«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

«CINEMÁ VERITÉ»

Cinema verdade curtas metragens ou documentários, sem encenação, sem história premeditada, apenas explorando um tema, com o recurso a documentos ou com meios técnicos leves, para que a busca da verdade possa ser captada de imediato, sem encenações, sem actores, sem preparação de luz, ângulo, sequência...  É um género que me agrada especialmente, mas que dificilmente pode ser visionado a não ser em festivais esporádicos que vão acontecendo. Obviamente que não têm características comerciais e não faz parte da programação dos cinemas. Leio sobre este assunto e vou ao youtube pesquisar, às vezes encontro!


CHRONIQUED’UN ETÉ – JEAN ROUCH EDGAR MORIN

É FELIZ?, a pergunta repete-se ao longo de um dos mais emblemáticos documentários de Jean Rouch, «CHRONIQUE D’UN ETÉ, assinado também por Edgar Morin. Lançaram a pergunta pelas ruas de Paris, como quem procura a felicidade. É um documentário impressionante.


GEORGE HARRISON, LEAVING IN TEHE MATERIAL WORLD – MARTIN SCORSESE



Scorsese fez um grande documentário sobre George Harrison, que é muito provavelmente o Beatle com um percurso mais rico e diversificado. George teve que defrontar a mais poderosa dupla de compositores, John Lennon e Paul McCartney e conseguiu obter um estilo próprio e inconfundível. Em termos de história o que se tornou mais fascinante foi a sua viagem à Índia, onde conheceu e conviveu com Ravi Shankar e aprendeu a tocar cítara. Depois foi o responsável pelos primeiros festivais de ajuda humanitária.


O NOSSO HOMEM – PEDRO COSTA

Há escritores que depois de um romance escrevem um conto, são interlúdios a que dedicam igual rigor e intensidade, o mesmo acontece com Pedro Costa, que vai intercalando longas com curtas-metragens, também pela falta de apoios e que são apontamentos, revisitações e experiências.
Nesta curta faz uma reflexão sobre as pessoas e os ambientes do casal da Boba, na Amadora e sobre as raízes e identidades que nos ligam à terra onde nascemos.


SLEEPLESS NIGHTS STORIES – JONAS MEKAS


Mekas nascido na Lituânia é um compagnon de route da Beat Generation e fez da sua vida uma autêntica lenda do cinema documental, num género de diário filmado.
Neste doc, mistura géneros e é acima de tudo uma conta-corrente andarilha.


SODANKYLÄFOREVER – PETER VON BAGH



Reflexão sobre o cinema, de um estudioso da sétima arte. Conta histórias, revela memórias, debate ideias e os convidados são de gabarito: Francis Ford Coppola, Dino Risi, Terry Gilliam, Kiarostami, Charles Chabrol, Wim Wenders, Jacques Demy, Agnés varda, Jean Rouch, Costa-Gravas, Manuel de Oliveira.