«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

U.E. – A GRANDE UTOPIA



U.E. foi a melhor e a mais atraente utopia política, um «magnificent concept», para muitos. Este processo de integração europeia, começou a ser construído na ressaca da II Guerra Mundial, inspirando-se na Paz, mas as lideranças atuais são tacanhas, fechadas, medíocres, sem a determinação fundadora de um Adenauer, Schuman, De Gasperi ou de estadistas como Helmut Kohl, Mitterrand, Delors, Willy Brandt, Schmidt.
As causas da crise, iniciaram-se com a crise económica global da falência do banco de investimento americano Lehman Brothers e o seu efeito dominó em outras instituições bancárias, mas outro aspeto há a considerar: o endividamento público elevado de certos países, casos de: Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda. A União Europeia, não soube coordenar, nem resolver essa situação e as consequências são evidentes: fuga de capitais de investidores, escassez de crédito, aumento do desemprego, descontentamento popular com as medidas de redução de gastos, como forma de conter a crise, diminuição nos «ratings», dos países e bancos mais envolvidos na crise,  queda ou baixo crescimento do PIB, contaminação para países fora do bloco, que mantêm relações com a União Europeia.
A crise pode, de acordo com alguns economistas, causar recessão económica mundial.

A Europa caminhou para preocupações medíocres, falta de visão democrática, liderança pedante, muito longe do processo inicial de integração europeia, indo beber dos mesmos males de que sempre padeceu o Continente: egoísmo e divisão e esta situação pode bem levar a outra guerra.

Não se pode negar de todo a possibilidade desse risco, pensemos no caso da Jugoslávia, uma federação supranacional que se desagregou, cujos povos viviam em comum e que se mataram uns aos outros!
Num continente que viveu em guerra permanente até à 70 anos, a U.E., quis trazer paz e prosperidade, assim como democracia a vários países. A ideia baseava-se numa igualdade, apesar dos países não terem a mesma situação económica, mas igualdade de direitos políticos. Atualmente um país dita as regras do jogo, a Alemanha e Merkel diz: os países que estão a ser assistidos ou aceitam as regras do jogo que eu vou ditar ou acabou-se a assistência. Essas regras, referindo por exemplo a situação em Portugal, levam a que o orçamento de estado seja aprovado primeiro em Berlim e depois na Assembleia da Republica portuguesa. Merkel tem revelado egoísmo e tomado medidas fracas e retardadas, quando se espera uma atitude corajosa, ousada e empreendedora, reconstruindo a esperança de uma EUROPA/CASA COMUM.
A situação está complicada com a ditadura dos mercados, seria necessária uma vontade política forte para que os países se consertassem e fosse possível controlar os mercados. A ditadura dos mercados consiste em criar um círculo vicioso, criando medidas de austeridade, que levam os países à recessão e depois juros mais altos e mais crise! Um caminho para o abismo!
Toda a gente antevê o fim da União Europeia e ninguém faz nada! Para muitos a Europa, união de países a 27 tem os seus dias contados. A ideia de uma Europa Unida acabou e salve-se quem puder!

Portugal, pequeno país periférico, sempre tão dependente, irá sobreviver à crise e às medidas draconianas da Troika (Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI))? O futuro parece bastante negro, com políticos fracos e sem qualidades, plenamente subservientes à Srª Merkel. As manifestações proliferam, a contestação aumenta dia a dia, Portugal que futuro?


m.s.


1 comentário:

Pedrasnuas disse...

Olá, aqui tens uma boa reflexão, devias colocar o tema no face...a U.E. é mesmo uma grande utopia. Beijinhos