A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 10 de agosto de 2010

VIAJAR EM TI E EM MIM...«O NOME DAS COISAS»

Sophia, pelos sítios, pela família, pelos amigos, pelos que estudaram a sua obra…Sophia escreveu muita poesia, muito conto infantil, que li aos meus filhos e me encantou, A Fada Oriana, O Rapaz de Bronze, A Menina da Praia, Noite de Natal, o Cavaleiro da Dinamarca
Sophia e a sua casa em Campo Alegre (hoje jardim Botânico), onde me apetece passear no seu imenso jardim e sentar-me junto ao rapaz de bronze a imaginar Sofhia menina a andar por li…







«A ESSÊNCIA DA VIDA, A ESSÊNCIA DAS COISAS»Sophia a grega, admiradora da literatura clássica, viajou frequentemente para a Grécia, uma grande influência na sua obra.
(Fernando Pessoa influenciou a obra de Sofia de Melo Breyner. O que os dois autores têm em comum é: a influência de Platão, o apelo ao infinito, a memória de infância, o sebastianismo e o messianismo, o tom formal que evoca Álvaro de Campos.)

O Mar tem uma presença muito especial na vida de Sophia de Melo Breyner…
As grutas da Ponta da Piedade, são de uma beleza extraordinária, onde apetece percorrê-las a nado, cada uma com o seu encanto e que os pescadores baptizaram de uma forma interessante, também por lá me perdia, até a constatação que o Algarve já não era aquilo que eu gostava…


quando eu morrer
voltarei
para buscar
os instantes
que não vivi junto ao mar

A RTP2 está a repetir documentários interessantes: Sophia de Mello Breiner «O NOME DAS COISAS», segue-se: Agustina Bessa Luís «NASCI ADULTA E MORREREI CRIANÇA», Cruzeiro Seixas «O VÍCIO DA LIBERDADE», António Lobo Antunes «ESCREVER, ESCREVER, VIVER»e Jorge de Sena «O ESCRITOR PRODIGIOSO»

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FILME «A ESQUIVA», QUE ME DEIXOU A PENSAR EM ISLAMIZAÇÃO

REALIZADOR: Abdel Kechiche
INTÉRPRETES: Osman Elkharraz, Sara Forestier, Sabrina Ouazani, Nanou Benhamou, Hafet Ben-Ahmed, Aurélie Ganito, Carole Franck, Hajar Hamlili, Rachid Hami, Meryem Serbah, Hanane Mazouz, Sylvain Phan, Olivier Loustau.
// Césars 2005:MELHOR FILME: MELHOR REALIZADOR: MELHOR ARGUMENTO: MELHOR JOVEM ACTRIZ (Sara Forestier) //


SINOPSE
Num liceu de periferia, um grupo de adolescentes, onde predominam os islâmicos, ensaia uma peça de Marivaux. Uma professora "progressista" fá-los representar "O Jogo do Amor e do Acaso", para lhes falar das diferenças sociais espelhadas na texto barroco. Cruzamento subtil entre o real e o teatro em que se experimentam os perpétuos jogos entre o amor e a sorte. Com diálogos incandescentes e jovens actores eléctricos, A ESQUIVA de Abdellatif Kechiche põe a nu delicadamente algumas fracturas da sociedade francesa.

A ESQUIVA é um filme de palavra. Palavra que queima, fenómeno de energia e invenção. Mas de que se trata ? Lydia, ensaia “Le Jeu de l’amour et du hasard” de Marivaux para o espectáculo do fim do ano. Krimo apaixona-se por ela. Tímido, introvertido, pouco à vontade com as palavras e com os seus sentimentos, Krimo decide entrar na peça, para seduzir Lydia. A partir daí o filme confronta a língua clássica do século XIX com o falar dos adolescentes contemporâneos. A peça de Marivaux funciona também como nível simbólico, ordenado e domesticado do que acontece caoticamente na ficção do presente. Ao inventar uma estratégia de conquista, Krimo utiliza Marivaux para atingir os seus fins: ao fazê-lo, interpreta Marivaux sem o saber. Ao justapor o universo da cidade e o de Marivaux (dois espaços teatralizados), Kechiche mostra que, independentemente da época e da classe social, os homens e as mulheres têm os mesmos sentimentos, as mesmas preocupações, os mesmos desejos.O problema de Krimo é que ele é muito tímido, no meio de todos os faladores do quarteirão, Krimo é silencioso, um rapaz que não domina a palavra. Mas não é só Krimo que sofre, os que dominam a palavra também sofrem. Entre o muito pouco e o muito, a linguagem aparece como uma força abstracta, musical, sónica, que galvaniza, mas que não ajuda os seres a entenderem-se.
Podíamos também tecer mil considerações sócio-políticas sobre este filme. Kechiche não fala neste filme nem de roubo, nem de integração, nem de fracturas sociais... mas o filme acaba mesmo assim por falar entre as linhas, entre as imagens: a pressão da cidade, os pais na prisão, a promiscuidade social, o fechamento do quarteirão, a brutalidade dos polícias. Se o filme é político não é por denunciar as injustiças conhecidas por todos ou por trazer soluções para as fracturas francesas, mais sim porque ele põe jovens a interpretar e os faz fugir durante a duração do filme à sua prisão social. Porque também eles têm direito às suas intrigas sentimentais, às ficções eternas e universais, também eles têm direito a interpretar personagens e não só os papéis simbólicos, que lhes dão os fantasmas a direita (de dealers) e a esquerda (de vítimas).
Crítica do Cine-Clube do Porto


Abdellatif Kechiche filmou depois, o excelente filmes «O Segredo do CusCuz »


ISLÂMICOS A PEDIR (ROMA)

Fiquei a ver este filme, apreciando a forma como jovens emigrantes, onde a História deles é o avesso da nossa, se podem integrar num ensino e numa cultura, completamente diferentes. As conversas entre adolescentes sempre metiam o Corão: «juro pelo Corão», «pelo Corão que não te vou denunciar», etc…Poderá, dizer-se que, a benigna visão sobre a juventude da periferia de Paris, deste filme, se refugia demasiado numa bolha de cultura e de "amor", como se os problemas não existissem, como se o uso, ou não, do véu islâmico não tivesse dividido, este mundo de fingimento e de bons sentimentos. Obviamente que pensei na islamização, da forma como se tem espalhado e como está a penetrar na sociedade. Quais as consequências?
Por acaso há pouco tempo falei com uma sobrinha, que há 22 anos se casou com um francês e vive em França. Falou-se deste assunto e foi-me dado conhecimento que Paris, já não é mais a cidade que era, que as ruas estão muito sujas, que junto ao Senna foram colocadas umas tendas, para certas pessoas viveram, que os islâmicos dão muitos problemas sociais, que levaram consigo os seus costumes. Perante a lei casam com uma, mas têm várias mulheres. Se há algo que eu abomino é o fanatismo, o fundamentalismo, seja lá de que religião for! Claro que há boas e más pessoas, mas evidentemente que este é um problema complicado!...

domingo, 8 de agosto de 2010

CALOR/SONOLÊNCIA...LEMBRO-ME DAS FONTANAS, DO RUÍDO DA ÁGUA...
























PIAZZA Navona, del Popolo, di Spgana, Barberini, della Rotonda....

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

HIROSHIMA HÁ 65 ANOS

Os Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki foram ataques nucleares ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial contra o Império do Japão realizados pela Força Aérea dos Estados Unidos da América, por ordem do presidente americano Harry S. Truman nos dias 6 de Agosto e 9 de Agosto de 1945.

Hiroshima Meu Amor
• Direção: Alain Resnais• Roteiro: Marguerite Duras•

Gênero: Drama/Guerra/Romance•
Origem: França/Japão



“Tu n’as rien vu, à Hiroshima”.
A resposta vem de imediato. Uma voz feminina desdiz o que o homem acabou de dizer num francês de sotaque acentuado.
“J’ai tout vu. Tout”.
Ela viu: o hospital (como não ver o hospital de Hiroshima?), o museu, as pessoas, as fotografias, as explicações, o ferro retorcido, as cinzas, as pedras queimadas. Ela sentiu o calor de dez mil graus na praça da Paz.
“Tu n’as rien vu, à Hiroshima. Rien”

(UM FILME QUE NUNCA ESQUECEREI)

DESEJO

Blogagem colectiva sobre sentimentos.
Proposta por
Glorinha L. de Lion (Blog Café com Bolo).
Tema "Desejo"


Há desejos muito diversos, uns muito pessoais e outros muito comuns a todos, saúde, paz, amor, dinheiro…Com desejos, passeamos dia a dia, todos os dias da nossa vida!.. Eu desejo e desejo-te, todos nós desejamos


O que não se tem, o que não se é, aquilo de que se carece, esses são os objectos do desejo e do amor (Platão) - Entre os desejos e as realizações destes, transcorre toda a vida humana (Schopenhauer)…
Sobre o desejo, em sentido mais profundo, há opiniões contraditórias, uns defendem-no: Só há um princípio motor: a faculdade de desejar (Aristóteles); outros condenam-no e questionam a sua importância: O desejo é a causa de todos os males (Epicuro); A propósito de cada desejo deve-se colocar a questão: Que vantagem resultará se eu não o satisfizer? (Epicuro) e outros recomendam a sua moderação: Tudo quanto possuis parece-te pequeno; tudo quanto possuo parece-me grande. O teu desejo é insaciável, o meu não. Olha a criança enfiando a mão num jarro de gargalo estreito tentando retirar as nozes e os figos ali contidos: se enche a mão, não a pode tirar, e fica a chorar. - Deixa algumas nozes e poderás tirar as restantes! Tu também: deixa o teu desejo ir-se embora, não ambiciones muitas coisas, que algo obterás. (Epicteto)

Considero que DESEJAR, é uma constante na vida! Os desejos plausíveis, para atingir objectivos os utópicos para se atingir ilusoriamente o perfeito, ie a nossa concepção de perfeito:

Também sei que hei-de perecer,
exangue,
de excesso de desejar;
mas sinto,
sempre,
que não posso recuar.

Fernando Namora, in "Relevos"

Desejei-te pinheiro à beira-mar
para fixar o teu perfil exacto.
Desejei-te encerrada num retrato
para poder-te contemplar.
Desejei que tu fosses sombra e folhas
no limite sereno dessa praia.

David Mourão-Ferreira, in "A Secreta Viagem"

Da luxúria febril na chama intensa...
Mas não posso contar: nada há que exceda
A nuvem de desejos que me esmaga,
Quando a vejo, da tarde à sombra vaga,
Passeando sozinha na alameda...

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'


Eros e Psique - Canova

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...
É como uma miragem, que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...
Antero de Quental, in "Sonetos"


DESEJAR poeticamente, dá asas, eleva, é uma escada para o infinito….mas há desejos atormentados, exacerbados, doentios, para mim o DESEJO EXACERBADO DO PODER É UM DOS MAIS TEMÍVEIS!!!!!


No final do filme, O Grande Ditador, Adenóide Hynkel (Adolf Hitler, interpretado por Chaplin), faz um belo discurso falando de direitos humanos, o contexto é a Segunda Guerra Mundial, mas é adaptável aos tempos, para mim é um emocionante
DESEJO DE PAZ E DE UM MUNDO MELHOR.


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloquente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo fora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós, não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há-de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos actos, as vossas ideias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquinas! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

UMA UTOPIA? O DESEJO DE PAZ E DE UM MUNDO MELHOR, SERÁ SEMPRE UMA BANDEIRA A DESFRALDAR!...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

TÉDIO/CIVILIZAÇÃO

Mundo Naïf

Na Terra tudo vive - e só o homem sente a dor e a desilusão da vida. E tanto mais as sente, quanto mais alarga e acumula a obra dessa inteligência que o torna homem, e que o separa da restante Natureza, impensante e inerte. É no máximo de civilização que ele experimenta o máximo de tédio. A sapiência, portanto, está em recuar até esse honesto mínimo de civilização, que consiste em ter um tecto de colmo, uma leira de terra e o grão para nela semear. Em resumo, para reaver a felicidade, é necessário regressar ao Paraíso - e ficar lá, quieto, na sua folha de vinha, inteiramente desguarnecido de civilização, contemplando o anho aos saltos entre o tomilho, e sem procurar, nem com o desejo, a árvore funesta da Ciência!
Dixit!

Eça de Queirós, in 'Civilização'

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

75 ANOS DE EMISSÃO DA RÁDIO PÚBLICA

BERTOLT BRECHT

O ANALFABETO POLÍTICO
.
O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguer, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta,
o menor abandonado
e o pior de todos os bandidos:
O político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
.


AS BOAS ACÇÕES
.
Esmagar sempre o próximo
não acaba por cansar?
Invejar provoca um esforço
que incha as veias da fronte.
A mão que se estende naturalmente
dá e recebe com a mesma facilidade.
Mas a mão que agarra com avidez
rapidamente endurece.
Ah! que delicioso é dar!
Ser generoso que bela tentação!
Uma boa palavra brota suavemente
como um suspiro de felicidade!
.

.

Estranhem o que não for estranho.
Tomem por inexplicável o habitual.
Sintam-se perplexos ante o quotidiano.
Tratem de achar um remédio para o abuso
Mas não se esqueçam de que o abuso é sempre a regra.


NADA É IMPOSÍVEL DE MUDAR

Desconfiai do mais trivial,na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito
como coisa natural.
Pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada,
de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar.

SOBRE BERTOLT BRECHET AQUI

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - PERGUNTAR NÃO OFENDE!....

Secretária de Estado da Igualdade

Elza Maria Henriques Deus Pais

Segundo disse, a Secretária de Estado da Igualdade, está em teste, em Coimbra e no Porto, um dispositivo que permite às vítimas pedirem ajuda às autoridades carregando apenas num botão.

SERÁ QUE VÃO TER TEMPO DE CARREGAR NO BOTÃO? E VAI FUNCIONAR?

As autoridades identificam e localizam de onde parte esse pedido de socorro.

E VÃO CHEGAR A TEMPO?

O dispositivo é semelhante a um telemóvel e também pode ser utilizado para aconselhamento.


E A PESSOA VIOLENTADA ONDE VAI ESCONDER ESSE APARELHO? E QUANDO ESTÁ A SER AGREDIDA VAI TER TEMPO DE CHEGAR LÁ? SERÁ ACONSELHÁVEL TRAZER O APARELHO SEMPRE CONSIGO SEM MOTIVAR SUSPEITAS?

Para breve será feita a vigilância electrónica aos agressores.


COMO? SERÁ QUE VÃO PÔR-LHE UM CHIP, PARA O ACOMPANHAR 24 HORAS?

Os agressores podem sofrer tratamento, mas só aplicado de forma voluntária.


E SERÁ QUE QUEREM?


Todas estas medidas terão que ter intervenção de um magistrado, o que implica a formalização de queixa e a abertura de um processo judicial.

LÁ VEM A BUROCRACIA E O ENREDAMENTO DA BUROCRACIA DÁ TEMPO PARA TUDO!..



Quando se pensa em violência doméstica, de uma forma geral ocorre-nos a violência entre homem e mulher, mas não sendo tão referida, também há a violência dos pais contra os filhos e dos filhos contra os pais, entre irmãos, sobre as pessoas idosas…a violência doméstica é muito diversificada!..

E A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA?
CLARO, MEDIDAS SÃO TOMADAS, PODEM RESULTAR OU NÃO, O IMPORTANTE É SEMPRE FAZER QUALQUER COISA, MAS DA FORMA COMO SE ENCONTRA A SOCIEDADE E O NOSSO BARÓMETRO ACABA POR SER O JORNAL, O ACOMPANHAMENTO FAMILIAR A NÍVEL PSICOLÓGICO SERIA IMPRESCINDÍVEL.

domingo, 1 de agosto de 2010

IGREJA ROMÂNICA DE CEDOFEITA MAIS UM CASAMENTO DA FAMÍLIA



A Igreja de São Martinho de Cedofeita (também conhecida como Igreja Românica de Cedofeita) é considerada a igreja mais antiga da cidade do Porto.
Não se sabe quando terá sido construída a igreja original, sendo no entanto pacífica a ideia de que será um resquício da povoação sueva, que se localizava em Cedofeita. Uma das teorias maioritárias entre os historiadores é a de que terá sido erguida pelo rei suevo Reciário em 446. Outros defendem que foi o rei Teodomiro, também suevo, quem a mandou construir, em 559, tendo sido baptizado nela conjuntamente com o seu filho Ariamiro.
Conta a lenda que Teodomiro, desesperado porque não encontrava cura para a doença do Ariamiro, recorreu a São Martinho de Tours, enviando a esta cidade, embaixadores com ofertas de prata e ouro em peso igual ao do seu filho. Acabou por ser o Bispo de Braga São Martinho de Dume o portador de uma relíquia de São Martinho de Tours, perante a exposição da qual o filho do rei foi curado, e todo o povo suevo presente, se converteu ao catolicismo. Esta relíquia está guardada nesta igreja, juntamente com outras do evangelizador dos suevos, o bispo de Braga e de Dume. Teodomiro ordenou o início da construção de uma nova igreja em honra do referido santo. O templo foi construído com tal celeridade que se terá dito acerca dele Cito Facta, o que significa Feita Cedo, derivando para Cedofeita.
A igreja foi alvo de sucessivas transformações, adquirindo um traço românico quando foi erguido no mesmo local o Mosteiro de Cedofeita no início do século XII. Em 1742 o prior D. Luís de Sousa Carvalho ordenou várias modificações, dando-lhe o desenho que hoje tem. Em 1930 a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais reconstruiu-a de forma a eliminar alguns elementos ornamentais colocados ao longo dos tempos.

Foi alvo de uma reconstituição a partir de 1930 pela Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais, cujo restauro teve como paradigma um ideal herdado do romantismo, que encarava o monumento como lição de história, monumento como memória (Lúcia Cardoso Rosas).É uma igreja particular na arquitectura românica portuguesa por ser o único edifício com uma só nave coberta por abóbada de pedra, explicando a presença de densos contrafortes exteriores nas paredes laterais.

CONSULTA AQUI






No fim da cerimónia religiosa, atira-se arroz aos noivos, este é um costume que provém da China. Criada há mais de 2000 anos, esta traição simboliza o desejo dos convidados de que a vida do casal seja fecunda, repleta de felicidade e riqueza. (AS POMBAS, NÃO DEIXAM DE VIR AOS CASAMENTOS E PERFILAM-SE LÁ NO ALTO, PRONTAS A DESCER, QUANDO AS PESSOAS SE AFASTAM. GRANDE FESTIM!)


E O CASAMENTO É ASSIM: CERIMÓNIA RELIGIOSA, GRANDE REPASTO, A VALSA, FOGO DE ARTIFÍCIO NA ABERTURA DO BOLO, CHOROS E RISOS, GRANDE CONVÍVIO COM A FAMÍLIA E OS AMIGOS...



TRADIÇÕES!?...NEM SOU CONTRA, NEM A FAVOR, CADA UM DEVE FAZER COMO GOSTA...
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AS TRADIÇÕES DO CASAMENTO NO MUNDO


De acordo com a tradição hindu, chover no dia do casamento é considerado um sinal de sorte.
No Japão, o casal de noivos bebe 9 goles de sake, tornando-se marido e mulher a partir do primeiro gole.
Na Índia, o irmão do noivo atira com flores sobre o casal no fim da cerimónia para os proteger do mal.
Na China, a cor do amor é o vermelho, durante a cerimónia do casamento, o casal bebe vinho com mel de dois copos atados com uma fita vermelha.
Os franceses muitas vezes fazem brindes num copo especial com duas pegas, especial para os noivos.
Na Alemanha, a noiva transporta sal e pão no seu bolso para assegurar recompensa, o noivo transporta grãos de cereais, para dar saúde e sorte.
As ferraduras são consideradas objectos de boa sorte num casamento devido à sua forma em lua, que se diz símbolo da fertilidade.
Na Turquia, antes da noiva sair da igreja, pede às suas amigas solteiras para escreverem os seus nomes na sola dos seus sapatos. Depois da noite de dança, a tradição dita que a assinatura da pessoa que estiver mais gasta será a próxima pessoa a casar.
Existe uma tradição que diz que a noiva não deve cozinhar o seu bolo de casamento.
No Japão, o branco foi utilizado para as noivas, muito antes da Rainha Victoria o ter popularizado no mundo ocidental.
Para as noivas, coloquem um pouco de açúcar dentro das luvas, o açúcar adoçará a vossa união.
Os ingleses acreditam que se a noiva encontrar uma aranha no vestido de casamento, esta trará sorte ao casamento.
Na Holanda planta-se um pinheiro fora da casa dos recém-casados, símbolo de fertilidade e de sorte.
O noivo leva a noiva ao colo pela porta de sua nova casa para a proteger dos espíritos maus que estão à espreita no chão da porta.
O sábado é considerado o dia mais azarento, de acordo com o folclore inglês, o que acaba por ter uma certa graça, visto ser o dia mais popular escolhido para casar.
No Egipto, para dar boa sorte, as mulheres egípcias beliscam a noiva no dia do seu casamento.
As noivas do Médio Oriente pintam motivos henna nas suas mãos e pés para as proteger do mau-olhado.
A tradição de usar damas de honor no casamento, remonta ao tempo dos romanos. As testemunhas, ou damas de honor exigidas num casamento romano, protegiam a noiva, vestindo-se de maneira semelhante à noiva, enganado assim os maus espíritos, impedindo-os de reconhecerem a noiva.
Uma noiva sueca costuma colocar uma moeda de prata oferecida pelo seu pai e uma moeda de ouro oferecida pela sua mãe, em cada sapato, assegurando que ela nunca passará sem eles.
Na África do Sul, ambos os pais da noiva e do noivo, transportam fogo, simbolizando o fogo que passa dos seus corações acendendo um novo fogo no coração dos recém-casados.
Na tradição inglesa, a quarta-feira é considerado o melhor dia da semana para casar.
As mulheres marroquinas tomam um banho de leite para se purificarem antes da cerimónia do casamento.
A tradição do bolo de casamento remonta à antiga Roma, onde na cerimónia de casamento se partia um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva para o bem da fertilidade.
As alianças de casamento e de compromisso são usadas no quarto dedo, porque outrora no Egipto se pensava que uma veia nesse dedo estava directamente ligada ao coração.
Diamantes sobre ouro ou prata, ficaram muito populares a formalizar um compromisso, devido aos ricos Venezianos o terem feito, por volta início do século dezasseis.
Na linguagem simbólica das jóias, uma safira num anel de noivado significa felicidade conjugal.
As pérolas para anel de noivado estão associadas à má sorte, porque a sua forma lembra uma lágrima.
A pedra aquamarine, símbolo de honestidade e lealdade, representa harmonia marital e representa um casamento longo e feliz.
A tradição ocidental do vestido branco foi iniciada em 1840 em Inglaterra pela Rainha Victoria, no seu casamento com o príncipe Alberto.
Na Dinamarca, as noivas e os noivos tradicionalmente trocam as roupas um com o outro, para confundir os maus espíritos.
As despedidas de solteiro foram originadas pelos soldados Espartanos, que se despediam dos seus dias de solteiros com uma festa desconcertante.
Em Portugal o típico vestido de casamento, antes do século vinte era tradicionalmente preto.
A tradição do véu da noiva iniciou-se com os antigos Gregos e Romanos, que pensavam que o véu protegia a noiva dos infortúnios e dos maus espíritos.
No Egipto, a família da noiva, durante a primeira semana de casados, encarrega-se de cozinhar para os noivos, para que o casal possa desfrutar o início do casamento.
A tradição do "tradicional" bolo de casamento empilhado, partiu de um jogo, onde a noiva e o noivo tentavam beijar-se por cima de um bolo, que se tornava cada vez maior, tentando não o derrubar.
A expressão “dar o nó” vem de antigas tradições relativas aos casamentos Egípcios e Hindus, onde as mãos da noiva e do noivo são literalmente atadas, demonstrando o seu laço de união.
A noiva coloca-se do lado esquerdo do noivo durante a cerimónia do casamento, porque antigamente o noivo necessitava da mão direita livre para lutar com os seus concorrentes.
Na tradição católica originalmente usava-se anunciar o casamento, afixando a intenção dos noivos, para assegurar que estes não eram família.
A popularidade dos casamentos em Junho descende do deus Romano Juno, que era o deus do casamento, nascimento e do coração.

EM CADA SÍTIO AS SUAS TRADIÇÕES, SEGUNDO TAMBÉM CRENÇAS DIVERSAS, O DESEJO UNIVERSAL É QUE O CASAL SEJA FELIZ, NAQUILO QUE SE CONSIDERA UMA NOVA VIDA, UM VIVER A DOIS, INDEPENDENTEMENTE DA FORMA COMO ISSO POSSA ACONTECER, COM TRADIÇÕES OU SEM TRADIÇÕES!