«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quarta-feira, 2 de março de 2011

QUEM NÃO ESCREVEU E ESCREVE CARTAS DE AMOR!?...

Sim, todas as cartas de amor são ridículas (AC/FP), mas umas mais que outras, dependerá também de quem as escreve e da paixão com que as escreve! Foram editadas as Cartas de Amor de Pablo Neruda, as cartas que escreveu a Matilde Urrutia, a quem chamava Rosário, pela qual já no exílio, sentiu uma amor incondicional e com quem casou em 1967. A Rosário dedicou uma parte substancial da sua obra: Os Versos do Capitão, Cem Sonetos de Amor e Uma Canção Desesperada. Muitas das cartas são do tempo em que o seu amor era secreto e Neruda escrevia: de noite, junto da janela o imenso céu, o mar lá em baixo e tu, amor, na minha insónia.



Terá dormido pouco, consumido pela saudade e pela paixão, a avaliar pelas cartas ou simples bilhetes (fac-similados).


O livro é uma celebração ao amor sublime, por uma alma sensível e dotada de génio, mas também um prazer como livro, enquanto objecto sensual.


Luís Sepúlveda disse que preferia estar morto quando acabar o livro de papel, porque leitura electrónica é fria e sem personalidade. Para ele (e para mim) o livro é algo quente, tocável, manipulável.



Luís Sepúlveda uma pessoa que admiro, pela sua postura social,  de quem já li alguns livros. Gostei especialmente de:


História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar (um livro com uma mensagem universalista de tolerância para os que são diferentes de nós)


O Velho que lia Romances de Amor


"António José Bolívar sabia ler, mas não escrever. (...) Lia lentamente, juntando as sílabas, murmurando-as a meia voz como se as saboreasse, e, quando tinha a palavra inteira dominada, repetia-a de uma só vez. Depois fazia o mesmo com a frase completa, e dessa maneira se apropriava dos sentimentos e ideias plasmadas nas páginas. Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repetia-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela."

9 comentários:

Misturação - Ana Karla disse...

Depois de tudo isso me bateu a curiosidade.
Cartas de amor, acho que todos já escreveram. rs
Xeros

pensandoemfamilia disse...

Sempre gostei de escrever e , principalmente cartas de amor. Gostomuito do Neruda.
Interessante este seu post.
bjs

Sandra Botelho disse...

Deve ser lindo querida. Vou comprar e ler, to mesmo a procura de algo pra ler. Terminei um livro a uns dois meses e ainda não estou lendo nada.É pessimo.Dias de paz pra ti querida.Bjos achocolatados

Agulheta disse...

Qum nunca escreveu cartas de amor! E todas elas tem valor,mas que Neruda escreveu! Tem em cada palavra sonhos, paixão...eu adoro este escritor.
Beijinho

Glorinha L de Lion disse...

Me deu vontade de ler estes amiga, mais uns pra minha lista já tão extensa...beijinhos,

manuel marques disse...

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda


Beijo.

Fatima disse...

Eu amo escrever carta de amor e amo ler o Neruda tb!
Bjs.

Lilá(s) disse...

Em Almada mais própriamente no Convento dos Capuchos há um lindo monumento a Pablo Neruda sempre que de lá espreito o mar lembro-me do que ele escreveu e tu dás realce "de noite, junto da janela o imenso céu, o mar lá em baixo e tu, amor, na minha insónia" acho lindo.
Bjs

Vera Lucia Marques disse...

Já as escrevi, cheias de amor e de paixão, como convém a uma jovem apaixonada. Hoje só as admiro, porque com o tempo a gente perde a ilusão, e um pouco da transparência também...