A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ANDANDO PELO PORTO...PALACETE PINTO LEITE

A Casa Pinto Leite, uma construção oitocentista, onde estava instalado o Conservatório do Porto, apesar de necessitar de uma intervenção e gestão artística, abriu portas, como espaço público. Lá pode ser vista a exposição «Moscow-Porto Art Express», um projecto de intercâmbio artístico e cultural luso-russo, iniciativa de um «auto-voluntariado intercambial», do arquitecto António Tavares.
Aos sábados: música, performances, poesia…NOITES  DE DIVERSIDADE!...







 PINTURAS DE ISABEL PADRÃO






Artur Rockzanne
Ekaterina Goncharova/ Kristina Dijovitskaya


ATELLIER/QUARTO DE UM PINTOR


A DOIS PASSOS, NO SOHO PORTUENSE (RUA MIGUEL BOMBARDA), UMA IDEIA DE DIFÍCIL CONCRETIZAÇÃO DO MEU AMIGO DE BRINCADEIRAS, O GALERISTA FERNANDO SANTOS
A ROTA DO CHÀ....

 300 E TAL ESPECIALIDADES DE CHÁ DE TODO O MUNDO...
 E NESTE AMBIENTE SABE MUITO BEM UM CHÁ...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DAS EMOÇÕES

ELSA PUNSET, formada em filosofia e mestre de Humanidades pela Universidade de Oxford, considera que não basta dar aulas sobre educação sexual, aulas sobre emoções e sentimentos, são da maior importância. Não tomamos uma única decisão que não esteja influenciada pelas emoções que fervem no subconsciente.



Punset, sobre esta temática apresentou o seu livro «Bússola para navegadores emocionais».


Considera que os comportamentos típicos da sociedade actual, se baseiam em relações artificiais, dotadas de uma comunicação pouco autêntica.

Conhecer as nossas emoções ajuda-nos a controlar ansiedades, não só as do tipo patológico, como as que arrastamos de forma inconsciente. Algumas pessoas desconfiam do carácter instintivo das emoções e reprimem-nas por recearem sofrer ou perder o controlo das suas vidas, mas tentar viver à margem das nossas emoções é uma falácia: não só nos limita, como as emoções reprimidas passam ao inconsciente e são muito mais inconsoláveis nessa parte da nossa mente.

No contacto com os outros, o efeito pode ser desastroso, encerra-nos numa solidão hermética que só dificulta o contacto. É preciso perder o medo incutido de ser vulnerável ou rejeitado.


Há quem subestime o amor, dizendo que ele é cego, no sentido que os apaixonados não vêem o outro de forma objectiva. O amor é uma estranha forma de intuição, vai mais longe. O amor verdadeiro é recíproco (não a fantasia amorosa que nos «pendura» em alguém) permite-nos ver o outro sem o julgar, trespassando as barreiras da couraça do seu ego. O amor incondicional, acontece quando captamos na realidade o potencial positivo dessa pessoa.

Relativamente ao amor dos pais pelos filhos, ele existe, quando não projecta simplesmente as expectativas e medos e presta a devida atenção às necessidades emocionais, dando assim condições para que o potencial da criança possa emergir.

O cérebro é dividido em três: a parte instintiva, emocional e racional. Sempre se quer que a seja mais importante, mas a emoção é que manda. Se tens medo, o cérebro não quer saber da parte racional e defende-se. O ser humano tem sempre medo das emoções que o levam para a frente. É importante ter emoções, ter a possibilidade de ir a muitas partes e estar motivado. Quem não sente muito, tem depressões. Os deprimidos não querem fazer nada, é tudo indiferente. Uma vida sem emoções, é uma vida que não está viva. Tem que se viver de uma forma mais aberta ao mundo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SÍMIOS APERFEIÇOADOS - RUBEN A.

Ruben Alfredo Andresen Leitão (Lisboa, 1920 — Londres, 1975).  Romancista, ensaísta, historiador, crítico literário, com o pseudónimo Ruben A.
 continua

Primo de Sofhia de Mello Andresen, também passava férias na Casa da Rua do Campo Alegre. Muito a propósito da exposição que vi, encontrei um excerto de um dos seus livros, que me fez reflectir.

É preciso viver em estado de prevenção. Não ir na enxurrada do colectivismo e morrer afogado num bairro económico ou numa colónia balnear, resistir às pressões políticas mirabolantes, quer sejam de uma banda ou de outra, manter a condição do homem-artista em luta com o homem-massa foi sempre o que em mim se tornou claro desde que aos poucos tomei posse da minha personalidade. É fatal que se caminhe para a sanidade de vida das classes baixas, é humano que isso se faça, no entanto também é humano, que se lute desesperadamente para que a condição mais sagrada do homem evolua libertando-se das massas satisfeitas com a assistência médica, televisão e funeral pago. Essa massa vai criar um novo espírito animal, vai catalogar-se em Darwin e, convencidos que essa massa está feliz, constatamos ao fim de pouco tempo que esses grandes grupos de populações standardizadas deixaram de pensar e o seu sentir é apenas tactual, sem nada de sublimação em momentos mais íntimos.


 O mundo que pensa, do artista e do intelectual, tem de libertar-se do incómodo desses homens que trouxeram como contribuição para a humanidade uma ideia abstracta do colectivo em marcha, que passaram a emitir sons, como pequenas estações emissoras, que não precisam de se articular em palavras, bastando-lhes os gestos. Ao fim e ao cabo aqueles que julgaram ter contribuído para a evolução da humanidade, dessa massa informe, é com tristeza, se ainda forem vivos, que constatam o facto de terem criado mais uma categoria animal, símios aperfeiçoados, em substituição do processo normal e não aflitivo do homem que evolui gradualmente dentro da sua própria missão de homem.


Ruben A., in "O Mundo À Minha Procura I"

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

NO PALACETE ONDE VIVEU SOFHIA... COM EXPO SOBRE DARWIN..

Este ano a Universidade do Porto, comemora o seu centenário, vários eventos estão em agenda, apesar das condições económicas não serem muito favoráveis. Foi feita uma solicitação aos «alumi», para uma possível colaboração. COLABOREM!..


O primeiro evento é a exposição «A Evolução de Darwin», à qual tem ocorrido muita gente, vale a pena fazer a visita guiada.

Na Casa Andersen viveu Sofhia de Mello Andresen e Rubem A.. O palacete foi pintado na sua cor original, cor de borra verde tinto. Foi inaugurado com a exposição dedicada a Darwin. A mesma está dividida em módulos, «antes de Darwin»,  «a célebre volta ao mundo do cientista a bordo do Beagle», «estudos de Darwin», «paralelismos e outras ideias», «mostra de espécies raras conservadas no Museu Americano de História Natural» e «conhecimentos científicos após Darwin».
Nos jardins da Casa Andresen, existe o Jardim Botânico, que também teve algumas obras de requalificação.




























sábado, 5 de fevereiro de 2011

QUE PARVA QUE EU SOU...DEOLINDA!...




Sou da geração sem remuneração

e não me incomoda esta condição.

Que parva que eu sou!


Porque isto está mal e vai continuar,

já é uma sorte eu poder estagiar.

Que parva que eu sou!

E fico a pensar,

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.



Sou da geração ‘casinha dos pais’,

se já tenho tudo, pra quê querer mais?

Que parva que eu sou!

Filhos, marido, estou sempre a adiar

e ainda me falta o carro pagar,

Que parva que eu sou!

E fico a pensar

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.


Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’

Há alguém bem pior do que eu na TV.

Que parva que eu sou!

Sou da geração ‘eu já não posso mais!’

que esta situação dura há tempo demais

E parva não sou!

E fico a pensar,

que mundo tão parvo

onde para ser escravo é preciso estudar.

BOM FIM-DE-SEMANA COM POESIA!


Amor é o olhar total, que nunca pode

ser cantado nos poemas ou na música,

porque é tão-só próprio e bastante,

em si mesmo absoluto táctil,

que me cega, como chuva que cai

na minha cara, de faces nuas,

oferecidas sempre apenas à água.



Fiame Hasse Pais Brandão (Cenas Vivas)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GUERRA COLONIAL – [04.02.1961- 04.02.2011]

Passaram 50 anos, de uma guerra muito marcante para os portugueses, que ainda hoje está presente, em muitas pessoas, pelos muitos estragos, físicos e psíquicos. Não há por certo uma família que um dos seus elementos não tivesse estado em África. O início da chamada Guerra Colonial, ocorreu precisamente em 4 de Fevereiro de 1961, na Zona Sublevada do Norte (Zaire, Uíge e Quanza Norte) em Angola. Chamada também Guerra do Ultramar, e que os movimentos de libertação chamavam obviamente Guerra de Libertação.
Na Guiné os primeiros ataques aconteceram em Julho de 1961 e em Moçambique em Setembro de 1964.

Esta guerra, em três cenários distintos, só terminou em 1974 com a Revolução de Abril, que destituiu o antigo regime ditatorial de António Oliveira Salazar, implantando a democracia no país.
As notícias iam chegando, sobre o massacre de centenas de fazendeiros e seus familiares, mortos e torturados da forma mais cruel! Os negros sofreram a exploração e as sevícias já conhecidas, vingaram-se! Num clima de medo gerou-se o pânico. Com o envio de tropas portuguesas sucedeu o mesmo, a nível de barbaridade, para com os negros, contavam-se actos ignóbeis das tropas que chegando às aldeias dos indígenas, deitavam fogo, matavam toda a gente, cortavam-lhes a cabeça, que colocavam nos jeeps como troféus de caça!


Em Abril de 1961 Salazar falou ao país:


Se é precisa uma explicação para o facto de assumir a pasta da Defesa Nacional mesmo antes da remodelação do Governo que se verificará a seguir, a explicação pode concretizar-se numa palavra e essa é ANGOLA.


Pareceu que a concentração de poderes da Presidência do Conselho e da Defesa Nacional bem como a alteração de alguns altos postos noutros sectores das forças armadas facilitaria e abreviaria as providências necessárias para a defesa eficaz da província e a garantia da vida, do trabalho e do sossego das povoações.


Andar rapidamente e em força é o objectivo que vai pôr à prova a nossa capacidade de decisão.


Como um só dia pode poupar sacrifícios e vidas, é necessário não desperdiçar desse dia uma só hora para que Portugal faça o esforço que lhe é exigido a fim de defender Angola e a integridade da Nação.

PARA ANGOLA RAPIDAMENTE E EM FORÇA.


O regime do Estado Novo nunca reconheceu a existência de uma guerra, considerando que os movimentos independentistas eram apenas terroristas e que os territórios não eram colónias, mas províncias e parte integrante de Portugal. Durante muito tempo, grande parte da população portuguesa, iludida por notícias falaciosas, viveu sob a ilusão de que, em África, não havia uma guerra, mas apenas alguns ataques de terroristas. Os portugueses começaram a saber do que se passava, pelos militares que iam regressando e não através dos canais noticiosos onde era exercida uma censura muito apertada, mesmo a lista dos que iam morrendo por lá em combate, era ocultada ou as mortes eram referenciadas, tendo por causa acidentes.
O Orçamento e as contas do Estado Português, ao longo das décadas de 1960 e seguinte reflectiram claramente o esforço financeiro exigido ao país durante a guerra. Obviamente, as despesas com a Defesa Nacional sofreram crescentes aumentos a partir de 1961.


Ao longo do seu desenvolvimento foi necessário aumentar progressivamente a mobilização das forças portuguesas, nos três teatros de operações, de forma proporcional ao alargamento das frentes de combate que, no início da década de 1970, atingiria o seu limite crítico.


As consequências destas guerras foram muito marcantes a nível social cortando a vida normal aos jovens. O serviço militar era obrigatório e a ida para África uma normalidade, nem os de fraca visão ou pés tortos escapavam, isso levou a que muitos jovens fugissem do país, indo principalmente para França. Os que não fugiam não escapavam, se eram trabalhadores o emprego ficava em suspenso até regressarem da tropa, o que levava o patronato a não empregar jovens em idade de alistamento. O facto de serem casados não era impeditivo, iam deixando mulher e filhos se os tivessem. Quem andasse a tirar um curso superior à primeira reprovação era logo alistado. Era bastante constrangedor para qualquer jovem ter que passar essa situação, ir lutar por algo longínquo, que nada lhe dizia e matar porque razão!?...
As despesas astronómicas para sustentar três guerras, teve efeitos económicos no país e motivou um grande fluxo de emigração.
A situação tornava-se incómoda em todos os aspectos. O Partido Comunista Português, foi o primeiro a pedir a independência imediata. Porém, a censura do regime obrigava o partido a representar dois papéis: o de partido político e o de força de coesão entre os sectores oposicionistas, com os quais acordava programas que não reflectiam as suas posições anticoloniais. A oposição ia-se assumindo lentamente, até se aperceber que o conflito estava a durar tempo demais.
Em Abril de 1964, o Directório de Acção Social-Democrata reivindicava uma resolução política e não militar. Em sintonia com esta iniciativa, em 1966, Mário Soares sugeria a preparação de um referendo sobre a política ultramarina.
Nem a morte de Salazar fez com que o panorama político se alterasse. Só com as eleições legislativas de 1969 se viria a verificar uma radicalização da atitude política, nomeadamente entre as camadas mais jovens, que mais se sentiam vitimizadas pela continuação da guerra. As universidades desempenharam um papel fundamental na difusão deste posicionamento. É neste ambiente que a Acção Revolucionária Armada (ARA) e as Brigadas Revolucionárias (BR) se revelam como uma importante forma de resistência contra o sistema colonial português, dirigindo os seus ataques, principalmente, contra o Exército.
Também o alinhamento dos sectores da finança e negócios, classes médias e movimentos operários constituiu um importante ponto de inflexão na contestação à política do regime. Em 1973 já se tinha consolidado a vontade relativamente à independência das colónias.
O 25 de Abril de 1974, planeado e executado por militares dos três ramos das Forças Armadas, uma nova geração de oficiais, formada e criada na guerra, levantaria, sob a direcção do Movimento das Forças Armadas (MFA), um período revolucionário que transformaria radicalmente o Estado e a sociedade.

Embora inúmeros factores tenham contribuído para a revolução, a Guerra Colonial foi, desde sempre, apontada como a principal justificação para a queda irrevogável do Estado Novo em Portugal.

SOBRE A GUERRA COLONIAL PORTUGUESA:

http://guerracolonial.home.sapo.pt/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Colonial_Portuguesa

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

UM PASSEIO PELO PORTO...DO MARQUÊS À LAPA...

DE METRO ATÉ AO MARQUÊS (ZONA ONDE VIVI ALGUNS ANOS)

JARDIM DO MARQUÊS. EM MIÚDA IA COM AS MINHAS COLEGAS LER PARA UMA PEQUENA BIBLIOTECA INFANTIL AQUI EXISTENTE, QUE JÁ SE FINOU!





IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO ONDE FUI BAPTIZADA, ONDE O MEU FILHO FOI BAPTIZADO, ONDE EXISTE CONCERTOS DE ORGÃO EXCELENTES. O PORTO TAMBÉM É CONHECIDO PELA CIDADE DOS ORGÃOS

 E DO MARQUÊS FUI ANDANDO ATÉ À LAPA, PELO CAMINHO ENCONTREI ESTE PAINEL

CASAS MUITO CASTIÇAS E OBVIAMENTE MUITO ANTIGAS 



IGREJA DA LAPA, AQUI É QUE SE ENCONTRA O CORAÇÃO DO IMPERADOR DO BRASIL, D. PEDRO
 EU SOU UMA «TURISTA» NA MINHA CIDADE E GOSTO DE VADIAR PELA MESMA E IR TIRANDO UMAS FOTOGRAFIAS.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PERSEGUIÇÃO! SERÁ QUE EU PERSIGO OS LIVROS OU SÃO ELES QUE ME PERSEGUEM?

Este foi o último que li, foi-me oferecido, nunca tinha lido nada deste escritor, apesar de ser muito conhecido, com a obtenção de dois Pulitzer e outros prémios.

É uma crónica da vida americana, uma meditação chocantemente crua da vida sexual e interior.


Frase a frase, personagem a personagem, tem uma destreza que poucos, ou mesmo alguns, dos seus contemporâneos conseguem igualar. Todas as páginas têm a marca da mestria.



Agora estou a ler, «Pão com Fiambre». Também ainda nada tinha lido sobre este escritor, mas nos meus passeios pela FNAC, encontrei-o e pela contra capa suscitou interesse.
O livro nada tem de floreados, mas também já não tenho paciência para muitos floreados. É um livro duro e cru, onde Bukowski, apesar de usar outro nome conta a sua vida. Estou plenamente agarrada. Já li via internet uma série de poemas que escreveu e de lírico não tem nada!...

Charles Bukowski (1920-1994) nasceu na Alemanha em 1920. Aos três anos foi viver para os EUA, tendo residido 15 anos em Los Angeles. Estudou literatura e jornalismo. Começou a escrever muito cedo e publicou os seus primeiros contos em 1944. Apenas terá começado a escrever poesia quando já tinha 35 anos. Trabalhou em bares, nos correios, estações de serviço, levando uma vida boémia à base de álcool, mulheres, apostas em corridas de cavalos e lutas de boxe. Foi várias vezes hospitalizado, devido a problemas relacionados com o consumo excessivo de álcool. De personalidade inconformada e iconoclasta, Bukowski nunca se deixou associar a qualquer movimento literário. Completamente independente, foi construindo uma obra com cerca de 40 títulos publicados. O seu primeiro livro de poesia data de 1959. Na sua campa, deixou o aviso: «Don't Try!».
Não consigo ler dois livros de prosa ao mesmo tempo, mas geralmente há sempre um de poesia ao lado e assim também ando a ler poesia russa, que conhecia muito mal.  
E ESTES SÃO OS LIVROS QUE SE SEGUEM

 PAUL AUSTER é de facto um escritor que aprecio e estou sempre atenta à saída de novo livro.









Sempre presente nas minhas leituras está o romance histórico, onde também há alguma ficção. Tenho lido vários livros desta escritora, uma especialista da História Francesa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM MINHA CASA!...

Assisto e nada posso fazer! Ralho, ralho, separo os contendores e lá se acalmam. Até podem estar a dormir juntos, até trocam «beijinhos», até andam sempre um atrás do outro, mas de vez enquanto é aqui um arraial de pancadaria! Ela tem mau temperamento, mas ele não deixa de exercer o seu «poder» de macho!



Tudo muito calmo e de repente ele resolve dar-lhe umas chapadas, ela reage, bate bufa e ronca e, andam atrás um do outro pela casa toda, até que ela sentindo-se diminuída se enfia no porta-gatos! A superioridade do macho!?...


Claro que me refiro aos meus gatos, a quem mandei tirar a sua possibilidade de reprodução, para os poupar dos seus desesperos de cio e do meu desespero de também os ouvir, pela noite fora a chorar como umas crianças! Além disso o gato tem aquela particularidade de marcar terreno e cheiro de xixi de gato é insuportável, leva-me logo para os contos de Poe: ruas escuras e húmidas, sombras, restos de lixo, cheiros repelentes, um gato passa faz xixi numa esquina e dá um miado sinistro…


Não estou, de modo nenhum a brincar com esse problema tão grave da violência doméstica, que todos os dias aparece nos jornais e faz imensas vítimas, mas às vezes fico a pensar se os instintos naturais, não serão recalcadas pelo racionalismo e de um momento para o outro numa situação de descontrole, as pessoas se despem de tudo, mostrando a gente peluda que todos somos? Evidentemente que isto não é justificação para essa violência, porque os pelos foram caindo, além de outras transformações físicas e mentais, como o crescimento do cérebro! Também se pode equacionar a possibilidade de existir gente sem pelo, mas com cérebro de macaco...Claro estou no território da teoria «darwinista»!...


Como tudo se cruza no meu pensamento e como foi tocada na Casa da Música as peças de música clássica, introduzidas na banda sonora do filme «2001-Odisseia do Espaço», lembrei-me de uma sequência desse filme, que pelo impacto que me causou se tornou inesquecível e que é um excerto da composição «Assim falou Zaratustra» de Richard Strauss, que se inspirou no livro de Nietzsche.