«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

BRIGHT STAR - JANE CAMPION


BRIGHT star! would I were steadfast as thou art—

Not in lone splendour hung aloft the night,

And watching, with eternal lids apart,

Like Nature’s patient sleepless Eremite,

The moving waters at their priestlike task

Of pure ablution round earth’s human shores,

Or gazing on the new soft fallen mask

Of snow upon the mountains and the moors—

No—yet still steadfast, still unchangeable,

Pillow’d upon my fair love’s ripening breast,

To feel for ever its soft fall and swell,

Awake for ever in a sweet unrest,

Still, still to hear her tender-taken breath,

And so live ever—or else swoon to death.


"Estrela Cintilante", não é só uma daquelas biografias históricas muito britânicas de irrepreensível reconstituição de época. Óbviamente que conta uma histórica verídica, com um tratamento ficcionado, a partir da pesquisa realizada por Andrew Motion, biógrafo do poeta. O filme foca a vida difícil de Keats, um dos grandes poetas românticos do princípio do século XIX e da sua paixão por Fanny Brawne, a sua jovem e arrebatada vizinha. Mas mostra com grande ênfase um «retrato de mulher» em que a realizadora é perita - uma jovem imperiosa e insegura ao mesmo tempo, à frente do seu tempo, moderna e determinada. "Estrela Cintilante" fala: do poder quase sagrado da palavra (escrita ou falada) para nos abrir portas, caminhos, janelas que nos mostram quem somos, quem podemos ser, quem queremos ser; da palavra poética como ponte espiritual entre as pessoas; do amor como experiência sensorial de uma transcendência inexplicável. Bright Star, é um poema em cinema. (Já estou a ver os anti-românticos a torcer o nariz!)


Jane Campion, realizadora neo-zelandesa, ficou conhecida principalmente pelo filme "O Piano" (1993), seguindo-se "Retrato de uma Senhora" (1996), "Fumo Sagrado" (1999) e "Atracção Perigosa" (2003). É uma realizadora, cujo percurso, tem sido de atenção às correntes subterrâneas das suas personagens e não à recepção comercial, os seus filmes não foram pensados para serem "blockbusters".



(PÚBLICO)

4 comentários:

Glorinha Leão disse...

Oi Manu querida!
Só pelas fotos já fiquei louca pra ver o filme...deve ser bárbaro!
Adoro filmes de época...amo todos os de Jane Austen...quando passar aqui, vou ver com certeza!
Ótima dica!
Beijinhos mil.

Elaine Barnes disse...

Fotos lindas. Adoro filme de época, romance, mulheres a frente do seu tempo..as roupas...Vou adorar! rs... bjão

Regina disse...

Manú, querida, se é mesmo um poema em cinema, não posso perder jamais!!

Muito me interessei, deve ser lindo ao extremo...

Obrigada por compartilhar!!

Beijo!

Maria Letra disse...

Muito embora não seja uma grande apreciadora da poesia de Keats, talvez porque fiquei marcada pela obrigatoriedade de lê-lo quando ainda não percebia 'patavina' do que significava o seu inglês arcaico, devo reconhecer tratar-se dum escritor romântico de grande projecção, tal como William Wordsworth e Lord Byron. De qualquer forma, não são raras as vezes que os leio, insistindo em 'tocar uma tecla' que não pode ser negligenciada, sob pena de subestimar um todo que quero melhorar todos os dias.
Um grande abraço.