Primeiro terras de Espanha, destino Salamanca, Zamora, depois Parque Natural do Douro Internacional, do lado espanhol Parque Natural de los Arribes del Duero, para fazer o cruzeiro no Rio com dormida em Miranda do Douro e depois Barca d’Alba, cruzeiro até à Régua.
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Gosto de ir a Espanha, os espanhóis têm outra forma de viver a vida, são muito mais alegres e desinibidos que os portugueses e, têm um património artístico vastíssimo, com características muito vivas das várias civilizações que por lá passaram. Conheço muito em Espanha, mas sendo um país bastante grande muito há a conhecer.
1 - SALAMANCA – PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE
Miguel de Unamuno, que nasceu em Bilbao, encantou-se por Salamanca. Nos seus textos carregados de metáforas, o poeta falava das torres da cidade, como enormes espigas douradas e dos enormes edifícios, como corais brilhando ao sol.
¿Qué es tu vida, alma mía?,
¿cuál tu pago?,
¡Lluvia en el lago!
¿Qué es tu vida, alma mía, tu costumbre?
¡Viento en la cumbre!
¿Cómo tu vida, mi alma, se renueva?,
¡Sombra en la cueva!, ¡Lluvia en el lago!, ¡
Viento en la cumbre!, ¡Sombra en la cueva!
Lágrimas es la lluvia desde el cielo,
y es el viento sollozo sin partida, pesar,
la sombra sin ningún consuelo,
y lluvia y viento y sombra hacen la vida.
De facto ao entrar em Salamanca somos esmagados pela grandiosidade dos monumentos seculares. O seu coração está na Plaza Mayor, construída em 1729, com 12 entradas, que é ponto de passagem e de encontro. O grande relógio lá existente, é como um farol de referência para os salmantinos e para uma grande população de estudantes espanhóis e estrangeiros. Nesta Plaza existe os mais variados cafés, restaurantes, pastelarias e um emaranhado de esplanadas.
Senti-me muito bem na Plaza Mayor, bebendo uma limonada granizada, porque de facto estava muito calor, aí estamos num palco da vida, muito mais à noite com a conhecida «movida».
Saindo da Plaza Mayor, surgem as ruas cheias de história de enormes edifícios feitos de uma pedra rosada chamada villamayor (origem da pedra), muitos deles com rendilhados, que parecem ter sido obra de ourivesaria. Monumentos de destaque são: Catedral, Convento de San Esteban, Casa de las Conchas, Convento de Las Duenas, Clerecia e os inúmeros edifícios universitários, carregados de história. Salamanca foi precursora do direito internacional, pela mão de Francisco de Vitoria, teólogo que defendeu os direitos humanos dos índios, que os navegadores espanhóis iam encontrando do outro lado do Atlântico. Salamanca vive muito da sua população estudantil, que agitando a cidade durante o dia, também é protagonista da sua movida nocturna que vai até de madrugada, vivendo também o esoterismo, que vem das suas origens celtas.
Passeei pelo Casco Velho, a zona histórica de facto é o que interessa, por lá deambulei e este ano já muito cansada de ver catedrais e igrejas, só visitei Catedral. A sua construção teve início no primeiro terço do século XII, prosseguindo até o século XIV, e possui estilo românico e gótico. È de facto uma catedral belíssima, um dos aspectos muito referenciados foi a colocação de um astronauta durante o restauro da Porta de Ramos da Catedral Nova de Salamanca realizado em 1992. E o desafio é descobri-lo.
O mesmo acontece na fachada imponente da velha Universidade, onde foi colocada uma rã, que os caloiros tinham que descobrir