«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 30 de maio de 2014

ODE À PAZ

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                               deixa passar a Vida!

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

quinta-feira, 29 de maio de 2014

«A intolerância pode ser aproximadamente definida como a indignação dos que não têm opinião.»



Gilbert Keith Chesterton, conhecido como G. K. Chesterton, (Londres, 29 de Maio de 1874 — Beaconsfield, 14 de Junho de 1936) escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico.. É conhecido como o "príncipe do paradoxo" pelo conteúdo argumentativo brilhante da sua obra. Jorge Luis Borges afirmava: "Toda a boa literatura é uma forma de alegria, e nenhum autor me deu tantas alegrias quanto Chesterton".
As suas obras de ficção ficaram conhecidas pelo humor absurdo. The Napoleon of Notting Hill e The Man who was Thursday são as mais famosas.
Li: The Man who was Thursday

«A arte vence a monotonia das coisas assim como a esperança vence a monotonia dos dias».

«Devo o meu sucesso a ouvir respeitosamente os melhores conselhos e depois fazer o contrário ».


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional, é uma organização não governamental que defende os direitos humanos.
A Amnistia Internacional foi fundada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson, na sequência de uma notícia publicada no ano anterior pelo jornal Daily Telegraph sobre a condenação de dois jovens estudantes portugueses a sete anos de prisão, por gritarem "viva a liberdade" numa esplanada no centro de Lisboa durante o regime de Salazar. Benenson apelou aos países que libertassem pessoas detidas por motivos de consciência, incluindo convicções políticas e religiosas, preconceitos raciais ou linguísticos.
O movimento foi formalmente lançado com a publicação, em 28 de Maio desse ano, no jornal The Observer, do artigo The Forgotten Prisioners, denunciando vários casos mundiais.

GOLPE DE ESTADO

Em 28 de Maio de 1926, pôs fim à Primeira República portuguesa e implantou a ditadura, que trouxe Salazar e O Estado Novo. 
A revolução começou em Braga, comandada pelo general Gomes da Costa, sendo seguida de imediato em outras cidades como Porto, Lisboa, Évora, Coimbra e Santarém. Consumado o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, Gomes da Costa desfila à frente de 13 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital.
Depois de 18 anos anos de uma república atribulada, com governos a sucederem-se a um ritmo alucinante (23 ministérios entre 1920 a 1926), a Primeira Guerra, que foi um desastre para os portugueses e uma grande crise económica.



UM POUCO DE HISTÓRIA E COM UMA CERTA ASSOCIAÇÃO À MUDANÇA DE PARADIGMAS!

Em 1871 Antero de Quental leu as CAUSAS DAS DECADÊNCIAS DOS POVOS PENINSULARES, incluídas nas célebres CONFERÊNCIAS DO CASINO. Antero explicou dentro do seu ponto de vista, as três razões dessa realidade.
1 - A contra reforma feita pelos jesuítas
2 - A centralização política pela monarquia absoluta, com a perda das liberdades medievais.
3 - O sistema económico criado pelos descobrimentos.

[As Conferências do Casino ou Conferências Democráticas do Casino Lisbonense realizaram-se na primavera de 1871. Foram impulsionadas pelo poeta Antero de Quental, que, sob a influência das ideias revolucionárias de Proudhon, insuflou no chamado grupo do Cenáculo (também conhecido como Geração de 70), de que faziam parte: Adolfo Coelho, Antero de Quental, Augusto Soromenho, Augusto Fuschini, Eça de Queirós, Germano Vieira Meireles, Guilherme de Azevedo, Jaime Batalha Reis, Oliveira Martins, Manuel Arriaga, Salomão Sáragga e Teófilo Braga, o entusiasmo pela sua realização. O Cenáculo reunia jovens escritores e intelectuais de vanguarda.]

As Conferências do Casino são uma réplica à anterior Questão Coimbrã,.também conhecida como Questão do Bom Senso e Bom Gosto, polémica literária ocorrida em meados do século XIX em Portugal. Contrapunha os defensores do status quo, desactualizados em relação à cultura europeia, e um grupo de jovens escritores estudantes em Coimbra, que tinham assimilado as ideias novas.

Este foi um facto histórico, destacado no dia de hoje por Sena Santos e embora a situação actual de Portugal seja bastante diferente, penso que seria muito positivo, na situação em que nos encontramos, em que todos falam em mudanças de paradigmas, existir um movimento de pessoas íntegras, desvinculadas dos partidos, que debatessem os problemas que estamos a atravessar.
Eu já estou farta de ouvir debates, em que as figuras principais são políticos ou ex-políticos, que se fizeram comentadores, mas nunca são pessoas neutras ou até mesmo os «Prós e os Contras», que põem frente a frente, os sim e os não, gerando-se uma grande algazarra e cujo final acaba por ser sempre um «nim», pouco esclarecedor. Eu sei que a Fátima Campos Ferreira, deve ter muito trabalho na elaboração do programa, mas penso, que dentro do painel seleccionado vai haver uma certa «guerrazinha» e sempre muito pouco esclarecimento.



sábado, 24 de maio de 2014

Bob Dylan



Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman; Duluth, 24 de Maio de 1941), cantor e compositor de música Folk.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu os seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou a cantar em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie.
Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como a melhor de todos os tempos.



Influenciou grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.




Um corpo é um corpo. Uma mulher pode ser surda, idiota, mutilada e cega e ainda possuir alma e compaixão. É isso que importa para mim."
• "Às vezes em minhas canções sou eu falando comigo."
• "Sempre fui atraído por certo tipo de mulher. É a voz, mais do que qualquer coisa. Ouço primeiro a voz."
• "Ouvir Elvis é como escapar da prisão."
• "Eu fazia canções, não eram sermões. Se examinarem as canções, não acredito que encontrem nada que digo que sou porta-voz de alguém ou de alguma coisa"

"Nada supérfluo pode legitimamente pertencer a nós, enquanto outros passam necessidades."

Um bom principio, mas nos tempos de hoje, muito longe, longe...assim pensava Jean-Paul Marat (24 de Maio de 1743 - 13 de Julho de 1793) médico, filósofo, teórico político e cientista mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa. 
Defendia, através de seu jornal L'Ami du peuple, reformas básicas para as camadas até então tidas como inferiores pela sociedade da época. A sua persistente perseguição, voz consistente e grande inteligência, conquistaram a confiança do povo e fizeram dele a principal ponte entre eles e o grupo radical Jacobino, que chegou ao poder em 1793. Por meses liderando um movimento para derrubar a facção Girondina, tornou-se uma das três figuras de destaque na França, juntamente com Georges Danton e Maximilien Robespierre.
Marat foi assassinado por Charlotte Corday, uma simpatizante dos girondinos, com uma punhalada no peito enquanto tomava banho.

Pintura: Marat - Jacques Louis David



REGRESSO AOS BLOGUES!!

Regressei aos blogues, depois de um afastamento por enfastiamento e questionando-me se o blogue é importante ou não! Claro, que é importante, segundo a importância que cada um der ao mesmo, constato no entanto, que há conteúdos sem a menor ponta de interesse, para quem lê!
Decidi agora ter como principal orientação a transmissão dos meus conhecimentos e das pesquisas que vou fazendo e, a partir deste propósito, quem quer lê ou não e obviamente que também pode questionar ou rectificar, mas por favor dispenso comentários piegas ou lisonjeiros, assim como também comentários, absolutamente afastados do assunto abordado.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"A Europa real é uma colecção de identidades que já não têm a capacidade de se viver plenamente como nações, nem a força de querer e de imaginar a futura Europa como uma nova espécie de nação"

Eduardo Lourenço de Faria (São Pedro de Rio Seco, 23 de Maio de 1923) professor e filósofo português.
Oriundo de uma pequena aldeia da Beira Interior. Mudou-se para a Guarda e ingressou no Colégio Militar, Em 1940, foi estudar para a Universidade de Coimbra e encontrou aí um ambiente aberto e propício à reflexão cultural que sempre haveria de prosseguir. Obtém a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas. Torna-se assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É nesse período que publica o seu primeiro livro, Heterodoxia (1949), que reúne uma parte da sua tese de licenciatura, O Sentido da Dialéctica no Idealismo Absoluto. Em 1949 realiza um estágio na Universidade de Bordéus. Leitor de Cultura Portuguesa, entre 1953 e 1955, nas universidades de Hamburgo e Heidelberg, exerce a mesma actividade na Universidade de Montpellier, de 1956 a 1958. Após um ano passado na Universidade Federal da Bahia, como professor convidado de Filosofia, passou a viver em França, em 1960.
Fixou residência em Vence, em 1965. Foi leitor na Universidade de Grenoble, de 1960 a 1965, e maître assistant na Universidade de Nice, até 1987, onde passou a maître de conferences, em 1986. Tornou-se professor jubilado em Nice, em 1988.
Em 1989 assume funções como conselheiro cultural junto da Embaixada Portuguesa em Roma, até 1991. Desde 1999 ocupa o cargo de administrador (não executivo) da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
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Influenciado pela leitura de Husserl, Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger, Sartre ou pelo conhecimento das obras de Dostoievski, Franz Kafka ou Albert Camus, foi associado de um certo modo ao existencialismo, sobretudo por volta dos anos cinquenta, altura em que colaborou na Árvore e se tornou amigo de Vergílio Ferreira. Nunca se deixou enfeudar, a qualquer escola de pensamento, já que, embora favorável a ideias de esquerda, nunca abandonou uma atitude crítica perante essa esquerda.
Crítico e ensaísta literário, virado predominantemente para a poesia, assinou ensaios polémicos como Presença ou a Contra-Revolução do Modernismo Português? ou um particular estudo sobre o neo-realismo intitulado, Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista (1968). Aproximou-se da modernidade, da obra de Fernando Pessoa, a propósito da qual deu à estampa o volume Pessoa Revisitado (1973), ou Fernando Rei da Nossa Baviera (1986). Indiferente à sucessão de correntes teóricas, e fugindo tanto ao historicismo como a pretensas análises objectivas, a perspectiva de Lourenço influenciou já outros autores, como por exemplo Eduardo Prado Coelho e encontra-se enunciada num livro central, Tempo e Poesia (1974).
«Labirinto da Saudade», Psicanálise Mítica do Destino Português, foi um dos seus livros de maior sucesso


"A Cultura não é o lugar de revelação alguma, é apenas o lugar onde todas as revelações são examinadas e discutidas sem fim. Para que cada um de nós possa viver dessa discussão infinita do mundo e de si mesmo."

quinta-feira, 22 de maio de 2014

ANDO MUITO AGONIADA!!!

Como os deputados justificam faltas por doença.
Sim, são os mesmos que legislaram sobre a suspensão do vencimento nos 3 primeiros dias de um atestado médico!
Alguém está surpreendido com isto?
Então alguém esperava que os rapazes( eleitos pelo povo para defender os seus interesses- leia-se do povo-) defendessem senão os "seus" interesses?
No D.R. nº 60 1ª série de 26 de Março de 2009.
Resolução nº21/2009 da Assembleia da Republica
Aprova o regime de presenças e faltas npo Plenário........
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais.
Quando for invocado o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.
8 — Para efeitos do eventual exercício....









Liberdade, Estado, Igualdade e Fraternidade, são as bases da Sociedade

Politicamente falando, não há mais do que um princípio - a soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta associação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade.

Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'


Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de Fevereiro de 1802 — Paris, 22 de Maio de 1885)

terça-feira, 20 de maio de 2014