«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sexta-feira, 8 de outubro de 2010

NOTÍCIAS QUE DESTACO

Muito mau tempo paira por aqui. O Instituto de Meteorologia colocou todos os distritos de Portugal continental em aviso laranja, com excepção de Faro. O quadro é de chuva intensa, vento forte, e agitação marítima.

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AO LER AS NOTÍCIAS ONLINE NÃO POSSO DEIXAR DE DESTACAR ESTA GRANDE «PALHAÇADA»

Um espectáculo com música, dança, teatro e pirotecnia, intercalado com curtas palestras sobre motivação e optimismo conta atrair no domingo 10 mil pessoas ao Pavilhão Atlântico, num evento que pretende pôr os portugueses a ver o país para além da crise, celebrando a bandeira e o país", "elevando o estado de espírito" e recordando os aspectos positivos de ser português, disse o orador à Lusa.


O projecto saiu da cabeça de Daniel Sá Nogueira, formador, “coach” e fundador da empresa "We Create", que há mais de uma década desenvolve cursos de desenvolvimento pessoal por onde já passaram, diz, milhares de pessoas.


É que, para Daniel Sá Nogueira, os portugueses têm muitos motivos para se orgulharem. "Portugal tem um potencial enorme, não concordo que tenha falta de autoconfiança. Acho que só um país com muita autoconfiança pode ousar fazer uma Expo 98, um Euro 2004".


Por isso, no domingo vai apresentar dados, números e estatísticas que ajudam a desconstruir a ideia de que Portugal "lidera sempre o grupo dos últimos". Isto num momento em que "os portugueses estão mais descontentes, menos confiantes, meio anestesiados com a crise".


O espectáculo intitula-se "Trata a Vida Por Tu Gal", numa referência aos cursos que a We Create desenvolve, que se chamam "Trata a Vida Por Tu". Em palco estarão, além do orador, 12 cantores, 10 bailarinos, 10 actores e um humorista de "stand up comedy".


O objectivo de Daniel Sá Nogueira é "pôr todos aos pulos e aos gritos" naquela que pretende ser "a maior celebração da história do país".


Vai também tentar demonstrar que cada um pode mudar a sua vida e ser mais feliz, bem como apelar aos espectadores que contribuam para fazer de Portugal um país melhor, nomeadamente através do voluntariado.


Com este espectáculo, que diz já estar a fazer história - "que tenha conhecimento, nunca aconteceu um evento deste género no mundo" - o formador espera "dar um pontapé de saída na mentalidade pessimista" dos portugueses e, por outro lado, tornar o desenvolvimento pessoal um tema da actualidade, como o livro e o filme "O Segredo" fizeram há uns anos.


Mas os objectivos de Sá Nogueira não ficam por aqui. Uma digressão do espectáculo por Portugal e uma parceria para animar os jogos do Benfica são só os próximos planos de um homem que espera um dia encher três estádios de futebol em simultâneo e mais tarde levar a sua empresa a ganhar o Nobel da Paz.


Um Nobel da Literatura tão esperado que foi uma surpresa



O escritor peruano Mario Vargas Llosa era um candidato tão óbvio ao Nobel da Literatura que não passou pela cabeça de ninguém - incluindo a do próprio - que pudesse mesmo vir a ser escolhido. Dizia-se que 2010 iria marcar o regresso da poesia, ignorada pela Academia Sueca desde que a polaca Wislawa Szymborska ganhou o prémio, em 1996, e o grande favorito era o sueco Tomas Tranströmer. Mas tinha de chegar o ano em que os suecos surpreenderiam por não surpreenderem.


Quando Vargas Llosa parecia já destinado a tornar-se o sucessor vitalício de Jorge Luis Borges, que todos os anos era notícia por não ganhar o Nobel, a Academia decidiu finalmente consagrar o autor de Conversa na Catedral (1966). A decisão foi anunciada pelo presidente da Academia Sueca, Peter Englund, que destacou, na obra de Vargas Llosa, a "cartografia das estruturas de poder" e as "imagens mordazes de resistência individual, revolta e derrota".


Mas é de prever que nem todos os latino-americanos se regozijem com esta escolha, já que muitos não lhe terão ainda perdoado a acentuada viragem política à direita, que culminou com a sua candidatura à Presidência do Peru, que perdeu para Alberto Fujimori, mais tarde condenado por corrupção e responsabilizado por vários assassinatos políticos.
 BIOGRAFIA


O Prémio Nobel da Paz foi atribuído ao dissidente chinês Liu Xiaobo, anunciou o Comité Nobel norueguês, abrindo desta forma uma guerra com Pequim. O Governo chinês avisou inclusivamente Oslo de que esta seria uma escolha com consequências para as relações entre os dois países. Depois de um Nobel da Paz institucional em 2010, com Barack Obama, é um Nobel de causas o deste ano.

As apostas eram altas no chinês Liu Xiaobo, dissidente que foi condenado a 11 anos de prisão pelo Governo de Pequim. A par de Xiaobo perfilavam-se igualmente para este Nobel da Paz os seus compatriotas Hu Jia e Gao Zhiseng, crónicos candidatos desde há anos, e a líder da minoria uigur no exílio, Rebiya Kadeer.
Liu Xiaobo, 54 anos, escritor, comentador político e activista dos Direitos Humanos, é um dos signatários da “Charter 08”, manifesto assumido por mais de trezentos intelectuais chineses no qual eram pedidas reformas políticas e a democratização do país. Este texto foi publicado a 10 de Dezembro de 2008, o 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Xiaobo foi detido dois dias antes desse aniversário, escassas horas antes de o documento ser disponibilizado na Internet. Foi depois acusado por “suspeita de incitamento à subversão do poder”. Com ele foram encarcerados outros 70 signatários da carta. A 25 de Dezembro de 2009, Liu Xiaobo foi condenado a 11 anos de prisão, apesar dos apelos internacionais em seu favor, nomeadamente muitos antigos prémios Nobel que endereçaram pedidos directos numa missiva ao Presidente Hu Jintao.


Um dos candidatos com mais expectativas de ganhar o Nobel da Paz era Helmut Kohl. Segundo a cadeia de televisão norueguesa NRK, o antigo chanceler alemão fazia parte do núcleo duro dos candidatos expectantes, ou seja das opções finalistas antes da atirubição do prémio. O actual cehfe do Estado alemão, Christian Wulff, falara mesmo na eventualidade de uma atribuição do Nobel a Kohl como um justo reconhecimento pela "trabalho de uma vida, a sua, pela unidade alemão e pela unidade europeia".

O próprio Kohl vinha ultimamente trabalhando afanosamente a sua imagem de patriarca generoso e pacificador com horizontes supranacionais. Atesta-o, entre outros episódios, o ocorrido na comemoração do seu 80º aniversário, em Maio deste ano, quando a sua sucessora Angela Merkel, no ponto alto do seu braço de ferro contra os perdulários governantes gregos, lhe dedicou um vibrante discurso de homenagem. Kohl seguiu-se-lhe na tribuna, com um recado que quase equivalia a um puxão de orelhas à própria Merkel: "Muitos de nós fazem como se a Grécia não fosse connosco".


O incidente parecia uma desforra tardia, tirada por Kohl contra o partido que há dez anos o deixara cair como presidente honorário, por ter recusado revelar o nome de um importante financiador anónimo. Mas, na verdade, apenas mostrava que o ex-chanceler pouco se importava com ferir a susceptibilidade de Merkel, antigamente cognominada "a miúda de Kohl", se com esse dano colateral estivesse a comprar uma melhoria da sua imagem junto de um público menos partidário.

15 comentários:

Jaime disse...

O facto de um escritor ser de direita não é um pecado que tenha de ser perdoado.

Já agora: o que pensa realmente do Nobel da Paz e das suas críticas ao regime chinês?

Beth/Lilás disse...

Manú querida!
Nós, brasileiros e irmãos, torcemos por um Portugal forte e futuro mais alegre e renovado. Os portugueses são valorosos, povo de garra e trabalho que a tudo supera. Força Portugal!
E este prêmio Nobel do chinês deixou a todos no mundo satisfeitos, ele merece!
um grande abraço de além mar

manuel marques disse...

Completamente de acordo,os portugueses precisam de outro tipo de motivações,e não é com palahaçadas que lá vamos.


O esquartejamento da humanidade em blocos rigidamente diferenciados - como em ser negro, muçulmano, cristão, branco, budista, judeu etc - é perigoso porque estimula o fanatismo dos que se consideram superiores.

Mário Vargas Llosa

"Nobel da Paz foi atribuído ao dissidente chinês Liu Xiaobo."

Sem dúvida uma boa escolha.

Beijinhos e bom fim de semana.

Bordados e Retalhos disse...

Manu, se entendi bem vocs terão um dia para verem que o País está além da crise. E com autoconfiança irão enfrentá-la. Acho que a ideia pode ajudar o povo e repensar o seu fazer e o seu cotidiano em relação ao País. Gostei do Nobel de Literatura. Dele já li, Travessuras de Menina Má e Pantaleão e as Visitadoras. Adoreio primeiro. Mas acho que essa aventura dele na questão política pesa mesmo. Mesmo assim, acredito, que os latinos tenham ficado felizes. Bjs

Misturação - Ana Karla disse...

Todo País precisa mesmo de motivações e Portugal merece sim e pelo que entendi o Prêmio Nobel foi mais do que merecido, certo?

Bom final de semana

Xeros

Pedrasnuas disse...

SE ESTAMOS EM CRISE VAMOS DISFARÇÁ-LA COM PALHAÇADAS?!POR FAVORRRR

NÃO CONHEÇO O ESCRITOR PERUANO...NÃO ME POSSO PRONUNCIAR...TAL COMO NÃO CONHEÇO SARAMAGO...E AINDA NÃO ME APETECEU LÊ-LO...NÃO SEI SE É OBRIGATÓRIO COMO ALGUMAS EMINÊNCIAS FAZEM CRER...

O NOBEL DA PAZ: PORQUE NÃO?

BEIJINHOS MANÚ E A 2ª EXPERIÊNCIA JÁ ESTÁ DISPONIBILIZADA

Valéria Sorohan disse...

Um desabafo e tanto. Gostei muito.


BeijooO*

Pedrasnuas disse...

MANÚ OBRIGADA PELA MENSAGEM E PELA FORÇA...ESCUTA,NÃO RECISAS DE IR AO YOUTUBE,AGORA FAZ-SE NA MESMA PÁGINA ONDE SE EDITA TUDO; O TEXTO, AS FOTOGRAFIAS E TEM LÁ O SÍMBOLO DO VÍDEO...(TENHO ALGUM SOTAQUE...FICA É BEM DISFARÇADO)

BEIJINHOS MEUS E UM EXCELENTE FIM DE SEMANA

G I L B E R T O disse...

Manu

Como sempre, inteligência e sintonia dão o ar de sua graça nas paginas virtuais de Light!

Portugal deve ter muito do que se orgulhar, é um belo País e sua história é riquissima e bela. Não se pode, meus irmãos portugueses, deixarem-se abater-se por um a crise qualquer, nós, os brasileiros, somos fartos de crises e sempre as superamos, com trabalho e esperança no futuro, além de harmonia, ainda que por ca, resistam uma série de problemas que parecem insolúveis!


Vargas Llosa está entre os meus preferidos e seu NOBEL foi mais que merecido, bom para a literatura latina americana que é mui farta em prodígios literários!

Sempre bom vir te ver Manu!

estejas bem agora e sempre!

Nilce disse...

Oi, Manu
Há que se disfarçar a crise com show. Conhecemos bem esta história.
Adoro seus desabafos.

Prêmio mais que merecido e muito honrado.

Bjs no coração!

Nilce

Em@ disse...

Alguém tem que ganhar com a crise. Manú...já que a maioria perde. Mas que precisamos todos de respirar fundo e dar uma grande volta nisto tudo, precisamos...

Já li alguns livros do Mário Vargas Llosa e gostei. acho-o um óptimo escritor e não senti que subliminarmente ele me passasse ideias de direita.

Por aqui chove, mas não muito,

Glorinha L de Lion disse...

Manu, minha querida! Quantas notícias de uma só vez! Tempo ruim aí? Pois eu ficara aí por um bom tempo se me fosse dado escolher, com tempo bom ou ruim. Amo Portugal, os portugueses e tudo o que vem daí! Espero que assim como o Brasil, Portugal tenha um futuro próspero e se livre dos maus políticos.
Acho que os prêmios foram bem dados!
Gabriel Garcia Marques não é amigo de Fidel? O importante nesse caso é a literatura e não a opção política.
Beijinhos.

Austeriana disse...

Manuela,
Já sabe o que penso acerca da atribuição do Nobel da Literatura a Llosa - temos, aliás, opiniões idênticas. Mas fiquei muito contente com a atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo e também todos sabemos porque razão o governo chinês não "apreciou" a distinção...


Abraço.

Duarte disse...

Se tivesse ido para Lobo Antunes tampouco estava nada mal. Qualidade tem, talvez o mate o carácter.

Nos anos em que trabalhei na Editorial Plaza & Janés, tive a oportunidade de conhecer e conversar com Don Mário e desde aquele momento me convenci de que ali estava um futuro prémio Nobel. Educado, elegante, escreve reflexionando... dons imprescindíveis para tais fins. Claro que nem sempre, como Camilo José Cela!
Fiquei contente...

Quanto ao Nobel da Paz, estava convencido de que ia parar à Fundação Vicente Ferrer: não foi para a India, foi para a China.

Um grande abraço

Brown Eyes disse...

Manuela uma lavagem ao cérebro às vezes resulta. Já há por aqui tanta gente a tentar iludir-nos. Nós somos bons, muito bons mas o que é certo é que somos péssimos a analisar as pessoas, tão maus que confundimos a realidade com os nossos ideais. Podemos mudar,sozinhos, apenas na solidariedade com as pessoas que nos rodeiam e que precisam de nós. Beijinhos