«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O QUE SE VÊ...REVÊ...E NÃO CANSA...

«O LEOPARDO» do realizador Luchino Visconti, baseado no romance homónimo de

Giuseppe Tomasi di Lampedus, de onde saíu a célebre frase:

 «É preciso que tudo mude, para que tudo fique na mesma»

«LA STRADA» do realizador Federico Fellini

O que estes filmes têm em comum é a música composta por NINO ROTTI, que foi presença constante nos filmes de Fellini, mas também colaborou com muitos outros realizadores: Visconti, Zeffirelli, Monicelli, Coppola, Clément...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

EM FÉRIAS PASSANDO POR AQUI...

VILA DO CONDE
 ( Para quem se interessa por História)



Capela de Nossa Senhora do Socorro
Implantada sob um maciço rochoso sobranceiro ao rio Ave, a Capela de N.ª Sr.ª do Socorro apresenta uma arquitectura peculiar, com uma planta quadrada, coberta por uma abóbada. Destaque para a decoração interior de belíssimos azulejos do século XVIII, representativos da vida de Cristo, bem como para o retábulo de estilo rócócó.
Foi mandada construir por Gaspar Manuel, cavaleiro professo da Ordem de Cristo e piloto-mor das carreiras da Índia, China e Japão e por sua mulher Bárbara Ferreira de Almeida, que aí se encontram enterrados.
 Praça D. João II ...dos Descobrimentos
A Praça D. João II em Vila Do Conde, foi inaugurada em 2001, considerada uma praça-monumento, é uma obra do escultor José Rodrigues e a mesma foi concebida para memorizar os 500 anos dos Descobrimentos Portugueses, a importância de Vila do Conde como importante porto régio no século XV.  Homenageando também marinheiros, calafates e carpinteiros navais. Esta praça é marcada pela afirmação vertical de um mastro e do velame de nau sulcando ondas geométricas, com uma sereia pontuando um mar encantado e onde o firmamento se espelha.

Rotas de aventura. Instrumentos de navegação e relógio de sol. Esferas lembrando o universo sideral. A força dos padrões traduzindo a presença dos portugueses nos cinco continentes. A água, fonte da vida, como o sangue dos marinheiros que levam naus e caravelas a sulcar «mares nunca dantes navegados».






Nau Quinhentista
No projecto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da Construção Naval em Vila do Conde, é um precioso complemento a construção da réplica de uma nau. Para além de um importante elemento de atracção turística e lúdica, tem uma função pedagógica. Construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.


A nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de alto bordo, com uma relação de 3:1 entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, com três e dois pavimentos, respectivamente, cuja arquitectura se integra perfeitamente no casco; arvorava três mastros, o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino.

A nau, assim concebida, satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida até então nas navegações portuguesas. As viagens para a Índia eram tão longas, que forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer pontos de apoio. Acrescia o factor comercial: o comércio das especiarias implicava o transporte de uma carga valiosa, mas volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação.

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau apresenta os camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo. 







quarta-feira, 3 de agosto de 2011

EM BUSCA DO PALÁCIO DAS SEREIAS E VAGUEANDO PELAS VIRTUDES...

Este post em jeito de despedida, vai ser dedicado  a todos os meus mais assíduos seguidores e especialmente ao meu conterrâneo, Armando Sousa Sousa e família, que sempre me tem dado incentivo a nível do blogue e aprecia especialmente as publicações que faço sobre o Porto.
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Mesmo vivendo no Porto há longos anos há sempre sítios a descobrir. A cidade não é grande, os seus limites até são bastante apertados relativamente ao seu crescimento, o que motivou a sua expansão entrando por outras cidades. Numa das partes da cidade, zona histórica há um emaranhado denso, uma «floresta» a descobrir. Para quem conhece o Porto, indo pela marginal, junto à antiga Alfândega, hoje museu dos transportes, local de exposições, concertos e congressos, vê lá no alto um palácio antigo. Este palácio tem o nome do Palácio das Sereias, devido a duas exóticas e gigantescas sereias que ladeiam o portal. Nunca tinha estado naquele sítio e queria ver aquilo por perto. Meti-me pelo emaranhado de ruelas, vielas, escadinhas e foi mesmo chegando à Rua da Bandeirinha (a bandeirinha por causa da peste) que fui lá ter.
O edifício foi construído em meados do século XVIII, para residência da família Cunha Portocarrero, num local onde se situou uma antiga judiaria, os judeus tinham que viver fora do cerco amuralhado da cidade. A família Portocarrero, cujo brasão está na frontaria da casa, abandonou o palácio em 1809, numa altura em que populares chacinaram o seu filho por o julgarem envolvido com os invasores franceses. O palácio esteve fechado até 1955, passando depois a funcionar como um colégio, até hoje.


No largo fronteiro à casa uma pirâmide em granito servia de suporte à bandeirinha de saúde, que marcava o limite de atracagem de barcos em tempo de peste.
Continuando, por sítios mais conhecidos, fui ter à Rua das Virtudes, onde se encontra um alto paredão, com algumas casas e por cima o Hospital de Santo António, o mais antigo da cidade e em frente o Jardim das Virtudes, em socalcos. Continuando encontrei a Árvore, uma cooperativa fundada por artistas plásticos, direccionada para o ensino artístico, local de muita intervenção cultural e política, do período salazarista até hoje. Perto vê-se o Palácio da Justiça. Prosseguindo chega-se ao Passeio das Virtudes. Este paredão/varandim para o rio foi construído no séc. XVIII e o local tornou-se um dos jardins públicos da cidade. A alameda permite uma excelente perspectiva sobre o rio até à barra. Em primeiro plano vê-se a Fonte das Virtudes e, logo, os socalcos que descem até S. Pedro de Miragaia.

UMA CANÇÃO INSPIRADA NO PORTO POR UM CANTOR QUE MUITO APRECIO, PEDRO BARROSO. 

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OBRIGADA A TODOS PELA ATENÇÃO, SIMPATIA E CARINHO, ESTOU A PRECISAR DE FÉRIAS...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

DE CAMILO CASTELO BRANCO A MARIA LÚCIA LEPECKI...

 Os grandes escritores nunca morrem, podem ficar a invernar, mas de um momento para o outro, podem ressurgir em toda a sua plenitude! Este é o caso de Camilo Castelo Branco, um escritor que retratou bem a sua época e que abordou temas que sempre estarão presentes na vida das pessoas em geral, mudam os contextos, mas a condição do homem não muda!
MISTÉRIOS DE LISBOA, foi relanceado num excelente filme de Raol Ruiz. Está ultrapassado? Nunca estará na sua abordagem de conflitos sentimentais!
Sou uma apreciadora de Camilo, de alguns dos seus romances, da saga que ele próprio viveu, mas não sou uma especialista e aqui é de toda a pertinência referir Maria Lúcia Lepecki (1940-2011), que morreu a semana passada. Foi uma especialista da obra de Camilo, mas também uma pessoa muito entendida na cultura portuguesa (séc. XIX-XX), como professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ensaísta e crítica literária. Também me transmitiu conhecimentos importantes através de várias revistas e jornais, onde colaborou.



Maria Lúcia Lepecki, nasceu em Araxá, Minas Gerais. Licenciou-se na Universidade de Minas Gerais e depois doutorou-se com uma dissertação sobre Camilo Castelo Branco: «SENTIMENTALISMO: CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DA TÉCNICA ROMANESCA DE CAMILO».
Ganhou o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores (2004) pela obra: « Ensaios de retórica e de interpretação».
Em 2000, foi agraciada com o grau de comendadora da Ordem de Santiago da Espada.
Em 2008, por ocasião do encontro literário «Correntes d´Escritas», na Póvoa de Varzim, Maria Lúcia Lepecki manifestou-se publicamente contra o novo acordo ortográfico. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

POR ONDE ANDA A FAMOSA ARCA DE FERNANDO PESSOA?

A arca, onde Fernando Pessoa, guardou poemas, cartas e livros, foi arrematada em leilão, em 2008, em Lisboa, por 50.000 euros, por um coleccionador particular e «estará no norte do país», disse o especialista na obra de Pessoa, Nuno Hipólito, autor do livro «As mensagens da Mensagem».
Nuno Hipólito pretende que o Estado compre a arca e a exponha ao público, para isso lançou uma petição na Internet.
O gabinete do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, confirmou que não sabia do paradeiro da arca: «O seu paradeiro como se compreende, não é do conhecimento da Secretaria de Estado da Cultura»!..




Eu não estou bem ao corrente da razão porque a arca de Fernando Pessoa foi a leilão! Considero que a mesma devia ter sido logo adquirida pelo Estado...fiquei realmente confusa ao ler a notícia do desconhecimento onde ela se encontra...confusa e piurça (não vem no dicionário, mas quer dizer: danada, revoltada, indignada...por aí...)!...