A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




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domingo, 14 de janeiro de 2018

GRANADA - ALHAMBRA


Gostei muito de ter ido há una anos a Granada e obvimente ver o Alhambra.


Os arábes ocuparam a Andaluzia em 711 e foram expulsos no século XVI e deixaram muito da sua cultura.

Muito conhecidos são os jardins secretos de Granada. Abre-se a porta e o que está em primeiro lugar é o jardim, uma arquitectura de interior de um espaço privado, não se vê da rua.
Albaicin tem ruas estreitas de muros altos, as casas estão fechadas para o exterior, escondendo o seu paraíso interior, os pátios/jardins onde as pessoas preferem estar, que dentro da sua própria casa.

Estes jardins foram inspirados pela sabedoria/filosofia arábe e conjugam árvores, flores, frutas e imprescindivelmente fontes de água, a música constante da água. No carmen*, todos os sentidos são despertados.
A decoração das paredes é feita, com mosaicos ou azulejos geométricos, que retêm o frio da noite e tornam o ambiente mais fresco, quando vem o sol abrasador.


O ex-libris é o Palácio do Alhambra, os seus jardins. O Alhambra que conforme a hora do dia tem tonalidades fantásticas, sendo o amanhecer e o entardecer uma experiência única.


O orientalismo é a grande inspiração, tradições antigas reinventadas, a que se veio juntar o romantismo

[*Carmen é a designação dum tipo de casas urbanas típico da cidade de Granada. É geralmente aceite que o termo "carmen,  tem origem no vocábulo hispano-árabe karm que na sua acepção mais ampla significa "vinha", embora na período nasrida designava um tipo de prédio rústico ou quinta situada extramuros (fora das muralhas da cidade) de Granada.]

domingo, 23 de setembro de 2012

segunda-feira, 14 de março de 2011

BARCELONA



MÚSICA: LA VIDA BREVE de MANUELA DE FALLA

BARCELONA

Impossível ver a cidade de Barcelona em três ou quatro dias, só a conhecia de passagem! Barcelona é um museu ao ar livre, uma cidade de uma arquitectura diversificada! Um deleite percorrer as ruas, com os olhos espantados, com tantos sofisticados pormenores. Barcelona é uma cidade plana e oferece ao visitante a possibilidade de percorrer a pé as ruínas romanas, a cidade medieval, o «Bairro Gótico» com as suas ruelas tão características, destacando-se especialmente as obras góticas que proliferam no seu centro histórico, como a Catedral de Barcelona e a Igreja de Santa Maria do Mar [Há poucos anos li o romance histórico «A Catedral do Mar» de Ildefonso Falcones, que narra a construção pelo povo e para o povo de um grande templo] e também percorrer os bairros do modernismo catalão, caminhando devagar pelas suas ruas arborizadas e as suas largas avenidas.



Barcelona «à priori» lembra logo Antonio Gaudi e o Templo da Sagrada Família, seu «ex-libris» e outras obras que deixou na cidade, Parque Güell, a Casa Milà, também chamada de "La Pedrera", a Casa Batlló e até outras obras de menor volume mas com a sua marca peculiar, portões, candeeiros, pequenas casas. O Templo da Sagrada Família, é uma obra megalómana e inacabada. O seu término está previsto para c. de 2020. Outros arquitectos, não tão conhecidos, mas com obras excepcionais são: Lluís Domènech i Montaner e Josep Puig i Cadafalch. A art-noveaux domina de forma espectacular a cidade.


Também possui obras relevantes de arquitectura contemporânea, de Ludwig Mies van der Rohe, Josep Lluís Sert, Arata Isozaki, Norman Foster e Santiago Calatrava. Ricardo Bofill. Richard Meier, Jean Nouvel, Frank Gehry (projecto),Jacques Herzog e Pierre de Meuron.


Foi pouco o tempo que estive em Barcelona para tanto que havia para ver, mas do excelente panorama para o porto e o mediterrâneo, do Monte Montjuic, onde se encontra as instalações dos Jogos Olímpicos de 1992, à descoberta de Gaudi, ao Bairro Gótico, a Barcelona à noite, às ramblas, ao Passeio Garcia…das tantas da manhã às tantas da noite….foi de facto uma maratona!..


Interessante é a história de Barcelona e de uma forma sumária, os primeiros vestígios de povoamento em Barcelona remontam ao final do período Neolítico (2000 a 1500 a.C.). Mais tarde teria existido uma colónia grega (Kallipolis) e depois chegaram os romanos no final do século I a.C., onde estabeleceram uma fortificação militar, chamada de Iulia Augusta Paterna Faventia Barcino.
No século V, Barcelona foi ocupada pelos visigodos. No século VIII a cidade foi conquistada pelo vizir árabe al-Hurr e iniciou-se um período de quase um século de domínio muçulmano que terminou em 801 quando foi ocupada pelos carolíngios, que a converteram em capital do Condado de Barcelona. A potência económica da cidade e a sua localização estratégica fizeram com que os muçulmanos voltassem em 985, comandados por Almansor, ocupando-a durante algum tempo.
A partir do século XIV a cidade iniciou uma era de decadência que se estendeu durante os séculos seguintes. A união dos reinos de Aragão e Castela, oficializada com o casamento entre os reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela, gerou um ambiente tenso entre catalães e castelhanos e posteriormente surgiu a Guerra da Sucessão Espanhola (de 1702 a 1714).
Até o fim do século XVIII, Barcelona iniciou uma recuperação económica que lhe favoreceu uma industrialização progressiva. No século XX era um dos centros urbanos mais avançados de Espanha. Foi sede de duas Exposições Universais nos anos de 1888 e de 1929.


A escalada da Guerra Civil Espanhola e a derrota das forças republicanas tornaram o panorama desfavorável novamente, uma vez que Barcelona esteve ao lado da República e no final de 1939, as tropas franquistas ocuparam a cidade. Restaurada a democracia após a morte do ditador Franco, um novo desenvolvimento cultural e urbanístico aconteceu.

domingo, 13 de março de 2011

BARCELONA - ANTONI GAUDI

SOBRE - Antoni Placid Gaudí i Cornet (1852 — 1926)



MÚSICA: Concierto de Aranjuez - Adagio - RODRIGO

sábado, 11 de setembro de 2010

DE BARCA D'ALBA À RÉGUA

Concluindo o meu passeio, não posso deixar de publicar algumas fotografias do último dia. Depois de uma noite em Mirando do Douro, quase toda passada a conversar, com os locais, sobre tudo. Nessa conversa também se falou das célebres 40 brasileiras dos bares de alterne, que tiveram que sair de Bragança, depois de uma manifestação de «senhoras casadas», que se uniram pelo prejuízo que as mesmas estavam a motivar nos seus lares: ausência dos maridos e gastos extras dos mesmos. Foi uma coisa inédita, mas o gerente do hotel disse, que isso de pouco valeu, as brasileiras foram para uma localidade espanhola e para chegar lá bastava andar 5 minutos de carro!
O cruzeiro, do último dia visou percorrer o Rio Douro, de Barca d’Alba à Régua, sete horas a navegar, numa zona de plantação de vinha em socalcos, com solares, imensas quintas, uma paisagem de facto fantástica.











Um aspecto curioso foi atravessar as barragens, pelo sistema de oclusas. O barco vem a uma cota superior e depois tem que descer, isso aconteceu na barragem do Pocinho, Valeira e Régua, descidas muito acentuadas, a passar os 30 metros, exigindo muitas manobras da tripulação.



Por um sistema hidráulico o barco vai descendo



E descendo, ficando numa espécie de caixa




Uma outra parede vai abrindo, para o barco passar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

3 - DOURO INTERNACIONAL






O vector principal do passeio passou a ser a paisagem. Navegar pelo silêncio e tranquilidade do Parque Natural, muito belo e estimulante. O barco ecológico, seguiu por entre margens de rocha altíssimas e inacessíveis, com uma fauna, onde predominam essencialmente várias espécies de aves, destacando-se as águias de grande porte e as cegonhas. Também existem lontras, mas não é fácil vê-las e até tem uma placa a dizer «cuidado com os crocodilos», mas isto é apenas uma «gracinha» e, apenas pretende assinalar que não é permitido nadar, nem praticar qualquer género de desporto náutico. Quanto à flora, o mais interessante são uns fungos que tornam as rochas amareladas.









quarta-feira, 8 de setembro de 2010

2 - ZAMORA

Zamora é bastante conhecida pelos seus cerimoniais da Semana Santa. Por aquilo que conheço de Espanha, tenho a impressão que os espanhóis são mais praticantes dos rituais católicos. Serão mais crentes? Mais tradicionalistas? Não sou a pessoa indicada para avaliar isso.



À chegada a Zamora ou melhor ao Casco Velho, uma procissão passava pelas ruelas, foi um espectáculo suplementar, muito diferente das procissões aqui em Portugal, se bem que já não devo ver uma procissão há muitos anos.












Catedral Românica


Castelo

Uma das ruas principais da zona antiga

Em Zamora lá está a estátua do nosso conhecido Viriato, que foi um dos líderes da tribo lusitana, que confrontou os romanos na Península Ibérica.
Em Zamora ocorreu, o célebre Tratado de Zamora, diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DEAMBULANDO POR CÁ E POR LÁ…

Primeiro terras de Espanha, destino Salamanca, Zamora, depois Parque Natural do Douro Internacional, do lado espanhol Parque Natural de los Arribes del Duero, para fazer o cruzeiro no Rio com dormida em Miranda do Douro e depois Barca d’Alba, cruzeiro até à Régua.
*
Gosto de ir a Espanha, os espanhóis têm outra forma de viver a vida, são muito mais alegres e desinibidos que os portugueses e, têm um património artístico vastíssimo, com características muito vivas das várias civilizações que por lá passaram. Conheço muito em Espanha, mas sendo um país bastante grande muito há a conhecer.

1 - SALAMANCA – PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Miguel de Unamuno, que nasceu em Bilbao, encantou-se por Salamanca. Nos seus textos carregados de metáforas, o poeta falava das torres da cidade, como enormes espigas douradas e dos enormes edifícios, como corais brilhando ao sol.

¿Qué es tu vida, alma mía?,
¿cuál tu pago?,
¡Lluvia en el lago!
¿Qué es tu vida, alma mía, tu costumbre?
¡Viento en la cumbre!
¿Cómo tu vida, mi alma, se renueva?,
¡Sombra en la cueva!, ¡Lluvia en el lago!, ¡
Viento en la cumbre!, ¡Sombra en la cueva!
Lágrimas es la lluvia desde el cielo,
y es el viento sollozo sin partida, pesar,
la sombra sin ningún consuelo,
y lluvia y viento y sombra hacen la vida.

De facto ao entrar em Salamanca somos esmagados pela grandiosidade dos monumentos seculares. O seu coração está na Plaza Mayor, construída em 1729, com 12 entradas, que é ponto de passagem e de encontro. O grande relógio lá existente, é como um farol de referência para os salmantinos e para uma grande população de estudantes espanhóis e estrangeiros. Nesta Plaza existe os mais variados cafés, restaurantes, pastelarias e um emaranhado de esplanadas.







Senti-me muito bem na Plaza Mayor, bebendo uma limonada granizada, porque de facto estava muito calor, aí estamos num palco da vida, muito mais à noite com a conhecida «movida».
Saindo da Plaza Mayor, surgem as ruas cheias de história de enormes edifícios feitos de uma pedra rosada chamada villamayor (origem da pedra), muitos deles com rendilhados, que parecem ter sido obra de ourivesaria. Monumentos de destaque são: Catedral, Convento de San Esteban, Casa de las Conchas, Convento de Las Duenas, Clerecia e os inúmeros edifícios universitários, carregados de história. Salamanca foi precursora do direito internacional, pela mão de Francisco de Vitoria, teólogo que defendeu os direitos humanos dos índios, que os navegadores espanhóis iam encontrando do outro lado do Atlântico. Salamanca vive muito da sua população estudantil, que agitando a cidade durante o dia, também é protagonista da sua movida nocturna que vai até de madrugada, vivendo também o esoterismo, que vem das suas origens celtas.
Passeei pelo Casco Velho, a zona histórica de facto é o que interessa, por lá deambulei e este ano já muito cansada de ver catedrais e igrejas, só visitei Catedral. A sua construção teve início no primeiro terço do século XII, prosseguindo até o século XIV, e possui estilo românico e gótico. È de facto uma catedral belíssima, um dos aspectos muito referenciados foi a colocação de um astronauta durante o restauro da Porta de Ramos da Catedral Nova de Salamanca realizado em 1992. E o desafio é descobri-lo.








O mesmo acontece na fachada imponente da velha Universidade, onde foi colocada uma rã, que os caloiros tinham que descobrir







Pelo caminho, nas ruelas não faltam as barracas com tapas e bebidas, onde está presente a Sidra.


Tudo estava muito animado à volta da Catedral, devido a um casamento de «gente importante» devido ao aparato. Casamento que acabou com foguetes, lançamento de balões e folclore.




Casa das Conchas