«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 30 de março de 2011

MÍSIA...«QUE REVOLUCIONOU A INTERPRETAÇÃO TRADICIONAL DO FADO»

MÌSIA foi distinguida presentemente pelo Governo francês, é a segunda distinção que recebe. Em 2004 foi agraciada com o grau de Cavaleiro, agora são as insígnias de Oficial da Ordem das Artes e Letras. Esta Ordem que foi criada em 1957, para distinguir personalidades no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis: cavaleiro, oficial e comandante. Mísia, distinguiu-se na world music faz digressões pelo mundo, brevemente estará em Nova Iorque, na apresentação do filme «Passione» de John Turturro, no qual intervém cantando.





Do site: http://www.misia-online.com/official/pt/biography.html
tirei alguns elementos sobre Mísia, porque a pesquisa é sempre o que mais me agrada.


Mísia, nasceu na cidade do Porto, fruto de um caso de amor, socialmente escandaloso, para a época. Pai da burguesia conservadora, mãe, uma bailarina espanhola. Misia depois de alguns anos, acabou por seguir para Espanha, primeiro Barcelona: Abrem-se então os panos dos palcos, de muitos palcos, em ruas boémias e canções de engate, cafés nocturnos, espectáculos em que se variam as músicas. Depois Madrid: Talvez fosse o desassossego de querer mais, talvez a necessidade de aprender o que só os livros lhe davam, no meio do ruído e dos brilhos exagerados dessas noites longas de cabarés dourados e salas de cantigas cheias de fumos e gargalhadas abertas.


Mais tarde voltou ao Porto: Decidida a procurar a paz das raízes, de uma cultura que poderia finalmente situá-la entre pares, fazê-la partilhar um grupo. A intenção era boa, mas as concretizações deram que falar. Quem era aquela jovem de franja negra e olhos intensos que aparecia assim desta forma, a querer saber o que era o fado sem pedir licença a ninguém. Buscando a verdadeira tradição, sem se render à evidência nem confundindo o genuíno com o conservador ou reaccionário... Uma nova barreira para saltar: entre os que viam o fado como mácula de um regime desfeito a toque de cravos e os que se espantavam pelo ar arrojado desta mulher de pele branca, cabelo preto, olhos em arco, às vezes de espanto.


Das origens mais formais foi buscar sustentação para lançar outros voos. Juntou sonoridades (instrumentos que este género não ouvia há muitos anos - o violoncelo ou o acordeão; o piano de vagares aristocráticos, quando o fado ainda era de salão). E principalmente, descobriu um mundo novo de palavras, um tesouro de frases sem rima obrigatória mas liberdades poéticas. Círculo literário a que se vão juntando os mais importantes nomes da literatura portuguesa: Lídia Jorge, Mário Cláudio, Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Agustina, Saramago.









Os discos começaram a sair: «Mísia», «Fado», «Tanto menos, tanto mais», «Garras dos Sentidos». Maria João Pires acompanhou-a no disco, "Paixões Diagonais". Depois «Ritual» e «Canto», Carlos Paredes e as suas melodias, que Mísia enche das palavras comovidas de uma verdadeira homenagem ao mestre da guitarra.


Concertos pelo mundo. Segue-se, «Drama Box»: mescla tango, bolero e fado repleto de afectos sonoros e cumplicidades artísticas: Fanny Ardant, Miranda Richardson, Ute Lemper, Carmen Maura, Maria de Medeiros e Sophia Calle. Esta procura das emoções que ilustram o "fado" de outras culturas (fatum, relação trágica com o destino, como explica Mísia) estão bem presentes num outro albúm «Ruas».

4 comentários:

Malu disse...

Linda cantora e de bela interpretação.
Não conhecia!
Grata por partilhar Manu
Beijinhos

manuel marques disse...

Não fosse ela da tua linda cidade,rsrsr.
Mísia é um espanto trouxe sangue novo ao fado.

Beijinhos meus.

BRANCAMAR disse...

Não sou uma apreciadora de fado, passei a sê-lo com Carlos do Carmo porque é do fado-canção ou fado ligeiro que mais me aproximo, aquele que me transmite uma mensagem de vida, nem sempre com fatalismos, mas gosto de alguma renovação que se tem operado no fado e por isso admiro os artistas que arriscam a diferença.
Estes reconhecimentos são um orgulho para nós portugueses, embora nem sempre o país detentor do poder lhes dê o apreço que merecem, normalmente esse apreço vem sempre primeiro de fora.
Parabéns à Mísia, gostei muito de saber deste seu sucesso e de ler aqui o seu percurso de vida.

Obrigada Manuela e um beijinho para ti.
Branca

Fatima disse...

Canta lindamente!!!
Bjs minha querida.