«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 23 de maio de 2014

"A Europa real é uma colecção de identidades que já não têm a capacidade de se viver plenamente como nações, nem a força de querer e de imaginar a futura Europa como uma nova espécie de nação"

Eduardo Lourenço de Faria (São Pedro de Rio Seco, 23 de Maio de 1923) professor e filósofo português.
Oriundo de uma pequena aldeia da Beira Interior. Mudou-se para a Guarda e ingressou no Colégio Militar, Em 1940, foi estudar para a Universidade de Coimbra e encontrou aí um ambiente aberto e propício à reflexão cultural que sempre haveria de prosseguir. Obtém a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas. Torna-se assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É nesse período que publica o seu primeiro livro, Heterodoxia (1949), que reúne uma parte da sua tese de licenciatura, O Sentido da Dialéctica no Idealismo Absoluto. Em 1949 realiza um estágio na Universidade de Bordéus. Leitor de Cultura Portuguesa, entre 1953 e 1955, nas universidades de Hamburgo e Heidelberg, exerce a mesma actividade na Universidade de Montpellier, de 1956 a 1958. Após um ano passado na Universidade Federal da Bahia, como professor convidado de Filosofia, passou a viver em França, em 1960.
Fixou residência em Vence, em 1965. Foi leitor na Universidade de Grenoble, de 1960 a 1965, e maître assistant na Universidade de Nice, até 1987, onde passou a maître de conferences, em 1986. Tornou-se professor jubilado em Nice, em 1988.
Em 1989 assume funções como conselheiro cultural junto da Embaixada Portuguesa em Roma, até 1991. Desde 1999 ocupa o cargo de administrador (não executivo) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
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Influenciado pela leitura de Husserl, Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger, Sartre ou pelo conhecimento das obras de Dostoievski, Franz Kafka ou Albert Camus, foi associado de um certo modo ao existencialismo, sobretudo por volta dos anos cinquenta, altura em que colaborou na Árvore e se tornou amigo de Vergílio Ferreira. Nunca se deixou enfeudar, a qualquer escola de pensamento, já que, embora favorável a ideias de esquerda, nunca abandonou uma atitude crítica perante essa esquerda.
Crítico e ensaísta literário, virado predominantemente para a poesia, assinou ensaios polémicos como Presença ou a Contra-Revolução do Modernismo Português? ou um particular estudo sobre o neo-realismo intitulado, Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista (1968). Aproximou-se da modernidade, da obra de Fernando Pessoa, a propósito da qual deu à estampa o volume Pessoa Revisitado (1973), ou Fernando Rei da Nossa Baviera (1986). Indiferente à sucessão de correntes teóricas, e fugindo tanto ao historicismo como a pretensas análises objectivas, a perspectiva de Lourenço influenciou já outros autores, como por exemplo Eduardo Prado Coelho e encontra-se enunciada num livro central, Tempo e Poesia (1974).
«Labirinto da Saudade», Psicanálise Mítica do Destino Português, foi um dos seus livros de maior sucesso


"A Cultura não é o lugar de revelação alguma, é apenas o lugar onde todas as revelações são examinadas e discutidas sem fim. Para que cada um de nós possa viver dessa discussão infinita do mundo e de si mesmo."

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