«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




sábado, 21 de agosto de 2010

GRÉCO A PERSISTENTE «MUSA»


A sua aura rebelde marcou toda uma geração, aliando a voz grave e a forma sentida de cantar a um toque sensual realçado pelas roupas pretas e pelos longos cabelos negros. Foi uma musa nos meus tempos, quando eu com 14 anos comecei a namorar e logo com um «dito» existencialista. Resultado fiquei contagiada e andei por casa a arranjar toda a roupa preta possível, da minha mãe e da minha irmã, para grande consumição da minha mãe, que considerava impróprio para a minha idade. Às vezes pessoas conhecidas perguntavam-me por quem eu estava de luto! Eu e o meu namorado, Evaristo, mais conhecido por Bito, andávamos naquela de livros de Sartre, Camus, Beauvoir, debaixo do braço, que íamos comprar aos alfarrabistas. Iamos debater aquilo tudo para o Jardim da Arca d’Água. O entusiasmo era tanto, que nos baldávamos às aulas. Que bons tempos!
Gréco entre outros cantores, era uma musa, ela era mesmo a «musa de Saint Germain-des-Prés», o bairro boémio de Paris e como nós sonhávamos em ir lá!

Gréco tem 83 anos, nasceu em 1927 e, mantêm-se em actividade. Gravou agora um CD de música rap, assinalando os seus 60 anos de carreira. Embora não goste de rap, gosta da mensagem e de estar com os jovens.
Gréco viu a mãe a ser presa pelos alemães na Segunda Guerra, por actividades na Resistência e depois ela própria e a irmã foram detidas pela Gestapo. Depois da guerra, começou a relacionar-se com os meios intelectuais da época. O filósofo existencialista Sartre, ofereceu-lhe uma letra para uma canção, que ela cantou no seu espectáculo de estreia. Depois gravou um disco, je suis comme je suis, escrito por Jacques Prévert, que se tornou um clássico e a sua imagem de marca.
MAIS SOBRE GRÉCO
AQUI

10 comentários:

manuel marques disse...

Juliette Gréco, musa do existencialismo.

Um amor, uma carreira, uma revolução: outras tantas coisas que se começam sem saber como acabarão.

Jean-Paul Sartre.

Um beijo minha querida.

Ana Paula Sena disse...

Gostei muito de relembrar a Gréco, Manuela.

Uma musa inspiradora para reavivar...

Passo também para deixar um beijinho e os meus votos de um excelente fim-de-semana... de Agosto :))

Em@ disse...

Manuela:
tens algo no em@. acho que já deixei aqui o aviso, no entanto, como tenho tido muitos problemas com a net (que cai imenso e fica longas horas inactiva) não sei se ficou ou não.
beijo

...volto + tarde para comentar.

Elaine Barnes disse...

Que existência rica,sessenta anos de carreira! Puxa vida ,uma beleza ter atravessado tantas gerações encantando com seu estilo. Amei conhecer! Montão de bjs e abraços e grata pela visita,realmente o Davi está cada vez mais encantador.Sou avó coruja mesmo rs..

Memória de Elefante disse...

Manú!


Gostei desta identificção tua com ela.Numa fase da vida sempre nos identificamos com algum ídolo!E ela é uma DIVA da canção, marcou uma geração!

Bela escolha este vídeo!

Um beijo

Maria P. disse...

Muito bem, gostei de relembrar...

beijinho*

Fatima disse...

Juliette Gréco!
Muito linda!
Bjs.

Laura disse...

Como não ouvia, poucos me marcaram...
Além de que com 11 anos já andava a aprender costura ou seja, a trabalhar...tinha de ser.

Mas lembro dela, dos filmes, das revistas...

Um beijinho domingueiro
da laura

Beth/Lilás disse...

Fiquei a imaginar vocês, jovens e revolucionários, com seus ídolos e vontade de copiá-los. Também fui assim e minha inspiração era no rock, adorava o estilo hippie arrumadinha, um misto de Janis Joplin carioca.
Gostei de conhecer sobre Juliete Gréco através de seus escritos.
um lindo domingo e muitos beijinhos cariocas.

Sandra Botelho disse...

Poxa, que história de vida.
gravada no tempo e perpetuada em canções.
Maravilhosa ela.
Bjos achocolatados