
Num recital de poesia, Eugénio de Andrade, em jeito de dedicatória escreveu-me o que incluo mais abaixo num papel, porque me esqueci de levar os livros que tinha dele.

se eras fonte ou brisa ou mar ou flor.
Nos meus versos chamar-te-ei amor.
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
quando me chamas.
Quando me tocas,
nem eu sei
se sou água, rapariga,
ou algum pomar que atravessei.
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor, tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa,
canto na ave, água no mar.
3 comentários:
É Eugénio...
Beijo
Como é maravilhoso saber dizer tudo em pouquissimas palavras.
bjos e um final de semana maravilhoso para vc.
Belo, belíssimo...emocionante!
Não conhecia esse autor e poeta...já vai pra minha lista...vou procurar algum livro dele por aqui...
Beijos
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