eu usufruir

Que me diminui e me eleva

Que me constrói e destrói

Que é uma energia insofismável

Paixão absorvente

Seiva misteriosa e desconhecida

Ardor envolvente!

O bater do meu coração…

Por tudo eu amo o mistério

Que tu és e serás, e te adoro VIDA!..