A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




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segunda-feira, 23 de abril de 2018

UM EXCELENTE PASSEIO ATÉ SISTELO, CONHECIDO COMO O TIBETE PORTUGUÊS. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA CONSIDEROU PELA PRIMEIRA VEZ PATRIMÓNIO NACIONAL, UMA PAISAGEM!

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos.
O Castelo de Sistelo, ex-líbris da aldeia, merece uma cuidadosa visita: trata-se de um palácio de finais do século XIX onde viveu o Visconde de Sistelo. Agradável deambular pelas ruelas de Sistelo e apreciar a Igreja Paroquial, a Casa do Visconde de Sistelo, a Ponte Romana e o Moinho, a ponte de Sistelo de jusante, a Ermida de Nossa Senhora dos Aflitos e as Capelas de Santo António, de São João Evangelista, da Senhora dos Remédios e da Senhora do Carmo.
Para quem é apreciador de caminhadas na natureza, pode percorrer o Trilho das Brandas de Sistelo (10 km), que tem início na aldeia, ficando a conhecer as brandas de Rio Covo, em Sistelo, do Alhal, no Padrão, e da Cerradinha, terrenos que, durante o verão, serviam de apoio à pastorícia.


ARCOS DE VALDEVEZ

Arcos de Valdevez é uma vila raiana portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima.
O chamado Torneio de Arcos de Valdevez também conhecido por "Recontro de Valdevez", foi um importante e decisivo episódio da História de Portugal ligado aos primeiros tempos da nacionalidade, sendo o antecedente da celebração do Tratado de Zamora em 1143.
No ano de 1662, durante a Guerra da Restauração, a vila foi incendiada pelo general governador de armas de Castela D. Baltazar Rojas Pantoja, que estabeleceu o seu quartel-general no Paço de Giela, numa enérgica ofensiva sobre o Minho.

«Arcos de Valdevez Onde Portugal se Fez» é o slogan deste histórico Concelho que contribuiu para a fundação da nacionalidade.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

UMA VISITA DE ESTUDO À IGREJA S. JOSÉ DAS TAIPAS!

NESTAS VISITAS . A PERSPECTIVA É SEMPRE MAIS HISTÓRICA E ARTÍSTICA, QUE RELIGIOSA.

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Igreja de S. José das Taipas
O local designado de “Taipas” refere-se aos entaipamentos que por aqui se fizeram no século XVI, por se encontrar esta zona atacada de peste. Os entaipamentos isolavam os doentes e, assim, evitavam o contágio com a restante população.
De estilo neoclássico, a sua construção iniciou-se no ano de 1795 e finalizou no ano de 1878. O templo tem uma só nave em abóbada de berço, suportada por dez arcos. A obra é de Carlos Amarante, arquitecto e engenheiro militar do neoclassicismo, autor de vasta obra no norte de Portugal. Da sua autoria, salientam-se os conhecidos monumentos do Bom Jesus, Igreja do Pópulo e Igreja do Hospital de S. Marcos, localizadas em Braga; a Ponte de São Gonçalo sobre o Rio Tâmega, em Amarante; Ponte das Barcas, no Porto, (hoje desaparecida); Reitoria da Universidade do Porto; igreja da Trindade, no Porto; Palácio da Brejoeira, em Monção.
A igreja de S. José das Taipas encontra-se intimamente ligada aos acontecimentos ocorridos durante as Invasões Napoleónicas e à memória da população da cidade que ainda se ressente das violências praticadas e do terror que invadiu a urbe por esses tempos. Guarda no seu interior uma pintura alusiva ao Desastre da Ponte das Barcas, episódio histórico de grande relevo para a cidade, ocorrido durante as invasões francesas a 29 de Março de 1809. Esta pintura original em cobre encontrava-se na Ribeira e assinalava o local onde a ponte, que ligava Porto e Gaia, construída sobre barcas, ruiu perante a massa populacional em fuga para a margem sul, impelida pela invasão militar francesa. Hoje, a pintura alusiva ao massacre está protegida no interior da igreja e, em sua substituição, foi colocada uma outra peça em bronze do escultor Teixeira Lopes, designa-se de Alminhas da Ponte.
São ainda de salientar no interior da igreja um presépio do séc. XVIII, atribuído à Escola de Machado de Castro; uma pintura da antiga escola alemã, representando a Nossa Senhora da Divina Providência, um Cruzeiro e outras obras que se encontram na área museológica anexa.
Esta igreja tem uma Cripta, por baixo do altar-mor. visitável. Um ossário contendo os restos mortais de c. de 200 vítimas do desastre da Ponte das Barcas recuperadas ao Rio Douro. Também não deve perder a subida à torre sineira, de onde se pode apreciar uma vista fantástica sobre o Porto e sobre a cintura da antiga muralha correspondente à Porta do Olival.
O Retábulo da Capela Mor possui um trono escalonado normalmente tapado por uma tela, de autor desconhecido.
O Sacrário, é o segundo maior da Cidade do Porto.
A Sacristia actual foi a primitiva Capela da Casa dos Pachecos. Tem uma imagem de Nossa Senhora de Vandoma, o único lugar onde ela está representada na Cidade, para além do da Sé Catedral.
No primeiro altar à direita de quem entra na Igreja, existe um altar dedicado a Nossa Senhora da Providência. É uma cópia da pintura existente na Sacristia, esta da escola alemã do séc. XVII de autor desconhecido e à qual foram adicionadas duas coroas em prata.
Muito interessante é o Lanternim. Tem 8 faces, constituídas por 10 janelas gradeadas em arco de volta perfeita sobre painéis entalhados com motivos religiosos e iconografia das Irmandades. Ao centro, uma claraboia elíptica.
à entrada de igrela, como noutras igrejas antigas,existe um apetrecho em ferro de cada lado da entrada, destinava-se a limpar as solas do calçado da lama dos caminhos.

Esta Igreja encontra-se em recuperação, é um projecto que visa recuperar património material e imaterial da cidade e também motivar um turismo cultural de repetição. Tem um orçamento de 1,5 milhões e contempla, além desta igreja, a de S. João Novo, São Nicolau, Santo Ildefonso, São Lourenço dos Grilos e a Capela de Nossa Senhora do Ó. Uma grande parte da despesa vem dos fundos comunitários no âmbito de Portugal 2020. O restante da Câmara Municipal do Porto, da SRU, Porto Editora e entidades bancárias.

segunda-feira, 26 de março de 2018

ROTA DO ROMÂNICO

De Airães, à Vila Romana de Sendim, continuando para Santa Quitéria, até o Mosteiro do Pombeiro, onde se realizava a Festa do Pão de Ló de Margaride, que Felgueiras já se candidatou às Iguarias de Portugal!

Foi no início do século XVIII que Clara Maria, principiou a fabrico deste pão de ló. A Casa, tal como hoje, encontrava-se localizada na freguesia de Margaride, no centro da actual cidade de Felgueiras. Este pão de ló ficou conhecido por “Pão de Ló de Margaride”.
Após a morte de Clara Maria, foi Antónia Félix que continuou com
o fabrico deste apreciado doce, tendo, mais tarde, passado essa tarefa para Leonor Rosa da Silva.

Leonor Rosa da Silva tornou conhecido o pão de ló de Margaride durante mais de 50 anos de trabalho. O sucesso foi tanto que em 1888 foi atribuída a esta Casa a designação de Fornecedora da Casa Real Portuguesa.
Actualmente, o fabrico mantém-se o mais artesanal possível, mantendo, acima de tudo, a qualidade dos seus produtos.




sábado, 10 de março de 2018

VISITA DE ESTUDO À CONFRARIA SENHORA DA SILVA


O coração do centro histórico do Porto, tem surpresas e recantos que deslumbram, quem por lá passa. Eles tornam esta cidade um mistério que apetece desvendar. Quem percorre a emblemática e histórica Rua dos Caldeireiros, uma rua muito estreita, como todas do Centro Histórico, vai encontrar um edifício muito peculiar.

É a capela de Nossa Senhora da Silva, padroeira dos ferreiros  serralheiros, anzoleiros e caldeireiros, actividades muito comuns em tempos e hoje já quase em extinção.


A capela pertence desde o séc. XV, à Confraria de Nossa Senhora da Silva que foi durante muitos anos administrada pelos Hospitais de S. João Baptista, na rua de Santa. Catarina, onde se albergavam os irmãos pobres da Confraria.

O oratório exterior é datado do séc. XVIII  e já teve em tempos  também as imagens evocativas de S. João Baptista e S. Baldomero (francês do séc. VII, mártir cristão e padroeiro dos Ferreiros). Actualmente apenas tem uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Silva.
O altar  é todo trabalhado e ornamentado por uma cobertura em talha, que se mantém quase intacta ao passar do tempo e já la vão quase três séculos. No interior  da capela terá funcionado em tempos uma  antiga albergaria, administrada pelos  ferreiros, caldeireiros e anzoleiros da Cidade.
(Uma perspectiva geral da pequena, mas bonita capela e da sacristia.)

Lenda da Senhora da Silva

Diz antiga tradição,  registada pelo padre Augusto de Vasconcelos, na sua “Descriptione Lusitaniae”, e o bispo D. Rodrigo da Cunha, no seu “Catálogo dos Bispos do Porto”, que no século XII, em tempo de D. Mafalda , mulher de D. Afonso Henrique, abriram-se os alicerces para a construção da  Sé Catedral. Nessa operação, foi encontrada, entre uns silvados, uma imagem de pedra à qual foi dado o nome de Senhora da Silva. Na Sé Catedral existe o altar de Nossa Senhora da Silva representada por uma grande imagem de pedra, mas ninguém sabe ao certo se é a original.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

VISITAS DE ESTUDO - IGREJA MATRIZ DAS ALMAS DO CORPO SANTO DE MASSARELOS


A construção da Igreja da Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos teve início em 1776. Apenas passou a ser a igreja paroquial de Massarelos, quando a de Santa Maria da Boa Viagem, sede da freguesia, caiu em ruínas.

A Confraria

A Confraria das Almas do Corpo Santo foi fundada em 1394, por navegantes que tinham sofrido uma tempestade quando regressavam de Inglaterra. Dedicava-se à assistência e protecção dos navegantes e mercadores. Um dos confrades terá sido o Infante D. Henrique.

Esta importante confraria desempenhava funções bancárias, comerciais e outras, tendo navios que para além de serem pertença da confraria e executarem serviços em seu nome, quando era preciso, defendiam a costa de piratas.

A Igreja

A igreja que conhecemos hoje tem um portal com um nicho com o padroeiro, São Pedro González Telmo, também conhecido apenas como São Telmo. O enorme janelão central domina a fachada rematada por uma cruz de pedra. As torres sineiras possuem relógios e toda a fachada é guarnecida com azulejos. Na parte de trás, virada ao rio, a Cruz da Ordem de Cristo e um painel de azulejos onde figura o Infante D. Henrique dão voz à tradição deste ter sido um dos confrades desta antiga instituição.




O Núcleo Museológico da Confraria das Almas do Corpo Santo é composto de algumas peças interessantes de arte sacra, pintura, joalharia, paramentaria e manuscritos, com datas compreendidas entre os Séculos XVI e XX. Das peças em exposição destaca-se o Véu do Manto Real de D. Maria I, oferecido pela Monarca à Confraria em 1790,

uma custódia em prata (Século XVI), o livro «A Arte de Navegar» (edição de 1746), o tríptico de telas (Século XVII). Há ainda um espaço dedicado à história da Confraria, desde 1394 até aos dias de hoje.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

VISITAS DE ESTUDO - IGREJA DOS GRILOS



A Igreja e Colégio de São Lourenço, popularmente conhecida pela Igreja dos Grilos, é um conjunto de edifícios religiosos.

Construídos pelos jesuítas em 1577 em estilo maneirista barroco-jesuítico, financiados por doações de fiéis, assim como de Frei Luís Álvaro de Távora, Comendador de Leça do Balio, da Ordem de Malta, cujo brasão de armas encima a fachada principal. A Igreja e o Convento de São Lourenço foram erguidos com forte oposição da câmara e da população. No entanto, os seguidores de Santo Inácio de Loyola acabaram por conseguir fundar o tão ambicionado colégio com aulas gratuitas, o que conquistou rapidamente um notável êxito.
A oposição da população não era dirigida aos jesuítas, mas ao colégio que pretendiam instituir devido aos privilégios que os cidadãos tinham que impediam a permanência de nobres e fidalgos dentro da cidade, por um período superior a três dias.
Assim sendo o colégio que seria construído, chamaria filhos de nobres e fidalgos que obrigatoriamente teriam de residir na cidade, mas através de algumas artimanhas dos religiosos, a oposição dos burgueses foi ultrapassada.
Com a expulsão dos jesuítas em 1759, por ordem do Marquês de Pombal, a igreja foi doada à Universidade de Coimbra até a sua compra pelos Frades Descalços de Santo Agostinho que ali ficaram de 1780 a 1832. Estes frades vieram de Espanha em 1663, instalando-se inicialmente em Lisboa, no sítio do Grilo, onde rapidamente ganharam a simpatia da povoação, ganhando o nome de "frades-grilos", dando assim o nome a igreja onde estiveram no Porto.
Durante o Cerco do Porto, os frades viram-se obrigados a abandonar o convento, tendo este sido ocupado pelas tropas liberais de D. Pedro. O Batalhão Académico, integrando Almeida Garrett, instalou-se lá. Hoje o conjunto é pertencente ao Seminário Maior que o ocupa desde 1834. Iniciada a construção no século XVI, esta igreja ostenta uma monumental frontaria bem ao gosto do estilo maneirista barroco-jesuítico que a caracteriza. Na fachada são visíveis as armas dos Távoras . O altar de Nossa Senhora da Purificação é uma bela peça joanina. A frontaria monumental é composta por dois registos, e nela se acumulam frontões, entablamentos, cornijas pilastras e janelas. No primeiro rasgam-se três portas com frontões, sendo a do meio decorada com um portal formado por colunas coríntias gémeas assentes sobre pedestais e por um entablamento com pedras no friso. No alto vêem-se dois nichos vazios, nos extremos duas janelas, e a meio a divisa da Companhia de Jesus, com separação feita por pilastras toscanas. No segundo registo, ao centro, podemos ver uma janela e por cima o brasão de Frei Luís Álvares de Távora, a rematar este conjunto a Cruz de Malta sobre um pedestal. De ambos os lados encontramos nichos vazios, por cima destes, janelas e a rematar, frontões interrompidos sustentados por colunas jónias, dos quais rompem pirâmides. As partes externas do edifício pertencem às torres, cobertas com grandes volutas e cúpulas em tijolo.

No interior a nave apresenta-se coberta por uma abóbada de granito, de volta perfeita e em caixotões. As paredes são sustentadas por largas pilastras toscanas, com nichos escavados no topo, onde se encontram as imagens dos Evangelistas e dos Apóstolos, em barro pintado.
Pilastras clássicas enquadram o arco triunfal. Sobre o entablamento, de cornija muito saliente, ergue-se até à abóbada um frontão complexo, decorado com motivos jesuítas e flamengos e interrompido pelo nicho de São Lourenço.
A capela-mor é coberta por uma abóbada também de caixotões, que contêm cartelas guarnecidas com pedras. Nas paredes vêem-se pilastras jónicas de fuste canelado e, entre elas, estuques decorativos. Existe também nesta capela um painel da autoria de João Baptista Ribeiro e a imagem de Santo Inácio, única na cidade. Na sacristia, com teto de madeira apainelada, existe um retábulo e quatro quadros emoldurados com boa talha rococó, de finais do século XVIII.


Instalado numa ala seiscentista do antigo Colégio Jesuíta de São Lourenço, o Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto apresenta um acervo notável, rico e variado, num espaço dinâmico da vida artística, aberto à comunidade, atento à conservação e comunicação da sua colecção. O outrora chamado "corredor das lousas" é assim, hoje, uma apreciável galeria de escultura religiosa dos séculos XIII-XIX. É justamente no domínio da escultura que o Museu mais se salienta com destaque para a Sala Irene Vilar. Mas a pintura, iluminura, a ourivesaria, paramentaria, alfaias religiosas e a arqueologia estão igualmente representadas com exemplares de excelente qualidade e interesse.