«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 13 de dezembro de 2009

ALBERT CAMUS

Muitos livros contribuíram, para a minha formação, que começou muito cedo, pelo meu grande gosto pela leitura, poderia citar vários livros. Lá para o fim da minha adolescência, através de um namorado (!) descobri Sartre, lendo o livro «Os Dados estão Lançados» e a partir daí todo o movimento existencialista francês, para complemento até me vestia de preto o que fazia muita confusão à família e aos conhecidos, que me perguntavam muitas vezes «quem tinha morrido», até assimilarem que isso era uma «tara». Para além desse folclore visual, que também me levou a começar a fumar muito cedo, muito às escondidas, fui «plantando» na minha cabeça ideias, que se foram tornando posturas e conceitos perante a vida (eu+outros+a engrenagem...) e ficaram.Hoje apetece-me referir Albert Camus, de quem li muita coisa, romance, teatro, ensaio....

O Mito de Sísifo

Sisifo, de Tiziano Vecellio, 1548-1549.

O mito de Sísifo, ensaio filosófico escrito por Albert Camus, em 1942.
No ensaio, Camus introduz a sua filosofia do absurdo: o homem fútil em busca de sentido, unidade e clareza no rosto de um mundo ininteligível desprovido de Deus e eternidade. Será que a realização do absurdo exige o suicídio? Camus responde: "Não. Exige revolta". Ele então descreve várias abordagens do absurdo na vida. O último capítulo compara o absurdo da vida do homem com a situação de Sísifo, uma personagem da mitologia grega, condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra até ao topo de uma montanha, só para vê-la rolar para baixo novamente.
L'homme révolté
O homem revoltado, ensaio filosófico escrito por Albert Camus e publicado em 1951.


«Ao protestar contra a condição, naquilo que tem de inacabado, pela morte, e de disperso, pelo mal, a revolta metafísica é a reivindicação motivada de uma unidade feliz contra o sofrimento de viver e morrer. (...) Ao mesmo tempo em que recusa a sua condição mortal, o revoltado recusa-se a reconhecer o poder que o faria viver nesta condição. O revoltado metafísico, portanto, certamente não é ateu, como se poderia pensar, e sim obrigatoriamente blasfemo. Ele blasfema, simplesmente em nome da ordem, denunciando Deus como o pai da morte e do supremo escândalo. » CAMUS




4 comentários:

Café com Bolo disse...

Uau, vim aqui te conhecer e simplesmente adorei seu blog!
Vou te linkar agora mesmo!
Obrigada por me seguir...é sempre muito bom estar em boa companhia...e de agora em diante, tomaremos muito café com bolo juntas!
beijos.

Paula Raposo disse...

Não conheço de Camus o suficiente.
Beijos.

Austeriana disse...

Comecei a ler Camus muito influenciada por S. de Beauvoir e Sartre. Todavia, sempre apreciei mais Sartre... desde logo, porque , num certo sentido, ele refuta esta ideia do "homem fútil em busca de sentido": Quem é fútil não possui discernimento para procurar sentido e, se o procura, deixa de ser fútil.
Aprecio mais a clarividência de Beckett que, do meu ponto de vista, vai bem mais longe que Camus na questão do absurdo da vida humana.
Gostei de recordar este pedaço (da obra) de Camus que apresenta! :))) Obrigada!
Um abraço.

G I L B E R T O disse...

Manuela

Minha filosofia é de rodoviária, minha querida!

Vou ler um pouco mais, entender um pouco mais, até lá, vou aprendendo aqui contigo!

Beijos!