A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FOTOBIOGRAFIA DE CLARICE LISPECTOR

Contrariar as Contrariedades


Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida.

Clarice Lispector, in 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres'




Fotobiografia de Clarice Lispector, livro organizado por Nádia Batella Gotlib (Brasil-2009), que nos coloca sobre o olhar de Clarice, olhar imperturbável, inquietante, «olhos de piscina», segundo dizia Manuel Bandeira, que parecem que afogam, cegando para dentro dela, porque ela é sobretudo o retrato do mistério. Já, «Why this World», de Benjamim Moser, primeira biografia inglesa sobre a escritora, tem o condão de imergir no peculiaríssimo universo biográfico e literário da autora de Perto do Coração Selvagem. Ucraniana e judia de nascimento, tornou-se cidadã brasileira com 20 anos, talvez por isso a escritora fez uma reinvenção do português, parece mais uma língua sua.



Na Fotobiografia, é como uma Esfinge, a sua beleza é trespassante, por inatingível, O rosto de Clarice não se oferece, nem se desvenda, como que perdido na in-consciência da sua beleza.





Giorgio de Chirico fez-lhe um retrato a óleo em 1945, mas não lhe faz inteira justiça.




Bluma Wainer, foi a sua principal fotógrafa e deu-lhe poses de uma deusa. Maravilhosa mulher, cujo «glamour» é feito de discreto luxo (o simples luxo da beleza pura), rosto silente e sugerindo um mundo interior cuja imensa riqueza talvez não seja acessível aos mortais.






“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de reflectir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.

Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


Até aos treze anos, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de factos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer do tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvajaria e muita timidez.


Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino. Pois juro que a vida é bonita.”


Clarice Lispector

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

LOUCOS!?...

The Intrigue - Ensor

Loucos! Eles estão loucos! E como a loucura se foi instalando como uma coisa normal!?..

Eles não são aqueles loucos de hospício…Eles não são os loucos do amor ou de ideais…Eles não são os loucos da rua, perdidos no nada, caídos no álcool e na droga…Eles não são os loucos que vêem coisas estranhas, entre as estrelas ovnis a passar a quem dizem adeus…na Lua espíritos com quem conversam…no Sol visões apocalípticas que os deixa de olhos esbugalhados!..Não, estes sonhadores se são loucos, são loucos puros!
Os outros não, são sadicamente loucos! Os loucos da ambição, da perversidade da mentira, da violação, da «escroqueria», da violentação…Vangloriando-se triunfantes!..
Parecem tão «bonitos» nos seus fatos de marca, com as suas gravatas em tons claros, com a sua pasta de segredos, nos seus carros topo de gama, na sua vida de luxo de vómito, roubada ao erário! Eles dizem o contrário do que disseram ontem…Eles mentem com a convicção da «verdade»!..Eles e elas!...
Nós sabemos que mentem…Acreditamos? Não acreditamos? De que serve sim ou não? Como a loucura grassa nas montras do espectáculo com toda a sofisticação! Tem luzes e cores para confundir as nossas convicções! Baralha e contamina…realmente ter o espírito limpo não é fácil, não!
E tu andas na labuta diária pacificamente, um dia atrás do outro, de asas e sonhos cortados, cimentado ao sustento com dor e privação numa tragicomédia de enganos e desenganos, com o teu rosto disformado num esgar de choro e de gargalhada!..

ATENÇÃO, ELES ESTÃO A FAZER DA SUA LOUCURA, À CUSTA DA NOSSA PACIFICIDADE, UMA NORMALIDADE!!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A ÚLTIMA ESTAÇÃO - REALIZAÇÃO: MICHAEL HOFFMAN

INTERPRETAÇÃO: ANNE-MARIE DUFF, CHRISTOPHER PLUMMER, HELEN MIRREN, JAMES McAYOY, PAUL GIAMATTI
[COM UM ANO DE ATRASO, CHEGOU A PORTUGAL, ESTE FILME QUE FOI CANDIDATO AOS OSCARES DE INTERPRETAÇÃO DO ANO PASSADO]
Este filme aborda os últimos dias de LEV NIKOLÁIEVICH TOLSTÓI – Um escritor imenso, uma alma inquieta, torturada e autodestrutiva; foi um herói no excesso, no talento, na virtude, na transgressão e no arrependimento.



Um ano antes de morrer recebeu uma carta de um estudante, incitando-o a doar todos os seus bens ao povo e a viver uma vida despojada. Tolstoi (Christopher Plummer) era conde, tinha uma grande fortuna, era temido pela igreja e pelo czar e era um escritor celebérrimo reconhecido em todo o mundo e no entanto era um filantrópico, solidário com os pobres e os perseguidos.


Não conseguia fazer o que lhe fora sugerido porque a família estava toda contra ele, principalmente a condessa (interpretação excelente de Helen Mirren).


Tolstoi sentia-se mal consigo próprio, porque projectando-se para o absoluto, reconhecia que o absoluto era Deus, no qual ele não acreditava plenamente. O poeta Alexander Blok exprimiu bem isso em forma lapidar: «Tornámo-nos demasiado inteligentes para poder acreditar em Deus e não suficientemente fortes para conseguir acreditar em nós mesmos».

Acaba por assinar o documento dando todos os seus bens ao povo e foge de casa na intenção de fazer a vida monástica desejada, com 82 anos acaba por contrair uma pneumonia morrendo na estação de Astapovo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EM NOSSO NOME...MANUEL ANTÓNIO PINA (JN-PORTO)

DIARIAMENTE LEIO A CRÓNICA DO MANUEL PINA, TODAS MERECIAM SER AQUI INSERIDAS, MAS ENTÃO ESTE PASSARIA A SER O BLOGUE DO MANUEL ANTÓNIO PINA, MAS ESTA SURPREENDEU-ME, CONFESSO QUE NÃO SABIA NADA DISTO! ENFIM GEORGE ORWELL (1903-1950), VEIO LOGO AO MEU PENSAMENTO!

Não me incomoda que os EUA tenham os meus dados biográficos e biométricos ou o meu ADN. Eu próprio lhos forneceria se os EUA mos pedissem e calhasse de estar para aí virado. Incomoda-me (porque, que diabo!, os dados afinal são "meus") é que o Governo, a quem confiei esses dados para fins específicos como o BI (felizmente ou infelizmente não tenho, mas nesta altura já não estou certo de nada, cadastro criminal), os ceda, venda, empreste ou de qualquer forma negoceie sem me dar cavaco.


O acordo entre o Governo português e os EUA para cedência dos meus dados pessoais (e dos seus, leitor, e dos de todos os portugueses) vai agora à AR que, em minha representação, mesmo sem que eu lhe tenha passado mandato para tal, lhe dará a bênção democrática. E lá seguirão fotografia, impressão digital, nome, data de nascimento, residência, filiação e até um escasso metro e 67 de altura, tudo supostamente "meu", a caminho da Califórnia sem eu nisso ser tido nem achado. Se ao menos pudesse trocar a foto! Na do BI pareço um terrorista curdo e isso já em tempos me causou problemas em Berlim quando tentei comprar um frasco de álcool numa farmácia ("Vocês, no Curdistão, não usam 'after shave'?", quis saber, desconfiado, o farmacêutico).


Um cidadão ou empresa que fizessem o que o Governo se prepara para fazer acabariam em tribunal por crime de abuso de confiança. Mas os governos estão acima das leis, não estão?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

INCONTORNÁVEL A MORTE DE MALANGATANA

Sempre considerei extraordinário, os casos de talento instintivo, as pessoas que começaram lá de baixo, como Malangatana, que foi pastor, caçador de ratos com azagaia, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).



Filho de gente humilde, a mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul.


Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com um tio paterno e estudou até à terceira classe. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era «adulto» e podia fazer tudo, desde cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.


Foi no clube de ténis, que Malangatana conheceu o biólogo, Augusto Cabral, que disse numa entrevista: «Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya, que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse».O pintor nasceu nessa noite, Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e viu-o a pintar um painel. «Ensine-me a pintar»,pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. No pincel tinha Matalana, localidade onde nasceu e onde conheceu a opressão colonial e a guerra civil.


Em pouco tempo começou a expor, depois estudou na Escola Industrial de Maputo e foi bolseiro da Fundação Gulbenkian.


Malangantana, além de pintar, fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquitecto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na sua Matalana. Recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade de Évora.


Expôs em vários países, tem obras suas em vários museus, galerias e colecções privadas.

http://www.instituto-camoes.pt/noticias-ic-portugal/morreu-o-pintor-mocambicano-malangatana.html


 





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

IF

A Esfera dos Livros publicou o poema If de Rudyard Kipling numa edição de luxo, com tradução de Isabel Stilwell e ilustração de Mauro Evangelista.



O livro, é lindíssimo. As ilustrações de Mauro Evangelista são cheias de simbolismo e recurso a muitas personagens dos clássicos - dos gregos aos europeus.


O poema conhecido como Carta a um Filho, foi composto por Rudyar Kipling em 1910. Em 1995, uma sondagem da BBC apontou-o como o poema mais apreciado na Grã-Bretanha.


Citado em filmes e canções, traduzido em todo o Mundo, invocado pelos mais velhos, ampliado em cartazes, reduzido em postais, é um poema duro, que exorta a nunca se render, a andar sempre de cabeça levantada, a não se deixar enganar, a não perder o sentido da responsabilidade inclusive nas circunstâncias mais adversas. Ater-se a este código de conduta é, sem dúvida alguma, muito difícil. Mas este discurso dito em voz alta, solene, calmo, íntegro, sem medo de utilizar palavras transcendentes, evoca um mundo de nobres valores luminosos e eternos


SE


Se és capaz de manter tua calma, quando,

todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.

De crer em ti quando estão todos duvidando,

e para esses no entanto achar uma desculpa.



Se és capaz de esperar sem te desesperares,

ou, enganado, não mentir ao mentiroso,

Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,

e não parecer bom demais, nem pretensioso.



Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,

de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.

Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,

tratar da mesma forma a esses dois impostores.



Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,

em armadilhas as verdades que disseste

E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,

e refazê-las com o bem pouco que te reste.



Se és capaz de arriscar numa única parada,

tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.

E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,

resignado, tornar ao ponto de partida.



De forçar coração, nervos, músculos, tudo,

a dar seja o que for que neles ainda existe.

E a persistir assim quando, exausto, contudo,

resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!



Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,

e, entre Reis, não perder a naturalidade.

E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,

se a todos podes ser de alguma utilidade.



Se és capaz de dar, segundo por segundo,

ao minuto fatal todo valor e brilho.

Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,

e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!


Rudyard Kipling

(Tradução de Guilherme de Almeida)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MORTE E VIDA SEVERINA

ESTE POEMA É UM DOS MELHORES QUE CONHEÇO E NESTES ÚLTIMOS TEMPOS ACABEI POR PENSAR NELE, DE TAL MODO SE TEM FALADO TÃO DEMOGICAMENTE EM POBREZA NA CAMPANHA ELEITORAL
.
Poema narrativo e dramático. Consiste em duas partes: antes de chegar ao Recife e depois. Antes de chegar é chamado de caminho ou fuga da morte; e depois o presépio ou encontro da vida.


João Cabral de Melo Neto (Recife, 1920 — Rio de Janeiro, 1999)
 Poeta e diplomata. A sua obra poética, vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismo e marcados pelo uso de rimas, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil.

BIOGRAFIA AQUI


CANDIDO PORTINARI, Retirantes


O RETIRANTE EXPLICA QUEM É E A QUE VAI


— O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

.

Mais isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo

ora a Vossas Senhorias?

.
Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.
.

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas

e iguais também porque o sangue,

que usamos tem pouca tinta.

.
E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,

morremos de morte igual,

mesma morte severina:

que é a morte de que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

.
Somos muitos Severinos

iguais em tudo e na sina:

a de abrandar estas pedras

suando-se muito em cima,

a de tentar despertar

terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar

alguns roçado da cinza.

Mas, para que me conheçam

melhor Vossas Senhorias

e melhor possam seguir

a história de minha vida,

passo a ser o Severino

que em vossa presença emigra.




"...E não há melhor resposta

que o espectáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio,

que também se chama vida,

ver a fábrica em que ela mesma,

teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco

em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena

a explosão, como a ocorrida;

mesmo quando é uma explosão

como a de há pouco, franzina;

mesmo quando é a explosão

de uma morte severina».

domingo, 2 de janeiro de 2011

PARA QUE SERVE UM BLOGUE?

Parei uns dias para pensar nisso! Não cheguei a grandes conclusões! Parti para o blogue com a ideia de escrever sobre o meu mundo e o mundo que me rodeia, sem tornar o blogue muito pessoal!..

Um blogue, despretenciosamente, serve para tudo e essencialmente para ocupar o tempo, escrevendo e lendo, tão simplesmente quanto isso! Mas há também o exibicionismo, há também a inveja, a maledicência, o plágio…

Obviamente que há quem considere o blogue um meio de intervir na sociedade, com objectivos vários e há também quem exponha no mesmo os seus dotes criativos.

Eu não me interessa o número de seguidores, nunca andei a fazer campanha, nem me interessa saber quem vem ao meu blogue, mas o que me interessa e foi para mim uma agradável surpresa, foi a partilha de cumplicidades e afinidades, os elos de amizade que fui estabelecendo, que em alguns casos saltaram mesmo para a vida real!

Também não ando aqui para agradar a ninguém, nem para competir, nem para ser boazinha, não sou nada permeável a crenças sejam lá quais forem, sou muito céptica relativamente ao transcendente e a tudo, desconfio que deve ser por ter o apelido Tomé, «ver para crer» e lá caio eu na minha herança católica, da qual estou impregnada, embora a tenha rejeitado!

Politicamente sempre fui de esquerda e embora haja uma diluição da mesma, eu tenho a minha! Não estou afecta a nenhum partido, mas aquilo que eu entendo por esquerda foi sempre a defesa do humanismo, do equilíbrio social e tudo que é correlativo a esta postura.

Tenho defeitos, dias bons e maus, mas faço questão de ser delicada, no meu relacionamento com as pessoas aprecio especialmente a boa educação.

Começou um novo ano, para mim não foi grande o «estardalhaço», mudou um dígito, considero que temos muito a mudar em nós e na postura relativamente aos outros, não de ano a ano, mas todos os dias. Desejável que no mundo em que vivemos fossem dissolvidas as assimetrias, houvesse paz em todos os aspectos e mais, e mais…todos sabemos o que está mal!..

A conversa já vai longa, mas apeteceu-me escrever isto, nem que seja para as gaivotas que vão a passar por aqui!

Na passagem de ano não vesti a cueca azul, nem saltei de uma cadeira, nem…há uma série de coisas que se fazem para o ano correr bem! Em substituição às 12 passas, agora em família são 12 grãos de romã, enfiaram-me com aquilo na mão, meti tudo à boca e nem desejei nada!..Promessas e desejos, surgem nos momentos oportunos!..

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

HIP...HIP...HURRAY



Nestas últimas horas de 2010, decidi passá-las de uma forma absolutamente lúdica...apesar de...
Amanhã é o primeiro dia dos 365 para pensar no CASO, mesmo não querendo pensar, o que hei-de fazer?!...

Meus amigos e minhas amigas, peguem na taça de champanhe ou no que gostarem e saudem à vida, a vida tem coisas boas e coisas más e sempre há-de ter!...
Beth, Glorinha, Alexandre, Norma, Sandra, Laura, Bombom, Licas, Maria, Chica, Teresa, Manuela, Marli, Zélia, Ema, Manuel, Carlos, Nes, Duarte, Ana Paula, Austeriana, Manuela, Socorro, Lídia, Karla, Gi, Eliane, Lúcia, Luma,Tati, Cris, Regina, Gilberto, Macã, Nilce, Malú, Profex, Astrid, Fátima, Luís, Ná, Maria Letra, Graça, Me, Helena, Pedras Nuas, Ana, São, AC, Brancaflor, Lila...e agora..e agora...não me lembro de momento...a todos, a todos, que têm sido tão especiais para mim e que nem sei como agradecer!...

HIP...HIP...HURRAY...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A QUEM INTERESSAR...

«PARTILHA, CUMPLICIDADE & AMIZADE» DESEJA AOS SEUS CLIENTES FORNECEDORES E AMIGOS UM BOM NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO, AGRADECENDO TODAS AS ATENÇÕES DISPENSADAS. A EMPRESA VAI FECHAR PARA BALANÇO E ABRE AS PORTAS EM JANEIRO DE 2011. NESSA DATA SERÁ UM PRAZER RECEBÊ-LOS COM O LEMA HABITUAL: «UMA PALAVRA AMIGA E UM SORRISO».



Deixando as brincadeiras de lado, estou a precisar de férias ou por outra estou a precisar de tempo para me concentrar noutros trabalhos. Este ano, no mundo virtual conheci pessoas muito enriquecedoras e surpreendentes, com grandes potencialidades humanas e que foram preenchendo os meus dias com prestações variadas de muito interesse. Obviamente que no leque de pessoas com quem troco opiniões, há algumas mais, mais…Não vou citar nomes, porque essas pessoas sabem quem são e são mesmo essas, que me fizeram ultrapassar certos dissabores que o blogue também me deu!


O MAIOR DOS ABRAÇOS, o desejo de PAZ, SAÚDE E AMOR
SEMPRE!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VAMOS AO CIRCO? VAMOS!...

(Desconheço o autor deste quadro näif)

Indissociável nesta data é para mim o circo. Em miúda não podia faltar uma ida ao circo. Estou a ver-me com o meu casaco vermelho, com um carapuço enfiado na cabeça, daqueles que tapam as orelhas e só se vê a cara. Em miúda andava sempre doente e a minha mãe enchia-me de roupa, depois fui operada à garganta e ao nariz e fiquei bem.  Vi grandes companhias, o grande empresário dessa altura era o Rocha Brito, um senhor já idoso, mas com muito «charme», andava sempre com uma camélia branca no casaco. Eu adorava ir ao circo, como diz José Régio num poema «No circo cheio de luz, há tanto para ver!..». Ficava fascinada e vinha de lá carregada de sonhos: cruzar os ares, brincar com os animais, fazer as pessoas rir e depois aquelas acrobacias difíceis e malucas! Um espanto! No intervalo havia chocolates, rebuçados e algodão doce, que me deixava toda besuntada e todos diziam: «não me toques, não me toques»!



O prazer de ir ao circo perdurou em mim e depois lá chegou a altura de levar os meus filhos e continuo a ir ao circo e não me importo nada de ir ao circo mais pobrezinho, o que é montado num descampado e me faz lembrar os filmes de Fellini. Considero que a vida daquelas pessoas não é fácil e precisam de ser ajudadas.


Entretanto o circo mudou, apareceu por cá, por exemplo, uma Teresa Ricou (excelente mulher-palhaço) com novas ideias e fundou uma escola de circo e começou, a par do circo clássico a surgir o circo mais à base da acrobacia e pantomina o «boom» circense surgiu com o espantoso Cirque du Soleil, um expoente de magia e sonho!

AOS CIRCOS CLÁSSICOS, QUE CHEGAM, MONTAM A TENDA E JUNTAM EM RODINHA AS CARAVANAS ONDE VIVEM, DEIXO AQUI AS MINHAS HOMENAGENS, NÃO SÓ PELO SEU TRABALHO, COMO TAMBÉM PELAS RICAS MEMÓRIAS QUE ME DEIXARAM.

domingo, 19 de dezembro de 2010

ONTEM UM DIA RADIOSO DE SOL, HOJE UM DIA QUE ANUNCIA CHUVA...E FRIO, MUITO FRIO...

PASSEANDO NO PASSEIO ALEGRE…




[A música nada tem a ver, é apenas uma música que gosto de ouvir: It's oh so quiet da Lisa Ekdahl]

sábado, 18 de dezembro de 2010

QUANDO ELES NOS DEIXAM...

PORQUE TODOS JÁ TIVEMOS ESTA EXPERIÊNCIA, PORQUE ESTA CRÓNICA ME FEZ SORRIR, PORQUE SOU GRANDE APRECIADORA DESTA JORNALISTA E ESCRITORA, QUE SE TEM DEDICADO  ESPECIALMENTE À LITERATURA INFANTIL...NÃO POSSO DEIXAR DE INSERIR AQUI ESTA CRÓNICA, PUBLICADA ONTEM NO JN-JORNAL DE NOTÍCIAS...

Entro na sala, e é como se tudo faltasse só porque ele falta. Desde ontem que ando para aqui sem saber o que fazer, abro portas, fecho portas, olho em volta, como se isso chegasse para o fazer voltar a casa. Foi a primeira vez que passou a noite fora. E sem aviso. Ligo às amigas, na tentativa de um consolo, de uma palavra de conforto. Para isso é que se inventaram as amigas.
Nada feito.
Riem-se de mim. Deve ser a isto que se chama "solidariedade feminina".
"Cinco anos, dizes tu? Aguentou cinco anos? Meu Deus, mas isso é uma eternidade! O meu não aguentou nem dois!
"E o meu? Ao fim de um ano, adeusinho!"
Estremeço.
Nem me passa pela cabeça que ele não vai voltar.
Elas voltam a rir.
"Até pode ser que volte, não digo que não, mas vais ver, nunca mais te entendes com ele...Vem mudado, com uma linguagem diferente..."
Desligo o telefone.
A minha filha também não me ajuda:
"Ó mãe, não penses mais nisso, procura mas é um novo...
"Tu não me digas uma coisa dessas! Ele vai voltar"
"Isso é o que dizem todos"
Tento ocupar o tempo - mas sem ele é impossível.
Sem ele não consigo ouvir música.
Nem ler um jornal.
Nem partilhar histórias.
De cada vez que olhava para ele, tinha a certeza de que havia de viver o resto da minha vida ao seu lado.
A minha filha ria-se, porque esta tinha sido uma relação assumida muito tarde.
"Quem te viu e quem te vê... - murmurava ela - "Ao princípio, quando toda a gente te falava nele, zangavas-te, juravas que nunca iria entrar na tua vida...E agora..."
E agora - oh felicidade! - ouço a campainha da porta, é ele que volta, eu tinha a certeza.
Reconheço-o imediatamente, ainda antes de abrir a porta do elevador, e a minha vida volta a ter razão de ser, enquanto oiço a voz do homem que me diz:
"Prontinho, aí o tem de volta, formatei-lhe o software, instalei-lhe mais uns programas, mais um antivírus profissional, e está com três gigas. Com as deslocações, são 170 euros, mais IVA."

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QUANDO ME LEVANTEI, O TERMÓMETRO MARCAVA 0 GRAUS E NESTE MOMENTO 6, MAS O DIA É DE SOL, VOU AREJAR AQUI PARA QUALQUER ESPLANADA VIRADA PARA O OCEANO.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2010, SKÁRMEDA, NERUDA...

Os jornais e as revistas, já começaram a fazer o balanço dos acontecimentos de 2010. Nesses acontecimentos predominam as tragédias naturais e que não são tão naturais assim, porque há factores motivados pelo homem de graves consequências e que deviam ser evitados com carácter de urgência. A ecologia está sempre na ordem do dia.



Problemas ecológicos, capitalismo selvagem, desequilíbrio social, crise económica são problemas que estão interligados e como tenho lido o que urge é encontrar um novo modelo social. Muita gente influente está consciente disso, mas partir para a prática é que é muito complicado, de tal maneira os interesses estão instalados!


Enfim isto é uma conversa diária que incomoda muito boa gente e não vou por aí. Nos dias que vou vivendo vou filtrando o que melhor a vida me pode dar.



Podem ser coisas bem simples e de simples serem bastante enriquecedoras, como foi para mim a entrevista de Antonio Skármeda, que veio a Portugal apresentar um novo livro. É um homem de grande experiência pessoal e cultura, é um homem de afectos. Quem não se lembra de «O Carteiro de Pablo Neruda», foi um filme arrebatador para muitos, assim como o livro em que se baseou de Skármeda. Inevitavelmente veio à conversa Pablo Neruda e eu «Confesso que vivi» muita poesia de Neruda e continuo a «viver». É de facto um dos meus poetas preferidos. 
Amigo


1. Amigo, toma para ti o que quiseres,
passeia o teu olhar pelos meus recantos,
e se assim o desejas, dou-te a alma inteira,
com suas brancas avenidas e canções.
.

2. Amigo - faz com que na tarde se desvaneça
este inútil e velho desejo de vencer.
Bebe do meu cântaro se tens sede.
.Amigo - faz com que na tarde se desvaneça
este desejo de que todas as roseiras me pertençam.
Amigo, se tens fome come do meu pão.
.3. Tudo, amigo, o fiz para ti.
Tudo isto que sem olhares verás na minha casa vazia:
tudo isto que sobe pelo muros direitos
- como o meu coração - sempre buscando altura.
.

Sorris-te - amigo.
.

Que importa!
Ninguém sabe entregar nas mãos o que se esconde dentro,
mas eu dou-te a alma, ânfora de suaves néctares,
.

e toda eu ta dou...
.

Menos aquela lembrança...
... Que na minha herdade vazia aquele amor perdido
é uma rosa branca que se abre em silêncio...


PabloNeruda, in "Crepusculário" Tradução de Rui Lage

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

MARCK ZUCKERBERG - PERSONALIDADE DO ANO 2010

Marck Zuckerberg, o criador da rede social Facebook, foi eleito pela revista Time como a personalidade do ano de 2010.



A revista justificou a escolha destacando a maneira com que o site alterou a forma de as pessoas se relacionarem. De facto parece algo de mágico o que acontece a nível de relacionamentos virtuais, jamais alguém pensou/sonhou com esta possibilidade de unir a humanidade. Vive-se de facto a «era do Facebook».

A ideia surgiu em 2004 quando Zuckerberg era um estudante da Universidade de Harvard.

Sobre o facebook e outras redes similares, já tive oportunidade de escrever aqui, que não utilizo e não gosto, o que desencadeou opiniões favoráveis e desfavoráveis. Cheguei mesmo a receber comentários anónimos e aproveitando a ocasião, volto a dizer que não publico comentários anónimos, não porque sejam desfavoráveis, mas porque gosto de saber quem me contacta. 


Apesar de Zuckerberg ter sido eleito pela equipe da revista,  os leitores, optaram pelo criador do WikiLeaks, Julian Assange, como a personalidade do ano de 2010.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MORREU CARLOS PINTO COELHO (1944-2010

JORNALISTA, LOCUTOR, APRESENTADOR DE PROGRAMAS E FOTÓGRAFO MUITO SE EMPENHOU PELA CULTURA. FOI MARCANTE DURANTE UNS ANOS O SEU PROGRAMA «ACONTECE», DEDICADO A TODOS OS EVENTOS CULTURAIS.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

«NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER...» ARY DOS SANTOS

Este Natal vai ser, dizem muitos, um Natal de contenção, pensando na situação em que se vive e que para o ano as coisas vão ficar ainda mais pretas, para corroborar esta ideia, a Sr.ª. Dr. Maria Cavaco Silva, disse que não ia dar prenda ao marido, o Sr. Prof. Cavaco Silva, nosso ilustríssimo Presidente da República. Fiquei a pensar que o valor dessa prenda dá para dar muitas prendas a crianças carentes, porque essas é que merecem no Natal muitas prendas, já que a dita não estará numa situação atrofiante de ter que poupar, como está tanta gente!

Frio…neve…NATAL!
Apreciando a iconografia «imaginária», há aspectos consensuais: noite fria, o estábulo, José e Maria cheios de roupa e o menino nu ou quase, deitado na palha, com os animais a aquecê-lo com o seu bafo e a adoração de pobres e poderosos. Custa-me imaginar um Natal com calor!..

Há imprecisão na data, aliás há imprecisão em tudo!

A comemoração do Natal, já vem do século IV e derivou de uma festa pagã, que os povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer "cristã". Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em Junho.

A tradição católica diz que o presépio surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais.

Sou sensível ao espírito de solidariedade e fraternidade, não num dia específico, mas durante todos os dias do ano. Como dizia o poeta Ary dos Santos: Natal é quando o homem quiser


O Natal, é muito uma festa do «faz-de-conta», como na guerra em que se faz a trégua do Natal e no dia seguinte a «chumbada» continua!
No Natal há muito alvoroço, é excessivo a mais, comida a mais, prendas a mais…não gosto do Natal actual! Em criança gostava muito, do simples Natal que viviamos, mas agora já muitas pessoas me faltam! O encantamento do Natal só é plenamente sentido pelas crianças e claro temos que fazer para que isso aconteça! Não é fácil!..Não tenho netos, mas lembra-me o que eu passava com os meus filhos com as prendas de Natal! Sempre fui contida e eles pela publicidade queriam este mundo e o outro! Eu notava nos seus rostos, que gostavam, mas queriam mais e nessa altura socorria-me dos lugares comuns habituais! Cresceram e o assunto ficou resolvido porque começaram a compreender melhor a vida!



A reunião familiar é muito agradável, mas durante alguns anos, era um problema, quando as pessoas se incendiavam falando de política, não dava para zanga, mas os debates eram um bocado inconvenientes, era preciso ter em atenção as sensibilidades! A não pode ficar à beira de C, nem X à beira Y! Todos iam com espírito de boa vontade e tolerância, mas às duas por três, lá vinha a política, até aprendermos a ser um pouquinho mais democratas! Hoje as sensibilidades estão mais consentâneas, no vale de queixumes, que todos têm para desabafar, mas nesse dia também não é bom para isso!


Quantas pessoas não ouço dizer: o meu desejo era dormir e só acordar no ano que vem! Não é que eu penso exactamente o mesmo!?..


Penso, mas de forma alguma iria decepcionar as pessoas que me são queridas! Vou fazer a árvore de Natal, os enfeites, que não são muitos, vou também fazer o bacalhau/polvo cozido com os legumes e a doçaria habitual… Claro que é muito bom reunir a família e como não pode ser toda, irei desejar pessoalmente um bom Natal aos mais chegados, com quem não estarei. E depois também haverá prendas, mas nada de supérfluo. É bom pensar no desperdício e poder levar o Natal aos mais próximos que fazem das ruas a sua casa ou vivem em casas muito degradadas! A miséria está ao nosso lado!


Espero que este espírito se sobreponha ao consumismo exagerado, mas claro também é preciso comprar alguma coisa e aqui vem o outro lado da questão, o comércio precisa de vender e há postos de trabalho a defender!..


BOAS FESTAS PARA TODOS

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

JULIAN ASSANGE – WIKILEAKS – FIGURA DO ANO 2010


O australiano Julian Assange, aos 13 anos, recebeu da mãe um computador e nunca mais largou o mundo da informática. Com apenas 15 anos, em Berlim Ocidental conheceu e juntou-se a um grupo de hackers. Este grupo conseguiu violar os sistemas de segurança militar norte-americanos e vendeu os segredos ao KGB.



Regressou à Austrália e foi preso por 30 crimes informáticos. A vida foi muito complicada para Assange, até que rebentou a «bomba», a divulgação de documentos secretos, no seu site Wikileaks, que se iniciou com 390 mil documentos sobre a guerra no Iraque e a partir daí outros surgiram e outros vão surgir. Em Portugal trouxe à discussão os voos da CIA e presentemente o presidente do BCP é acusado de ter dado informações aos norte-americanos sobre o Irão.


O alvo preferencial de Assange são os Estados Unidos, mas as implicações são mundiais e a quem serve Assange? As especulações são muitas e é um tema de debate a nível mundial, por isso ele foi considerado a figura internacional de 2010. Assange/Wikileaks é visto, como o terceiro maior ataque à América, depois dos atentados de 2001 e da crise financeira de 2008.


Assange desde os 15 anos vive com a recordação do destino trágico do seu amigo Karl Koch em 1989 e acossado entregou-se às autoridades inglesas, entretanto o caso evoluíu e vai dar muito que falar em 2011.

domingo, 12 de dezembro de 2010

À BETH, À GLORINHA E A QUEM INTERESSAR...

Dedico especialmente este post a duas amigas especiais da blogosfera, À BETH (MÃE GAIA), porque me ensinou a fazer umas novidades, que me têm entretido, não só os mosaicos, como a visualização de slides, que é o que eu vou postar.

[Beth não está famoso, porque me custou a ordenar devidamente as fotos, vou tentar melhorar. Também te dedico estes dois conjuntos de slides, porque há tempos me pedias para publicar fotografias de Roma, mas eram tantas, que assim é muito mais fácil de ver.]



E à GLORINHA (CAFÉ COM BOLO) porque ela ama Roma, consequência de uma costela italiana, porque a outra é portuguesa.


Desejo que possam apreciar e que relativizem as falhas que ainda não consegui ultrapassar.


Aos outros meus amigos, peço desculpa, mas durante os últimos dias não tive tempo para os visitar. De seguida vou pôr a escrita em dia!

VATICANO (BACH - Chorale Partita for organ «SEI GEGRÜSSET, JESU GÜTIG)

Para mim o grande interesse da Itália è a arte e foi isso que me mobilizou a visitar os museus e a catedral. Há pessoas que costumam dizer: «eu não vou ao Vaticano, aquilo é uma provocação à miséria!» Pois é, mas o meu único móbil foi a arte! Quem aprecia a arte se for a Roma, não pode deixar de visitar o Vaticano.



PASSEANDO POR ROMA COM FUNICULI FUNICOLÁ CANTADO POR PAVAROTTI


Outro aspecto que me mobilizou a ir a Roma, foi precisamente a História, as ruínas da Civilização Romana. Roma, para além destes interesses é uma cidade agradável para se passear a pé, andando pelas suas muitas piazzas, vias, ruas e ruelas, onde pulsa o cosmopolitismo.