«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

QUANDO A «DESGRAÇA» TEM GRAÇA»...

Fotografia retirada do Jornal de Notícias

Aqui numa das ruas do Porto, mais concretamente na Rua de Costa Cabral, o dono da loja colocou este dístico e foi muito realista!.. Outros colocam cartazes, onde sistematicamente há promoções, promoções...saldos, saldos...
O pequeno comércio ou chamado comércio tradicional atravessa uma crise que se está a acentuar! Têm sido uns heróis na sua sobrevivência, lutando contra os grandes centros comerciais que se foram espalhando pela cidade e pela periferia e onde se instalou em maioria os produtos de marca internacionais. Depois vieram os produtos chineses, com preços muito baixos e que também se espalharam pela cidade, em lojas pequenas e grandes lojas. Tem sido de facto atrofiante para os produtos portugueses e para as pequenas lojas.

16 comentários:

as-nunes disse...

De facto, em desespero de causa, este comerciante confessa abertamente, publicamente, a sua impotência face ao poder económico e de marketing dos grandes Centros Comerciais, os "Shoppings Center" de Belmiro de Azevedo e de outros. Os investimentos monstruosos que se estão a fazer nessas áreas estão a standardizar dramaticamente todo o país.
Quando lá andamos dentro, às vezes até perdemos a noção da zona geográfica em que estamos: Lisboa, Porto, Leiria, Coimbra, Braga, Viseu?

E os acessos rodoviários privilegiados que essas áreas comerciais estão a construir por todo o lado? Quem paga? Diz-se que são os promotores dos investimentos, mas com tanta mentira que nos têm impingido em termos de aplicação dos dinheiros públicos já nem sei em quem confiar!

Em conclusão. O desequilíbrio entre a oferta e a procura de bens de consumo não está já a verificar-se?
O ano de 2011 vai ser um ano capital.
Quem sabe não será o ano da aplicação da pena capital para o pequeno comércio?

Um abraço
António

BRANCAMAR disse...

Muito elucidante este cartaz dos momentos de crise que atravessamos. Trabalho aí tão perto, em Latino Coelho, mas não passei por estes dias por Costa Cabral, uma rua de muito comércio e que acredito que será um dos locais onde os comerciantes mais dificulddaes terão, até porque não tem o movimento da baixa.
Há dias vi numa casa de restauração um letreiro que dizia "Menu anti-crise" e assim vão surgindo ideias com um certo humor, mas que infelizmente de divertido não têm nada.
Deixo beijinhos e votos de um bom feriado.
Branca

Isadora disse...

Manu, é uma situação muito difícil essa. E chegamos a isso: colocar um cartaz pedindo-se clientes.
espero que tudo por aí melhore afim de que as pessoas possam viver dignamente.
Um beijo

Luís Coelho disse...

Haja imaginação e capacidade de se renovarem. Muitos destes comerciantes estão com a corda na garganta e vêem os seus negócios a correrem pela ribeira. Que Deus os ajude e lhes dê clientes certos e bons pagadores.

Lu disse...

Olá, Manuela,

Vim conhecer seu blog a partir do de uma amiga brasileira e, aqui chegando, viajando por suas postagens, gostei muito de tudo.
Me agradam textos sobre questões cotidianas, como este, em que fala das aflições enfrentadas pelo comércio do Porto. Por aqui não é muito diferente.
Sigo você!
Beijo!

Eliane disse...

Oi Manu nessa loja eu entraria com certeza pois achei o cartaz muito interessante. Aqui no Brasil tambem é assim os pequenos tem que rebolar pra vencer a concorrência dos grandes magazines. Um beijo da Eliane.

Fatima disse...

Já passamos tanto por isso aqui.
bjs.

manuel marques disse...

Como diz o velho ditado,uma degraça nunca vem só...

Beijo.

orvalho do ceu disse...

Olá,
Enquanto que aqui a rua nem dá pra andar pelo feriado um pouco maior... aí faltam pessoas...
A crise é mundial... temos visto... pessoas transitam mas poucos compram...
Abraços fraternos e votos de paz.

Anónimo disse...

De facto, é um problema grave, ainda bem que há comerciantes que mesmo na "desgraça" conseguem ter humor. Tudo de bom.

Nilce disse...

Quanta criativida Manu.
É, na crise, o negócio é apelar mesmo.

Bjs no coração!

Nilce

ADiniz disse...

Em meio a crises sempre a pressão é ainda maior ao pequeno e médio empresário que tem um valor de tributos maior internos na comercialização que os produtos importados, que normalmente são mais baixos, principalmente quando estes com selos asiáticos que conseguem preços final de produto muito abaixo devido a superprodução devido a mão de obra a nível de escravidão.
Mas quem se interessa por isso?!
Só o individualismo, no âmbito geral, é que tem o saldo positivo.
Mas olha... Gostei da sinceridade deste empresário.

Bjinhos e um bom feriado a vc.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Aqui no Japão começaram um projeto de abate fiscal para as pequenas e antigas lojas. Pq não há como competir com os grandes varejistas e nem com essa onda gigante de produtos à preços miseráveis made in China.

é triste ver algo assim...
só sobrarão os tubarões...
abraços e bom dia

Manuela Freitas disse...

Caros amigos,
O pior é que isto está em ritmo de agravamento e não há humor que vá aguentar!...
Abraço,

Pedrasnuas disse...

A SITUAÇÃO ESTÁ MESMO MUITO MAL, AQUI NA MADEIRA HÁ MUITAS LOJAS A FECHAREM... E NOS CENTROS COMERCIAIS...

DÁ UMA SENSAÇÃO ESTRANHA. HÁ LOJAS QUE SÃO CRIATIVAS E COLOCAM À PORTA UM CASAL A TOCAR MÚSICA,OU UMA ENTREVISTA COM ALGUÉM IMPORTANTE...CADA UM SOCORRE-SE DO QUE PODE...

ESTAMOS MESMO EM DESGRAÇA...MAS TEMOS DE PENSAR COM GRAÇA PARA NÃO CAIR NA TOTAL DESGRAÇA...

A HISTÓRIA DO MODELITO ESTÁ QUASE A TERMINAR...O NOME DELE É ...SEGREDO...:)))

BEIJINHOS QUERIA MANÚ
NOTA: ESTÁS BEM NESSA FOTO...PARECES UMA NAVEGADORA SOLITÁRA...POR MARES NUNCA ANTES NAVEGADOS...:)))

Beth/Lilás disse...

Manú, querida!
Pois este filme já vimos por cá algumas vezes em épocas mais difíceis.
Acho um absurdo o que estes produtos chineses fizeram ao mercado mundial, mas pressinto que será uma coisa muito difícil de retirar do comércio global por causa dos preços atraentes que podem sufocar os produtos nacionais.
Este comerciante foi, além de verdadeiro, muito criativo.
bjs cariocas