«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Affection, like melancholy, magnifies trifles; but the magnifying of the one is like looking through a telescope at heavenly objects; that of the other, like enlarging monsters with a microscope. - Leigh Hunt; The Correspondence of Leigh Hunt‎


MELANCOLIA – LARS VON TRIER

Melancolia, é um dos melhores filmes estreados em Portugal este ano, no entanto divide e muito a crítica.
Melancolia, de Lars Von Trier, tem bem presente a ausência, o vazio absoluto, a rejeição da vida  e por outro lado o medo, a angústia, perante um fim iminente.

Lars Von Trier começou o filme em câmara lenta, tendo como fundo a música de Wagner, esse início é demasiado perturbador. 


O filme divide-se em duas partes. Na primeira, a melancolia é um estado de espírito que domina Justin, que sofre de psicose. Passa-se num ambiente festivo,  o seu casamento e lentamente vamos percebendo como a personagem está insegura,  como há uma deterioração não só familiar, como também na sociedade que nos é dado apreciar, forçando uma felicidade frágil, pouco convincente.
Na segunda parte Melancolia é um planeta à deriva no espaço, que ameaça chocar com a Terra, que torna Justin (Kirsten Dunst que contracena com Charlotte Gainsbourg, com interpretações notáveis) a mais sã das dementes e nos confronta com esse vazio. Não há consolação para a iminência do fim absoluto, uma esmagadora vitória do vazio sobre a existência.
O filme não se esgota nestas poucas palavras, é um filme incómodo e motiva muito questionamento.