A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 14 de julho de 2011

CELEBRAR!.. HOJE CELEBRO O ANIVERSÁRIO DA BIA!

Celebro a vida e tudo que ela contém…alegrias e tristezas…brisas e vendavais…sempre na certa medida do equilíbrio, que por vezes não compreendemos…Os deuses estão no meu caminho… vejo, ouço, cheiro, toco, delicio…a vida é esta celebração dos sentidos…SENTINDO, com prazeres e medos…
SENTINDO…celebro a Natureza…e tudo que ela dá gratuitamente… o mais belo…
A Natureza no seu todo…tudo que é natural…matéria e energia, num processo dinâmico, gerando a força que gera! O que nasce, cresce e transcende…Com a ordem ou sistema de leis que precedem a existência das coisas e a sucessão dos seres. A essência, qualidade, índole, génio, tipo, carácter de um ser, de qualquer ser!..

Na Natureza somos o ser mais completo e também o mais complexo!

Na minha celebração no seu todo…existo e coexisto, com tudo e com todos…tão necessário é o ar que respiro, a água que bebo, o sol que me aquece, a lua que me convida ao sonho, a paisagem que me envolve, os animais tão diversificados, como os outros a quem me uno, num incentivo recíproco …aprendemos juntos a ver, a ouvir, a cheirar, a tocar, a deliciar, a SENTIR e em comum descobrimos a essência!..

Celebro a família que tenho, os amigos que fui fazendo, as pessoas que nunca conheci pessoalmente e tiveram grande influência em mim…e hoje celebro o aniversário de uma amiga…que me tem dado atenção e carinho…a Bia do blogue Jubilarte…uma artista cheia de criatividade!



UM GRANDE ABRAÇO DE PARABÉNS BIA…UM DIA FELIZ POR TODOS OS TEUS DIAS...
AQUI DEIXO UM RAMO DE UMA FLOR LINDA O «MUGUET», É VIRTUAL, COMO A LOJA ONDE FUI BUSCAR…O GOOGLE!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

NAS NUVENS...


Perscruto as nuvens

Cinzentas e densas
O que sinto e não vejo
Tudo vendo pelo sentir
Que freme como um latejo…

Cheiro e cor…
Forma, densidade, volume…
Sinto sem tocar
O núcleo do sonho branco
Nas nuvens
Onde quero chegar…



Estou lá…no metacentro…
Envolvo-me...
Meu desejo central
De líquidos a explodir
Prazer de deslizar
No devaneio
Do sopro do vento
Na essência do devir…
 MF

Fotografias MF

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O QUE FALTA NO TEXTO?

Recebi este texto e decidi partilhá-lo, está de facto interessante!
Leiam o texto com a máxima atenção e tentem decifrar o enigma proposto,
ANTES obviamente, de conhecerem a resposta nos comentários.

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, querendo-se esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objecto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
JACINTO NUNES

domingo, 10 de julho de 2011

FÉRIAS COM LIVROS...

Com o catálogo da FNAC entre as mãos, vejo as últimas novidades:
Livros para férias! Tem piada saber os quantos livros se guardam para ler nas férias, uma mala… às vezes nem um terço se lê… A ânsia de ler é muita, mas o tempo não dá para tudo…uma hora por dia, vá lá é possível dedicar à leitura…mas muito mais se nos deixam sós e o local é tranquilo…de facto hoje preciso de ambiente que me permita concentrar…já lá vai o tempo em que lia nos transportes e nos cafés apinhados de gente e conseguia abstrair-me!...

Há reedições: Thomas Mann, Os Buddenbrook, A Montanha Mágica, já li, gostava de  reler, são retratos fidelíssimos de uma certa época, de um certo tempo! 


[ESTA EDITORA «DOIS MUNDOS: LIVROS DO BRASIL, ESTÁ MUITO PRESENTE NA MINHA BIBLIOTECA, DEPOIS ACABOU!..]

Cesare Pavese, A Praia (romance intenso e melancólico sobre os sentimentos misteriosos e ambíguos que deixam o ser humano desarmado e só, face ao seu destino inevitável. Romance psicológico e uma das obras-primas da literatura europeia).
Há uns anos li vários livros de Pavese, ( A Praia, não) depois de ter lido o seu diário: Oficio de Viver, um livro intenso de uma vida intensa, até aos seus últimos dias!


Naguib Mahfouz (Escritor egípcio, Prémio Nobel 1988): Khan al-Khalili. Há bem pouco tempo uma amiga telefonou-me e falou deste escritor egípcio, dizendo maravilhas, principalmente da «Triologia do Cairo»! Claro que o pior é decorar nomes, mas eu tenho que conhecer! 

E claro os escritores premiados: Manuel António Pina, Poesia, Saudade da Prosa (Camões); O Livro do Sapateiro de Pedro Tamen (APE); A Humilhação de Philip Roth (Man Booker Prize), um escritor que gosto de ler e Uma Viagem à Índia, de Gonçalo Tavares (SPA E OUTROS)

sábado, 9 de julho de 2011

Casa da Música – Para a compositora Ângela Ponte...


É sempre de saudar gente nova na música! De saudar, de aplaudir e de dar incentivo! 
Ouvi a peça, La Mer Souleveé, em estreia mundial, da jovem compositora açoriana Ângela Ponte (1984), em residência na Casa da Música-2011. 
Esta pequena obra revela bem a beleza, a força e o misticismo do mar e foi inspirada num poema de Antero Quental.


SOBRE ANTERO QUENTAL: AQUI 




IDÍLIO



Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos de um fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;

Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:

Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces

O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

NÃO VIVO DE NOSTALGIAS...MAS TAMBÉM VIVO COM NOSTALGIAS...

Um dos nossos passeios... com os meus filhos pequenos, era ir à Marina de Leixões, em Leça da Palmeira, onde depois íamos petiscar ao Lúcio, em frente à pista dos kartings
Eu sempre gostei muito de barcos e eles também... íamos «escolher» o nosso barco! 
Não era fácil, porque um tinha algo atractivo, mas outro também e adiávamos a escolha para outro dia!
Os que gostávamos mais eram daqueles iates, cheios de roupa a secar, de quem fez uma paragem, depois de andar a vaguear pelo Oceano... imaginávamos essa vida de vagabundagem
Era um faz de conta divertido…e depois vinha o lanche e os kartings
Domingos bem passados!... 
Às vezes andar por certos sítios traz-me essa nostalgia dos meus filhos quando eram pequenos... custou-me bem... cresceram tão depressa…

Este foi um passeio em que caiu a nostalgia…mas é uma nostalgia gratificante…e quando estamos juntos lembrámos sempre de umas quantas peripécias…não vivo de nostalgias, mas também vivo com nostalgias!



BOM FIM-DE-SEMANA

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O QUE AS CRIANÇAS SENTEM E NÃO DIZEM…

imag.google


A Joana é uma criança, muito vocacionada para o artesanato, a pintura e a música. Algo tímida, mas muito observadora. Sempre com um sorriso nos lábios e uma expressão de ternura!
Com 11 anos é uma miúda já precocemente a caminhar para a adolescência! Não fala muito, mas sabe o que quer é muito determinada no que gosta e não gosta! Adora os Beatles! O seu quarto…é um altar à beatlemania!... Começou a tocar cedo, primeiro viola, depois entusiasmou-se com a bateria e até já compõe música! Tem o seu mundo, um mundo especial que só se vê pelas coisas que a rodeiam! 
Perscrutar a Joana não é fácil, tem o seu sorriso carinhoso... mas há sempre nela uma distância!
A Joana escondia algo, um turbilhão de inquietações e uma angústia silenciada…só se veio a descobrir, porque a Joana ia para a cama, não conseguia dormir, queria sempre a mãe ao lado e, até de madrugada os seus olhos não se fechavam…dias atrás de dias!..
Ninguém conseguia arrancar nada da Joana…uma psicóloga foi o recurso…e a Joana falou!
A Joana estava a sofrer calada e disfarçando, as grandes mutações ocorridas na sua casa. O ambiente não era mais o mesmo! A empresa do pai foi à falência, o pai ficou com uma depressão, a mãe foi pelo mesmo caminho…depressão e uma fibromialgia, que não a deixava fazer nada…difícil aguentar o seu trabalho como assistente social…a alegria da casa foi-se…as conversas diminuíram, falavam o essencial…e a situação arrastou-se…arrastou-se durante meses!
A Joana ficou cheia de medos…o pai não era o mesmo…a mãe chorava muito, ficou extremamente magra…A Joana pensava: será que a mãe ia morrer?
Esta é uma situação real da vida… A Joana começou a tomar calmantes, os pais tentaram mudar o ambiente em casa, a família ajudou…
Muitas vezes, nos tempos que correm a família não pode ajudar muito financeiramente, mas há uma ajuda importante, que é fazer-se presente, conviverem, fazerem «festinhas», de um leva uma coisa, outro leva outra…e um canta…um toca…outro dança…contam-se histórias e as pessoas animam-se…nada de lamúrias que agravam os problemas e não levam a nada…
A Joana gradualmente deixou os calmantes…Claro que o pai não arranja emprego...que a mãe tentou ir trabalhar e acabou por voltar para a casa...mas o meu pai está a fazer um curso, a mãe deram-lhe a hipótese de deixar de trabalhar num bairro muito problemático e ir dirigir um lar de idosos...também não é fácil, mas para uma assistente social nos tempos que correm nada é fácil!!! 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MORRER DE AMOR...

O «post» anterior, levou-me para um filme que vi há uns anos, «Mourir d’aimer» realizado por André Cayatte, inspirada na história verdadeira de Gabrielle Russier (1937-1969).

Um amor não aceite socialmente, de uma professora por um dos seus alunos, que a levou à prisão e depois ao suicídio, no ambiente de Maio de 68.

E esse filme trouxe-me à memória uma artista francesa de quem vi muitos filmes, com trabalhos muito diversificados, da comédia burlesca ao drama – Annie Girardot (1931-2011).

Os seus melhores trabalhos foram: Rocco e Seus Irmãos, Viver por viver, Docteur Françoise Gailland (Cesar de melhor interpretação) e La Pianiste (melhor artista secundária)

Girardot, foi dirigida por cineastas como Luchino Visconti, Claude Lelouch, Roger Vadim, Mario Monicelli e muitos outros. Girardot fez c. de 100 filmes e trabalhou com muitos actores franceses: Yves Montand, Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Alain Delon…etc.



Charles Aznavour, compôs a canção (letra e música) de grande sucesso, Mourir d'aimer , depois do filme, mas ficou ao mesmo associada.


As paredes são lisas na minha vida
Eu me agarro, mas eu deslizo
Lentamente para o meu destino
Morrer de amar

Todo o mundo me julga
Eu não vejo um refúgio para mim
Todos me condenam a
Morrer de amar

Voluntariamente mergulho na noite
Pagando o amor ao preço da minha vida
Pecar contra o corpo, mas não contra o espírito
Deixar os problemas do mundo
As pessoas odeiam-se a si mesmas
Com as suas pequenas ideias
Morrer de amar

Porque o nosso amor não pode viver
Melhor fechar o livro
Em vez de o   queimar
Morrer de amar

Partir de cabeça levantada
Sair vitorioso na derrota
Invertendo todos os dados
Morrer de amar
Nada mais me importa
Abandono tudo
Porque não importa
Só importa o que nós éramos
O que tu eras
Tu eras a Primavera
Eu o Outono
Teu coração ficou preso
O meu se deu
O Meu caminho está traçado
Morrer de amar

terça-feira, 5 de julho de 2011

PODE-SE MORRER DE AMOR?

Ao ler uma crónica onde se dizia peremptoriamente que ninguém morre de amor, fiquei a pensar…morrer de amor é assim d0 período Romântico… lembro Werther de Goethe, livro paradigmático desses tempos, mas todos os dias há crimes passionais nos jornais… mas isso é matar, não é morrer de amor, é uma dor e vingança de chifre!..
Quando algo é finito ou após uma zanga, chora-se, fica-se em casa, não se quer ver nem falar com ninguém…mas isto não mata! Damos cabeçadas…e mudamos de opinião uma quantidade de vezes, para continuarmos a dar cabeçadas…

To die by your side is such a heavenly way to die…só conversa?


Se esse autocarro de dois andares
Batesse em nós
Morrer ao teu lado
Era uma forma paradisíaca
E se um caminhão
Matasse nós os dois
Morrer ao teu lado
Era um prazer - um privilégio meu
Oh, há uma luz e ela nunca se apaga...

Agora há tantas crises…crise dos 3 anos…crise dos 7 anos…se ao fim de poucos meses já não mandaram o amor à fava!.. E este  amor será amor?
O lema é relativizar, deixar o «foram felizes para sempre», para «suportarem-se um ao outro sem grandes discussões»…
Crescendo, para não dizer envelhecendo, que é menos confortável, se aprende a relativizar…dá-se mais importância a umas coisas do que a outras…lamenta-se até o desgaste sofrido em discussões vãs…
Pode-se demorar a chegar a este ponto…pode-se nunca chegar…mas será mais positivo rir de quando pensávamos que o mundo ia acabar sem… ou que queríamos que o mundo acabasse com…


Ontem tive uma conversa com uma pessoa deliciosa…a Lena…a quem eu chamo fofinha…A Lena é uma adolescente de c. de 80 anos…é o rosto da felicidade…tem uma voz macia, um olhar brilhante e carinhoso, emana dela uma grande serenidade…todos gostam dela! Tem problemas de coração controlados…


-Lena tudo bem?
-Esta noite tive falta de ar…mas não vou falar disso!


É assim: está sempre tudo bem!
Faz hidro todos os dias e eu apenas três vezes por semana! Na piscina quando começa a abrir a boca, sinal de compensação cardíaca nós ficamos logo a observa-la. A Lena é uma pessoa muito querida!
Ontem no balneário outra colega contou uma anedota, sobre alguém que queria ter sexo, mas precisava de uns comprimidos e a Lena disse:

-Como estamos só aqui as três…eu e meu marido ainda fazemos sexo, não muito, mas uma vez por semana…ele quer sempre…eu é que tenho mais preguiça, mas ele é muito delicado e atencioso, sempre foi…quando casamos, andou meses para que acontecesse…eu sou carinhosa, mas não sou muito fogosa!

Conclusão para mim: a Lena viveu e vive realmente o verdadeiro amor, por isso do seu rosto emana aquela felicidade e serenidade…
Da Lena podia contar muitas coisas é uma pessoa tão peculiar!..Conheço-o há alguns anos e logo me apaixonei pela pessoa que é! 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

MAS QUE POSE...



Sentada numa esplanada, não resisti a esta pose…um bom cartaz turístico das praias do Porto, para as quais o Presidente da Câmara lá conseguiu a bandeira azul. As praias têm de facto todas as condições de apoio aos banhistas…e para quem não gosta nem de calcar a areia, as muitas esplanadas estão mesmo em cima da praia…têm música ambiente e revistas e jornais de acesso livre! Eu gosto de calcar a areia e chafurdar o mais possível…mas depois ter ali a esplanada tão perto para lanchar é muito agradável!..
Já me cansei de andar a carregar coisas para a praia…outros tempos…outras responsabilidades!..

domingo, 3 de julho de 2011

FERNANDO PESSOA NÃO PÁRA DE SURPREENDER...

Fernando Pessoa, com o rótulo «Film Arguments», deixou escritos e dactilografados argumentos cinematográficos em três línguas, que só agora serão publicados em Portugal. Também vão ser conhecidos os seus planos para criar uma produtora de cinema, a «Ecce Film» e o respectivo logótipo.

A edição, introdução e tradução são de Patricio Ferrari e de Claudia J. Fischer. Os textos são inéditos em Portugal e foram reunidos num volume intitulado «Argumentos para Filmes», que chega sexta-feira às livrarias, no âmbito da colecção «Obras de Fernando Pessoa» (Ática, chancela Babel).

Trata-se de seis argumentos incompletos. Quatro dos argumentos, datados de 1920, estão escritos em inglês, mas um deles tem diálogos em português, com a designação: «Nota para um «triller» disparatado».

Os outros dois de data posterior, redigidos em francês já foram publicados em França em 2007, juntamente com a tradução francesa de dois dos argumentos em inglês (pequeno opúsculo da Pléiade).

Claudia J. Fischer professora e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, disse que os textos já deviam ser conhecidos, tendo em vista o grande número de estudiosos da obra do poeta que já teve acesso à sua famosa «arca de papéis» e considera espantoso como os mesmos não foram transcritos e traduzidos para português!

sábado, 2 de julho de 2011

RECORDANDO...

Walk down Portobello road to the sound of regae, canta Caetano Veloso. Interessantíssimo o Mercado de Portobello, em Notting Hill. É um local divertido para passear, onde não faltam antiguidades, roupa vintage, relíquias, jóias, legumes e fruta. Há ainda artistas de rua e sempre muita diversão. Tão perto de Kensington Park!
Tenho tantas saudades desta casa!!!



Hugh Grant, é um actor, que tem um «jeitinho» que me agrada, faz aquele género de pessoa, «absent-minded», nos filmes claro! E não tendo uma carreira de filmes marcantes, participou em alguns bastante  interessantes, sempre dentro do seu estilo, Lembro-me também de:



Neste filme, onde tudo se passa de uma forma divertida, há de facto um momento de muita emoção, quando no funeral é lido um poema de WH Auden


[PROBLEMAS IMPREVISTOS E INESPERADOS, PARA PUBLICAR, HOJE NÃO CONSEGUI, DEPOIS DE MUITAS TENTATIVAS, INSERIR OS VIDEOS!!!!!]

sexta-feira, 1 de julho de 2011

COMO ELES VÃO ENTRANDO NOS NOSSOS BOLSOS…

As medidas de austeridade vão surgindo dia a dia…mas não me apetece escrever sobre política, até porque nem é uma surpresa, todos sabemos que isso ia acontecer…aumentos de impostos, contenção de ordenados, desemprego, cortes…etc…e metade do subsídio de Natal já foi!…Muitos pensarão: «que os sacrifícios venham a ter resultados positivos»!…Não sou optimista, não quero ser pessimista…parece que a postura é: «vamos indo e vamos vendo»…
Muitos portugueses vão fazer de conta que vão de férias, ficando por casa…mas tudo é uma questão de imaginação…



Desfrutem do tempo livre…quantas pessoas que vão para fora, não conhecem bem a sua terra? Independentemente do sítio, o nosso país tem muita coisa interessante para ver: museus, palácios, igrejas, paisagens, parques…Vá à internet, quando tencionar visitar alguma sítio, recolha informações históricas e curiosidade, deste modo as visitas tornam-se muito mais interessantes.


Se vive junto ao campo, porque não uns percursos pedestres, um piquenique, interessar-se pela flora, estender uma manta e ler um livro ou simplesmente usufruir da tranquilidade…


Se vive no litoral…com água mais quente ou mais fria, mar mais calmo ou mais agitado, mais ou menos gente…praia é praia e quem é que pode antecipar que vai ser feliz em qualquer outro lado?
O parque é um sítio ideal de passeio e se tem crianças brinque: ande de bicicleta, jogue à bola e lembre-se das suas brincadeiras de criança, o esconde-esconde é sempre motivo de boas gargalhadas…
E ficar em casa será assim tão aborrecido?

Com crianças há imensa coisa que pode fazer… Pode ser uma monitora de oficinas criativas e os trabalhos feitos pelas crianças têm sempre um lugar especial na nossa casa! 


Também pode fazer culinária com eles, um breve curso é sempre de grande utilidade.



Mas há mais, pode virar-se para outras actividades: cinema em casa, com pipocas e coca-cola, tem as suas inconveniências, mas as crianças gostam e de vez enquanto!..
E mais ainda, estimular a leitura, criar a hora da leitura e pôr as crianças a ler em voz alta. Também pode virar-se para o teatro: escolha uma peça, o «casting» e imaginem cenários e figurinos!

Boas férias! O fundamental está nas pessoas!


Imagens: google