Há já longos anos que a cidade de Matosinhos se tem pautado por valorizar de forma especial a Cultura, em todos os seus aspectos e de forma acessível para todos.
Com um protocolo entre a Câmara e a Fundação Gerardo Rueda, abriu o Centro de Arte Moderna, com obras significativas de Rueda. Integrados nesta mostra também podem ser vistas obras de Tápies, Miró, Fernando Zóbel, Millares e Saura, assim como dos portugueses, Alberto Carneiro, Skapinakis e especialmente Noronha da Costa.
Gerardo Rueda é considerado um dos maiores artistas da segunda metade do século XX, com representação nos maiores museus do Mundo.
http://www.gerardorueda.org/index.php?in=1&bi=2
Como grande coleccionador de arte, são apresentados alguns quadros da sua colecção, o mais valioso é um quadro de Millares, avaliado em 900 mil euros.
Cesária Évora (Mindelo, 27 de agosto de 1941 - Mindelo, 17 de Dezembro de 2011), também conhecida como «a diva dos pés descalços», foi a cantora de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora foi maioritariamente relacionada com a morna, por isso também foi por vezes apelido "rainha da morna".
De todos os cantos do mundo Amo com um amor mais forte e mais profundo Aquela praia extasiada e nua, Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. Espero Espero sempre por ti o dia inteiro, Quando na praia sobe, de cinza e oiro, O nevoeiro E há em todas as coisas o agoiro De uma fantástica vinda. As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim.
Dia do mar no ar Dia do mar no ar, construído Com sombras de cavalos e de plumas Dia do mar no meu quarto-cubo Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam Entre o animal e a flor como medusas. Dia do mar no ar, dia alto Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens. Barcos Dormem na praia os barcos pescadores Imóveis mas abrindo Os seus olhos de estátua E a curva do seu bico Rói a solidão.
Praia
As ondas desenrolavam os seus braços
E as brancas tombam de bruços.
Lusitânia
Os que avançam de frente para o mar
E nele enterram como uma aguda faca
E proa negra dos seus bracos
Vivem de pouco pão e de luar.
Ondas Onde-- ondas-- mais belos cavalos Do que estes ondas que vóis sois Onde mais bela curva de pescoços Onde mais bela crina sacudida Ou impetuoso arfar no mar imenso Onde tão ébrio amor em vasta praia.
Melancolia, é um dos melhores filmes estreados em Portugal este ano, no entanto divide e muito a crítica.
Melancolia, de Lars Von Trier, tem bem presente a ausência, o vazio absoluto, a rejeição da vidae por outro lado o medo, a angústia, perante um fim iminente.
Lars Von Trier começou o filme em câmara lenta, tendo como fundo a música de Wagner, esse início é demasiado perturbador.
O filme divide-se em duas partes. Na primeira, a melancolia é um estado de espírito que domina Justin, que sofre de psicose. Passa-se num ambiente festivo, o seu casamento e lentamente vamos percebendo como a personagem está insegura, como há uma deterioração não só familiar, como também na sociedade que nos é dado apreciar, forçando uma felicidade frágil, pouco convincente.
Na segunda parte Melancolia é um planeta à deriva no espaço, que ameaça chocar com a Terra, que torna Justin (Kirsten Dunst que contracena com Charlotte Gainsbourg, com interpretações notáveis) a mais sã das dementes e nos confronta com esse vazio. Não há consolação para a iminência do fim absoluto, uma esmagadora vitória do vazio sobre a existência.
O filme não se esgota nestas poucas palavras, é um filme incómodo e motiva muito questionamento.
Em tempo de chuva vou andando e divagando pela internet, muita poesia, muita música…aqui e ali... Depois de dois concertos de Mahler fui procurar Alma, que tanta influência exerceu no compositor.
Assim me afasto de uma paisagem onde paira o desânimo... são intervalos de sair e voltar! Quem consegue esquecer o que pesa e parece não ter solução visível? Nesta circunstância são as leituras, a música, o belo que se encontra na paisagem, o calor de um olhar, o conforto de um abraço, afinal grandes coisas que nos sustem os desânimos e a muita indignação que sinto. No meu pensamento a questão mais pertinente é que estamos ainda no princípio ou num continuum com muito ainda de alienação e que a evolução presumida, mas não vista, vai ser…não sei! Olho a paisagem muito cinzenta, há dias que não vejo o azul do céu!...
ALMA
Alma, foi considerada a mulher mais bonita de Viena, onde nasceu em 1879. Filha do pintor Emil Schindler.
Emil Schlinder
Privou num contexto familiar privilegiado, com conhecidas personalidades.
Gustav Klimt, roubou-lhe o primeiro beijo.
Beijo - Klimt
O compositor, Alexander Zemlinsky, seu professor de música, foi o seu primeiro amante.
Mahler - Rodin
A decisão de casar com Gustav Mahler, 20 anos mais velho fez sensação em Viena, o preço que pagou foi ter que desistir de ser compositora, como aspirava.
Tiveram duas filhas, uma morreu com cinco anos.
Mahler compôs o tema Alma, na sinfonia nº. 6, que é muito belo.
Alma traiu Mahler com o jovem arquitecto, Walter Gropius.
Quando Mahler teve conhecimento consultou Freud, mas acabou por morrer pouco tempo depois.
As suas últimas palavras Foram: Minha Almschi.
No ano seguinte Alma apaixonou-se pelo pintor Oskar Kokoschka.
Foi seu eterno apaixonado e ao perder Alma, mandou fazer uma boneca em tamanho real com todos os íntimos detalhes, que conservou durante toda a sua vida.
Bride of the wind' - Kokoschka
Alma trocou Kokoscchka, para casar com o célebre arquitecto Walter Gropius. Tiveram uma filha que morreu em bebé e a separação acabou por acontecer.
Com cinquenta anos Alma casou-se pela terceira vez com um poeta judeu, Franz Werfel, mas com a II Guerra tiveram que fugir. Foi para França, Espanha, Portugal e depois Estados Unidos onde morreu.
FLORBELA ESPANCA ( Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 - Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930) , baptizada como Flor Bela Lobo, poeta portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, também vistos na sua poesia carregada de erotização, feminilidade e panteismo.
Poemas ditos poe EUNICE MUNOZ, que recentemente foi homenageada pelos seus 70 anos de palco.
Aliado ao perigo islâmico contra o Ocidente, há um outro perigo em todo o mundo, a internet. Será que a internet poderá virar o mundo do avesso, com um ataque em massa dos hackers?
Especialistas em segurança informática dizem que há um «exército» de jovens, conhecidos por «script kidies», a ajudar os hackers com conhecimentos mais profundos, pertencentes aos movimentos, Lulsec e Antisecpt, que têm feito um apelo generalizado a ataques a sites de instituições portuguesas. Um outro movimento organizou-se para apoiar a realização de ataques, que vão ter o seu ponto alto, sexta e sábado.
Um especialista diz que são ataques «desgovernados» e configuram grandes perigos, não só deixam as páginas inoperacionais, como podem manipular e sacar dados.
Estes grupos têm ligações a organizações internacionais radicais. Especulando e, especular tornou-se um verbo recorrente, poderemos ter uma TERCEIRA GUERRA, desencadeada via internet? Não liguem, ando muito cismática com tudo que está a acontecer!!
Presidente do BES acusa agências de rating de se moverem por "objectivos políticos"
Negócios
07/12/11, 15:55
OJE/Lusa
O presidente do BES considera que a ameaça da Standard & Poor's baixar a notação da dívida pública de quinze países do euro "é a prova provada de que as agências de rating também se estão a mover por objectivos políticos".
A decisão da agência norte-americana de notação, em vésperas da realização de um conselho europeu considerado fundamental para a sobrevivência da moeda única europeia e de uma solução mais abrangente para a crise das dívidas soberanas, foi considerada por Ricardo Salgado "mais do mesmo".
"Desde a primeira hora, primeiro trimestre de 2010, manifestei-me contra algumas atitudes das agências de rating. E esta é a prova provada de que as agências de rating também se estão a mover por objectivos políticos e não estritamente financeiros em relação às avaliações dos riscos. Isto é uma intervenção política via agências de rating", acusou o banqueiro, à margem da entrega dos prémios da 7.ª edição do concurso BES Inovação.
Ricardo Salgado considerou, em relação ao conselho europeu desta semana, que "é bom termos grandes expectativas, porque se não conseguirmos dar um passo qualitativo importante em frente será muito mau para a Europa".
Sobre algumas propostas do eixo franco-alemão para a reforma dos tratados europeus, designadamente a de inscrever nas constituições nacionais limites para a dívida pública e para o défice, o presidente do BES lembrou que "havia compromissos e esses compromissos não foram cumpridos. Por vários países, entre eles pela própria Alemanha. É preciso não esquecer que a dívida em relação ao produto interno bruto (PIB) na Alemanha ultrapassou os 80 por cento e não os 60, que era o limite".
Ricardo Salgado sublinhou, por outro lado, que "a grandíssima maioria dos países está fora dos objectivos, de maneira que é natural que haja algumas medidas que obriguem a uma maior atenção".
Entre estas, saudou a inscrição na Constituição de um limite para a dívida, que "valeria a pena, sim", mas não o limite do défice. "O limite do endividamento posso compreender, o défice não porque é um instrumento de política económica e financeira de um país", sustentou.
O banqueiro reiterou, finalmente, as críticas que tem vindo a fazer ao Banco Central Europeu (BCE), considerando que "não está a desempenhar as funções completas de um banco central". O BCE "tem que trabalhar no mercado com maior profundidade em termos de aquisições dos títulos da dívida pública e da cedência de liquidez", afirmou.
HOJE ALGUÉM ME DIZIA: ESTOU PREOCUPADO, SERÁ QUE SEGUNDA-FEIRA OS BANCOS VÃO ABRIR SE ACABAR O EURO???????