«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 12 de junho de 2011

ESTÁ TUDO «TÓTIL»?


Zona central do Porto e um mesmo espaço tem 3 nomes. Junto à Câmara Municipal é a Praça Humberto Delgado, segue-se a Av. dos Aliados e depois a Pr. da Liberdade (fot.google)

Assisti a um debate na Livraria leitura, sobre REGIONALISMOS, GÍRIA E CALÃO

A NOSSA IDENTIDADE VOCABULAR É A NOSSA MAIOR PRECIOSIDADE, disse o jornalista Alfredo Mendes, defendo que «a voz do povo é a voz do sangue» e que a «oralidade é património». «Todas as pessoas são bibliotecas falantes, porque conservam em si a pulsação da língua, dão-lhe prova, provam que está viva».

Alfredo Mendes, tem um livro publicado, onde reuniu 1700 vocábulos típicos dos habitantes do Porto, «Porto naçom de falares».


Falou de uma naturalidade vocabular e deu um exemplo prático: quando se entala um dedo, diz-se um f…, ou dois ou três, solta-se um c…., o que não se diz certamente, agarrado ao dedo é: «ai que maçada que me magoei e está a doer-me muito!»

João Carlos Brito, linguista e autor de «Francesinhas à moda do Porto», disse: «estamos debaixo de uma colonização, perdendo diversidade e riqueza. Além dos estrangeirismos, 30 mil palavras já usadas correntemente, temos o «lisbotês» disseminado pelos quatro canais televisivos».

Brito, deu um exemplo: «bué» importado das ex-colónias, já é mais popular que o orgulhoso equivalente tripeiro «tótil».

E a questão a finalizar foi: O Porto deve lutar pela sua identidade vocabular?

Não me parece muito necessário! Subjacente a tudo sempre estará a maneira de falar à «puerto», com todo o seu vernáculo à mistura, para isso nada como andar de ouvidos abertos pela cidade!


6 comentários:

A.S. disse...

Manuela,

Nada conseguirá mudar, por muito que tentem, alterar a identidade genética da "nossa" cidade!...


Um abraço portuense... vizinha! :)
AL

Jorge disse...

"PORTO naçom me falares", é um livro que, como bom tripeiro que sou - e de Cedofeita,tenho aqui à mão, uma vez que não há nada no mundo e mais importante do que a cidade a que chamamos "naçom".
E... "bibó Puorto!"
Bj
J

AFRICA EM POESIA disse...

MANELA
Gostei de te ver amiga.
estava a sentir a tua falta.
Gostei do texto e dos comentários
É bom que se ame a sua terra e se agarre com as duas mãos para não se perderem os seus valores.
Um beijinho para ti

AFRICA EM POESIA disse...

MANELA
Gostei de te ver amiga.
estava a sentir a tua falta.
Gostei do texto e dos comentários
É bom que se ame a sua terra e se agarre com as duas mãos para não se perderem os seus valores.
Um beijinho para ti

Sandra Botelho disse...

Feliz dia dos namorados.
E que o amor esteja sempre no ar, nos corações e almas de todos os seres humanos. Lindo domingo dos namorados pra ti.bjos achocolatados

Beth/Lilás disse...

Manú, querida!
Estou voltando!
Teu post é interessante e de grande importância, pois quando estive em Portugal, percebi a invasão televisiva em restaurantes e comércio em geral, tendenciando para uma linguagem que nada tem a ver por aí.
E isto acontece aqui mesmo no Brasil, ou seja, empurram o jeito, os hábitos, o sotaque do sudeste para todo o resto do país, como se assim falasse o todo de nosso povo tão diversificado.
um grande abraço, carioca