«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 28 de maio de 2014

UM POUCO DE HISTÓRIA E COM UMA CERTA ASSOCIAÇÃO À MUDANÇA DE PARADIGMAS!

Em 1871 Antero de Quental leu as CAUSAS DAS DECADÊNCIAS DOS POVOS PENINSULARES, incluídas nas célebres CONFERÊNCIAS DO CASINO. Antero explicou dentro do seu ponto de vista, as três razões dessa realidade.
1 - A contra reforma feita pelos jesuítas
2 - A centralização política pela monarquia absoluta, com a perda das liberdades medievais.
3 - O sistema económico criado pelos descobrimentos.

[As Conferências do Casino ou Conferências Democráticas do Casino Lisbonense realizaram-se na primavera de 1871. Foram impulsionadas pelo poeta Antero de Quental, que, sob a influência das ideias revolucionárias de Proudhon, insuflou no chamado grupo do Cenáculo (também conhecido como Geração de 70), de que faziam parte: Adolfo Coelho, Antero de Quental, Augusto Soromenho, Augusto Fuschini, Eça de Queirós, Germano Vieira Meireles, Guilherme de Azevedo, Jaime Batalha Reis, Oliveira Martins, Manuel Arriaga, Salomão Sáragga e Teófilo Braga, o entusiasmo pela sua realização. O Cenáculo reunia jovens escritores e intelectuais de vanguarda.]

As Conferências do Casino são uma réplica à anterior Questão Coimbrã,.também conhecida como Questão do Bom Senso e Bom Gosto, polémica literária ocorrida em meados do século XIX em Portugal. Contrapunha os defensores do status quo, desactualizados em relação à cultura europeia, e um grupo de jovens escritores estudantes em Coimbra, que tinham assimilado as ideias novas.

Este foi um facto histórico, destacado no dia de hoje por Sena Santos e embora a situação actual de Portugal seja bastante diferente, penso que seria muito positivo, na situação em que nos encontramos, em que todos falam em mudanças de paradigmas, existir um movimento de pessoas íntegras, desvinculadas dos partidos, que debatessem os problemas que estamos a atravessar.
Eu já estou farta de ouvir debates, em que as figuras principais são políticos ou ex-políticos, que se fizeram comentadores, mas nunca são pessoas neutras ou até mesmo os «Prós e os Contras», que põem frente a frente, os sim e os não, gerando-se uma grande algazarra e cujo final acaba por ser sempre um «nim», pouco esclarecedor. Eu sei que a Fátima Campos Ferreira, deve ter muito trabalho na elaboração do programa, mas penso, que dentro do painel seleccionado vai haver uma certa «guerrazinha» e sempre muito pouco esclarecimento.



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