A palavra tauromaquia é oriunda do grego ταυρομαχία - tauromachia (combate com touros). O registo pictórico mais antigo da realização de espectáculos com touros remete à ilha de Creta (Knossos). Esta arte está presente em diferentes vestígios desde a antiguidade clássica, sendo conhecido o fresco da tourada no palácio de Cnossos em Creta.Júlio César durante a exibição do venatio introduziu uma espécie de «tourada», onde cavaleiros da Tessália perseguiam diversos touros dentro de uma arena, até os touros ficarem cansados o suficiente para serem seguros pelos cornos e depois executados. O uso de uma capa, num confronto de capa e espada com um animal, numa arena, está registado pela primeira vez na época do imperador Cláudio.
Os romanos, como todos sabem, tinham como lema dar ao povo «pão e circo». Esta foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objectivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Espectáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, o pão era distribuído gratuitamente.
… iam pridem, ex quo suffragia nulli uendimus, effudit curas; nam qui dabat olim imperium, fasces, legiones, omnia, nunc se continet atque duas tantum res anxius optat, panem et circenses. (Sátiras de Juvenal)
Na cultura da península ibérica, o Circo de Termes parece ter sido um local sagrado onde os celtiberos praticavam o sacrifício ritual dos touros.
As representações taurinas de variadas fontes arqueológicas encontradas na península Ibérica, estão quase sempre relacionadas com as noções de força, bravura, poder, fecundidade e vida que simbolizam o sentido ritual e sagrado que o touro ibérico teve na Península.
A tourada é um espectáculo tradicional em Portugal, Espanha e França, bem como em alguns países da América Latina: México, Colômbia, Peru, Venezuela e Guatemala. No Brasil, as touradas, foram proibidas em 1934 por Getúlio Vargas.
O essencial do espectáculo consiste na lide de touros bravos através de técnicas conhecidas como arte tauromáquica. A lide é variável de país para país, em Portugal tem duas fases: a chamada lide a cavalo com a pega pelos forcados e a lide a pé. A primeira é levada a cabo por um cavaleiro, lidando o touro. A lide consiste na colocação de ferros, ditos farpas, de tamanhos variáveis, começando com ferros longos e culminando frequentemente com ferros muito curtos.
As touradas foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal. Voltaram a ser permitidas anos mais tarde, mas com a proibição dos chamados touros de morte, mortos na arena. Um pouco espalhadas por todo o país, o Porto há muitos anos que acabou com esse espectáculo bárbaro e no Norte não existe atractivo pela «festa». Em 2002 a lei foi alterada para permitir os touros de morte em locais justificados pela tradição, como na vila de Barrancos.
Grupos de defesa dos direitos animais criticam a prática da tourada, pois consideram-na um acto de crueldade sem justificação que não se insere dentro das tradições humanistas. Em Portugal, quatro autarquias proibiram a realização de touradas nos seus concelhos, Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra.
Fonte: Wikipédia













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