«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SELO

Expedito G Dias, http://blogdoprofex.blogspot.com/ repassou-me este selo e eu agradeço reconhecida a sua distinção.
Terei que responder a algumas perguntas e passá-lo a outros blogues.


RESPONDO:

NOME: Manuela
MÚSICA: Só uma? Eu gosto de tantas!..Pode ser, The Wonderful World!
HUMOR: Tem dias, mas estou muito melhor, desde que compreendi que má disposição é uma grande perda de tempo e nada paga a pena!
ESTAÇÃO: Se as quatro fossem no mesmo dia, não era nada mau, assim levantava-me e ia ao parque respirar os aromas da Primavera, seguindo até ao mar tomava um banho e ficava a fruir do sol, daí ia para casa tomava um duche e depois munida de um livro ia para o jardim ver aqueles matizes fantásticos outonais, á noite dormia envolvida nos cobertores invernais, ouvindo a música da chuva!...
COMO PREFIRO VIAJAR: De qualquer maneira, necessário é viajar, viajar... mesmo sem sair do lugar!
COR: Sempre gostei muito do azul
SERIADOS: Já vi muitos outrora, apreciava especialmente os ingleses, confesso que agora não vejo nenhum.
FRASE: A última que li, “ Sentimos que, mesmo depois de serem respondidas todas as questões científicas possíveis, os problemas da vida permanecem completamente intactos. » Ludwig Wittgenstein
O QUE ACHOU DO SELINHO:  Um estímulo, para continuar a escrever, com o propósito de alguém se interessar e comunicar comigo... e me deixar na magia de as pessoas estando longe de mim ficarem por perto... e começarmos a tecer um caminho de simpatia e gentileza…


Eu sei que há pessoas que não gostam de selos, embora eu pudesse gostar de lhes dar! Vou fazer uma pequena lista das que eventualmente poderão gostar! Mas quem quiser, pode levar a minha consideração é extensiva a todos.


Pedras Nuas

O Falcão de Jade

Em@

Canto de contar contos


Devaneios


O meu aconchego


A vida de uma guerreira


Réstias de sol


O Portal Mágico


Coisas boas da vida


O cantinho de Elaine


ETC...ETC...

domingo, 30 de janeiro de 2011

AOS TUNISINOS, AOS EGIPCIOS…QUE LUTAM CONTRA UM PODER OPRESSIVO E CASTRADOR…

Esta Gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Geografia"


Há poucos dias, foi entregue pela família o espólio de Sofhia à Biblioteca Nacional. A cerimónia foi seguida de um colóquio internacional e da inauguração de uma exposição sobre a poetisa.

sábado, 29 de janeiro de 2011

BOM FIM-DE-SEMANA!...

Nos ENCONTROS DE PIANO DO PORTO, iniciativa da FUNDAÇÃO ENGº ANTÓNIO DE ALMEIDA, tive o prazer de ouvir a excelente pianista serva RITA KINKA, que é professora Titular na Academia das Artes da Universidade de Novi Sad.

Sou uma apaixonada por este género de música e frequentadora constante de concertos, aliás há um grupo que está em todos.

Estes concertos são gratuítos e só exigem uma marcação de presença, porque a afluência aos mesmos é muita, há de facto um público muito interessado neste género de música e que sai de casa com c. de 3º de temperatura para assistir a um concerto, abandonando a «chatérrima» televisão!

O programa foi excelente:

-24 PRELÚDIOS DE CHOPIN
-QUADROS DE UMA EXPOSIÇÃO DE MUSSORGSKY

Suíte composta para piano, que mais tarde foi orquestrada por Maurice Ravel. Como nota curiosa em 1971, o grupo de rock progressivo Emerson, Lake and Palmer, famoso por misturar música erudita e rock e pelo virtusosismo do tecladista Keith Emerson, fez uma versão rock da suíte, adiocionando novos temas, letras e vocais na obra.

UNS EXCERTOS PARA QUEM GOSTAR DESTA MÚSICA:








E UM EXCERTO DA VERSÃO ROCK
 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OS EXTREMOS TOCAM-SE NO ABORRECIMENTO...

Incomoda-me tanto uma pessoa altamente positiva, como uma que seja negativa ao máximo.

As positivas, falando de si e da sua vida, nunca se queixam de nada. O marido é o ideal, os filhos não tiveram problemas de nenhuma espécie, são obedientes, moderados, bons estudantes e por aí fora. A casa está no sítio ideal, com um recheio do melhor. Amigos maravilhosos. Férias estupendas! Tudo nos píncaros!


Pelo contrário há um outro tipo de pessoas, que se queixam de tudo e mais alguma coisa, começam logo de pequeninas a ter problemas e depois por aí fora. É só queixas e lamentos. São dois géneros de pessoas que me cansam, umas porque têm um ego enorme que sufoca, as outras pela desgraça mais lamurienta.


Com estas pessoas de que falar? As «emproadas» só querem audição, as chorosas também acabam só por querer isso, porque nenhuma palavra de consolo é aceitável, acabo por passar por ser uma ignorante relativamente ao verdadeiro sofrimento.


São pessoas que não têm o sentido do ridículo e quando as encontro sei que vou ficar grudada por elas, até que se cansem de falar, porque qualquer tentativa de fuga até não é fácil, há sempre mais qualquer coisa a contar. Eu não consigo desgrudar, também não consigo ser mal-educada, no fundo até compreendo que as pessoas precisam de falar, mas de facto é uma seca tremenda e para quê? Obviamente que um «emproada» é pior, é daquelas que apetece atravessar a rua ou ficar a olhar uma montra, para ver se escapo, as «coitadinhas» é mais difícil, tocam-me sentimentalmente!


As emproadas são demasiado superficiais e quase sempre muito materialistas, as chorosas, por muito que eu queira não as consigo animar, são desanimadas crónicas!..


Ninguém merece isto!?..

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

O escritor António Lobo Antunes vai ser homenageado pela companhia francesa MC93, dirigida por Patrick Sommier, ao longo dos próximos seis meses, com a adaptação para teatro de nove dos seus romances e dois livros de crónicas. Não há memória da literatura de um único autor estar nos palcos de Paris tanto tempo e abranger tantas obras. No encerramento vão estar presentes dois actores portugueses, Maria de Medeiros e Luís Miguel Cintra e a peça será representada em língua portuguesa.



Os livros escolhidos são: Estado Civil, O Terceiro Livro de Crónicas, Exortação aos Crocodilos, O Esplendor de Portugal, Auto dos Danados, Tratado das Paixões da Alma, Cartas da Guerra, Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar?, entre outros. 

LOBO ANTUNES DISSE:

Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.

Ninguém sabe o que é a morte, mas não faz muita diferença porque também nunca sabemos o que é a vida.


Ninguém é mais crédulo do que um desesperado.


A melhor maneira de lidar com os outros é tomá-los por aquilo que eles acham que são e deixá-los em paz.


Nós não inventamos nada. Quando estamos a fazer um livro estamos a falar de nós mesmos. É você que está no livro, através daquelas vozes. Ou melhor, é apenas uma voz.


Por que é que havia de me sentir sozinho? Raras vezes na minha vida, desde que me lembro de mim, tive um sentimento de solidão. E não me sinto mal na minha companhia, divertimo-nos muito os dois, eu e eu. Não me aborreço.


Quando se critica, estamos a julgar. Se julgarmos já não compreendemos, porque julgar implica condenar ou absolver.


Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos.


Aprende-se a escrever, lendo. E também é necessária uma grande humildade face ao material da escrita. É a mão que escreve. A nossa mão é mais inteligente do que nós. Não é o autor que tem de ser inteligente, é a obra. O autor não escreve tão bem quanto os livros.


Uma coisa é o amor, outra é a relação. Não sei se, quando duas pessoas estão na cama, não estarão, de facto, quatro: as duas que estão mais as duas que um e outro imaginam.


O livro é um organismo que vive independente e surpreende-nos a cada passo. Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras. São as palavras que se geram umas às outras. E com trabalho.


A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo de escravos.


Quem lê é a classe média.


Sinto uma consideração quase nula pelo que, em Portugal, se publica. Desgosta-me a infinidade de romances desonestos, entendendo por desonestidade não a falta de valor intrínseco óbvio (isso existe em toda a parte) mas a rede de lucro rápido através da banalização da vida. Livros reles de autores reles.


http://www.citador.pt/cact.php?&op=7&author=44&firstrec=20

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

HEREAFTER – OUTRA VIDA (O último filme de CLINT EASTWOOD)

Classificado com 4 estrelas (estrelas muitas vezes enganadoras) na separata Ipsilon o novo filme de Clint Eastwood, é descrito como: Um belíssimo exercício "nocturno" sobre furtivas lágrimas, encontros e desencontros!



O filme avança pelo território da crença na vida além da morte! Um tema bastante polémico e sensível!


A impecabilidade dos filmes de Eastwwod não está em causa, a sua técnica é evidente e facilmente se entra no filme, mesmo que subjacente esteja sempre presente o cepticismo (no meu caso).


O operário americano, George (Matt Damon), é vidente e apesar de ter ganho muito dinheiro praticando esse «dom», abandona, por considerar isso na sua vida como uma maldição. Marie Lelay (Cécile de France), é uma jornalista francesa, que em serviço foi atingida pelo tsunami na Indonésia, onde chegou aos limites, passando a fronteira da vida para a morte, sobrevive, mas fica bastante traumatizada. Marcus (George McLaren e Frankie McLaren) é um miúdo inglês, que perdeu o irmão gémeo de forma brutal. Tanto Marie como Marcus precisam de falar com George, para ultrapassar os seus traumas.


Clint Eastwood, pela idade que tem, possivelmente agarrou este argumento pelas suas próprias inquietações e a dúvida ancestral: o que acontece depois de morrermos? Haverá vida para além da morte? Eastwood tem abordado a temática da morte de forma consciente e corajosa em várias obras, desde as cinzas espalhadas pelo rio em As Pontes de Madison County, à eutanásia em Million Dollar Baby, filmando-se mesmo a si próprio num caixão, na obra-prima Gran Torino. Mas nunca o tinha feito desta forma tão inequívoca, entre o espiritualismo e a transcendência. Fica-se, no entanto sempre do lado dos vivos, não nos é dada a ilusão de como será o além, apenas a ilusão de que o além existe. O mais importante passa-se no lado de cá.


Segundo a crítica: Não é um grande Eastwood, mas consegue ser bastante mais interessante, em termos cinematográficos, do que o anterior Invictus.




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

HOJE NÃO É O DIA DA BLOGAGEM COLECTIVA DA DIETA?

Já acabaram a dieta?
Há dias fui à minha treinadora pessoal de Bem-Estar! Á...Á... que chique!...É uma amiga e fez-me uma avaliação física e fiquei muito satisfeita porque estou muito bem, aliás a minha satisfação maior foi que depois da avaliação a máquina tirou-me uns bons anos de idade!..
Máquinas simpáticas, ao menos isso!
Sou de raça pequena, meço 1.60 e peso 63 kilos, a minha meta para já é emagrecer 3 kilos, mas não é assim tão fácil, mais fácil é engordar 3 ou mais kilos!
De gordura tenho 35.3, estou 1% acima da média
De água tenho 44,4, devia ter 50% ou mais, tenho que beber mais água.
De massa muscular e nível físico, tenho 38,7 está normal, faço o exercício físico necessário.
De IBM (Índice de metabolismo Basal) as calorias que o corpo necessita em repouso estão bem.
De massa óssea tenho 2.1, perfeito!
De gordura visceral é aquela coisa do estômago dilatado, o chamado «pneu», está na média, mas eu preferia que estivésse abaixo da média!
E o que é que isto interessa? baaaaaaaaaaaaaa...não interessa nada, passem à frente!


TRÊS KILOS, O QUE ISTO VAI CUSTAR, ANDO SEMPRE ESFOMEADA!
PARA VOS CONSOLAR OUÇAM ISTO!
 
«AMANHÃ FAÇO DIETA»  Herman José, um humorista, que já teve melhores dias, mas que é uma referência para uma geração de novos humoristas.


NA RESSACA DAS ELEIÇÕES...

«PARTIDO» MAIORITÁRIO A ABSTENÇÃO 53,3% O QUE REVELA QUE HÁ UM GRANDE DESENCANTAMENTO RELATIVAMENTE À POLÍTICA E AOS POLÍTICOS E QUE OS PORTUGUESES QUEREM UMA MUDANÇA.

INTERESSANTE FOI O COELHO TER DADO UM ARREPIO AO JARDIM!

QUANTO AO RESTO, NEM ME APETECE COMENTAR, DEPOIS DAS PREVISÕES INICIAIS DESLIGUEI DA REPORTAGEM SOBRE O ACTO ELEITORAL E ESTIVE A VER O EXCELENTE PROGRAMA «CÂMARA CLARA» ONDE FOI ENTREVISTADA A FILHA DE SOFHIA DE MELLO BREYNER.
Depois das Eleições



Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina.


(...) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos - quer tenham perdido quer tenham ganho - é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.


Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.


Gonçalo M. Tavares, in 'O Senhor Kraus'

domingo, 23 de janeiro de 2011

SCONES PARA ENTRETER...

O bolinho tem a sua origem na Escócia e é muito popular na Inglaterra e nos países onde a Inglaterra dominou ou influenciou: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda, mas também são consumidos em muitos outros países. Aqui no Porto, inicialmente faziam-se em casa (é muito bom para entreter a miudagem a começar a fazer uns docinhos, fiz isso com os meus filhos), mas depois apareceram em certas confeitarias e quando se pede chá e scones, geralmente vêem três, trazendo três recipientes pequenos com manteiga, compota e mel, para se barrar conforme o gosto de cada um.

Se comemos os scones ingleses, não podemos esquecer que o uso do chá foi introduzido na Inglaterra pela Rainha Catarina de Bragança, que casou com Carlos II de Inglaterra e que fazia os «Tea parties». No início do século XIX, foi introduzido o termo «five o’clock tea».

Como sabem os portugueses trouxeram-no do Japão em 1560. Historicamente, a origem do chá como erva medicinal útil para se manter desperto não é clara. O uso do chá, enquanto bebida social data, pelo menos, da época da dinastia Tang. Eu claro foi consultar estas informações à Wikipedia!


INGREDIENTES para 14 a 16 pessoas


500 gr. de farinha


1 colher de chá de sal


1 colher de sopa de fermento em pó (bem cheia)


5 colheres de sopa de açúcar


40 g margarina


1 chávena de leite


1 ovo (grande)

PREPARAÇÃO

Ligue o forno e regule-o para os 200°C.


Numa tigela misture a farinha com o sal, o fermento e o açúcar. Derreta a margarina no micro ondas, ou sobre o lume, com o leite. Abra uma cavidade no meio da farinha e deite aí a margarina derretida com o leite e o ovo. Mexa rapidamente com uma colher de pau * até os ingredientes estarem ligados. Deite a massa em montinhos, com a ajuda de uma colher sobre um tabuleiro de forno polvilhado com farinha e coza durante 10 a 15 minutos no forno. Devem ser servidos quentes,


*Eu não uso colher de pau, pois à mesma aderem muitos micróbios, agora a preferência vai para as de silicone.

Que tal um «tee for two» …three, four, five, six, seven….»

«Tee for two» é também uma música composta por Dmitri Schostakovitch e depois celebrizada por várias vozes.

O ORIGINAL



DORIS DAY



SARAH VAUGHAN

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

OS MEUS AMORES...

Pedro Miguel, Marta Sofia e Snoopy. Uma das minhas prendas de Natal, que só ontem entrou cá em casa. Gostei tanto que me apeteceu inserir aqui!


TEMPO DE REFLEXÃO!?...

DOMINGO VAMOS A VOTOS! ESPERA-SE SOL, MAS TEMPERATURAS MÍNIMAS MUITO BAIXAS, AQUI NO PORTO VAI DOS 4º AOS 12º, MAS LÁ PARA OS INTERIORES TEMPERATURAS NEGATIVAS, NÃO VAI ESTAR TEMPO PARA IR À PRAIA! VAI ESTAR UM TEMPO MUITO BOM PARA IR VOTAR, REGRESSAR A CASA, TOMAR UM CHÁ COM UNS SCONES E FICAR À ESPERA DOS RESULTADOS!...

PARA REFLEXÃO OUÇAM BACH



BOM FIM-DE-SEMANA!..

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UM CÊ A MAIS - MANUEL HALPERN


 
 
Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio.



Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.


Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.


Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.


As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

[Por enquanto o meu sistema ainda não me corrige para a nova ortografia, nem o computarizado, nem muito menos o mental! Não vai ser fácil, foram anos e anos, parece-me que só vou lá e contrariada coagida pela rectificação do computador. A forma de escrever aproxima-se, mas o que também vai motivar confusão é os desfasamentos da terminologia!]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS! TEMOS QUE IR VOTAR!...

A campanha, não tem sido apelativa, enveredou pelo caminho habitual da vulgaridade e está a dar as últimas! Primeiro apanhou em cheio com o Natal e depois caiu-lhe em cima o caso Carlos Castro (AS REVISTAS COR-DE-ROSA SÃO TÃO NEGRAS!) e as campanhas presidenciais passaram para segundo lugar!

São 5 contra 1. Cavaco Silva (PSD-PP) tem tido sobre si os disparos de Manuel Alegre (PS-BE), Francisco Lopes (PC) Fernando Nobre, Defensor Moura, José Manuel Coelho.





A campanha mais coerente e melhor em todos os aspectos é sem dúvida a do candidato do Partido Comunista, FRANCISCO LOPES, que obviamente responsabiliza Cavaco e Alegre pela crise.


CAVACO SILVA, que tem andado muito eriçado quer ganhar à primeira volta, à primeira com tudo dividido pode ganhar à segunda, não sei…

MANUEL ALEGRE, poeticamente quer uma segunda volta e disse: «Cavaco Silva nunca foi o salvador da Pátria que a propaganda do auto-elogio sem limites quer fazer crer!»

DEFENSOR MOURA, está na dele e tem exortado Cavaco à demissão e disse «Não é com a teia dos seus amigos que consegue prestigiar a Presidência da República e prestigiar o país!»

JOSÉ MANUEL COELHO, com o seu excelente espírito humorista, nem se importa que lhe chamem o Tiririca de Portugal, sonha com um país sem corrupção e disse «Isto é tudo um oportunismo. Estes políticos que têm governado o nosso país só nos têm desgraçado!»
FERNANDO NOBRE, que mostrou fragilidades, defende uma dinâmica contra os do costume e disse «Há dois intervenientes nestas eleições que são responsáveis pela situação: Cavaco e Alegre. Não podem eximir-se dessa responsabilidade com retórica oca!»




Disseram isto e muitas mais coisas!



TEMOS QUE IR VOTAR, ISSO É O MAIS IMPORTANTE!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

UMA DECLARAÇÃO DE AMOR

PARABÉNS NILCE PELO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DO SEU BLOGUE:  
POR MUITOS E MUITOS ANOS, DIAS FELIZES, DIAS DE FESTA...
UM GRANDE ABRAÇO ESPECIAL PARA SI...



DECLARAÇÃO DE AMOR À VIDA…

Árvore da Vida - Klimt


Por tudo que me deste

Por tudo que me dás

Por aquilo que não deste e não dás

E eu sonho que podes dar

Humildemente

Só te posso venerar!

Também dás e tiras

Com crueldade

E para sempre

Deixando-me a sangrar…

São ganhos e perdas

Lágrimas e sorrisos

Amor e dor

E nesse antagonismo

Eu caminho

Por caminhos suaves e rudes

Na brisa do empirismo!


Olho o mar…que imensidão…que energia…

Nele me abraço e fico com o sal nos lábios

Carícia empolgante que rejuvenesce…

Olho o rio…como desliza ou corre para o mar

Os olhos captam o belo que me empolga

E ao anoitecer minha alma humedece…

Que dizer das frondosas matas

Das pequenas flores aqui e ali

E do mistério de fecharem

As pétalas quando anoitece?

E o canto dos pássaros

As pinceladas diversas das nuvens

Em farrapos flutuando nos píncaros!


Ah vida!?...

És um manancial propulsor de emoções

Suaves e viscerais…

Fico estonteada pela excentricidade

Dos aromas desiguais!

Tanto tens de sublime para eu usufruir

Que me diminui e me eleva

Que me constrói e destrói

Que é uma energia insofismável

Paixão absorvente

Seiva misteriosa e desconhecida

Ardor envolvente!

O bater do meu coração…

Por tudo eu amo o mistério

Que tu és e serás, e te adoro VIDA!..

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS O CAMPEÃO DE VENDAS - ESCAPARATES

José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique (1964). Jornalista, escritor e professor.



Começou a sua carreira em 1981 na Rádio Macau. Trabalhou na BBC, em Londres, de 1987 a 1990, e seguiu para a RTP, tendo sido por duas vezes Director de Informação. Foi colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. Ganhou dois prémios do Clube Português de Imprensa e três da CNN, entre outros.


Doutorado em Ciências da Comunicação, é professor da Universidade Nova de Lisboa.


Como escritor é o campeão de vendas em Portugal da década, as suas obras venderam mais de um milhão de exemplares e está publicado em 17 línguas.


Romances: A Filha do capitão, O codex632, A fórmula de Deus, O Sétimo Selo, A Vida num Sopro, Fúria Divina, A Ilha das Trevas.


Do seu último livro publicado, «O Anjo Branco», já foram vendidos 135 mil exemplares. Trata-se de um livro inspirado na vida do seu pai, que exerceu medicina em Tete , Moçambique. Criou o revolucionário Serviço Médico Aéreo e como aparecia do céu na sua bata branca, ficou conhecido com o «anjo branco». José Rodrigues dos Santos disse a propósito deste livro que faltava escrever o grande romance português sobre a guerra colonial, sem cores ideológicas, sem «bons» nem «maus», sem saudosismo. Há uma geração ainda viva que viveu essa guerra.


Os seus livros, têm a característica de contextualizar historicamente a temática abordada, fazendo uma grande pesquisa. Numa altura de interesse pelo romance histórico, os seus livros têm efectivamente tido vendas incomuns, quando é corrente que os portugueses lêem pouco.


EDITORAS SOCORREM-SE DOS ESCRITORES CONSAGRADOS PARA ENFRENTAR A CRISE


Deste modo vão sair dois inéditos de José Saramago, novos livros de António Lobo Antunes, Lídia Jorge, Richard Zmiler, Mário de Carvalho, Mia Couto, Mário Claúdio, Urbano Tavares Rodrigues, Gonçalo M. Tavares, Miguel de Sousa Tavares.


A aposta nos novos é limitada, Aida Gomes e António Bugalho (Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís).


Relativamente aos estrangeiros: Gao Xingjian, Herta Müller, Elias Canetti, Howard Jacobson (Booker Prize), Don DeLillo, Umberto Eco, Enrique Vila-Matas, Philip Roth, Tom Sharpe, Jonathan Franzen, Irvine Welsh.


A Editora Caminho vai publicar a obra completa do poeta brasileiro Manoel de Barros.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CARPE DIEM! BOM FIM-DE-SEMANA!...

"Carpe diem quam minimum credula postero

Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi

finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios

temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.

seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,

quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare

Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi

spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida

aetas: carpe diem quam minimum credula postero".





"Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.



Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses darão a mim ou a ti, Leuconoe, com os adivinhos da Babilónia não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho. Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós: colhe o dia, confia o mínimo no amanhã".






"Odes" (I, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC)





quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A TRAGÉDIA ABALOU O BRASIL...

Como as palavras são sempre difíceis, deixo aqui um excerto do Requiem de Mozart. Lamento profundamente o que aconteceu e penso no caos que se instalou e nas tantas vidas que se perderam.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CLARICE LISPECTOR (Complemento do post anterior)

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,

quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,

eu sinto saudades...


Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,

de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...


Sinto saudades da minha infância,

do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,

do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...


Sinto saudades do presente,

que não aproveitei de todo,

lembrando do passado

e apostando no futuro...


Sinto saudades do futuro,

que se idealizado,

provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...


Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!

De quem disse que viria

e nem apareceu;

de quem apareceu correndo,

sem me conhecer direito,

de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.


Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!


Daqueles que não tiveram

como me dizer adeus;

de gente que passou na calçada contrária da minha vida

e que só enxerguei de vislumbre!


Sinto saudades de coisas que tive

e de outras que não tive

mas quis muito ter!


Sinto saudades de coisas

que nem sei se existiram.


Sinto saudades de coisas sérias,

de coisas hilariantes,

de casos, de experiências...


Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia

e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!


Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!


Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,


Sinto saudades das coisas que vivi

e das que deixei passar,

sem curtir na totalidade.


Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...

não sei onde...

para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...


Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades

Em japonês, em russo,

em italiano, em inglês...

mas que minha saudade,

por eu ter nascido no Brasil,

só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.


Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,

espontaneamente quando

estamos desesperados...

para contar dinheiro... fazer amor...

declarar sentimentos fortes...

seja lá em que lugar do mundo estejamos.


Eu acredito que um simples

"I miss you"

ou seja lá

como possamos traduzir saudade em outra língua,

nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.


Talvez não exprima correctamente

a imensa falta

que sentimos de coisas

ou pessoas queridas.


E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra

para usar todas as vezes

em que sinto este aperto no peito,

meio nostálgico, meio gostoso,

mas que funciona melhor

do que um sinal vital

quando se quer falar de vida

e de sentimentos.


Ela é a prova inequívoca

de que somos sensíveis!

De que amamos muito

o que tivemos

e lamentamos as coisas boas

que perdemos ao longo da nossa existência...


Clarice Lispector