INTERPRETAÇÃO: ANNE-MARIE DUFF, CHRISTOPHER PLUMMER, HELEN MIRREN, JAMES McAYOY, PAUL GIAMATTI
[COM UM ANO DE ATRASO, CHEGOU A PORTUGAL, ESTE FILME QUE FOI CANDIDATO AOS OSCARES DE INTERPRETAÇÃO DO ANO PASSADO]
Este filme aborda os últimos dias de LEV NIKOLÁIEVICH TOLSTÓI – Um escritor imenso, uma alma inquieta, torturada e autodestrutiva; foi um herói no excesso, no talento, na virtude, na transgressão e no arrependimento.
Um ano antes de morrer recebeu uma carta de um estudante, incitando-o a doar todos os seus bens ao povo e a viver uma vida despojada. Tolstoi (Christopher Plummer) era conde, tinha uma grande fortuna, era temido pela igreja e pelo czar e era um escritor celebérrimo reconhecido em todo o mundo e no entanto era um filantrópico, solidário com os pobres e os perseguidos.
Não conseguia fazer o que lhe fora sugerido porque a família estava toda contra ele, principalmente a condessa (interpretação excelente de Helen Mirren).
Tolstoi sentia-se mal consigo próprio, porque projectando-se para o absoluto, reconhecia que o absoluto era Deus, no qual ele não acreditava plenamente. O poeta Alexander Blok exprimiu bem isso em forma lapidar: «Tornámo-nos demasiado inteligentes para poder acreditar em Deus e não suficientemente fortes para conseguir acreditar em nós mesmos».
Acaba por assinar o documento dando todos os seus bens ao povo e foge de casa na intenção de fazer a vida monástica desejada, com 82 anos acaba por contrair uma pneumonia morrendo na estação de Astapovo.
























