A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

COMBATENTES DA LIBERDADE

Congratulo-me com a libertação de Aung San Suu Kyi, mas outros combatentes da Liberdade devem ser referidos em países que os perseguem, independentemente das políticas praticadas.

SHIRIN EBADI (IRÃO) – Primeira iraniana a ser nomeada juíza, tem sido uma feroz opositora ao regime de Teerão. Em 2003 ganhou o Nobel da Paz.

BIRTUKAN MIDEKSA (ETIÓPIA) – Candidata derrotada, ex-juíza e líder da União para a Democracia e Justiça, chegou a ser condenada a prisão perpétua, mas já está em liberdade.

LIU XIAOBO (CHINA) – Dissidente , luta pela Democratização da China e participou nas manifestações de Tiananmen. Cumpre uma pena de 11 anos. Nobel da Paz 2010.

 
MARWAN BARGHOUTI (PALESTINA) – Líder da primeira e segunda linfada. Cumpre cinco penas de prisão perpétua em Israel

AYMAN NOUR (EGIPTO) – Candidatou-se à presidência para destronar Mubarak e foi preso. Encontrando-se em liberdade ameaça concorrer em 2011.
RIYAD A-TURK (SÍRIA) – Passou duas décadas preso e voltou à cadeia após a «Primavera de Damasco» em 2001, quando depois da morte do Presidente Assad, proclamou que «o ditador está morto».


GUILLERMO FARININAS (CUBA) – Prémio Sakharov para a Liberdade de Expressão. Já fez 23 greves de fome, a última de 135 dias, só terminou quando foi iniciada a libertação de 52 presos políticos.
LEYLA ZANA (TURQUIA)– Política de descendência curda, esteve presa durante dez anos por se atrever a falar a sua língua nativa no Parlamente de Ancara e defender um Curdistão independente. Prémio Sakharov em 1995

In VISÃO (28.10.2010)

domingo, 14 de novembro de 2010

MUDA A COR NOS CAMPOS DAS PAPOILAS


De acordo com os números da ONU, a área de cultivo de ópio foi substancialmente reduzida no Afeganistão. As mulheres afegãs deixaram as papoilas para a preparação do ópio e estão a plantar flores de crocus, planta cujos estigmas são transformados em açafrão, especiaria que dá o triplo do lucro, para elas. O lucro é exactamente o argumento mais forte para convencer as populações a abandonarem a agricultura que sustenta o tráfico de droga. Esta iniciativa teve que ter o apoio das tropas internacionais presentes no país, porque os guerrilheiros atacam os camiões, que transportam os bolbos para cultivo do açafrão e matam os motoristas.



Na região de Herat, tropas italianas têm incentivado a formação de cooperativas de mulheres no acesso ao microcrédito e se o transporte por terra falha, são utilizados os seus próprios helicópteros.


Aos poucos, o azul da flor de crocus substitui o vermelho das papoilas!



[Hamid Karzai, Presidente do Afeganistão, admitiu tacitamente o seu jogo duplo, reconhecendo que recebe «sacos de dinheiro» de vários milhões de dólares do Irão e malas com dinheiro dos Estados Unidos. Disse Karzai: «Nunca o escondi e é algo absolutamente transparente e já falei disso quando estive em Camp David com o ex-presidente George Bush»]

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

BOM FIM-DE-SEMANA!....




Quem me leva os meus fantasmas

Pedro Abrunhosa

Aquele era o tempo

Em que as mãos se fechavam

E nas noites brilhantes as palavras voavam,

E eu via que o céu me nascia dos dedos

E a Ursa Maior eram ferros acesos.

Marinheiros perdidos em portos distantes,

Em bares escondidos,

Em sonhos gigantes.

E a cidade vazia,

Da cor do asfalto,

E alguém me pedia que cantasse mais alto.

.

Quem me leva os meus fantasmas?

Quem me salva desta espada?

Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas?

Quem me leva os meus fantasmas?

Quem me salva desta espada?

E me diz onde é a estrada

.

Aquele era o tempo

Em que as sombras se abriam,

Em que homens negavam

O que outros erguiam.

E eu bebia da vida em goles pequenos,

Tropeçava no riso, abraçava venenos.

De costas voltadas não se vê o futuro

Nem o rumo da bala

Nem a falha no muro.

E alguém me gritava

Com voz de profeta

Que o caminho se faz

Entre o alvo e a seta.

.

Quem leva os meus fantasmas?
.../...

.
De que serve ter o mapa

Se o fim está traçado,

De que serve a terra à vista

Se o barco está parado,

De que serve ter a chave

Se a porta está aberta,

De que servem as palavras

Se a casa está deserta?

.

Quem me leva os meus fantasmas?
.../...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

GEORGIA O'KEEFE - THE WATERFALL - MINHA IDEIA É MEU PINCEL

  THE WATERFALL (1939, óleo sobre tela)


Sempre gostei da musicalidade da água

De ficar de olhos fechados a ouvir

Podem ser adágios, gotas de mágoa

Podem ser «vibratos» inquietos a cair!



Gosto de sentir no meu corpo o seu afago

Pode ser a chuva, a cascata, o rio… o mar

Meu Gerês, onde a água ecoa sem parar

Paraíso de águas puras de meu agrado!



Na água vejo inquietação, movimento

É como a vida, um tropel constante

Sempre a correr, não pára um momento!



Olhando a água, a vida está a passar

Ultrapassa tudo, de forma incessante

Mesmo que suspensa eu fique a divagar!..



Além de ser uma ilustre pintora, foi também uma notável personalidade, uma mulher que estabeleceu para si própria, uma vida independente e lendária, afastada da civilização, no Novo México. A fama das suas pinturas, transmitem força expressiva de cor, sensualidade codificada e uma ligação íntima com a natureza.



As suas flores (uma das suas temáticas que prefiro), surgiram num clima dos anos 20, em que as pessoas viviam fascinadas pelas teorias de Freud e viam nas suas flores e nos pormenores da anatomia das plantas, implicações verdadeiramente eróticas. O’Keefe veio a desmentir.


«Tinha coisas na minha cabeça que não se assemelhavam às que alguém me tivesse ensinado – formas e ideias tão próximas de mim – tão naturais à minha maneira de ser e de pensar que não me ocorreu reprimi-las».


O fotógrafo Alfred Stieeglitz, que exaustivamente a fotografou e com quem depois casou, foi fundamental na sua vida e na sua arte. Projectou-a, introduziu-a no mundo artístico, através da sua arte fotográfica, O’Keefe chegou à simplificação e à ampliação.


«Intuição é um método da forma de sentir de cada um intelectualmente, o âmago interno de um objecto, de modo a localizar o que é único e inexprimível nele. Se existe um meio de agarrar a realidade em termos absolutos em vez de em termos relativos, de entrar nele em vez de tomar posição sobre ele, de o compreender sem nenhuma interpretação ou simbolismo, então esta maneira é em si própria a metafísica.» Henri Bergson.


Esta foi a atitude de O’Keefe, colocar-se ela própria dentro da realidade em vez de ocupar um lugar importante dentro dela.


«Creio que uma folha de erva não é menos de que a jornada de trabalho das estrelas.»

Walt Whitman.


O’Keeffe e Stieglitz eram atraídos pelas ideias de Whitman.


O’KEEFFE – BENKE, Britta – TASCHEN
BIOGRAFIA: AQUI


Blogagem Coletiva proposta pela amiga Glorinha de Leon do Blog Café com Bolo, intitulada "Minha ideia é meu pincel".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO


As guerras orçamentais de alecrim e manjerona entre PS e PSD, os dichotes e remoques, as ameaças, os arrufos, a fotografia do telemóvel, as trocas de acusações sobre o bar aberto a "boys" e "girls" que são hoje certos serviços e empresas públicas (a ANACOM terá gasto 150 mil euros num jantar, 100 mil em "rebranding" e 20 mil em "Moleskines", e a Associação de Turismo dos Açores 196 mil numa festa com "disco party", "welcome drink" e "cocktail dinatoire", o que quer que isso seja), tudo coisas por que os média se pelam, deixaram praticamente na clandestinidade a aprovação pelos mesmos compadres de uma nova lei de financiamento dos partidos.


Nem o desabafo de Seguro ("Não voto leis contra os meus princípios. Serei implacável no combate à corrupção"), nem a notícia de que muitos deputados do PS não tiveram sequer conhecimento prévio das alterações finais introduzidas na lei por Ricardo Rodrigues, o dos gravadores, e ter-se-ão visto obrigados a votá-la "de olhos fechados", foram bastantes para que o cheiro a esturro chegasse ao nariz do jornalismo de recados que hoje maioritariamente por aí se faz.

Uma das novidades da lei é que os partidos poderão agora receber donativos dos candidatos integrados nas suas listas eleitorais. Ou, vista a coisa de uma perspectiva mais feliz, que passará agora a ser possível "vender" lugares, elegíveis ou não, em listas eleitorais a troco de donativos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

«DO CONSERTO DO MUNDO»


2010 ANO EUROPEU DO COMBATE À POBREZA E À EXCLUSÃO SOCIAL, por ironia do acaso, coincidiu com uma das mais profundas crises económicas, que afecta a generalidade das economias europeias. O objectivo central era o de «reiterar o empenho da União e de cada Estado-Membro na solidariedade, na justiça social e no aumento de coesão, exercendo um impacto decisivo na erradicação da pobreza».  O que se passa na realidade é que as soluções para a crise têm sido de contenção ou mesmo retrocesso das políticas de luta contra a pobreza, aumentando a precariedade das famílias mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer os efeitos da crise.
 Depois deste apontamento que todos nós conhecemos, o meu propósito é fazer referência ao livro «DO CONSERTO DO MUNDO», que é uma antologia de contos com o objectivo de despertar consciências. Neste livro participam vários escritores: Gonçalo M. Tavares, Lídia Jorge, Urbano Tavares Rodrigues, Ana Paula Tavares, Hélia Correia, Isabel Zambujal, João de Melo, Mário de Carvalho, Mário Cláudio, Rui Zink, Richard Zimler…

A temática é igual, mas a abordagem é diferente. Uns questionam a ordem do mundo e os fundamentos filosóficos da vida humana, outros questões sociológicas, mas também há os que pegaram em personagens, pelas quais se apaixonaram.



Lídia Jorge, a embaixadora do ano europeu em Portugal, louva a iniciativa e disse: «o livro é uma porta para entender a vida e para entender um mundo em que algumas pessoas ficam à margem da sociedade». O livro essencialmente é uma provocação e uma inquietação , para despertar as consciências contra o atentado aos direitos e à dignidade humana.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

GRANDE ACONTECIMENTO!...

Ontem grande derby na cidade do Porto. As vias foram cortadas para não haver problemas de violência e a camioneta do Benfica foi acompanhada com um grande aparato policial! Instalados os «artistas», que ganham montes de dinheiro…a propósito, uma ocasião falava com um colega e eu disse-lhe que era um escândalo os ordenados que recebiam, respondeu-me desafiador:

-Um futebolista é mais importante à sociedade de que um médico, ele pode dar felicidade a muita gente, que nem pensa em doenças!

Eu só disse: Ah!!!!

Às segundas-feiras, as conversas eram impossíveis! Nunca gostei de futebóis e muito menos de fanáticos, independentemente do clube são todos iguais!!!

Mas ontem, antes do jogo, a onda benfiquista andou pela cidade e como eu moro num local bom para desfiles automobilísticos, lá tive que sofrer a minha dose! Claxons e mais claxons, desde que começou a moda do claxom, é uma festa! Depois veio um camião daqueles com um volume de música que faz tremer os vidros das janelas e claro a última moda de fazer barulho, a vuvuzela! Que pelos vistos já tem séculos!!!

Não sei quem pintou este quadro, nem que título lhe deram, só sei que os anjos estavam agastados com o velhote e lhe deram cabo dos tímpanos!



No fim do jogo, silêncio!!!! Uns regressaram a casa pela calada, os outros rejubilantes pela vitória deviam ter enchidos os bares e bebido uns copos, mas não andaram pelas ruas a festejar!



O meu filho sugeriu que eu colocasse esta música do Zeca, é muito mauzinho, mas para ouvir o Zeca Afonso até vale a pena!!!!




AGORA NÃO FIQUEM ZANGADOS, PORQUE PARA MIM O LEMA É SEMPRE O MESMO, QUE GANHE O MELHOR!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

BEIJO

Ao fim-de-semana no NS, lá vem «O SEXO E A CIDÁLIA», são crónicas muito lidas pelos mails que chegam à revista e são publicados. Pergunta-se quem é a Cidália? Ninguém sabe! As suas crónicas são ousadas, mas sempre desenham um sorriso na boca. A navegar em águas turvas, sabe bem ler a Cidália e é pena não haver muitas Cidálias! Evidentemente que há quem a possa considerar demasiado «fresca» e até, para quem esteja só canalizado para o sério, também fútil!



Na última crónica Cidália escreve sobre o beijo.


Beijo - Gustav Klimt


Num domingo de chuva, passava pela rua e viu um casalinho a beijar-se, só que ele beijava, mas os seus olhos estavam fixos num jipe. A Cidália passou-se: O amor enoja-me agora mais por aquilo que passou ser. O amor é uma curtição de beijos molhados, mas com tempo para olhar para o turbo dos outros. E foi para casa escrever sobre beijos.

A complexidade dos beijos começa logo quando os escrevemos. Nunca sei se hei-de escrever: «beijos», «beijinhos» ou os poupadinhos «bjs»! A verdade é que penso no destinatário/a e tento perceber em que formato de beijo se enquadra. Ou merece. Já agora saibam que nunca receberão de mim «jokas», «beijunfas», ou bastardos do género.

Cidália diz que os beijos são o veículo do amor, que fica muito desconfiada dos que não gostam de dar e manifesta o parecer, que as mulheres gostam mais do que os homens. E diz ela: sofrendo cronicamente de incontinência afectiva, pelo-me por um beijo. Posso morrer logo ali, feliz.


O prazer dos beijos é um pedir outro. Um beijo não deve ser ímpar, ainda que possa ser único. Os amigos (já nem falo dos companheiros) merecem o nosso coração e a nossa cara. Acreditem que nem todos estão disponíveis para dar a cara.
Num encontro mais íntimo, só o beijo é que determina se a noite foi de sexo ou foi de amor!
Não sei bem porque gostam os homens menos de beijos. Como se isso lhes tirasse a masculinidade. Como se o beijo fosse a chatice que lhes permite chegar ao que querem. Então lá têm eles de o gramar. As mulheres amam, os homens gramam.

Domingo de chuva, muita gente triste e Cidália diz: conheço tanta gente que fica triste, que penso – romanticamente – que muitas pessoas seriam salvas com beijos!

E como sempre termina a sua crónica escrevendo: OH GOD, MAKE ME GOOD, BUT NOT YET!..

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

CRÓNICA DE JOÃO CÉSAR DAS NEVES (DESTAK)

Teflon®

João César das Neves

Não é fácil, mas tente olhar José Sócrates em termos puramente estéticos. Abstraindo da gravidade da situação e influências na nossa vida, considerando apenas a capacidade de manipulação e sobrevivência política, Sócrates é espantoso.


Fiascos, crises, mentiras e inversões passam sem efeitos. Nunca é afectado pela realidade, não cede a escrúpulos, não teme escândalos. Sobreviveu às dúvidas sobre a sua licenciatura em Março de 2007, os casos Freeport desde 2005 e Face Oculta desde 2009 e os ataques mais violentos. É impressionante a capacidade de inverter compromissos, mudar de carácter, esquivar-se de golpes. Como nas panelas de Teflon, nele tudo desliza sem pegar.

Hoje a crise é gravíssima, paralisa a economia, desanima a sociedade, danifica a imagem internacional. O Governo, no poder há cinco anos, afunda-se em culpas, contradições, hesitações, bloqueios. Normalmente já teria caído ou sofreria sondagens mise-ráveis e atitude defensiva, acossada ou apática. Assim foram John Major, George Bush, agora Zapatero.


Sócrates não! Nunca se desculpa, nunca lamenta, nunca recua. Segue sempre em frente. No meio da tempestade perfeita mantém o ar inocente, triunfante até. E com razões. As sondagens são aceitáveis e a sua eficácia tribunícia permanece imponente. Quem o ouve é levado para um reino fantástico e sedutor onde, omitindo os fiascos, se olha com confiança o sucesso da próxima proposta. No campo orçamental roça o surrealismo.


A situação política está a fritar o Governo há anos e ultimamente o lume subiu. Mas Sócrates é Teflon.

THE ROSE GARDEN - PAUL KLEE (MINHA IDEIA É MEU PINCEL)



Puro prazer da descoberta,
Do que no visível está oculto
Blocos em sobreposição
Casas, em cima de casas, uma igreja?
Mas aqui e ali
Aparecem rosas
Grandes rosas
E ouve-se o violino de Klee!
É preciso entrar e descobrir
Entrar profundamente
No multi-dimensional
Parar e fruir!




Olhar e voltar a olhar
Em perspectivas diferentes
O leque das «nuances» rosadas!
Ir além da geometria
Encontrar
O âmago do artista
O jeito infantil,
Os ânimos e crenças
A sabedoria subtil!




Abstracção
Sensações e emoções
O prazer de estar lá
Da felicidade de estar lá
Naquele sítio irreal
Romântico e inspirador!
Entrando nos segredos
De um mundo que parece ideal
Que nos consola, nos alegra
E devia ser real!

«Mesmo se não me tivesse contado que toca violino, eu teria adivinhado que os seus desenhos são transcrições de música.» RILKE



«A cor tomou posse de mim, não preciso de a perseguir, sei que ela está presa a mim para sempre… A cor e eu somos um!» KLEE


«A arte não reproduz o visível, mas torna-o visível.» KLEE






Blogagem Coletiva proposta pela amiga Glorinha de Leon do Blog Café com Bolo, intitulada "Minha ideia é meu pincel".



terça-feira, 2 de novembro de 2010

É PRECISO AUXILIAR A «AJUDA DO BERÇO»

A Directora deste projecto, Sandra Anastácia deu conta da situação grave que estão a atravessar, devido a uma brutal diminuição dos donativos e apoios, para as 40 crianças que moram em duas casas desta instituição. Avança que se esta situação não se inverter, uma das casas terá que ser encerrada. Apesar de o pessoal não ser muito, para cuidar dos bebés e das crianças até aos 6 anos, já teve que dispensar pessoal e os ordenados do pessoal, estão em risco. Obviamente que se uma das casas tiver que fechar, as crianças, que são da responsabilidade do Estado, não ficam na rua, mas não usufruirão das condições que lhes oferece a AJUDA DE BERÇO.





PARA AJUDAR, pode comprar a colecção de livros, que tem o título genérico o ABC DA VAQUINHA. São seis livros e cada um custa 3 euros.



Outras formas de ajudar: ligar para o número 760300410 e estará a doar 0,60 euros à Instituição, fazer uma transferência bancária, para enviar donativo ou tornar-se sócio da própria instituição.

Notícias Magazine

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

QUANDO A «DESGRAÇA» TEM GRAÇA»...

Fotografia retirada do Jornal de Notícias

Aqui numa das ruas do Porto, mais concretamente na Rua de Costa Cabral, o dono da loja colocou este dístico e foi muito realista!.. Outros colocam cartazes, onde sistematicamente há promoções, promoções...saldos, saldos...
O pequeno comércio ou chamado comércio tradicional atravessa uma crise que se está a acentuar! Têm sido uns heróis na sua sobrevivência, lutando contra os grandes centros comerciais que se foram espalhando pela cidade e pela periferia e onde se instalou em maioria os produtos de marca internacionais. Depois vieram os produtos chineses, com preços muito baixos e que também se espalharam pela cidade, em lojas pequenas e grandes lojas. Tem sido de facto atrofiante para os produtos portugueses e para as pequenas lojas.

domingo, 31 de outubro de 2010

OUTONO E AS CASTANHAS ASSADAS...

Chega o Outono, eles lá aparecem, os homens das Castanhas! Normalmente param nos jardins e fazem uma paisagem de encanto, envolvidos pelo fumo do assador, a névoa e às vezes a chuva miúda. Desde sempre, que gosto de castanhas assadas e lembro-me como elas eram um conforto! Saiamos da escola, à porta estava sempre o homem das castanhas, vínhamos enregeladas de frio e era bom aquecer as mãos no pacote das castanhas quentinhas, às vezes metia-se o pacote por dentro do casaco debaixo dos braços, para as manter quentinhas e lá vínhamos todas na «laracha»!

Está próximo o dia de S. Martinho, dia dos magustos, com castanhas e vinho novo, fazem-se festas, bailaricos…costumes ancestrais.


Acerca do assunto, escreve o conceituado etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira (1910-1990): «O S. Martinho, como o dia de Todos os Santos, é também uma ocasião de magustos, o que parece relacioná-lo originariamente com o culto dos mortos (como as celebrações de Todos os Santos e Fiéis Defuntos). Mas ele é hoje sobretudo a festa do vinho, a data em que se inaugura o vinho novo, se atestam as pipas, celebrada em muitas partes com procissões de bêbados de licenciosidade autorizada, parodiando cortejos religiosos em versão báquica, que entram nas adegas, bebem e brincam livremente e são a glorificação das figuras destacadas da bebedice local constituída em burlescas irmandades. Por vezes uma dos homens, outra das mulheres, em alguns casos a celebração fracciona-se em dois dias: o de S. Martinho para os homens e o de Santa Bebiana para as mulheres (Beira Baixa). As pessoas dão aos festeiros. vinho e castanhas. O S. Martinho é também ocasião de matança de porco.»
(in As Festas. Passeio pelo calendário, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987)

Antes de ser introduzida em Portugal a batata, cuja origem é do Peru, levada para Espanha em 1570 e de lá disseminando-se para a Europa e depois para todo o mundo, muita castanha se comia! Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso e acompanhou a história da civilização ocidental há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituía um importante contributo calórico.


O homem das castanhas
Letra: Ary dos Santos

Na Praça da Figueira,
ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono, à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
.

Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.

.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.

Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.

.Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.

.A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.

.Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.

.E o fado com música de Paulo de Carvalho, cantado por Carlos do Carmo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ENFIM CHEGARAM A A UM ACORDO!...

O SRº. PROF, DR. CAVACO E SILVA




O TAL DE:


«EU NUNCA ME ENGANO E RARAMENTE TENHO DÚVIDAS»

ESTA SEMANA APRESENTOU A SUA RECANDIDATURA E DISSE QUE ERA A PESSOA
MAIS INDICADA PARA O LUGAR DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, POR ISTO E MAIS AQUILO... REUNIU HOJE O CONSELHO DE ESTADO, DEVIDO AO PS E PSD NÃO TEREM CHEGADO A ACORDO.

SAIU FUMO BRANCO!...TINHA QUE SAIR! AQUELE TÃO DIFÍCIL ACORDO PARA A PASSAGEM NA ASSEMBLEIA DO ORÇAMENTO DE ESTADO, ACONTECEU!... UM ACORDO QUE NO FUNDO É PARA QUE PORTUGAL CONTINUE A USUFRUIR DE EMPRÉSTIMOS!...

EU APETECIA-ME DIZER AQUI MUITA COISA, MAS VOU SER COMEDIDA, VOU OUVIR OS «MESTRES» DA ANÁLISE POLÍTICA OU NEM ISSO! ESTE NÃO É O CAMINHO É MAIS UM DESVIO CONVENIENTE!...

PARABÉNS ALEXANDRE!!!!!

Olá Alex, o meu grande abraço de parabéns, com o desejo de um dia feliz, mas que se estenda por muitos dias felizes !..



Grata estou pela tua amizade, que vem do Japão e trás muita beleza desse país do SOL NASCENTE! Contigo tenho usufruído de muitos conhecimentos, que vão dos tempos ancestrais aos mais contemporâneos, sempre com um toque muito pessoal!


 
 http://lostinjapan.portalnippon.com/ de Alexandre Mauj Imamura Gonzalez - MERECE UMA VISITA!


SEMPRE FASCINADA PELO JAPÃO, DEIXO AQUI UM POUCO DA SUA ARTE E DA SUA MÚSICA, NÃO SÃO PRESENTES QUE DOU AO ALEX, SÃO PRESENTES QUE O ALEX ME DÁ A MIM!



















SAKAMOTO, CLARO!!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adagio in G Minor (Albinoni)

IRISES IN MONET'S GARDEN - CLAUDE MONET (1900)

Para mim este quadro é uma explosão de cor e é uma grande explosão de vida! Lembrei-me quando era miúda, que tinha o meu canteiro e como isso me encantava e entretinha! Brincava com o «milagre» de plantar umas sementinhas, coisas de nada e mais tarde ver surgir um caule débil, que se enchia de folhas e um dia aparecia uma flor, que era para mim uma festa!

Ao ver este quadro, não consigo de todo abstrair-me, a sua contextualização de imediato surge à minha cabeça, quando se estuda um bocado de história de arte é natural que isso aconteça. Deste modo revejo todo o movimento impressionista, Monet e Impression, soleil levant, um dos seus quadros, que deu nome ao movimento.

Porque pintou Claude Monet tantas flores? Era um apaixonado pela Natureza, pela sua luz e cor. Na sua casa em Giverny, tinha belos jardins (casa e jardins podem ser visitados), com grande profusão de cores, pela mescla de uma grande variedade de flores, em camadas de flores simples e de variedades mais raras, diferentes em cor e tamanho, criando assim uma extensão volumosa, um fascínio visual. Os seus jardins eram divididos em duas partes, contrastantes e complementares, a um jardim invulgar, outro surgia ainda mais invulgar, um jardim japonês, onde uma pequena ponte, atravessava o riacho que por ali passava, cheio de nenúfares. En plein air, Monet, um dos maiores ilusionistas do impressionismo, pintou flores e a fluidez e transparência da água, em rápidas pinceladas, que de perto pareciam uns borrões, mas de longe tinham a nitidez precisa e fascinante de alguém que mergulhava na natureza como um deus, em diferentes horas do dia e em épocas diferentes do ano. Seus olhos não aguentaram tanta exposição ao sol!

MOVIMENTO IMPRESSIONISTA – AQUI 

CLAUDE MONET – AQUI  


Blogagem Coletiva proposta pela amiga Glorinha de Leon do Blog Café com Bolo, intitulada "Minha idéia é meu pincel"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

À TATI PASTORELO, PARABÉNS, FELICIDADES E UM GRANDE XI-CORAÇÃO

PRESENTES DA GLORINHA LEÃO

Fui presenteada pela  minha querida amiga carioca, de costela portuguesa e italiana, Glorinha, do blogue CAFÉ COM BOLO, uma pessoa de quem sou francamente admiradora, apesar de já nos terem querido afastar! A propósito anda alguém sempre em linha a querer afastar-me dos amigos que tenho feito virtualmente, que para mim até são realmente, já que temos criado afinidades e cumplicidades.



O presente aqui é a caneca onde coloquei as minhas canetas

A Glorinha resolveu enviar-me presentes que são muito especiais, já que foram criados por si própria. Agradeço-lhe a amizade, a atenção, a delicadeza e o tempo que me tem dedicado. Um grande XI-CORAÇÃO!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OS SALTIMBANCOS

Remexendo nos meus antigos LPs, encontrei um muito especial. Foi um disco que quando os meus filhos eram pequenos muito tocou e era muito apreciado, por nós e por eles, tanto assim, que nós acompanhávamos cantando todas as músicas. Sempre fui grande admiradora do Chico, desde «A Banda», «Pedro Pedreiro», também tenho este LP, como muitos outros. Lembro-me da timidez do Chico quando apareceu, assisti depois a um espectáculo dele, uns anos depois. «Os Saltibancos», é um excelente trabalho dirigido às crianças e que faz bem aos adultos.


Um excerto de «Os Saltimbancos».


 
 
Saltimbancos - Picasso

E pensando nos Saltimbancos…



Tenho vagamente uma ideia, daquelas trupes de rua. Mais tarde passaram por alguns filmes de Fellini. Chegavam à praça e instalavam-se. O facto de serem nómadas era assim algo muito romântico. Pareciam realmente livres e felizes. Os miúdos surgiam logo curiosos, a observar a movimentação. Até que tudo começava com um rufo de tambor e as pessoas já tinham feito a rodinha, com os miúdos sentados no chão na primeira fila. Tudo estava alegre e em expectativa. Lembro-me do homem, que soprava faúlhas de fogo e metia na boca fogachos, era assustador, do cão saltador e bailarino, da menina que fazia piruetas, do palhaço com a sua roupa extravagante e do seu grande nariz vermelho, sempre a meter-se com as crianças… Depois um chapéu velho e coçado ia passando por um e por outro, para darem a moedinha. Arrumavam tudo na carroça, onde um burro tinha esperado com o focinho enfiado num saco, amarravam o cão à carroça e lá partiam sob os olhares saudosos dos miúdos, cantando e rindo. As pessoas retiravam-se, a praça parece que escurecia e viam-se os vultos dos miúdos a tentar imitar os malabarismos. Um dia chegaria de novo o rufo do tambor. A vida era simples e pequenas alegrias faziam a diferença.