«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O MEU LIXO, O TEU LIXO O LIXO DELES...


Durante a minha vida, se não procedesse de vez enquanto a uma limpeza, deveria estar envolvida em pilhas de TRALHAS de vária ordem, com uma grande dificuldade de me movimentar e até de respirar!



Não é fácil, ter coragem, para me desfazer de tudo que se vai acumulando. Muitas coisas têm um valor emocional. Há dias em que num rasgo que nem me deixa pensar, começo a encher sacos, de cartas, fotografias, papeladas, roupas…outros dias começo a lembrar-me do que tinha e considero que fiz mal em deitar fora, isto ou aquilo, que gostaria de voltar a ler, a ver, a ter entre as mãos…


Cada vez que mudei de «idade», fui largando recordações palpáveis, de outras fases da minha vida.


Os livros de colorir, os brinquedos, os jogos…as colecções de cromos, pedras, conchas, selos, autógrafos, postais, canetas, folhas de plantas, flores secas---livros de banda desenhada, bilhetinhos de colegas, poemas, diários, desenhos, pinturas…primeiras cartas e poemas de amor, fotografias, textos que eu escrevia…vinis, cassetes, livros, revistas…


Aqui em casa sempre à mania de guardar. Tu, eu e depois os filhos. Os meus filhos são os piores, esquecem-se que há um caixote para o lixo e então o mais incrível aparece em cima dos seus móveis. Lá tenho eu que entrar nos seus quartos com um grande saco de respigadora. Isto presta? E aquilo também presta? Olham-me enfastiados…


A minha mãe guardava tudo, sobras de tecido, botões, frascos…eu sei lá…para ela tudo um dia podia servir para não sei o quê…O meu pai era coleccionador de fatos, camisas, gravatas…Foi traumatizante para mim, depois da morte dos meus pais desfazer a casa, dar sumiço a tanta coisa…


Nós e o nosso lixo! Nestes dias outonais e caseiros, pode ser um entretimento, deitar ao lixo o lixo, mas cada peça, seja lá o que for, deste lixo também é um bocado de mim. Hoje virei-me para uma arrumação, deitar ao lixo, guardar em sacos o que ainda pode servir para alguém. Tenho por perto uma Instituição da Terceira Idade onde vou deixar roupas e livros, aceitam tudo e como têm ligações com outras instituições, fazem a distribuição. ANDO COM A MANIA DAS LIMPEZAS!...

6 comentários:

Yoyo disse...

Olá Manú!
Realmente, nem sempre é fácil nos desfazermos das lembranças palpáveis e de alguns objetos.
Eu também tenho certa tendência a guardar algumas coisas.De vez em quando, tenho que me "policiar" e fazer uma geral, principalmente nos armários e gavetas,rs.
bjos e bom domingo

Luís Coelho disse...

Há coisas que têm sempre valor Notas = ouro = pedra preciosas.
Poucos tem estas colecções.
Se alguem deitar fora este lixo me diga aonde e eu recolho-o com boa vontade.

Nilce disse...

Oi, Manu

É sempre bom desfazer-se das "tralhas", fazer uma limpeza interior também.
Há o caso de não conserguirmos nos livrar de sentimentos que certos objetos antigos nos trazem.
Por aqui é marido que tem mania de guardar tudo. E até acho que estou indo para esse caminho.
Ai, ai. Seria a idade?

Bjs no coração!

Nilce

manuel marques disse...

Também já tive a mania de guardar tudo,hoje sou mais selectivo,é da idade.

Beijo.

Brown Eyes disse...

Manuela mudar de casa dá jeito, deita-se muita coisa fora. Eu, antigamente, não dava roupa nenhuma, achava que tudo podia ainda servir mas um dia li que pensar assim significa que estamos, de antemão, a prever um mau futuro, tão mau que achamos que não vamos ter possibilidade para adquirir alguma coisa. Achei que tinham razão e também achei que ao guardar estava a ser egoísta a privar outras pessoas de usarem o que eu acumulava. Agora, de vez em quando, passo uma revista no guarda-fato e faço uma enorme revisão. Há coisas que me acompanham toda a vida, podem não valer nada mas são recordações. Beijinhos

Beth/Lilás disse...

Olá, Manú, querida!
Por aqui também somos assim, vez ou outra tenho que fazer estas 'limpezas', mas confesso que meu marido é melhor do que eu para estas coisas, pois acabo ficando com pena de jogar fora certas coisas e vou querendo guardar.
Na verdade é sempre bom fazermos isto, afinal temos demais e tantos precisam de um pouco apenas, portanto, vamos à limpeza!
beijinhos cariocas