«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 26 de junho de 2010

TOURADAS VIA RTP - SERVIÇO PUBLICO?

ESTOU ABSOLUTAMENTE CONTRA AS TRADIÇÕES, QUE IMPLICAM SOFRIMENTO E BARBÁRIE. EU SEI QUE O QUE PENSO NÃO É CONSENSUAL, O PAÍS QUASE SE DIVIDE A MEIO SOBRE ESTE ASSUNTO, O NORTE NÃO VAI MUITO EM TOURADAS, ENQUANTO NO SUL ESTE ESPECTÁCULO É MUITO APRECIADO. ATÉ POSSO CONSIDERAR ARTÍSTICA A FESTA, MAS COM SANGUE NÃO, COM O SOFRIMENTO DOS ANIMAIS NEM PENSAR. COM O ESPECTÁCULO A ENTRAR PELA CASA DENTRO JÁ É DEMAIS! CLARO QUE MUDO DE CANAL, MAS ISSO NÃO EVITA QUE O CANAL NÃO PASSE ESTES LAMENTÁVEIS ESPECTÁCULOS, QUE SÃO ANTI-PEDAGÓGICOS. CLARO QUE TAMBÉM SEI QUE ENVOLVEM MUITO DINHEIRO!..


A palavra tauromaquia é oriunda do grego ταυρομαχία - tauromachia (combate com touros). O registo pictórico mais antigo da realização de espectáculos com touros remete à ilha de Creta (Knossos). Esta arte está presente em diferentes vestígios desde a antiguidade clássica, sendo conhecido o fresco da tourada no palácio de Cnossos em Creta.
Júlio César durante a exibição do venatio introduziu uma espécie de «tourada», onde cavaleiros da Tessália perseguiam diversos touros dentro de uma arena, até os touros ficarem cansados o suficiente para serem seguros pelos cornos e depois executados. O uso de uma capa, num confronto de capa e espada com um animal, numa arena, está registado pela primeira vez na época do imperador Cláudio.
Os romanos, como todos sabem, tinham como lema dar ao povo «pão e circo». Esta foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objectivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Espectáculos sangrentos, como os combates entre gladiadores, eram promovidos nos estádios para divertir a população; nesses estádios, o pão era distribuído gratuitamente.
… iam pridem, ex quo suffragia nulli uendimus, effudit curas; nam qui dabat olim imperium, fasces, legiones, omnia, nunc se continet atque duas tantum res anxius optat, panem et circenses. (Sátiras de Juvenal)
Na cultura da península ibérica, o Circo de Termes parece ter sido um local sagrado onde os celtiberos praticavam o sacrifício ritual dos touros.
As representações taurinas de variadas fontes arqueológicas encontradas na península Ibérica, estão quase sempre relacionadas com as noções de força, bravura, poder, fecundidade e vida que simbolizam o sentido ritual e sagrado que o touro ibérico teve na Península.
A tourada é um espectáculo tradicional em Portugal, Espanha e França, bem como em alguns países da América Latina: México, Colômbia, Peru, Venezuela e Guatemala. No Brasil, as touradas, foram proibidas em 1934 por Getúlio Vargas.
O essencial do espectáculo consiste na lide de touros bravos através de técnicas conhecidas como arte tauromáquica. A lide é variável de país para país, em Portugal tem duas fases: a chamada lide a cavalo com a pega pelos forcados e a lide a pé. A primeira é levada a cabo por um cavaleiro, lidando o touro. A lide consiste na colocação de ferros, ditos farpas, de tamanhos variáveis, começando com ferros longos e culminando frequentemente com ferros muito curtos.
As touradas foram proibidas no tempo do Marquês de Pombal. Voltaram a ser permitidas anos mais tarde, mas com a proibição dos chamados touros de morte, mortos na arena. Um pouco espalhadas por todo o país, o Porto há muitos anos que acabou com esse espectáculo bárbaro e no Norte não existe atractivo pela «festa». Em 2002 a lei foi alterada para permitir os touros de morte em locais justificados pela tradição, como na vila de Barrancos.
Grupos de defesa dos direitos animais criticam a prática da tourada, pois consideram-na um acto de crueldade sem justificação que não se insere dentro das tradições humanistas. Em Portugal, quatro autarquias proibiram a realização de touradas nos seus concelhos, Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra.


Fonte: Wikipédia

5 comentários:

Maria disse...

E o que é a tradição? Não somos nós que a fazemos?
Poderia dizer-te que não gosto de futebol. Ou de telenovelas. E fazer-te a mesma pergunta, mas neste sentido. Futebol - serviço público?
E os montantes de dinheiro na vertente futebol são muito mais elevadas, Manuela.
Somos todos iguais, sendo todos diferentes.
Felizmente que desde há 36 amnos podemos exprimir livremente as nossas opiniões...

Um beijo, Manuela.

Renata disse...

Minha Cara Manu

Não sei se me considero contra ou a favor das touradas...pois acho que as tradições culturais de um povo não devem morrer...por outro lado, há o sofrimento do animal, e quanto a isso não existe dúvidas...Infelizmente, ou mesmo felizmente acho que é uma Arte prestes a se extinguir!

Tenhas tu, um ótimo fim de semana!

Rosane Marega disse...

Oiee, Manuela,obrigada por sua visita e por teu carinho nas palavras que deixaste em meu cantinho...eu fiquei emocionada e saibas que serás sempre muito bem vinda.
Manuel ja esta em minha lista de amigos especiais e você também.
Beijos em teu coração

Luís Coelho disse...

Não sou aficcionado por touradas nem por futebol.
Porem parece que há tradições que muitos gostam de preservar e manter vivas e outras que vão sendo esquecidas.
Este Governo faz tourada todos os dias com os portugueses e serve-se da TV para exibir o circo e a arena.
Riem com o sangue dos portugueses torturados todos os dias.
Cada dia temos menos coisas(médicos e hospitais) e cada dia mais e mais impostos.
Podemos exigir alguma coisa...?
O circo continua......

manuel marques disse...

Como a Glorinha diz,isto não é tradição nem tão pouco cultura é atraso.

Beijinho.