Zona central do Porto e um mesmo espaço tem 3 nomes. Junto à Câmara Municipal é a Praça Humberto Delgado, segue-se a Av. dos Aliados e depois a Pr. da Liberdade (fot.google)
Assisti a um debate na Livraria leitura, sobre REGIONALISMOS, GÍRIA E CALÃO
A NOSSA IDENTIDADE VOCABULAR É A NOSSA MAIOR PRECIOSIDADE, disse o jornalista Alfredo Mendes, defendo que «a voz do povo é a voz do sangue» e que a «oralidade é património». «Todas as pessoas são bibliotecas falantes, porque conservam em si a pulsação da língua, dão-lhe prova, provam que está viva».
Alfredo Mendes, tem um livro publicado, onde reuniu 1700 vocábulos típicos dos habitantes do Porto, «Porto naçom de falares».
Falou de uma naturalidade vocabular e deu um exemplo prático: quando se entala um dedo, diz-se um f…, ou dois ou três, solta-se um c…., o que não se diz certamente, agarrado ao dedo é: «ai que maçada que me magoei e está a doer-me muito!»
João Carlos Brito, linguista e autor de «Francesinhas à moda do Porto», disse: «estamos debaixo de uma colonização, perdendo diversidade e riqueza. Além dos estrangeirismos, 30 mil palavras já usadas correntemente, temos o «lisbotês» disseminado pelos quatro canais televisivos».
Brito, deu um exemplo: «bué» importado das ex-colónias, já é mais popular que o orgulhoso equivalente tripeiro «tótil».
E a questão a finalizar foi: O Porto deve lutar pela sua identidade vocabular?
Não me parece muito necessário! Subjacente a tudo sempre estará a maneira de falar à «puerto», com todo o seu vernáculo à mistura, para isso nada como andar de ouvidos abertos pela cidade!


















