A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 26 de junho de 2010

TOURADAS VIA RTP - SERVIÇO PUBLICO?

ESTOU ABSOLUTAMENTE CONTRA AS TRADIÇÕES, QUE IMPLICAM SOFRIMENTO E BARBÁRIE. EU SEI QUE O QUE PENSO NÃO É CONSENSUAL, O PAÍS QUASE SE DIVIDE A MEIO SOBRE ESTE ASSUNTO, O NORTE NÃO VAI MUITO EM TOURADAS, ENQUANTO NO SUL ESTE ESPECTÁCULO É MUITO APRECIADO. ATÉ POSSO CONSIDERAR ARTÍSTICA A FESTA, MAS COM SANGUE NÃO, COM O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS NEM PENSAR. COM O ESPECTÁCULO A ENTRAR PELA CASA DENTRO JÁ É DEMAIS! CLARO QUE MUDO DE CANAL, MAS ISSO NÃO EVITA QUE O CANAL NÃO PASSE ESTES LAMENTÁVEIS ESPECTÁCULOS, QUE SÃO ANTI-PEDAGÓGICOS. CLARO QUE TAMBÉM SEI QUE ENVOLVEM MUITO DINHEIRO!..


A palavra tauromaquia é oriunda do grego ταυρομαχία - tauromachia (combate com touros). O registo pictórico mais antigo da realização de espectáculos com touros remete à ilha de Creta (Knossos). Esta arte está presente em diferentes vestígios desde a antiguidade clássica, sendo conhecido o fresco da tourada no palácio de Cnossos em Creta.
Júlio César durante a exibição do venatio introduziu uma espécie de «tourada», onde cavaleiros da Tessália perseguiam diversos touros dentro de uma arena, até os touros ficarem cansados o suficiente para serem seguros pelos cornos e depois executados. O uso de uma capa, num confronto de capa e espada com um animal, numa arena, está registado pela primeira vez na época do imperador Cláudio.
Os romanos, como todos sabem, tinham como lema dar ao povo «pão e circo». Esta foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objectivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Espectáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, o pão era distribuído gratuitamente.
… iam pridem, ex quo suffragia nulli uendimus, effudit curas; nam qui dabat olim imperium, fasces, legiones, omnia, nunc se continet atque duas tantum res anxius optat, panem et circenses. (Sátiras de Juvenal)
Na cultura da península ibérica, o Circo de Termes parece ter sido um local sagrado onde os celtiberos praticavam o sacrifício ritual dos touros.
As representações taurinas de variadas fontes arqueológicas encontradas na península Ibérica, estão quase sempre relacionadas com as noções de força, bravura, poder, fecundidade e vida que simbolizam o sentido ritual e sagrado que o touro ibérico teve na Península.
A tourada é um espectáculo tradicional em Portugal, Espanha e França, bem como em alguns países da América Latina: México, Colômbia, Peru, Venezuela e Guatemala. No Brasil, as touradas, foram proibidas em 1934 por Getúlio Vargas.
O essencial do espectáculo consiste na lide de touros bravos através de técnicas conhecidas como arte tauromáquica. A lide é variável de país para país, em Portugal tem duas fases: a chamada lide a cavalo com a pega pelos forcados e a lide a pé. A primeira é levada a cabo por um cavaleiro, lidando o touro. A lide consiste na colocação de ferros, ditos farpas, de tamanhos variáveis, começando com ferros longos e culminando frequentemente com ferros muito curtos.
As touradas foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal. Voltaram a ser permitidas anos mais tarde, mas com a proibição dos chamados touros de morte, mortos na arena. Um pouco espalhadas por todo o país, o Porto há muitos anos que acabou com esse espectáculo bárbaro e no Norte não existe atractivo pela «festa». Em 2002 a lei foi alterada para permitir os touros de morte em locais justificados pela tradição, como na vila de Barrancos.
Grupos de defesa dos direitos animais criticam a prática da tourada, pois consideram-na um acto de crueldade sem justificação que não se insere dentro das tradições humanistas. Em Portugal, quatro autarquias proibiram a realização de touradas nos seus concelhos, Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 25 de junho de 2010

RESSACA DE S. JOÃO

Uma sonolência «estupidificante», é o que sinto!..A festa passou, que para mim foi mais um convívio necessário com a família. Sempre nos vamos distraindo uns aos outros, relativamente a um arrastamento de problemas, que todos têm, de maior ou menor grau, pela crise continuada que se vive, que afecta a todos: cursos que se tiram sem aplicação profissional, desemprego, empresas que foram à falência, contenção de despesas…
Apesar das festas, do futebol e de seja o que for com que as pessoas se envolvam, a crise é sempre aquela sombra que está presente!..
Além daquele permanente estado de espírito de desencanto, há sempre o contacto com o jornal e o arrepio de situações muito dramáticas.

Que absurdo mundo em que vivemos!?...
Ontem, ouvi na televisão que, o número de milionários em Portugal, tinha aumentado, mas estive a ler no jornal, uma notícia sobre algo, que eu posso intitular: REFLEXOS AGRAVADOS DE UMA CRISE CONTINUADA.


MAIS CARENCIADOS, MENOS DOAÇÕES

A AMI, segundo Ana Martins, directora do Departamento de Acção Social, não tem alimentos suficientes para satisfazer as necessidades crescentes. Os excedentes da Europa distribuídos pela Segurança Social também não são suficientes e diversificados, nem os que chegam através da sociedade civil. O número de solicitações aumentou bastante: uns vão buscar alimentos para confeccionar em casa, os sem abrigo têm que ter outro género de alimentos, porque quem dorme na rua, não tem onde fazer a comida.
A Legião da Boa Vontade, debate-se com os mesmos problemas, lutando com dificuldades para satisfazer os pedidos de géneros alimentícios e de satisfazer todos nas suas rondas nocturnas de entrega de refeições.
Também à Cruz Vermelha chegam muitos pedidos de ajuda. A Cruz Vermelha participou o ano passado na campanha «País Solidário», da qual faziam parte a EDP, Fundação Gulbenkian e vários bancos. Agora está a preparar a campanha «Portugal Inclusivo». As delegações que têm, espalhadas pelo país, vão preventivamente ajudar as famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade, no sentido da auto-estima, incitando à vontade de trabalhar e evitando que as pessoas possam cair em depressão.
Num estudo social, as mulheres são as que mais acorrem a ajudas. No topo da lista dos carenciados estão os reformados com reformas muito baixas, os desempregados, em suma todos os que têm subsídios e apoios sociais muito baixos. A maior parte vive com familiares, têm baixa escolaridade e não tem formação profissional, mas já há muita solicitação da chamada classe média, que perdeu o emprego e tem empréstimos a pagar.
E qual é a perspectiva?


Não sendo catastrófica, mas realista e pelo que dizem os economistas a situação não vai melhorar, vai mesmo piorar!..

quarta-feira, 23 de junho de 2010

S. JOÃO DO PORTO - FESTA DA CIDADE

TAPEÇARIA EXISTENTE NA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO FEITA EM PORTALEGRE , SEGUNDO UMA AGUARELA DE GUILHERME CAMARINHA

















Quanto S. João já não passou pela minha vida! Para quem é do Porto, esta é mesmo uma festa incontornável! É a festa da cidade, que comemorando-se na noite de 23 para 24 de Junho, durante todo o mês tem eventos alusivos, culturais e desportivos. Inicialmente concentrava-se no centro da cidade, com um lugar mítico, as Fontainhas, difícil era chegar até lá, devido à massa compacta de gente. Nesta festa a maior das características é levar algo, para bater na cabeça das pessoas, batidelas de sorriso nos lábios, antigamente podia ser alho-pôrro, cidreira, uma pluma, uma flor…batidelas recíprocas com delicadeza, até que chegou o martelo ou melhor o martelinho, o martelo e o martelão, até gaita tem o que se torna muito ruidoso! Este ano dizem mesmo que vai chegar a vuvuzela!...





























Em criança, ia com a família jantar e dar uma volta, mas depois na adolescência tudo se modificou, ia em grupo, com alguém mais responsável, mas família não! Aí é que foram festas a valer, até tínhamos um reportório de canções, com passos de dança ensaiados. Saltar a fogueira era da praxe e, com o alargamento da festa a todos os bairros, que se engalanavam e tinham sempre divertimentos e orquestra de baile, era um corrupio de bairro em bairro, imunes às orvalhadas, para depois muitos acabarem na praia deitados, com o cabelo a cheirar a manjerico, vendo nascer o dia.

O S. João é uma festa de rua, mas pode começar em casa, o que é necessário é ter um grupo alegre e participativo, para todos fazerem os petiscos, que são vários: caldo verde com chouriço e broa de Avintes, sardinha assada, com batatas a murro e pimentos assados, febras e cabrito assado, chouriço assado em aguardente e claro um bom vinho: come-se com a música típica e depois dança-se e lançam-se balões e fogo-de-artifício caseiro. Lá para as tantas vai-se para a rua.


Presentemente há muitas formas de festejar o S. João, há quem não perca o concerto ao ar livre da Casa da Música, há quem prefira ir ver o fogo-de-artifício à Ribeira, uma beleza à beira rio ou então aos diversos bailaricos, até às tantas. Nesta noite, anda tudo a pé, nem pensar ir de carro e os transportes públicos é como se não existissem!..
Em tempos de ditadura dizia-se mesmo que a festa de S. João era a mais democrática, uma massa humana que se misturava, como um todo.

Agora para mim tudo é mais calmo: vou comer a sardinhada com família, já que só como sardinhas nesta altura e depois, e depois … talvez se dance, talvez se cante, talvez se converse e ria...



NA NOITE DE S.JOÃO
VAI P'RA RUA E FAZ A FESTA
LEMBRA-TE QUE NO PORTO
NÃO HÁ NOITE COMO ESTA.

(Quadra popular, todos os anos há um concurso de quadras promovido pelo Jornal de Notícias, assim como há concursos de cascatas e rusgas)



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Noite de São João

Noite de S. João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de S. João.
Porque há S. João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.

ALBERTO CAEIRO

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Também se pode estar completamente à margem da festa e isso também já me aconteceu!...

terça-feira, 22 de junho de 2010

U2 (BONO) DEDICARAM «WALK ON» A SUU KYI



WALK ON

"And love is not the easy thing
Is the only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can't leave behind"


And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it's a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong


(Chorus)
Walk on! Walk on!
What you got, they can't steal it
No, they can't even feel it
Walk on! Walk on!
Stay safe tonight


You're packing a suitcase for a place
None of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom


(Chorus)
Walk on! Walk on!
What you got, they can't deny it
Can't sell it, or buy it
Walk on! Walk on!
You stay safe tonight


And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on! Walk on!


Home!
Hard to know what it is
If you never had one
Home!
I can't say where it is
But I know I'm going
Home!
That's where the hurt is


And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much
Walk on!


You've got to leave it behind:


All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason, it's only time
And I'll never fill up all I find
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you've seen
All you create
All that you wreck
All that you hate

CONTINUE EM FRENTE

E o amor não é uma coisa fácil
É a única bagagem que você pode trazer
Amor não é uma coisa fácil
A única bagagem que você pode trazer
É tudo o que você não pode deixar para trás


E se a escuridão for nos separar
E se a luz do dia parece estar muito longe
E se seu coração de vidro se partir
E por um segundo você quiser voltar atrás
Oh, não, seja forte


(Refrão)
Continue em frente, continue em frente
O que você conquistou, eles não podem te roubar
Não, eles não podem nem sentir isso
Continue em frente, continue em frente
Mantenha-se segura esta noite


Você está arrumando a mala para ir a um lugar
Onde nenhum de nós esteve
Um lugar no qual se tem que acreditar para se ver
Você poderia ter voado para longe
Um pássaro cantando em uma gaiola aberta
Que só irá voar, só voará pela liberdade


(Refrão)
Continue em frente, continue em frente
O que você conquistou eles não podem te negar
Não podem te vender, nem podem te comprar
Continue em frente, continue em frente
Mantenha-se segura esta noite


E eu sei que dói
Como o seu coração se partiu
Você pode aguentar mais um pouco
Continue em frente, continue em frente


Lar
Difícil saber o que é
Se você nunca teve um
Lar
Eu não sei onde é
Mas, eu estou indo
Lar!
É onde a dor está


E eu sei que dói
E o seu coração, ele se partiu
E você pode aguentar mais um pouco
Continue em frente!


Você tem que deixar para trás:


Tudo o que você produz
Tudo o que você faz
Tudo o que você constrói
Tudo o que você quebra
Tudo o que você mede
Tudo o que você sente
Tudo isso você pode deixar para trás
Tudo o que você raciocina, é apenas tempo
E eu nunca estarei acima do que procuro
Tudo o que você percebe
Tudo o que você conspira
Tudo que você veste
Tudo o que você vê
Tudo que você cria
Tudo o que você destrói
Tudo o que você odeia

SAN SUU KYI É UMA MULHER QUE EU MUITO ADMIRO.

SAN SUU KYI, fez 65 anos, em prisão domiciliária, completamente só e permanentemente vigiada pelo exército. Enviuvou em 1999 e os seus dois filhos estão no Reino Unido e não conseguem obter um visto para visitar a Mãe. O regime ditatorial de Myanmar, proíbe também visitas de amigos.

Suu Kyi é um ícone mundial da luta contra a opressão. Nela os birmaneses depositaram todas as suas esperanças do fim do regime policial, imposto em 1962 por um golpe de Estado.
Vivendo em Inglaterra, em 1988 regressou à Birmânia, por ocasião da morte da mãe e envolveu-se na política, integrando e liderando o partido: Liga Nacional para a Democracia, pelo qual concorreu e ganhou as eleições, mas foi presa.
Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, e em 1991 foi galardoada com o Nobel da Paz.
Apesar de grande pressão internacional a situação de San Suu continua igual. Segundo princípios budistas, ela diz: Sinto-me totalmente livre. Ser livre é poder fazer o que achamos que é correcto. Envolvi-me no movimento democrata e essa foi a minha escolha. Então sinto-me totalmente livre.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

UM DIA PASSADO EM GUIMARÃES

A minha mãe nasceu em Guimarães, mas com meses veio para o Porto, no entanto estava sempre a querer ir até Guimarães. Ontem fomos passar o dia a Guimarães, cujo centro histórico é Património Mundial da Humanidade.
A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como "O Berço da Nação Portuguesa". Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade "Aqui nasceu Portugal".
Mais informações AQUI












E do Centro histórico, imprescindível é ir de teleférico até à Penha.




A Penha, é um sítio muito verdejante, com uma vegetação diversificada e com grandes rochas encavalitadas, que nos espaços entre si, formam grutas. As grutas têm nomes e são locais bastante frescos. Com uma igreja, feita em 1947 pelo Arq- Marques da Silva, o local tem também carácter religioso.



AS INQUIETAÇÕES, QUE AS INQUIETAÇÕES DO MEU FILHO, ME DÃO!...


Desde sempre foi inquieto, sonhador, teimoso e determinado.
Em miúdo, era um estudante mediano, interessava-se por tudo, mas pela matéria escolar nem por isso. Um amigo nosso, psicólogo, fez-lhe um teste vocacional e o leque de opções era grande. Com 15 anos chumbou e eu como castigo, disse ao pai, para lhe arranjar um emprego. Foi trabalhar nas férias e eu ganhei enxaquecas atrás de enxaquecas, porque o trabalho dele era andar nos bancos a levantar e a depositar grandes somas de dinheiro. As férias acabaram e voltou às aulas, mas o castigo, que ele encarou na maior, caiu sobre mim, pela preocupação que me motivou. Com isso habituou-se a ganhar dinheiro…O menino, deixava-nos ir para a cama dormir e ia para a discoteca do primo, recolher copos, só soube através da minha irmã, tirei-lhe a chave e foi uma cena!..
Às tantas novas ideias lhe ocorreram à cabeça, fazer um curso de marketing e publicidade, correu-lhe bem, teve excelentes notas. Como as aulas eram nocturnas, nesse tempo esteve como gerente de uma esplanada na Foz, onde «pintava a manta»! Depois foi trabalhar para uma empresa de designer de escritório, só que cedo se cansou de rotina. Nova ideia, aliciado por um amigo, montar uma empresa, já anteriormente quis montar outra de franchising de bicicletas, agora era de peixinhos e aquários!..Todos lhe dissemos que não ia dar nada, mas ele andou quase um ano a preparar algo que nunca aconteceu, até a uma feira na Alemanha foi. Pelo meio fez não sei quantos cursos pagos com fundos europeus o que o tornou um «expert» em computadores e simultâneamente com outros jovens fundaram uma associação de voluntariado, esteve um tempo a organizar a biblioteca numa escola, brincava com os miúdos no recreio e também ia levar refeições a casa de pessoas idosas, que não podiam sair de casa.
A empresa não deu nada e a ideia então foi ir para a Faculdade, mas a escolha foi bastante complicada, escolheu Antropologia em Miranda do Douro e, para lá se mudou de armas e bagagens. Quando íamos lá, o caminho melhor era sair de Portugal, entrar em Espanha e depois entrar novamente em Portugal, por outro sítio! Tinha acabado com uma namorada de anos, namoro sempre muito conflituoso! Em pouco tempo, em Miranda do Douro, arranjou outra companheira e alugaram uma casa. A despesa lá era difícil, arranjar emprego, num meio tão limitado não dava, então como tinha um amigo fabricante de roupas para jovens, andou a convencermos para o ajudar a montar uma loja. Acabou por acontecer, mas ao fim de um ano encerrou portas.
Era um entusiasta pela antropologia, com as aulas práticas que tinha nas aldeias, mas as saídas profissionais do curso eram muito limitadas. Voltou à empresa de designer, comprou um apartamento, que só deu chatices! A escritura ficou bloqueada, porque o terreno tinha sido vendido a duas empresas e o pagamento no banco todos os meses a cair! Ficou cheio do apartamento e lá conseguiu alugá-lo a um amigo, que mais tarde, resolvido o problema, comprou o andar.
Obviamente que depressa se cansou da rotina da empresa, mudou de emprego não sei quantas vezes, mesmo com dificuldades de se arranjar um emprego, ele sempre conseguia. Saiu de casa e foi viver com estudantes, a maior parte de Belas-Artes.
A história começa a ficar longa…Há três anos teve uma paixão assolapada e deixou tudo para ir viver com uma moça em Leiria, de imediato arranjou lá emprego, aliás até agora foram não sei quantos, mas por acaso sempre subindo em renumeração. Ele não pára, nós dizemos tens que acalmar, mas não adianta, a resposta dele é: «hoje é diferente, não se está num emprego toda a vida»!..
Recentemente telefonou-me a dizer que tinha ido a umas entrevistas a Lisboa e que ia trabalhar para outra empresa !..
Eu admiro o meu filho, pela sua forma despachada, obviamente que nestas andanças, certas coisas correram menos bem, mas isso também é uma aprendizagem de vida!..

domingo, 20 de junho de 2010

O MEU GAROTÃO!?...

Este mês tem sido de grande agitação, muitas coisas sucederam, umas melhores e outras piores! Pela ausência acabei por não fazer referência aos anos do meu filho, Pedro, em 03.06. Aqui está ele «o meu garotão» e, uma gracinha que lhe fiz há uns anos!...

GAROTÃO
Ah meu garotão!
Do sorriso malandro
Das birras para vestir
Dos dramas para comer
E para dormir!
Das brincadeiras aos gritos
Com Zorro e Silver
Super-homem, Sandokan
E tigres da Malásia à mistura!
Ah meu garotão!

Garotão,
Do meu amor é um terror
Dos beijos sonoros avassaladores
E do abraço muito apertado.
Garotão,
Todo espevitado
Do mexe e remexe
Nas cordas sensitivas
Da minha emoção!..

Há ralhos e zangas
Amuos e fitas
Chorinho, chorinhos
Palavras mal ditas
Que me fazem rir!...
Pazes e carinhos
«burroçados» e «chicolatão»
Beijinhos, beijinhos
Olhos iluminados
Ah meu garotão!?...

E aqui está, no dia do seu aniversário, que fomos passar com ele, já que está a viver fora do Porto. Almoçamos, tudo muito bem, até que ele decide meter o jeep pelas matas nacionais e pronto caíu num buraco, de tal modo, que só os bombeiros conseguiram tirar de lá o veículo.




Embora ainda não tenha netos, como eu muito gostaria de ter, quando chego a casa deles é sempre o habitual: ó Maria chegou a vovó!...Pois a Maria é esta cadela muito meiga, que nos enche de beijos cheios de baba!...






Eu até gosto desta neta, mas sinceramente eu estou mesmo a precisar de neto ou neta gente!?...
Foi um dia agradável, apesar das peripécias, só tenho pena estarmos a 200 e tais quilómetros de distância, mas o fundamental é que o meu «garotão» esteja feliz.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

BOM FIM DE SEMANA

Ainda não consegui organizar a minha vida! Tem sido uma «lufa-lufa»! Compromissos assumidos têm-me ocupado bastante tempo! Consequência: tenho sido mais visitada, que visitadora, mas para a semana vou agir, como eu desejo. Até lá algumas sugestões (dos meus queridos impressionistas) para o fim-de-semana, que eu desejo que seja bem relaxante e de bom convívio!...

SEURAT
SEURAT
RENOIR
RENOIR
RENOIR

JOSÉ SARAMAGO - 1922-2010


Poema à Boca Fechada - José Saramago


Não direi:

Que o silêncio me sufoca e amordaça.

Calado estou, calado ficarei,

Pois que a língua que falo é de outra raça.


Palavras consumidas se acumulam,

Se represam, cisterna de águas mortas,

Ácidas mágoas em limos transformadas,

Vaza de fundo em que há raízes tortas.


Não direi:

Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,

Palavras que não digam quanto sei

Neste retiro em que me não conhecem.


Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,

Nem só animais bóiam, mortos, medos,

Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam

No negro poço de onde sobem dedos.


Só direi, Crispadamente recolhido e mudo,

Que quem se cala quando me calei

Não poderá morrer sem dizer tudo.


(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

DO AMIGO VASCO DE LIMA COUTO PARA O AMIGO MANUEL



Carta...

Amor :

a manhã é uma densa juventude

e um caminho de esperança, recolhido.

.

Com brisas que antecedem os desejos

magoa as ténues águas dos nenúferes

onde os peixes gravitam suas cores.

.

As crianças brincam já a esta hora.

As suas vozes trocam de harmonia e sobem,

no meu peito iluminado.

.

O dia acorda o dia e, lentamente,

nos preparamos para envelhecer.

.

E assim, amor, eu mando-te notícias

sem vontade de ter outra morada

que não seja sorrir e estar contigo.

.

Passou, agora mesmo, ao rés da rua,um esquife,

vazio de pessoas,queimando a dor em duas ou três rosas

- quase bonitas de tão pobrezinhas!

.

Além, um gato, expira nos esgotos

seu gesto melancólico de fome

e um homem - já cansado de ser homem,

encosta-se ao portão dum prédio novo.

.

É manhã. Um ar lavado e fresco

entorna-se nos rostos apressados

como se a dor não existisse mais.

Que sons, os da cidade, meu amor !

Vasco de Lima CoutoIn " BOM DIA, MEU AMOR "

[CONVERGÊNCIA POÉTICA com Constância.(vila poema.) ]

AINDA A CRISE...








*OTROS SÃO PAÍSES DA UE

quarta-feira, 16 de junho de 2010

FESTA NA BAIXA

O Núcleo Norte do Centro Nacional de Cultura, pelo quinto ano consecutivo promove a Festa na Baixa do Porto, com a colaboração da câmara, museus, conservatório, escolas, universidades, companhias de teatro e outros, no sentido de tornar próxima a cultura para todos. Haverá visitas guiadas a monumentos, passeios, tertúlias, leitura de poesia e contos, momentos teatrais e musicais.
Depois de ler o variadíssimo programa, agradou-me especialmente que grande parte fosse dedicado às crianças e aos jovens, que tanto necessitam de serem orientados rumo à Cultura, neles reside a matéria prima do futuro.

SEMI-PEDRADA

Olho para a minha gata. Está deitada no sofá, assim num estado de letargia. Olhos semi-abertos, que às vezes fecha e, tem um aspecto de quem não está cá, nem lá! Pode estar assim horas! Está a dormir? Está acordada? Ao mais leve barulho, mexe as orelhas e arregala os olhos, para quase de seguida cair naquele estado de prostração.



Eu também me sinto assim, com uma sonolência, como que vogando de lá para cá! Estou cá porque não posso estar lá…mas o meu pensamento está lá! Foi uma «pedrada» de arte e de cultura, que ainda não consegui digerir! Terá que ser lentamente, sei que nada me apetece, que sinto um grande cansaço, mas um cansaço bom…nem queria sair deste cansaço, porque ele me afasta de muita mesquinhez com que fui brindada ultimamente e aquela velhinha canção ocorreu-me agora…
Deixa que digam
Que pensem
Que falem
Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que é que tem?
Eu não tô
Fazendo nada
Você também
Faz mal bater um papo
Assim gostoso, com alguém?...
.../...
(A vossa bênção Jair Rodrigues e Elis Regina, SARAVÁ!?...

terça-feira, 15 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

AOS MEUS SEGUIDORES...

Tenho sido alvo, de uma perseguição constante, até com censura ao que escrevo e, há ocasiões em que não há onde ir buscar paciência. Nunca pensei que um blogue pudesse ser objecto de maldade, mas tem sido frequentemente, não pelas pessoas que nem conheço, mas por uma que conheço muito bem. Estou numa fase de saturação, «saco-cheio» e tenho que me afastar, para o ir esvaziando. O mundo do rancor, da vingança e do ódio não é o meu mundo, mas fui apanhada nessas teias. Eu gosto do blogue, eu gosto das pessoas que tem entrado no meu blogue e da partilha de tanto, de uma forma absolutamente fraterna e afectuosa. Tudo parece vago, mas as pessoas começam a entrar no meu mundo e o que escrevem fazem-me pensar e também escrever. Com o blogue pode-se também intervir, emitir opiniões, ler os comentários e rever ideias, porque certezas e verdades não as tenho, é no diálogo que se aprende, é com a vida que se aprende! Uma aprendiz da vida, é o que tento sempre ser e, o contacto com os outros é fundamental e, os outros para mim são também os diversos veículos que me podem enriquecer, onde obviamente destaco os livros. Torna-se desmotivador se alguém anda pela sombra, contactando as pessoas que me seguem a «escrever sobre mim», a pessoas que nem nos conhecem, que estão absolutamente descontextualizadas das questões pessoais, que só a nós dizem respeito! Não sei mesmo como as pessoas podem tomar partido! Para mim, não conhecendo nem X nem Y, não há julgamento possível a fazer e sentir-me-ia muito indignada em ser envolvida por essas intrigas.
Perante o que escrevi, decidi fazer umas férias, que vão ser mesmo férias longe do computador, mas vou regressar. Mais dia menos dia, adquiro as energias necessárias e volto, espero encontrar as pessoas que gostem do meu jeito de ser!