«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




quinta-feira, 2 de junho de 2011

PREFERE O AMOR CÃO OU O AMOR GATO? OU O SEU AMOR É DE CÃO OU É DE GATO?

Segundo Ramiro Calle, ninguém ama de maneira igual, há um amor cão e o amor gato. Um é mais exaltado, outro é mais temperado, o que não significa que se goste menos. Estas posturas podem-se alterar ao longo do tempo. Um bom indicador para testar a irreversibilidade de um relacionamento prende-se com o sexo. Se a sexualidade desaparece, dificilmente volta.
Ramiro Calle, é considerado um guru do tema, amor, casal…mas da teoria à praxis vai sempre uma grande distância, no entanto há ideias que não sendo originais são interessantes.




Do seu livro «A ARTE DO CASAL»:

A pauta pela qual muitos se regem é a do controlo. Precisamos de dominar, exigimos, dependemos, manipulamos e esses vínculos afectivos são negativos. Não basta que nos queiram, queremos que nos queiram como nós queremos, se assim não for gera-se amargura e frustração. O mais importante é a comunicação, comunhão e acima de tudo respeito e perdão. Os relacionamentos são demonizados, por insegurança, por considerarmos os outros nossa propriedade. Quem ama perdoa a infidelidade, que não é sinónimo de deslealdade, porque nos fizeram acreditar que uma pessoa é capaz de satisfazer todas as nossas necessidades. O ser humano é polígamo por natureza.

TAL E QUAL, MAS É FÁCIL CHEGAR A ESSE ESTADO DE ABNEGAÇÃO? SER PERDOADOS TODOS QUEREMOS, PERDOAR NÃO É FÁCIL!...
A EVOLUÇÃO DO NOSSO CÉREBRO, NÃO FOI RECALCANDO O INSTINTO, A PRÓPRIA ENGRENAGEM DA SOCIEDADE QUE SE FOI DESENVOLVENDO NÃO APONTOU QUE A MONOGAMIA SERIA UMA FORMA MAIS SEGURA E MAIS TRANQUILA DE VIVER?



Quem não tem um parceiro vive obcecado com isso, os que têm vivem obcecados em deixá-lo. 90% dos casais são infelizes, mas quase toda a gente quer viver em parelha, aceitando os cânones prescritos pela sociedade, cega perante as evidências. A separação é frequentemente a única saída. Temos que ser honestos. Nasceste livre e queres morrer escravo de algo que te faz sofrer? Quando não dá tem que se deixar ir. Aliás, quando se ama verdadeiramente, sabe-se libertar para ver o outro feliz mesmo que tal implique perdê-lo.

A SEPARAÇÃO, QUANDO SE ESTABELECERAM  PROJECTOS EM COMUM, ENTRE OS MESMOS A CONSTITUIÇÃO DE UMA FAMÍLIA SERÁ ASSIM TÃO SIMPLES? ESTÁ NA ORDEM DO DIA CLARO…MAS TAMBÉM ESTÁ NA ORDEM DE MUITA DESORDEM!
E ESSE AMOR VERDADEIRO EXISTIRÁ DE FACTO? 




Temos de saber resolver a nossa vida internamente a título individual e não podemos depositar no outro, expectativas para a solução. Até porque uma relação só é passível de funcionar bem se as carências emocionais estiverem ultrapassadas, se houver indulgência, tolerância e auto-estima. A fábrica de dor está, não raras vezes, num relacionamento cujo prazo de validade já há muito expirou.


COMO NÃO CONCORDAR, OBVIAMENTE QUE CONCORDO…MAS NÃO SERÁ QUE A FÁBRICA DE DOR ESTÁ SEMPRE NO VIRAR DA ESQUINA, PORQUE VOLTANDO AO PRINCIPIO QUEM NÃO TEM PARCEIRO VIVE OBCECADO COM ISSO E OS QUE TÊM VIVEM OBCECADOS EM DEIXÁ-LO E A OBSESSÃO É SEMPRE DOR!...

3 comentários:

Memória de Elefante disse...

Manú!
A extensão da ternura vai ser posta à prova no momento de uma separação ou quando transforma o tácito acordo:"meu espaço, minha liberdade,minha vida, meu destino, meu desejo", contrapõem-se como dois guerreiros de armadura e tudo, prontos para o embate.Com dor,com fervor, com afeto, com todo o espectro de sentimentos vários e ambíguos que nos constituem, estamos expostos, abertos,e frágeis.
Amar sem querer perder é para os santos, não é coisa para a gente,nós que nos preparamos tanto, nós que nos entregamos tanto, nós que tanto ardemos e cantamos e voamos e nos despimos do egoísmo e controlamos a impaciência, e fomos devotados...e aparentemente tudo começa a esboroar.
Mas se quero o bem do outro,acabo cedendo e, para fazer honra a esse amor,me recomponho, e recomeço inteira.

Maravilhoso texto!!!
Um beijo

Malu disse...

Manu, vivo um dia de cada vez nesta minha relação achando que o agora é que vale e que é pra sempre... Amanhã já é outro dia!
Realmente as maneiras de amar são diferentes, mas cada qual ama a seu modo e temos que respeitar a forma de amar de cada um.
Procuro amar respeitando, aceitando os meus limites e os limites do meu parceiro que tem me sido um grande parceiro...
As relações sempre foram complexas por si só, então cabe a nós descomplicar...
E eu não gosto muito de teorizar, apesar de gostar muito de ler teorias... rs rs rs !
Uma postagem inquietante, minha amiga.
Ah! e os casais... escolhidos a dedo...
Adorei!!!
Beijinhos

Laura disse...

Ai menina, a quem o dizes. Uma coisa é certa, a maioria vive em comum ainda porque lhes convém, seja por ter o outro e não querer viver com a trabalheira de voltar a ficar só, dizem que é pelos filhos, pela reforma que da nossa idade é quase tudo reformado, mas uma coisa te digo; Somos cobardes ao viver de uma forma em que nem nós somos felizes, nem eles e nem nos deixam sê-lo...Estamos limitadas pelos euros pois se todos tivessem uma boa reforma, a maioria vivia na sua casinha, mas o homem habituou-se à empregada permanente e sem salário e nós a depender das migalhas que nos atiram...
Garanto-te que no dia que possa dispor de mais uns euritos me mudo pra outro planeta, porque o amor quando aparece, aquele amor de verdade, vale a pena vivê-lo sem ser em sonhos...

Um abraço apertadinho

laura