«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 14 de junho de 2013

O LABIRINTO DA SAUDADE


Um dos livros mais considerado de Eduardo Lourenço é, «Labirinto da Saudade», onde fazia uma identificação dos portugueses. Livro de 1988. Na reedição de 2000, Eduardo Lourenço, disse:
«Na aparência esse pais já não existe. Mudamos de estatuto histórico-político, de civilização e de ritos sociais que julgávamos, lamentando-o, características de uma sociedade quase marginal em relação aos «padrões europeus». Mudamos literalmente falando, e sem quase nos darmos conta disso, de mundo. Mudamos porque o mundo conheceu uma metamorfose sem precedentes, não apenas exterior, mas no fundo. Passamos a viver noutro planeta, caiu o muro de Berlim, deixamos de ser «potencial ou imaginariamente» senhores dos nossos destinos, houve uma avassaladora dissolução de identidades clássicas a que chamávamos nações, sobrevieram microidentidades virulentas ou superidentidades simbólicas. E sofremos o fim da civilização europeia sob o paradigma cristão e iluminista, se é lícito associar estas duas matrizes da milenária e agora defunta Europa. Como todo o Ocidente tornamos- nos, «toda o mundo e ninguém». Vocação dos portugueses de não-identidade, «aptos a ser tudo e todos, caso em que «não seriamos ninguém».


2 comentários:

Mary Brown disse...

Manuela esse livro acompanha-me há uns 20 anos e acho que todos os portugueses o deviam ler. Ele retrata o povo português brilhantemente, um povo essencialmente vaidoso que vive de aparências e compara-o com outros povos onde a simplicidde impera. Isso foi o que achei dos portugueses quando aqui cheguei e não estava enganada.Um excelente livro que aconselho a todos. Beijinhos

Manuela Freitas disse...

Li esse livro quando foi editado e agora ando a reler! Tens razão em tudo que dizes querida amiga!

Beijinhos