«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




terça-feira, 9 de novembro de 2010

«DO CONSERTO DO MUNDO»


2010 ANO EUROPEU DO COMBATE À POBREZA E À EXCLUSÃO SOCIAL, por ironia do acaso, coincidiu com uma das mais profundas crises económicas, que afecta a generalidade das economias europeias. O objectivo central era o de «reiterar o empenho da União e de cada Estado-Membro na solidariedade, na justiça social e no aumento de coesão, exercendo um impacto decisivo na erradicação da pobreza».  O que se passa na realidade é que as soluções para a crise têm sido de contenção ou mesmo retrocesso das políticas de luta contra a pobreza, aumentando a precariedade das famílias mais vulneráveis, que são as primeiras a sofrer os efeitos da crise.
 Depois deste apontamento que todos nós conhecemos, o meu propósito é fazer referência ao livro «DO CONSERTO DO MUNDO», que é uma antologia de contos com o objectivo de despertar consciências. Neste livro participam vários escritores: Gonçalo M. Tavares, Lídia Jorge, Urbano Tavares Rodrigues, Ana Paula Tavares, Hélia Correia, Isabel Zambujal, João de Melo, Mário de Carvalho, Mário Cláudio, Rui Zink, Richard Zimler…

A temática é igual, mas a abordagem é diferente. Uns questionam a ordem do mundo e os fundamentos filosóficos da vida humana, outros questões sociológicas, mas também há os que pegaram em personagens, pelas quais se apaixonaram.



Lídia Jorge, a embaixadora do ano europeu em Portugal, louva a iniciativa e disse: «o livro é uma porta para entender a vida e para entender um mundo em que algumas pessoas ficam à margem da sociedade». O livro essencialmente é uma provocação e uma inquietação , para despertar as consciências contra o atentado aos direitos e à dignidade humana.

17 comentários:

Socorro Melo disse...

Oi, Manu!

Essa conscientização, que é objetivo do livro, é a arma mais importante, digamos, para a transformação da sociedade, pois, o que se deve mudar primeiramente, é, de fato, o pensamento.

Beijos
Socorro Melo

Fatima disse...

Oi minha querida amiga!
Passando para deixar meu bjs.

manuel marques disse...

Excelente artigo e obrigado pela dica.

Beijinho.

mdsol disse...

Olá! Obrigada pela visita! [Parece que somos BIZINHAS]

:))))

Sandra Botelho disse...

É amiga...A dignidade humana anda sendo desrespeitada ou simplesmente esquecida.
Alguns em riqueza sem limites, outros em profunda pobreza.
Triste demais a situação desse nosso mundo.
Bjos achocolatados
Obrigado pelos emails são maravilhosos viu?

Isadora disse...

Manu, que livro interessante embora o assunto não seja dos mais alegres, porém é interessante ver diferentes pontos de vista acerca de uma questão.
Olha passo por aqui com o coração transbordando de alegria e te agradeço de coração as lindas palavras que você deixou para mim. Me senti repleta de carinho.
Muito obrigada mesmo por sua atenção e gentileza.
Um grande beijo
Isa

Lu disse...

Ei, Manu!

Vou procurar ler esse livro, o tema me interessa muito. Tentar erradicar a miséria é também uma das promessas de campanha da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff.
Aliás, em um país como o meu, esse é um tema extremamente complexo, para o qual é impossível se fechar os olhos.
Belo post!
Beijo!

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Muito bom o seu post.
Não é possível a humanidade ainda viver do jeito que vive. Uns com tanto, outros sem nada!
o livro deve ser muito bom! gostaria de ler.
está na hora da humanidade viver tempos mais justos, assim espero...

um bom dia!

Socorro Melo disse...

Oi, Manu!

Tem selinhos pra você lá no Blog. Se não gostar, pode declinar, tá?


Bjos
Socorro Melo

rouxinol de Bernardim disse...

Cada vez mais premente atentas as circunstancias actuais...

rouxinol de Bernardim disse...

Cada vez mais premente atentas as circunstancias actuais...

manuela baptista disse...

no desconcerto
de um mundo

em que uns têm e os outros não

que muito se concertem e consertem,
para o tornar melhor!

beijinhos

manuela

Laura disse...

Manú querida, não são os livros que vão erradicar a pobreza mas sim o amor entre todos e o dar as mãos...juntos conseguíriamos travar essa luta tão dolorosa, mas, quem está bem, deixa-se estar e quem lá está, que se desenrasque, mas que tristeza de pessoas somos nós?...

Um beijinho da laura..tá quaseeeeeeeeeeeee, amanhã vou para Coimbra. até depois. laura

Malu disse...

Manu, sempre encontrei um abismo muito grande entre as tais políticas sociais ( expressão tão em moda hoje) e a erradicação da pobreza.

Há que se deixar os grandes debates e congressos ou coisa do gênero, sair do campo dos pensamentos e filosofias e colocar-se "A MÃO NA MASSA"

Como custa para isto consolidar-se de fato!
Abraços,minha amiga

Beth/Lilás disse...

Manú, querida!
Você, como sempre, trazendo-nos notícias alvissareiras.
Sabemos que não adianta muito falar deste problema somente através de livros, mas já é um bom passo, porém o mais importante é a consciência dos que vivem bem e confortáveis em seus países. Não adiantará em muito se alguns não abrirem mão de seus confortos, doando um pouco para aqueles do outro lado ou embaixo do planeta que vivem com tão pouco.
um abração carioca

Vieira Calado disse...

A minha pergunta, amiga:

E despertará?

Saudações poéticas

Manuela Freitas disse...

Um problema grande mundial, porque se há infelizmente aqueles locais onde a fome já é uma constante há muito tempo, noutros sítios onde a sociedade é mais estratizada, está em movimento acelarativo, se não forem tomadas medidas de maior equilíbrio social, assim como contenção nas matérias primas e no capitalismo desenfreado. É uma ironia pensar que uns passam fome, para que outros comam demais!!!
Todas as acções para despertar consciências são louváveis e aqui não interessa muito ser pessimista, o que interessa é fazer, como estes escritores que se juntaram num esforço criativo comum, para defesa de uma causa.
Um abraço para todos,
Marisa