«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A «CASA E A TERRA»

Apeteceu-me ir descansar para a «terra»! O contacto com a Natureza pode fazer bem por alguns dias, até começar a aborrecer, quando os dias começam a ficar monótonos e já não há paciência para os mosquitos e para as moscas! Depois sendo uma casa só para férias, falta tudo! Televisão só 4 canais, depressa me canso do zapping, internet inexistente, aliás eu queria fugir ao computador, queria descansar os olhos! Restou-me dormir, mas o silêncio é tanto, que qualquer ruído é um barulhão!..


Dei uns passeios pelo jardim e pelo quintal, tirei fotografias…o melhor ainda era as mangueiradas, para atenuar o calor. Descobri uns relevos na terra, mas não vi nenhuma toupeira! Disseram que tinha aparecido um esquilo, mas eu não o vi! Uma vez na horta, deparei-me com um enorme ouriço-cacheiro. Agradável é ouvir a passarada e, à noite ver que há tantas estrelas no céu!



Esta casa fica a 20 Km do Porto (Grijó) pertencia e pertence à família do meu marido, aqui viviam os meus sogros, até terem que vir com a filharada toda para o Porto, por causa dos estudos, passando lá só a época de Verão . Quando morreram a casa ficou para os filhos e houve zanga. Isto de heranças é o diabo! Houve zangas que duram até hoje e, já lá vão uns anos.
Nesta casa vivi coisas boas e más, houve um tempo, em que se juntava a miudagem, os meus filhos gostavam de andar a apanhar morangos selvagens, aliás ali tudo é selvagem, as árvores de fruta não são tratadas, a fruta tem toda lagarto!

Safam-se os marmelos para a marmelada. A única coisa que é tratada é a horta, sem pesticidas e vai dando uns legumes, principalmente as famosas «pencas» para o Natal.

Até a vinha foi abandonada e no tempo dos meus sogros, beber o vinho que ali era feito era um privilégio e, muitos não passavam sem comer «as sopas de burro cansado». Hoje serve, para fazer sombra, sabe bem comer debaixo da ramada.
O interior da casa até é fresquinho, principalmente a loja, chamam loja ao rés-do-chão da casa que primitivamente era o sítio de alojar os animais e, hoje está transformada numa grande sala de jantar e estar.



E num alpendre, conservam-se as «amadas» avencas da minha sogra.

13 comentários:

Bordados e Retalhos disse...

Querida, lindo o post, linda a casa. Algumas expressões não entendi pois o português de Portugal tem diferenças do nosso aqui no Brasil. Mas compreendi o que siginificou a sua ida lá: um retorno a história da sua família e à infância dos seus filhos. Pisar no chão, na terra, ver frutos e plantas que não vemos na cidade. isso é viver e reviver. Bjs

Glorinha L de Lion disse...

Que delícia amada Manu, viajar por este "sítio" contigo...me de uma nostalgia de Portugal...o que isso que se passa comigo, quando vejo fotos de lugares que nem conheço de Portugal E Itália? Quando conheço então, só faço chorar...deve ser o sangue de meus antepassados clamando por sua terra perdida...ui agora é que choro mesmo...Lindo Manu, as parreirinhas com os cachos de uva, os marmelos...tudo tão lindo e poético...obrigada pelo passeio encantador amiga. Beijos saudosos.

Cris França disse...

um pedacinho do céu,que bom que te fez bem

que bom que voltou pra gente

o mundo bloguístico seria mais triste, sem vc , sem sua inteligência e sem sua cultura

welcome amiga
bjs no coração

Maria disse...

Sabe sempre bem estar uns dias longe dos barulhos da cidade grande. Ainda que haja mosquitos e moscas...
Essa casa deve ser uma beleza para descansar. Vá lá que no meio da confusão das heranças (eu que o diga!!!) ainda conseguem organizar-se para a ocupar, dividindo o tempo...

Beijo, Manuela.

Pelos caminhos da vida. disse...

Um belissímo post amiga.

Estar direto com a natureza é tudo de bom.

beijooo.

Graça Pereira disse...

Manuela
Que engraçado! Quando vi a foto do lindo casarão...eu pensei:conheço isto! Depois mais à frente...quando falas em Grijó...passo tantas vezes por lá...quando vou a passeio...tenho lá una amigos que costumo visitar...
As fotos estão lindissimas...e feliz de ti que tens uma casa de campo ou de Verão...para desanuviares um pouco da cidade...que também cansa...
Não me fales de heranças...sei o que isso é...
Parabens á grande fotógrafa!
Beijocas
Graça

Maria Teresa disse...

Manuela:
Às vezes faz bem pra alma ficar longe de tudo, respirando o silêncio e contemplando a natureza!
Beijos

Sandra Botelho disse...

Olha amiga, aquela história da casinha branca no pé da serra lá no meu blog é a mais pura verdade.
Adoro a vida no campo, acordar bem cedo, cuidar das plantas, dos bichos, enfim esquecer que existe computador, tv, tudo isso.
Se eu tivesse um canto como este não sairia mais dai.
Bjos achocolatados

Crica Viegas disse...

Ai Manu
que delícia sair da zoeira um pouco e preciar a natureza tão de perto!

HSLO disse...

eu gostei da presença da natureza viva...


abraços

Hugo

Yoyo Pizy disse...

Um catinho muito agradável para passar uns dias descansando, Manú.
Beijinhos

Luís Coelho disse...

Boa Noite
Quem puder sair por uns dias e descansar numa casa assim vale a pena e até se esquecem esses problemas de heranças.
Tudo isso já passou e agora só te que aproveitar o que tem.
Como vivo no campo rodeado de plantas e animais o ano todo, quando saio daqui fico completamente diferente.
A TV só mostra desgraças e parece que não há um programa que valha a pena ver.
A Net faz-me muita falta. Quero ter perto todos os meus amigos dos blogues e do correio.
Beijinhos cá de casa.

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

ADORARIA PASSAR UNS DIAS ASSIM ENTRE FRUTEIRAS E MUITO MATO PARA DESCANSAR, OUVIR OS PÁSSAROS...
ADORO O SILÊNCIO DO CAMPO...
BEIJO