«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 28 de julho de 2011

ZORBA, O GREGO


Com a morte de Michael Cacoyannis (Limassol,1922- Atenas 25 de Julho de 2011), lembrei-me do seu mais célebre filme, que o tornou mundialmente conhecido, Zorba, o Grego, uma adaptação para o cinema do romance do escritor grego Nikos Kazantzakis. O filme obteve vários prémios.
Recordo bem a personagem de Zorba, é daquelas figuras que ficam, um homem simples mas cheio de sonhos e de entusiasmo pela vida, uma pessoa de quem se gosta de imediato e se desculpa mentiras e torpezas, porque ele é assim mesmo, genuíno! Estou a referir-me ao filme, mas há pessoas assim de quem se gosta de imediato ,de quem nunca se  pode esquecer a sua pureza…a sua loucura… Aborrece-me as pessoas muito bem, muito certinhas, muito boazinhas, cheias também de máscaras…a quem se pergunta: «que defeitos tens?» e respondem «um monte de defeitos!», mas não sabem dizer um!
Vi este filme, ainda era muito nova e já o revi, para quem não conhece, algumas dicas sobre o seu argumento.
Basil (ALAN BATES) é um escritor grego-britânico que cresceu na Inglaterra. A passar uma crise de criatividade decide partir para Creta, terra natal do pai. Enquanto espera o barco para a ilha, conhece Zorba (ANTHONY QUINN), que lhe pede que ele o leve na viagem, como seu intérprete e cozinheiro. Entre os dois, apesar de serem tão antagónicos, há logo uma grande empatia. Basil  diz a Zorba que pretende reabrir a mina de linhito de seu pai,  Zorba informa-o logo que tem experiência em mineração e Basil concorda em o levar.
Ao chegarem ao vilarejo rural onde fica a mina, os dois instalam-se na pensão pomposamente chamada "Hotel Ritz", de Madame Hortense (LILA KÉDROVA) uma ex-cortesã francesa, idosa e agora uma solitária mulher. Zorba e Hortense tornam-se amantes, o que rejuvenesce Hortense. Basil conhece e fica atraído pela " viúva da janela", (IRENE PAPPÁS) disputada por todos os homens do vilarejo que os rejeita violentamente. Ao ver Basil ela interessa-se por ele, mas Basil prefere manter-se à distância, depois dela ter sido apedrejada pelos homens, que desconfiaram do romance.
Quando começam a trabalhar na mina, Zorba e Basil descobrem que as madeiras estão podres e tudo está prestes a desabar. Zorba percebe que precisam de madeira nova e avista o bosque no alto da montanha, que pertence a monges que vivem isolados. Zorba arranja forma de convencer os monges a autorizarem o derrube de árvores e tem a ideia de construir uma espécie de teleférico, que permitirá transportar os toros montanha abaixo, em alta velocidade. Basil concorda com o plano, que, se falhar, o deixará sem todas as suas economias e inviabilizará o seu futuro como empresário mineiro. O fim está à vista, mas o que fica na memória é a dança que os une de uma forma intensa, cúmplice, fraternal… o tema, "Sirtaki", de Mikis Theodorakis, tornou-se famoso e popular como canção e dança.

8 comentários:

acácia rubra disse...

Um grande filme, grandes actores, grande música.

Foi bom recordar.

Beijo

www.amsk.org.br disse...

Mauela, esse filme é atemporal. Belo e rico. Faz parte das aulas de dança cigana sempre.

mil bjs e obrigada, esse pra nós foi um carinho. Das cozinheiras

Bia Jubiart disse...

Cena antológica!

Faz uns bons anos que assisti... Vou me denunciar aqui... Rsrsrsrsr

Essa história de pessoas certinhas, acabam sendo chatinhas... Aqui no Brasil, quando alguém preenche curriculum ou vai para entrevista onde perguntam sobre seu maior defeito, geralmente respondem: Ser perfeccionista! Rsrsrsrsr.

Um dia luz p/ vc! Vem passear hoje na Jubiart...

Beijooooooooooooo

Brown Eyes disse...

Minha Querida também o vi muito novo e sinceramente o que me ficou dele foi a simplicidade daquele Homem. O que é simples fica sempre agravado em nós, não é?
Beijinhos. Bom Fim de semana

Maria Teresa disse...

Manuela:
Você disse tudo: nada como a autenticidade das pessoas que convivem conosco, nada como a ausência de máscaras e de maquiagens.

A dança dos dois amigos, nesse filme, é inesquecível. Há cenas que comovem, mesmo se revistas milhares de vezes.
Beijos

Artes e escritas disse...

Eu não assisti, preciso assistir. Um cult movie, com certeza. Um abraço, Yayá.

mfc disse...

É um filme simplesmente inesquecível!
Um preto e branco que me marcou!

AC disse...

Um filme emblemático, que deixou uma marca perene.
Ainda bem que não foram os americanos, com a sua visão "fast food", a fazer o filme...

Beijo :)