Vou fazer um giro...e volto a seguir!
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
À ESPERA DE GODOT...
Samuel Beckett veio ter às minhas mãos, assim na forma deste postal e motivou-me a revisitar o Teatro do Absurdo, que Antonin Autard dizia da Crueldade e depois ainda foi chamado de Pânico por Arrabal, com influência do surrealismo, existencialismo e dadaísmo. Andei perdida por esses universos na net .
Não vou debruçar-me muito sobre isto, há de facto na internet muita matéria a explorar, para quem pretender.
Mas Beckett, de imediato levou-me à peça «À Espera de Godot»... uma ideia «universal» a espera… individualmente ou em comum… há sempre uma espera de… Godot? E quem é Godot? Godot pode ser tudo e nada!?...
A peça “fala” subtilmente sobre a nossa condição humana, esperando sempre por um Godot que não existe ou que nunca chega. Sobre a desesperança. A peça é sobre cada um de nós. Quem é Godot ? O que é Godot ? Ele existe ? Será Deus ? Será a liberdade ? Um objetivo humano inalcançável ? Samuel Beckett disse: Se eu soubesse, eu teria dito na peça. O que nos leva a crer que não é o Godot em si que é importante, mas sim a sua espera.
Espera ansiosa por algo, num lugar de «rien faire», porque nada acontece, tudo se repete…e Vladimir e Estragon angustiados esperam…não sabem o quê… iludindo a tristeza e a frustração. Quem é Godot? Que querem a Godot?
Esperam num diálogo trivial…até que entra de repente Pozzo, que puxa Lucky, com uma corda, amarrada ao seu pescoço…O patrão e o seu escravo?...Lucky é mais inteligente, porque pensa, Pozzo, não!
Conversam sobre o seu drama pessoal…depois um miúdo aparece dizendo que Godot não vem, amanhã talvez…
No outro dia a mesma situação, só que Pozzo está cego e Lucky surdo…
Godot não vem…talvez amanhã…ou amanhã…ou amanhã…
Pensam em se enforcar, mas desistem...
É trágico… a espera em vão…não se sabe de quê…
Vladimir:
Então, devemos partir?
Estragon:
Sim, vamos.
Não se movem.
EXCERTO.
“Vladimir: Depuis quand ?
Pozzo: [soundain furieux] Vous n’avez pas fini de m`empoisonner avec vos histoires de temps? C’est insensé! Quand! Quand! Un jour, ça ne vous suffir pas, un jour pareil aux autres il est devenu muet, un jour je suis devenu aveugle, un jour nous deviendrons sourds, un jour sommes nés, un jour nous mourrons, le même jour, le même instant, ça ne vous suffit pas? [plus posément.] Elles accouchent à cheval sur une tombe, le jour brille un instant, puis c’est la nuit à nouveau. [Il tire sur la corde.] En avant!”
Não vou debruçar-me muito sobre isto, há de facto na internet muita matéria a explorar, para quem pretender.
Mas Beckett, de imediato levou-me à peça «À Espera de Godot»... uma ideia «universal» a espera… individualmente ou em comum… há sempre uma espera de… Godot? E quem é Godot? Godot pode ser tudo e nada!?...
A peça “fala” subtilmente sobre a nossa condição humana, esperando sempre por um Godot que não existe ou que nunca chega. Sobre a desesperança. A peça é sobre cada um de nós. Quem é Godot ? O que é Godot ? Ele existe ? Será Deus ? Será a liberdade ? Um objetivo humano inalcançável ? Samuel Beckett disse: Se eu soubesse, eu teria dito na peça. O que nos leva a crer que não é o Godot em si que é importante, mas sim a sua espera.
Espera ansiosa por algo, num lugar de «rien faire», porque nada acontece, tudo se repete…e Vladimir e Estragon angustiados esperam…não sabem o quê… iludindo a tristeza e a frustração. Quem é Godot? Que querem a Godot?
Esperam num diálogo trivial…até que entra de repente Pozzo, que puxa Lucky, com uma corda, amarrada ao seu pescoço…O patrão e o seu escravo?...Lucky é mais inteligente, porque pensa, Pozzo, não!
Conversam sobre o seu drama pessoal…depois um miúdo aparece dizendo que Godot não vem, amanhã talvez…
No outro dia a mesma situação, só que Pozzo está cego e Lucky surdo…
Godot não vem…talvez amanhã…ou amanhã…ou amanhã…
Pensam em se enforcar, mas desistem...
É trágico… a espera em vão…não se sabe de quê…
Vladimir:
Então, devemos partir?
Estragon:
Sim, vamos.
Não se movem.
EXCERTO.
“Vladimir: Depuis quand ?
Pozzo: [soundain furieux] Vous n’avez pas fini de m`empoisonner avec vos histoires de temps? C’est insensé! Quand! Quand! Un jour, ça ne vous suffir pas, un jour pareil aux autres il est devenu muet, un jour je suis devenu aveugle, un jour nous deviendrons sourds, un jour sommes nés, un jour nous mourrons, le même jour, le même instant, ça ne vous suffit pas? [plus posément.] Elles accouchent à cheval sur une tombe, le jour brille un instant, puis c’est la nuit à nouveau. [Il tire sur la corde.] En avant!”
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LITERATURA
quarta-feira, 2 de março de 2011
QUEM NÃO ESCREVEU E ESCREVE CARTAS DE AMOR!?...
Sim, todas as cartas de amor são ridículas (AC/FP), mas umas mais que outras, dependerá também de quem as escreve e da paixão com que as escreve! Foram editadas as Cartas de Amor de Pablo Neruda, as cartas que escreveu a Matilde Urrutia, a quem chamava Rosário, pela qual já no exílio, sentiu uma amor incondicional e com quem casou em 1967. A Rosário dedicou uma parte substancial da sua obra: Os Versos do Capitão, Cem Sonetos de Amor e Uma Canção Desesperada. Muitas das cartas são do tempo em que o seu amor era secreto e Neruda escrevia: de noite, junto da janela o imenso céu, o mar lá em baixo e tu, amor, na minha insónia.
Terá dormido pouco, consumido pela saudade e pela paixão, a avaliar pelas cartas ou simples bilhetes (fac-similados).
O livro é uma celebração ao amor sublime, por uma alma sensível e dotada de génio, mas também um prazer como livro, enquanto objecto sensual.
Luís Sepúlveda disse que preferia estar morto quando acabar o livro de papel, porque leitura electrónica é fria e sem personalidade. Para ele (e para mim) o livro é algo quente, tocável, manipulável.
Luís Sepúlveda uma pessoa que admiro, pela sua postura social, de quem já li alguns livros. Gostei especialmente de:
História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar (um livro com uma mensagem universalista de tolerância para os que são diferentes de nós)
O Velho que lia Romances de Amor
"António José Bolívar sabia ler, mas não escrever. (...) Lia lentamente, juntando as sílabas, murmurando-as a meia voz como se as saboreasse, e, quando tinha a palavra inteira dominada, repetia-a de uma só vez. Depois fazia o mesmo com a frase completa, e dessa maneira se apropriava dos sentimentos e ideias plasmadas nas páginas. Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repetia-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela."
Terá dormido pouco, consumido pela saudade e pela paixão, a avaliar pelas cartas ou simples bilhetes (fac-similados).
O livro é uma celebração ao amor sublime, por uma alma sensível e dotada de génio, mas também um prazer como livro, enquanto objecto sensual.
Luís Sepúlveda disse que preferia estar morto quando acabar o livro de papel, porque leitura electrónica é fria e sem personalidade. Para ele (e para mim) o livro é algo quente, tocável, manipulável.
Luís Sepúlveda uma pessoa que admiro, pela sua postura social, de quem já li alguns livros. Gostei especialmente de:
História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar (um livro com uma mensagem universalista de tolerância para os que são diferentes de nós)
O Velho que lia Romances de Amor
"António José Bolívar sabia ler, mas não escrever. (...) Lia lentamente, juntando as sílabas, murmurando-as a meia voz como se as saboreasse, e, quando tinha a palavra inteira dominada, repetia-a de uma só vez. Depois fazia o mesmo com a frase completa, e dessa maneira se apropriava dos sentimentos e ideias plasmadas nas páginas. Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repetia-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela."
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LITERATURA
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
À MINHA AMIGA NILCE GIBSON...
NILCE CHEGOU A ENCOMENDA...
Este post suscitou-me a ideia de escrever sobre a amizade, confesso que andei pelo site do Citador, a ler umas reflexões de grandes pensadores, para compilar, mas acabei por decidir escrever, mesmo não sendo tão eloquente, está mais dentro daquilo que eu penso.
Nunca fui pessoa de dizer eu tenho «montes de amigos», na realidade nunca tive, conhecidos dentro de um relacionamento amigável, isto é onde é preponderante o respeito, a afinidade, mas também a boa disposição a descontracção tive e tenho alguns, até do tempo da escola.
Penso, no entanto que a amizade como eu a entendo é algo que exige disponibilidade, é estar mais presente, é estar sempre no bom e no mal, num contacto assíduo. Obviamente que aqui podia discorrer bastante sobre o tema o que daria um longo post. Amigos assim, não é possível ter muitos.
Ao começar com o blogue, depois de uns tempos, comecei a criar afinidades, cheguei-me mais ou chegaram-se mais e começaram a ocupar o meu pensamento uma série de amigos e eu acredito nas amizades virtuais. Comecei a prender-me mais a estes amigos e até a sair menos! Conheço pessoas aqui muito interessantes, que me motivaram um exercício reflexivo e admiração pela sua índole rica em transmitir ideias luminosas e sentimentos estimulantes.
Há pessoas que muito prezo, pessoas que foram entrando no meu mundo e já fazem parte dele, o meu dilema tem sido realmente chegar a todas, deixar palavras, porque é através das mesmas que eu me faço presente. Há aqui seguidores a quem eu nunca disse nada, há seguidores que eu nem sequer segui, são perdas para mim, mas como é que eu posso chegar a todos? Que me desculpem é a única coisa que peço!
A Nilce é uma mulher que eu muito estimo, com um mundo dentro de si muito rico, é alguém que dá o melhor de si aos outros, mas será que eu estou a corresponder exactamente a esse elo que se estabeleceu entre nós? Não sei como aconteceu, mas é gratificante ter a Nilce na minha casa, a Nilce uma mulher guerreira e alguém sempre tão disponível para dar afecto.
Sou afectuosa e sentimentalona, mas não de palavras fáceis, que me parecem gastas, portanto Nilce gosto de si e gosto de a ver por aqui e peço-lhe desculpa das minhas falhas.
( ESTE URSINHO É DE ESTIMAÇÃO)
Vou guardar sempre as palavras que escreveu no postal e que muito me emocionaram. Obrigada por ser minha amiga.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
GOSTO MUITO DE IR CONVERSAR COM OS PATOS...
LOCAL: PARQUE DA CIDADE
MÚSICA: THAÏS (MÉDITATION) de MASSENET
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O MEU MUNDO
CORRENTES D’ ESCRITAS NA PÓVOA DO VARZIM
Na sua 12ª edição, decorre o maior evento literário português do género, que aposta no informal e na proximidade entre escritores e público.
Mesas-redondas, lançamentos, sessões nas escolas, projecções de filmes, música, exposições…
Apesar do escritor brasileiro Rubem Fonseca não ter vindo, devido a doença, estão presentes 65 escritores, conhecidos e menos conhecidos: Luis Sepúlveda, Valter Hugo Mãe, Maria Teresa Horta...
Numa troca, de livres ideias, os painéis de discussão são:
NADA NO MUNDO DEVE SER SUBESTIMADO
ESPALHO SOBRE A PÁGINA A TINTA DO PASSADO
AS PALAVRAS SÃO APENAS UMA MEMÓRIA
A OBRA QUE FAÇO É MINHA
Poema sobre a recusa
Mesas-redondas, lançamentos, sessões nas escolas, projecções de filmes, música, exposições…
Apesar do escritor brasileiro Rubem Fonseca não ter vindo, devido a doença, estão presentes 65 escritores, conhecidos e menos conhecidos: Luis Sepúlveda, Valter Hugo Mãe, Maria Teresa Horta...
Numa troca, de livres ideias, os painéis de discussão são:
NADA NO MUNDO DEVE SER SUBESTIMADO
ESPALHO SOBRE A PÁGINA A TINTA DO PASSADO
AS PALAVRAS SÃO APENAS UMA MEMÓRIA
A OBRA QUE FAÇO É MINHA
Poema sobre a recusa
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
Maria Teresa Horta
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LITERATURA
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
VOLTANDO À «ANTIGA, MUI NOBRE, SEMPRE LEAL E INVICTA CIDADE DO PORTO»!..
Nasci aqui, vivo aqui …sou «provinciana», sou cá de «xima»…! A mentalidade de certas pessoas cria assim um muro, não são só os futebóis, já vem de longa data, o Porto foi terra doada aos bispos por D. Teresa, o primeiro foi o D. Hugo. Depois D. Afonso Henriques, foi por lá baixo, com a sua grande espada enxotar os mouros! Aos aristocratas não era permitida dormida na urbe, até que D. João I comprou o couto aos bispos!
Subjacente depois esteve sempre o peso de Lisboa, capital do reino, que obviamente era favorecida e continua! Enfim isto é natural, a segunda cidade sofre sempre de complexos de inferioridade, perante os complexos de superioridade da capital!
Daqui Portugal foi buscar o nome. Daqui se saiu para conquistar Lisboa aos mouros. Aqui o português João e a inglesa Filipa contraíram matrimónio e nasceu o Infante, patrono dos descobrimentos. Aqui se doou a carne e se comeram as rezes (tripas) para que o império se fizesse. Daqui se exportou o generoso vinho que tornou a cidade mundialmente famosa. Por entre trincheiras e paliçadas, aqui se defendeu a liberdade do liberalismo contra a tirania miguelista, se ganhou o coração do rei-imperador e o título de Invicta. Aqui se morreu pela implantação do regime republicano, no 31 de Janeiro. E aqui se manteve o norte naquele verão quente de 1975, quando todos pareciam desnorteados…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Porto
Sou interessada e crítica e, farta de ver este «mamarracho» à beira mar, que já foi o Colégio Luso-Internacional e já teve uma série de projectos: restaurante, discoteca...continua há uns anos assim...que lindo bilhete postal Srº. Dr. Rui Rio e por quantos anos mais vamos ter esta nódoa na paisagem?
O Sr. Dr. Rui Rio vai novamente requalificar a Avenida da Boavista e há quem diga que é só por causa dos popós, se não é parece!
Nós sabemos como o Dr. gosta muito de corridas de carros, nas últimas corridas houve queixas pela pouca largura das vias, que não permitiam ultrapassagens! E as muitas ruas que precisam mesmo de intervenção, para segurança dos automobilistas e peões?
Maqueta (Gosto especialmente da menina que parece saída de um filme dos anos 50!…Só destoa a mostra do joelho, as saias eram mais compridas!...)
Para requalificação está também a Praça de Lisboa (bem precisa, o vandalismo assentou lá arraiais) e o Palácio dos Desportos, dito ainda de Cristal, que já motivou várias manifestações de protesto. Pouca gente se esquece desse crime urbano, que foi a destruição do Palácio de Cristal.
Há notícias interessantes!?...
O aeroporto Sá Carneiro foi considerado o 10º melhor do mundo por uma companhia aérea e no ano passado passaram por lá cinco milhões de pessoas!
O Edifício Vodafone, ganhou o primeiro prémio entre os 20 mais surpreendentes escritórios criativos do Mundo, projecto de dois arquitectos portugueses. A poucos minutos da minha casa, eu costumo chamar-lhe a casa dos Flinstones, mas há quem chame outras coisas!
(Muito dinheiro ganham com os telelés!)
Projecto interessante é a requalificação de uma casa antiga à beira-rio, que vai ser transformada no «Espaço Porto Cruz – Centro Multimédia» e que lançara um novo conceito de promoção do vindo do Porto. O projecto tem a parceria de um gabinete de Bordéus. Um espaço que se diz multissensorial e lúdico, para experimentar e sentir!
E esta temática continuará, sou sempre uma observadora interessada do que se vai passando por cá...
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PORTO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
HÁ 45 ANOS NO AR «5 MINUTOS DE JAZZ»...
Isto é uma homenagem, claro!!! Foi com José Duarte, que aprendi quase tudo que sei sobre jazz, foi um grande guia para essa descoberta!
José Duarte, tem dedicado toda a sua vida ao jazz. Começou por ser o fundador do «Clube Universitário de Jazz», ao mesmo tempo que fazia na rádio o programa «O jazz, esse desconhecido», em 1958.
A partir daí sempre esteve e continua na divulgação do jazz, na rádio, na televisão e nos jornais. Os seus programas para quem gosta do género são seguidos religiosamente: «Cinco Minutos de Jazz», «À volta da meia -noite», «Abandajazz», «A menina dança?»,« Jazz com Brancas», na rádio e «Outras Músicas» e «Jazz a Preto e Branco», na televisão .
Foi membro da «International Jazz Federation» e do «International Critics Jazz Poll».
Publicou vários livros: «João na Terra do Jaze»; «Jazzé e Outras Músicas», «Cinco Minutos de Jazz» ; «História do Jazz» ; «Jazz, Escute e Olhe» ; «Poezz - jazz na poesia em língua portuguesa».
Fundador e Director da revista trimensal bilingue «O Papel do Jazz» e fundador e Redactor do site www.jazzportugal.ua.pt.
And so on…
O início do seu prograrma «5 minutos de Jazz» é fabuloso:
«um dois… um dois.. três, quatro, cinco... cinco minutos de jazz… com a música de Lou Donaldson «Lou’s Blues»
Como não encontrei essa música deixo esta...
PARABÉNS JOSÉ DUARTE!!!!
José Duarte, tem dedicado toda a sua vida ao jazz. Começou por ser o fundador do «Clube Universitário de Jazz», ao mesmo tempo que fazia na rádio o programa «O jazz, esse desconhecido», em 1958.
A partir daí sempre esteve e continua na divulgação do jazz, na rádio, na televisão e nos jornais. Os seus programas para quem gosta do género são seguidos religiosamente: «Cinco Minutos de Jazz», «À volta da meia -noite», «Abandajazz», «A menina dança?»,« Jazz com Brancas», na rádio e «Outras Músicas» e «Jazz a Preto e Branco», na televisão .
Foi membro da «International Jazz Federation» e do «International Critics Jazz Poll».
Publicou vários livros: «João na Terra do Jaze»; «Jazzé e Outras Músicas», «Cinco Minutos de Jazz» ; «História do Jazz» ; «Jazz, Escute e Olhe» ; «Poezz - jazz na poesia em língua portuguesa».
Fundador e Director da revista trimensal bilingue «O Papel do Jazz» e fundador e Redactor do site www.jazzportugal.ua.pt.
And so on…
O início do seu prograrma «5 minutos de Jazz» é fabuloso:
«um dois… um dois.. três, quatro, cinco... cinco minutos de jazz… com a música de Lou Donaldson «Lou’s Blues»
Como não encontrei essa música deixo esta...
PARABÉNS JOSÉ DUARTE!!!!
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MÚSICA - JAZZ
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
«EU SOU EU, MAIS A MINHA CIRCUNSTÂNCIA» - ORTEGA Y GASSET
Ao ver este video, que me foi recomendado, na sequência de uma conversa que começou pela política e depois derivou para as pessoas...eu...nós...a confusão em que vivemos...sorri e reflecti...
«A VERDADE ESTÁ NO ÚNICO SÍTIO ONDE NÃO A VAMOS PROCURAR: DENTRO DE NÓS!»
«EU SÓ ACEITO UM TIRANO NA VIDA, NO MUNDO, É A PEQUENA VOZ SILENCIOSA DO INTERIOR» GANDHI
O video é longo, mas interessante...pode-se concordar, discordar...mas motiva essa entrada dentro de nós e afinal é bem verdade: «EU VOU TER QUE ME GRAMAR PARA A VIDA TODA»
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O MUNDO EM QUE VIVEMOS
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A IMPORTÂNCIA DOS PROFS XXXXXXXXX… .... QUANDO OS PAIS (QUASE) SE DEMITEM…
A Fundação Cupertino de Miranda, juntamente com a Câmara Municipal e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, são os principais mentores de um projecto inovador. O Projecto é «No Poupar é que está o Ganho» e foi apresentado aos professores. É um projecto de educação financeira para crianças dos 6 aos 14 anos, no sentido que as mesmas aprendam a gerir os seus recursos.
O projecto tem como ponto de partida uma visita ao Museu do Papel Moeda, existente na Fundação, onde terão algumas noções que envolvem o dinheiro e depois realizarão actividades com os professores para chegar ao produto final, que será um trabalho que integrará uma exposição.
Uma boa iniciativa…no entanto também o que se constata é que os pais…estão numa demissão gradual do seu papel de educadores…pelos problemas que vão surgindo socialmente! Neste caso específico a orientação deve começar em casa seguindo o corrente exemplo da mesada ou semanada, o X que se considera estar no termo ideal, para que o dinheiro nem seja demais, nem de menos e que deve atender às despesas necessárias. Quando tudo se gasta num instante é muito aconselhável ficar a «penar» até ao próximo recebimento, esse castigo é que útil.
Não esqueço, que se passa por cima de muita coisa, para comprar afectos e sanar culpas, como se isso fosse possível!?...
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O MUNDO EM QUE VIVEMOS
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
MÚSICA E UM BOM FIM-DE-SEMANA...
Cristina Braga, veio ao Porto fazer um concerto. Para mim foi uma revelação agradável. Cristina Braga, é membro da Orquestra Sinfónica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e tem conseguido realizar com grande êxito o belíssimo casamento entre a harpa e a música popular brasileira. As suas primeiras experiências foram com Nara Leão e o Quarteto em Cy.
E QUEM ESTIVER INTERESSADO É SÓ CLICAR
INSENSATEZ : http://www.youtube.com/watch?v=av3Wga8_oUY&feature=related
BRASILEIRINHO: http://www.youtube.com/watch?v=BF4Z69hkHrg&feature=related
CRESCENTE: http://www.youtube.com/watch?v=WebS7DCQDQ8&feature=related
LENINE & CRISTINA BRAGA - CERTAS COISAS - http://www.youtube.com/watch?v=yrPwshE3xBY&feature=related
E QUEM ESTIVER INTERESSADO É SÓ CLICAR
INSENSATEZ : http://www.youtube.com/watch?v=av3Wga8_oUY&feature=related
BRASILEIRINHO: http://www.youtube.com/watch?v=BF4Z69hkHrg&feature=related
CRESCENTE: http://www.youtube.com/watch?v=WebS7DCQDQ8&feature=related
LENINE & CRISTINA BRAGA - CERTAS COISAS - http://www.youtube.com/watch?v=yrPwshE3xBY&feature=related
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MÚSICA - BRASILEIRA
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
NOITE DE VENTOS UIVANTES...
Toda a noite o vento uivou, gemeu…toda a noite as persianas bateram…ruídos estranhos me sobressaltaram…sentia em mim os ventos a açoitarem-me…um desconforto entranhado…pensei no prenúncio de Primavera que me andava a pintar a alma…as flores que um sol frio fez rebentar aqui e ali e que andei a captar…derrubadas…caídas…pétalas levadas sem destino…no redemoinho da incerteza…que por um lapso de tempo alegraram meus olhos cansados e cheios de Inverno…
Redenção
I
Vozes do mar, das árvores, do vento!
Quando às vezes, n'um sonho doloroso,
Me embala o vosso canto poderoso,
Eu julgo igual ao meu vosso tormento...
.
.
Verbo crepuscular e íntimo alento
Das cousas mudas; psalmo misterioso;
Não serás tu, queixume vaporoso,
O suspiro do mundo e o seu lamento?
.
.
Um espírito habita a imensidade:
Uma ânsia cruel de liberdade
Agita e abala as formas fugitivas.
.
.
E eu compreendo a vossa língua estranha,
Vozes do mar, da selva, da montanha...
Almas irmãs da minha, almas cativas!
II
Não choreis, ventos, árvores e mares,
Coro antigo de vozes rumorosas,
Das vozes primitivas, dolorosas
Como um pranto de larvas tumulares...
.
.
Da sombra das visões crepusculares
Rompendo, um dia, surgireis radiosas
D'esse sonho e essas ânsias afrontosas,
Que exprimem vossas queixas singulares...
.
.
Almas no limbo ainda da existência,
Acordareis um dia na Consciência,
E pairando, já puro pensamento,
.
.
Vereis as Formas, filhas da Ilusão,
Cair desfeitas, como um sonho vão...
E acabará por fim vosso tormento.
Antero de Quental, in "Sonetos"
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POESIA
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
UM RAMO DE FLORES DE MUGUET PARA TODOS...(FELICIDADE)
O muguet é uma flor escondida. É uma flor pequenina e branca e tem um perfume mais maravilhoso e mais belo do que o perfume dos nardos.
Durante o Inverno ela dorme na terra debaixo das folhas secas e desfeitas das árvores. Dorme como se tivesse morrido. Mas na Primavera as suas longas folhas verdes furam a terra e crescem durante alguns dias até terem um palmo de altura. Então muito devagar as folhas vão-se abrindo e mostram à luz maravilhada as campânulas aéreas, brancas e bailarinas da flor do muguet. E o vento da tarde toma em si o perfume do muguet, leva-o consigo, e espalha-o no jardim todo.
Então tudo no jardim estremece e as grandes tílias e os velhos carvalhos e as flores recém-nascidas e as relvas e as borboletas dizem:
- É Primavera! É Primavera!
Só os gladíolos não gostam e dizem:
- Que flor tão exibicionista! Finge que se quer esconder, finge que é simples e humilde, finge que não quer que a vejam, mas depois transforma-se em perfume e espalha-se no jardim todo!
E à noite, quando vão à estufa visitar as begónias e as orquídeas, os gladíolos fecham a porta para não sentirem o perfume da flor do muguet.”
(Excerto de “O rapaz de bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen)
[PEÇO DESCULPA A TODOS PELA MINHA AUSÊNCIA NOS VOSSOS BLOGUES, MAS NÃO ME TEM SIDO POSSÍVEL, RETOMAREI AO CONTACTO MAIS DIRECTO LOGO QUE POSSA, ENTRETANTO AGRADEÇO MUITO AS PALAVRAS QUE VÃO DEIXANDO POR AQUI E QUE REVELAM BEM A VOSSA GENTILEZA E AMIZADE]
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O MEU MUNDO
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
NESTE DIA...RECORDO O GRANDE POETA DO AMOR....VINICIUS
É PENA A QUALIDADE DO VIDEO NÃO SER DAS MELHORES...
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MÚSICA - BRASILEIRA
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O DESASSOSSEGO DE BERNARDO SOARES....
PAISAGEM DA CHUVA
Em cada pingo de chuva a minha vida falhada chora na natureza. Há qualquer coisa do meu desassossego no gota a gota, na bátega a bátega com que a tristeza do dia se destorna inutilmente por sobre a terra.
Chove tanto, tanto. A minha alma é húmida de ouvi-lo. Tanto... A minha carne é líquida e aquosa em torno à minha sensação dela.
Um frio desassossegado põe mãos gélidas em torno ao meu pobre coração. As horas cinzentas e (...) alongam-se, emplaniciam-se no tempo; os momentos arrastam-se.
Como chove!
As biqueiras golfam torrentes mínimas de águas sempre súbitas. Desce pelo meu saber que há canos, um barulho perturbador de descida de água. Bate contra a vidraça, indolente, gemedoramente a chuva; (...)
Uma mão fria aperta-me a garganta e não me deixa respirar a vida. Tudo morre em mim, mesmo o saber que posso sonhar! De nenhum modo físico estou bem. Todas as maciezas em que me reclino têm arestas para a minha alma. Todos os olhares para onde olho estão tão escuros de lhes bater esta luz empobrecida do dia para se morrer sem dor.
Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.I. Fernando Pessoa. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982.
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FERNANDO PESSOA - BERNARDO SOARES
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
ANDANDO PELO PORTO...PALACETE PINTO LEITE
A Casa Pinto Leite, uma construção oitocentista, onde estava instalado o Conservatório do Porto, apesar de necessitar de uma intervenção e gestão artística, abriu portas, como espaço público. Lá pode ser vista a exposição «Moscow-Porto Art Express», um projecto de intercâmbio artístico e cultural luso-russo, iniciativa de um «auto-voluntariado intercambial», do arquitecto António Tavares.
Aos sábados: música, performances, poesia…NOITES DE DIVERSIDADE!...
PINTURAS DE ISABEL PADRÃO
Artur Rockzanne
Ekaterina Goncharova/ Kristina Dijovitskaya
| ATELLIER/QUARTO DE UM PINTOR A DOIS PASSOS, NO SOHO PORTUENSE (RUA MIGUEL BOMBARDA), UMA IDEIA DE DIFÍCIL CONCRETIZAÇÃO DO MEU AMIGO DE BRINCADEIRAS, O GALERISTA FERNANDO SANTOS A ROTA DO CHÀ.... |
300 E TAL ESPECIALIDADES DE CHÁ DE TODO O MUNDO...
E NESTE AMBIENTE SABE MUITO BEM UM CHÁ...
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PORTO
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A IMPORTÂNCIA DAS EMOÇÕES
ELSA PUNSET, formada em filosofia e mestre de Humanidades pela Universidade de Oxford, considera que não basta dar aulas sobre educação sexual, aulas sobre emoções e sentimentos, são da maior importância. Não tomamos uma única decisão que não esteja influenciada pelas emoções que fervem no subconsciente.
Punset, sobre esta temática apresentou o seu livro «Bússola para navegadores emocionais».
Considera que os comportamentos típicos da sociedade actual, se baseiam em relações artificiais, dotadas de uma comunicação pouco autêntica.
Conhecer as nossas emoções ajuda-nos a controlar ansiedades, não só as do tipo patológico, como as que arrastamos de forma inconsciente. Algumas pessoas desconfiam do carácter instintivo das emoções e reprimem-nas por recearem sofrer ou perder o controlo das suas vidas, mas tentar viver à margem das nossas emoções é uma falácia: não só nos limita, como as emoções reprimidas passam ao inconsciente e são muito mais inconsoláveis nessa parte da nossa mente.
No contacto com os outros, o efeito pode ser desastroso, encerra-nos numa solidão hermética que só dificulta o contacto. É preciso perder o medo incutido de ser vulnerável ou rejeitado.
Há quem subestime o amor, dizendo que ele é cego, no sentido que os apaixonados não vêem o outro de forma objectiva. O amor é uma estranha forma de intuição, vai mais longe. O amor verdadeiro é recíproco (não a fantasia amorosa que nos «pendura» em alguém) permite-nos ver o outro sem o julgar, trespassando as barreiras da couraça do seu ego. O amor incondicional, acontece quando captamos na realidade o potencial positivo dessa pessoa.
Relativamente ao amor dos pais pelos filhos, ele existe, quando não projecta simplesmente as expectativas e medos e presta a devida atenção às necessidades emocionais, dando assim condições para que o potencial da criança possa emergir.
O cérebro é dividido em três: a parte instintiva, emocional e racional. Sempre se quer que a seja mais importante, mas a emoção é que manda. Se tens medo, o cérebro não quer saber da parte racional e defende-se. O ser humano tem sempre medo das emoções que o levam para a frente. É importante ter emoções, ter a possibilidade de ir a muitas partes e estar motivado. Quem não sente muito, tem depressões. Os deprimidos não querem fazer nada, é tudo indiferente. Uma vida sem emoções, é uma vida que não está viva. Tem que se viver de uma forma mais aberta ao mundo.
Punset, sobre esta temática apresentou o seu livro «Bússola para navegadores emocionais».
Considera que os comportamentos típicos da sociedade actual, se baseiam em relações artificiais, dotadas de uma comunicação pouco autêntica.
Conhecer as nossas emoções ajuda-nos a controlar ansiedades, não só as do tipo patológico, como as que arrastamos de forma inconsciente. Algumas pessoas desconfiam do carácter instintivo das emoções e reprimem-nas por recearem sofrer ou perder o controlo das suas vidas, mas tentar viver à margem das nossas emoções é uma falácia: não só nos limita, como as emoções reprimidas passam ao inconsciente e são muito mais inconsoláveis nessa parte da nossa mente.
No contacto com os outros, o efeito pode ser desastroso, encerra-nos numa solidão hermética que só dificulta o contacto. É preciso perder o medo incutido de ser vulnerável ou rejeitado.
Há quem subestime o amor, dizendo que ele é cego, no sentido que os apaixonados não vêem o outro de forma objectiva. O amor é uma estranha forma de intuição, vai mais longe. O amor verdadeiro é recíproco (não a fantasia amorosa que nos «pendura» em alguém) permite-nos ver o outro sem o julgar, trespassando as barreiras da couraça do seu ego. O amor incondicional, acontece quando captamos na realidade o potencial positivo dessa pessoa.
Relativamente ao amor dos pais pelos filhos, ele existe, quando não projecta simplesmente as expectativas e medos e presta a devida atenção às necessidades emocionais, dando assim condições para que o potencial da criança possa emergir.
O cérebro é dividido em três: a parte instintiva, emocional e racional. Sempre se quer que a seja mais importante, mas a emoção é que manda. Se tens medo, o cérebro não quer saber da parte racional e defende-se. O ser humano tem sempre medo das emoções que o levam para a frente. É importante ter emoções, ter a possibilidade de ir a muitas partes e estar motivado. Quem não sente muito, tem depressões. Os deprimidos não querem fazer nada, é tudo indiferente. Uma vida sem emoções, é uma vida que não está viva. Tem que se viver de uma forma mais aberta ao mundo.
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FILOSOFIA
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
SÍMIOS APERFEIÇOADOS - RUBEN A.
Ruben Alfredo Andresen Leitão (Lisboa, 1920 — Londres, 1975). Romancista, ensaísta, historiador, crítico literário, com o pseudónimo Ruben A.
continua
Primo de Sofhia de Mello Andresen, também passava férias na Casa da Rua do Campo Alegre. Muito a propósito da exposição que vi, encontrei um excerto de um dos seus livros, que me fez reflectir.
É preciso viver em estado de prevenção. Não ir na enxurrada do colectivismo e morrer afogado num bairro económico ou numa colónia balnear, resistir às pressões políticas mirabolantes, quer sejam de uma banda ou de outra, manter a condição do homem-artista em luta com o homem-massa foi sempre o que em mim se tornou claro desde que aos poucos tomei posse da minha personalidade. É fatal que se caminhe para a sanidade de vida das classes baixas, é humano que isso se faça, no entanto também é humano, que se lute desesperadamente para que a condição mais sagrada do homem evolua libertando-se das massas satisfeitas com a assistência médica, televisão e funeral pago. Essa massa vai criar um novo espírito animal, vai catalogar-se em Darwin e, convencidos que essa massa está feliz, constatamos ao fim de pouco tempo que esses grandes grupos de populações standardizadas deixaram de pensar e o seu sentir é apenas tactual, sem nada de sublimação em momentos mais íntimos.
O mundo que pensa, do artista e do intelectual, tem de libertar-se do incómodo desses homens que trouxeram como contribuição para a humanidade uma ideia abstracta do colectivo em marcha, que passaram a emitir sons, como pequenas estações emissoras, que não precisam de se articular em palavras, bastando-lhes os gestos. Ao fim e ao cabo aqueles que julgaram ter contribuído para a evolução da humanidade, dessa massa informe, é com tristeza, se ainda forem vivos, que constatam o facto de terem criado mais uma categoria animal, símios aperfeiçoados, em substituição do processo normal e não aflitivo do homem que evolui gradualmente dentro da sua própria missão de homem.
Ruben A., in "O Mundo À Minha Procura I"
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Primo de Sofhia de Mello Andresen, também passava férias na Casa da Rua do Campo Alegre. Muito a propósito da exposição que vi, encontrei um excerto de um dos seus livros, que me fez reflectir.
É preciso viver em estado de prevenção. Não ir na enxurrada do colectivismo e morrer afogado num bairro económico ou numa colónia balnear, resistir às pressões políticas mirabolantes, quer sejam de uma banda ou de outra, manter a condição do homem-artista em luta com o homem-massa foi sempre o que em mim se tornou claro desde que aos poucos tomei posse da minha personalidade. É fatal que se caminhe para a sanidade de vida das classes baixas, é humano que isso se faça, no entanto também é humano, que se lute desesperadamente para que a condição mais sagrada do homem evolua libertando-se das massas satisfeitas com a assistência médica, televisão e funeral pago. Essa massa vai criar um novo espírito animal, vai catalogar-se em Darwin e, convencidos que essa massa está feliz, constatamos ao fim de pouco tempo que esses grandes grupos de populações standardizadas deixaram de pensar e o seu sentir é apenas tactual, sem nada de sublimação em momentos mais íntimos.
O mundo que pensa, do artista e do intelectual, tem de libertar-se do incómodo desses homens que trouxeram como contribuição para a humanidade uma ideia abstracta do colectivo em marcha, que passaram a emitir sons, como pequenas estações emissoras, que não precisam de se articular em palavras, bastando-lhes os gestos. Ao fim e ao cabo aqueles que julgaram ter contribuído para a evolução da humanidade, dessa massa informe, é com tristeza, se ainda forem vivos, que constatam o facto de terem criado mais uma categoria animal, símios aperfeiçoados, em substituição do processo normal e não aflitivo do homem que evolui gradualmente dentro da sua própria missão de homem.
Ruben A., in "O Mundo À Minha Procura I"
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LITERATURA
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
NO PALACETE ONDE VIVEU SOFHIA... COM EXPO SOBRE DARWIN..
Este ano a Universidade do Porto, comemora o seu centenário, vários eventos estão em agenda, apesar das condições económicas não serem muito favoráveis. Foi feita uma solicitação aos «alumi», para uma possível colaboração. COLABOREM!..
O primeiro evento é a exposição «A Evolução de Darwin», à qual tem ocorrido muita gente, vale a pena fazer a visita guiada.
Na Casa Andersen viveu Sofhia de Mello Andresen e Rubem A.. O palacete foi pintado na sua cor original, cor de borra verde tinto. Foi inaugurado com a exposição dedicada a Darwin. A mesma está dividida em módulos, «antes de Darwin», «a célebre volta ao mundo do cientista a bordo do Beagle», «estudos de Darwin», «paralelismos e outras ideias», «mostra de espécies raras conservadas no Museu Americano de História Natural» e «conhecimentos científicos após Darwin».
Nos jardins da Casa Andresen, existe o Jardim Botânico, que também teve algumas obras de requalificação.
O primeiro evento é a exposição «A Evolução de Darwin», à qual tem ocorrido muita gente, vale a pena fazer a visita guiada.
Na Casa Andersen viveu Sofhia de Mello Andresen e Rubem A.. O palacete foi pintado na sua cor original, cor de borra verde tinto. Foi inaugurado com a exposição dedicada a Darwin. A mesma está dividida em módulos, «antes de Darwin», «a célebre volta ao mundo do cientista a bordo do Beagle», «estudos de Darwin», «paralelismos e outras ideias», «mostra de espécies raras conservadas no Museu Americano de História Natural» e «conhecimentos científicos após Darwin».
Nos jardins da Casa Andresen, existe o Jardim Botânico, que também teve algumas obras de requalificação.
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EXPOSIÇÕES
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