Brancos são os flocos de neve caindo nos lábios…
BALADA DA NEVE
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Batem leve, levemente,
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
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É talvez a ventania:
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
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Quem bate, assim, levemente,
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
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Fui ver. A neve caía
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria….
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
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Olho-a através da vidraça.
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
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Fico olhando esses sinais
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
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E descalcinhos, doridos…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
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Que quem já é pecador
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
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E uma infinita tristeza,
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim,
fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Branco é o cheiro dos lírios do campo…
«Olhai os lírios do Campo» de Erico Veríssimo
“Se todos no mundo dessem o que lhes sobram, cada um teria o necessário”.
«Olhai os lírios do Campo» de Erico Veríssimo
“Se todos no mundo dessem o que lhes sobram, cada um teria o necessário”.
Estive pensando muito na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles?É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.
Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços.
É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência, e sim com as do amor e da persuasão.
Quando falo em conquistas, quero dizer a conquista duma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, através do espírito de cooperação.
(Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo)
Brancas são as asas da pomba da Paz e como apetecia deslizar os dedos pelas suas penas…
PAZ, lembra-me logo a ODE À ALEGRIA, poema de Schiller, que Beethoven, utilizou no Quarto Andamento da sua NONA SINFONIAOh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!
Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Eliseu,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu voo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se connosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!
Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóbada celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.
Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóbada estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóbada estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.
Branco é o primeiro grito do recém-nascido…
Branco é o esvoaçar da bailarina…

Brancos são os anjos que encontramos na vida e nos enchem de magia…
(Imagem: Asas de Desejo um filme inesquecível de Win Wenders)
BRANCA, é aquela nostalgia, que guardamos no íntimo, e só nós conhecemos ou o tempo nos vem a lembrar…
O menino pobre, que chegou ao zénite do poder e da riqueza e antes de morrer, pronuncia uma palavra enigmática: ROSEBUD! Um pequeno trenó da sua infância perdida… (CITIZEN KANE -O MUNDO A SEUS PÉS-ORSON WELLES)
BLOGAGEM COLECTIVA «COLORINDO A VIDA» IDEIA CONJUNTA DOS BLOGUES: http://cafecomglorinha.blogspot.com/ e http://acutivapuacu.blogspot.com/




Alguém da minha família, queria ir com companhia e comprou um camarote e eu só aceitei o convite! A causa era boa, apoiar um grupo de jovens, que cantavam, dançavam e representavam e eram acompanhados por uma banda. Tudo se baseava no Freddie Mercury e na sua banda os QUEEN e por lá desfilaram músicas marcantes, como:




































