«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ENCONTRO FELIZ!...


SERRALVES: ROBERT MORRIS:  BODYSPACEMOTIONTHINGS


 CASA ANDRESEN - ARMANDA PASSOS (RESERVAS)

ARMANDA PASSOS...UM UNIVERSO PARALELO AO NOSSO, QUE CONNOSCO TEM ALGUMAS SEMELHANÇAS, MAS QUE NÃO PERTENCE TOTALMENTE AO NOSSO MUNDO.



…/…

«O vento leva os mil cansaços

Dos gestos agitados irreais

E há-de voltar aos nossos membros lassos

A leve rapidez dos animais»

…/…


 
 .../...
«Pudesse eu não ter laços nem limites»
.../...


…/…
«Ia e vinha
E a cada coisa perguntava
Que nome tinha»
…/…

Excertos poéticos: Sophia

terça-feira, 27 de setembro de 2011

FESTA DE OUTONO - PARABÉNS SERRALVES!



Mais uma vez se realizou este evento dirigido especialmente às crianças e de uma forma mais global às famílias. Além de espectáculos de marionetas, música e teatro outras animações aconteceram, abrindo ao conhecimento todos os espaços da quinta: animais, não esquecendo os insectos, vistos á lupa e especificando características e toda uma ampla perspectiva botânica. As crianças puderam pintar, dançar, correr, pular...sorrir!

ESPECTÁCULOS: TOQUES DO CARAMULO, FESTIVAL INTERNACIONAL DE MARIONETAS, GAITEIROS DE LISBOA, MANSARDA-CIRCOLANDO

(Música deste vídeo, retirada do cd «SONS DA TRADIÇÃO RURAL» recolha de JOSÉ ALBERTO SARDINHA)

domingo, 25 de setembro de 2011

SÉRGIO GODINHO – 40 ANOS DE CARREIRA

Vim ao mundo por acaso em Portugal, não tenho pátria, sou sozinho e sou da cama dos meus pais. 
Poeta e músico, com uma marca muito «sui-generis». A sua marca, para quem o tem acompanhado, não engana!

Das suas cantigas: são arquitectadas, acoplando a forma poética à foram musical, produzindo algo que se tem que sentir, de forma consistente, mas também fluída.
Sérgio diz:  
Eu que estive quase morto no deserto e o Porto aqui tão perto…cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas…pode alguém ser quem não é…com um golpe de asa…. com um brilhozinho nos olhos... cada dia que passa é o primeiro dia do resto da nossa vida… que força é essa amigo, que só te serve para obedecer…aprende a nadar companheiro, que a Liberdade está a passar por aqui…o fascismo é uma minhoca que se infiltra na maça…

Último trabalho: MÚTUO CONSENTIMENTO.


Não carregando tanto na tecla interventiva, dos seus primeiros trabalhos, porque também é um homem de afectos, sempre revela a sua visão política. 
Em entrevista diz:
«Há tantas pessoas que andam por aí sem perceber muito bem o que está a acontecer, a tentar pensar de outra maneira ou, simplesmente, a tentar não pensar».


«Acho que se tem que responder com riqueza e diversidade ao momento presente, que está a ser muito empobrecedor. Nós temos a nossa função de comunicação, que deve ser cultural e não pode empobrecer os nossos meios de expressão. Temos que lutar, temos que dar às pessoas, meios de se enriquecerem e de se interrogarem. Devem ter uma atitude actuante. O Acesso Bloqueado fala explicitamente do momento presente, quando canto o «défice descontrolado» ou o «crédito mal aparado» ou o «desgoverno planeado» - e sobretudo quando digo «Adivinhar o presente/, isso é que é mais complicado/, tem o acesso bloqueado».


EM MÚTUO CONSENTIMENTO TAMBÉM:

«Dias úteis/às vezes pretextos fúteis/para encontrar felicidades/no percurso de um só dia//Dias úteis/são tão frágeis as verdades/que se rompem com a aurora/quem as não recomendaria/ […]//mesmo por pretextos fúteis/a alegria é que nos torna/os dias úteis […]

Acompanhei o Sérgio desde o seu apogeu como cantor de intervenção:


E Sérgio é um gaijo do Puerto!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Só se é gente quando se quer dar um passo em frente. Só se é gente quando se tem um ponto de vista próprio. Só se é gente quando se protesta. Cruzeiro Seixas

Após o famoso opúsculo/manifesto, INDIGNAI-VOS, saiu agora EMPENHAI-VOS da autoria de Stéphane Hessel. Hessel pertenceu à resistência francesa ao nazismo, foi preso e condenado à morte e foi um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 São ideias simples, claras e expressas de forma muito directa para mobilizar os cidadãos.


«A gravidade da situação ecológica, as desigualdades cada vez maiores, o egoísmo dos poderosos, a ditadura dos mercados, a violação dos valores fundamentais e tantos outros perigos com os quais nos confrontamos impõem-nos que reflictamos, que compreendamos e que resistamos».

«A nossa capacidade de indignação pode e deve levar-nos a acções construtivas, motivadas pela recusa da passividade e da indiferença. Saber dizer não. Denunciar. Protestar. Resistir. Indignarmo-nos. Desobedecer, por vezes, ao que não nos parece justo e que põe em causa as liberdades e os direitos fundamentais. Saber dizer sim. Agir. Combater. Participar na «insurreição pacífica» que nos permite dar resposta a um mundo que não nos agrada. Numa palavra: empenharmo-nos».


Outro pequeno livro que saiu, em forma de carta é de um anónimo e tem como título FALIDOS.


Trata-se de um homem que perdeu tudo e só ficou com dívidas, vítima do sistema que o foi reduzindo a ser cada vez mais um simples «drogado» do «consumismo».

Deixou tudo e agora no livro conta a sua história.
«Hoje, sentado debaixo do meu alpendre de chapa de zinco do outro lado do mundo, sem possuir absolutamente nada e, portanto, sem ninguém poder tirar-me nada, revejo todas estas cenas como grandes comédias de revista, em que os donos do mundo, os bancos, como louva-a-deus demoníacos, predadores, de mandíbulas canibais, sem outra religião para além do prazer imediato do dinheiro, despojam os clientes que acreditam ser beneficiados e matam-nos sem escrúpulos em pequenas mensalidades. Pela minha parte, optei por abandonar o inferno, perder tudo para sempre e nunca mais pagar, optei por quebrar a espiral do endividamento de loucura para a qual nos empurram o sistema bancário e os vendedores de coisa nenhuma, libertar-me da cilada deste consumo sonhado, deste pesadelo sem sentido e que arruinava a minha vida, optei por morrer em liberdade».
No fim confessa-se com «medo», fala de tudo a que se deve dizer não, apontando pistas para uma eventual saída…um grito de esperança no meio da crise.
Este livro tem prefácio de frei Bento Domingues, no qual escreve:
«Façamos objecção de consciência à economia financeira e procuremos promover uma economia política, aquela que põe no centro a responsabilidade do cidadão, a dignidade da pessoa humana – que nunca pode ser um meio -, a construção de um mundo mais justo, a busca do bem comum».

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ALIANÇA UNDERGROUN MUSEUM [SANGALHOS]


 A união de vinhos de grande qualidade, que prestigiam o mercado português e a cultura. Aproveitando as antigas caves, ao longo de 1,5 kilómetros de túneis, sete colecções de temáticas diferentes de Joe Berardo. Centenas de peças expostas pelos túneis que lembram o «tubo» inglês, com 28 estações e cinco linhas; Douro, Dão, Bairrada, Alentejo e Beiras. Cada uma das linhas referente às zonas mais importantes dos vinhos portugueses. É uma simbiose de culturas: arte e vinho.

Podem ser vistas sete colecções: arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria e cerâmica, compreendendo uma impressionante extensão temporal de milhões de anos. São colecções de peças de arte de várias origens, reunidas pelo coleccionador, com significado histórico e sentimental.





COLECÇÃO ARQUEOLÓGICA 

Conjunto de figuras em terracota com cerca de 1 500 anos, provenientes da antiga cultura Bura-Asinda-Sika da Nigéria.



ARTE ETNOGRÁFICA AFRICANA

Colecção composta por diversos objectos etnográficos que contemplam estátuas, máscaras, armas, objectos de prestígio, jóias, utensílios do quotidiano, entre muitos outros, mostrando a imaginação dos seus criadores.



 
(ENTRADA NOS TÚNEIS) 




ESCULTURA CONTEMPORÂNEA DO ZIMBABUÉ 



Acervo de escultura em pedra, que representa um novo género de arte criado numa situação de modernidade, no início da década de 1960. Reúne obras da primeira geração de artistas de Tengenenge, comunidade de escultores, que desde 1966 é parte integrante do movimento artístico. Ainda, em plena expansão, este movimento entrou já na sua terceira geração de artistas.





COLECÇÃO DE MINERAIS 




Espólio composto por várias centenas de amostras minerais provenientes, na sua grande maioria, do Brasil, dos Estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Ametistas, calcites, moscovites, distenas, variedades de quartzo e turmalinas, são apenas alguns dos muitos exemplares que podemos encontrar nesta colecção.



COLECÇÃO DE FOSSEIS 



Extraordinário património paleontológico com mais de 20 milhões de anos, dos quais constam fósseis de rinocerontes, conchas, plantas, peixes, dentes, entre outros.
Associadas a esta colecção estão largas dezenas de madeiras petrificadas provenientes da Argentina.






 

CERÂMICA DAS CALDAS 


Qualificado acervo de cerâmica das Caldas da Rainha, do chamado Período Arcaico ao Pós-Bordaliano. Composta por peças raras e originais, reúne cerâmica tradicional do século XIX produzida pelos melhores ceramistas, tais como, Rafael Bordalo Pinheiro e Manuel Cipriano Gomes. 



AZULEJOS 



Alguns exemplares datados entre o século XVIII e a actualidade, quase todos de origem portuguesa, e francesa, pertencentes à maior colecção privada de azulejaria, que na sua totalidade abrange 500 anos do que viria a ser a forma de arte portuguesa por excelência. 




VINHOS - CAVES





sábado, 17 de setembro de 2011

Thomas Bakk - dramaturgo, encenador e actor, contador de histórias e divulgador do cordel

Thomas Bakk é dramaturgo, encenador, actor, contador exímio de histórias e divulgador incansável do cordel. Brasileiro de origem, Thomas Bakk, depois de muitas andanças, radicou-se na cidade do Porto onde tem desenvolvido uma actividade notável em variadíssimas áreas, desde o teatro ao conto oral, realizando cursos de formação, preparando e organizando acções de teatro de rua ou para crianças, animando programas de rádio e apresentando-se como declamador de histórias de cordel. Tudo isso graças a uma imaginação prodigiosa e a uma versatilidade criativa fora do comum.
Thomas Bakk desenvolve actualmente a sua actividade de actor nos «Maus Hábitos», conhecido bar da Rua Passos Manuel, na cidade do Porto, onde tem apresentado algumas das suas criações. Anima também um programa de rádio na Rádio Universitária do Minho. E não se cansa de levar o teatro e o cordel aos quatro cantos de Portugal.


Em estreia no TCA, ESTÓRIA DO TAMANHO DAS PALAVRAS. Da extravagante imaginação de Bakk, saiu a mãe Palavra, a filha Palavrinha e o pai Palavrão, que vivem numa cidade que é uma biblioteca e numa casa que é um livro muito velho e a precisar de obras. Um belo dia surge um autor famoso que procura palavras para o seu novo livro, mas o pai Palavrão não faz parte dos seus planos…
Divertida reflexão sobre os afectos e os valores éticos na sociedade actual, é também uma prova de amor aos livros e à leitura, para crianças e adultos verem. VALE A PENA!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MIDNIGHT IN PARIS

Uma emocionante declaração de amor à capital francesa, revisitando os anos 20, a  L'âge d'or, com todos os seus intervenientes do círculo de Gertrude Stein e todos os outros artistas que ocorriam a Paris e viviam o seu movimento vanguardista. 

Que posso dizer? Sou uma indefectível dos filmes de Woody Allen, admiro  bom gosto, que insere nos seus trabalhos...da escolha dos actores, aos cenários, à música...Como sempre um filme de todas as possibilidades, problemas, crises…

Considerado um especialista em amor e sedução, Woody Allen diz: sou um completo falhado na área do amor, Toda a gente no mundo fala sobre o amor, mas ninguém sabe nada, é muito imprevisível, deixa toda a gente confusa. Não trabalha no cérebro, trabalha no coração. As pessoas mais inteligentes fazem as coisas mais irracionais. Homens e mulheres brilhantes fazem figuras de parvo a toda a hora. É um tema que fascina todos…dos gregos a Tolstoi, Stendahl, Flaubert, Jane Austen. Toda a gente fala de amor e em saber porque dá sempre para o torto e trás tantos problemas.

  
E da banda sonora destaco a canção «Let's Do It» de Cole Porter


quarta-feira, 14 de setembro de 2011