«Através da violência pode matar um assassino, mas não o assassinato.

Através da violência pode matar um mentiroso, mas não a mentira.

Através da violência pode matar uma pessoa odiosa, mas não o ódio.

A ESCURIDÃO NÃO PODE EXTINGUIR A ESCURIDÃO. SÓ A LUZ O PODE FAZER.»

MARTIN LUTHER KING




domingo, 1 de agosto de 2010

IGREJA ROMÂNICA DE CEDOFEITA MAIS UM CASAMENTO DA FAMÍLIA



A Igreja de São Martinho de Cedofeita (também conhecida como Igreja Românica de Cedofeita) é considerada a igreja mais antiga da cidade do Porto.
Não se sabe quando terá sido construída a igreja original, sendo no entanto pacífica a ideia de que será um resquício da povoação sueva, que se localizava em Cedofeita. Uma das teorias maioritárias entre os historiadores é a de que terá sido erguida pelo rei suevo Reciário em 446. Outros defendem que foi o rei Teodomiro, também suevo, quem a mandou construir, em 559, tendo sido baptizado nela conjuntamente com o seu filho Ariamiro.
Conta a lenda que Teodomiro, desesperado porque não encontrava cura para a doença do Ariamiro, recorreu a São Martinho de Tours, enviando a esta cidade, embaixadores com ofertas de prata e ouro em peso igual ao do seu filho. Acabou por ser o Bispo de Braga São Martinho de Dume o portador de uma relíquia de São Martinho de Tours, perante a exposição da qual o filho do rei foi curado, e todo o povo suevo presente, se converteu ao catolicismo. Esta relíquia está guardada nesta igreja, juntamente com outras do evangelizador dos suevos, o bispo de Braga e de Dume. Teodomiro ordenou o início da construção de uma nova igreja em honra do referido santo. O templo foi construído com tal celeridade que se terá dito acerca dele Cito Facta, o que significa Feita Cedo, derivando para Cedofeita.
A igreja foi alvo de sucessivas transformações, adquirindo um traço românico quando foi erguido no mesmo local o Mosteiro de Cedofeita no início do século XII. Em 1742 o prior D. Luís de Sousa Carvalho ordenou várias modificações, dando-lhe o desenho que hoje tem. Em 1930 a Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais reconstruiu-a de forma a eliminar alguns elementos ornamentais colocados ao longo dos tempos.

Foi alvo de uma reconstituição a partir de 1930 pela Direcção dos Edifícios e Monumentos Nacionais, cujo restauro teve como paradigma um ideal herdado do romantismo, que encarava o monumento como lição de história, monumento como memória (Lúcia Cardoso Rosas).É uma igreja particular na arquitectura românica portuguesa por ser o único edifício com uma só nave coberta por abóbada de pedra, explicando a presença de densos contrafortes exteriores nas paredes laterais.

CONSULTA AQUI






No fim da cerimónia religiosa, atira-se arroz aos noivos, este é um costume que provém da China. Criada há mais de 2000 anos, esta traição simboliza o desejo dos convidados de que a vida do casal seja fecunda, repleta de felicidade e riqueza. (AS POMBAS, NÃO DEIXAM DE VIR AOS CASAMENTOS E PERFILAM-SE LÁ NO ALTO, PRONTAS A DESCER, QUANDO AS PESSOAS SE AFASTAM. GRANDE FESTIM!)


E O CASAMENTO É ASSIM: CERIMÓNIA RELIGIOSA, GRANDE REPASTO, A VALSA, FOGO DE ARTIFÍCIO NA ABERTURA DO BOLO, CHOROS E RISOS, GRANDE CONVÍVIO COM A FAMÍLIA E OS AMIGOS...



TRADIÇÕES!?...NEM SOU CONTRA, NEM A FAVOR, CADA UM DEVE FAZER COMO GOSTA...
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AS TRADIÇÕES DO CASAMENTO NO MUNDO


De acordo com a tradição hindu, chover no dia do casamento é considerado um sinal de sorte.
No Japão, o casal de noivos bebe 9 goles de sake, tornando-se marido e mulher a partir do primeiro gole.
Na Índia, o irmão do noivo atira com flores sobre o casal no fim da cerimónia para os proteger do mal.
Na China, a cor do amor é o vermelho, durante a cerimónia do casamento, o casal bebe vinho com mel de dois copos atados com uma fita vermelha.
Os franceses muitas vezes fazem brindes num copo especial com duas pegas, especial para os noivos.
Na Alemanha, a noiva transporta sal e pão no seu bolso para assegurar recompensa, o noivo transporta grãos de cereais, para dar saúde e sorte.
As ferraduras são consideradas objectos de boa sorte num casamento devido à sua forma em lua, que se diz símbolo da fertilidade.
Na Turquia, antes da noiva sair da igreja, pede às suas amigas solteiras para escreverem os seus nomes na sola dos seus sapatos. Depois da noite de dança, a tradição dita que a assinatura da pessoa que estiver mais gasta será a próxima pessoa a casar.
Existe uma tradição que diz que a noiva não deve cozinhar o seu bolo de casamento.
No Japão, o branco foi utilizado para as noivas, muito antes da Rainha Victoria o ter popularizado no mundo ocidental.
Para as noivas, coloquem um pouco de açúcar dentro das luvas, o açúcar adoçará a vossa união.
Os ingleses acreditam que se a noiva encontrar uma aranha no vestido de casamento, esta trará sorte ao casamento.
Na Holanda planta-se um pinheiro fora da casa dos recém-casados, símbolo de fertilidade e de sorte.
O noivo leva a noiva ao colo pela porta de sua nova casa para a proteger dos espíritos maus que estão à espreita no chão da porta.
O sábado é considerado o dia mais azarento, de acordo com o folclore inglês, o que acaba por ter uma certa graça, visto ser o dia mais popular escolhido para casar.
No Egipto, para dar boa sorte, as mulheres egípcias beliscam a noiva no dia do seu casamento.
As noivas do Médio Oriente pintam motivos henna nas suas mãos e pés para as proteger do mau-olhado.
A tradição de usar damas de honor no casamento, remonta ao tempo dos romanos. As testemunhas, ou damas de honor exigidas num casamento romano, protegiam a noiva, vestindo-se de maneira semelhante à noiva, enganado assim os maus espíritos, impedindo-os de reconhecerem a noiva.
Uma noiva sueca costuma colocar uma moeda de prata oferecida pelo seu pai e uma moeda de ouro oferecida pela sua mãe, em cada sapato, assegurando que ela nunca passará sem eles.
Na África do Sul, ambos os pais da noiva e do noivo, transportam fogo, simbolizando o fogo que passa dos seus corações acendendo um novo fogo no coração dos recém-casados.
Na tradição inglesa, a quarta-feira é considerado o melhor dia da semana para casar.
As mulheres marroquinas tomam um banho de leite para se purificarem antes da cerimónia do casamento.
A tradição do bolo de casamento remonta à antiga Roma, onde na cerimónia de casamento se partia um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva para o bem da fertilidade.
As alianças de casamento e de compromisso são usadas no quarto dedo, porque outrora no Egipto se pensava que uma veia nesse dedo estava directamente ligada ao coração.
Diamantes sobre ouro ou prata, ficaram muito populares a formalizar um compromisso, devido aos ricos Venezianos o terem feito, por volta início do século dezasseis.
Na linguagem simbólica das jóias, uma safira num anel de noivado significa felicidade conjugal.
As pérolas para anel de noivado estão associadas à má sorte, porque a sua forma lembra uma lágrima.
A pedra aquamarine, símbolo de honestidade e lealdade, representa harmonia marital e representa um casamento longo e feliz.
A tradição ocidental do vestido branco foi iniciada em 1840 em Inglaterra pela Rainha Victoria, no seu casamento com o príncipe Alberto.
Na Dinamarca, as noivas e os noivos tradicionalmente trocam as roupas um com o outro, para confundir os maus espíritos.
As despedidas de solteiro foram originadas pelos soldados Espartanos, que se despediam dos seus dias de solteiros com uma festa desconcertante.
Em Portugal o típico vestido de casamento, antes do século vinte era tradicionalmente preto.
A tradição do véu da noiva iniciou-se com os antigos Gregos e Romanos, que pensavam que o véu protegia a noiva dos infortúnios e dos maus espíritos.
No Egipto, a família da noiva, durante a primeira semana de casados, encarrega-se de cozinhar para os noivos, para que o casal possa desfrutar o início do casamento.
A tradição do "tradicional" bolo de casamento empilhado, partiu de um jogo, onde a noiva e o noivo tentavam beijar-se por cima de um bolo, que se tornava cada vez maior, tentando não o derrubar.
A expressão “dar o nó” vem de antigas tradições relativas aos casamentos Egípcios e Hindus, onde as mãos da noiva e do noivo são literalmente atadas, demonstrando o seu laço de união.
A noiva coloca-se do lado esquerdo do noivo durante a cerimónia do casamento, porque antigamente o noivo necessitava da mão direita livre para lutar com os seus concorrentes.
Na tradição católica originalmente usava-se anunciar o casamento, afixando a intenção dos noivos, para assegurar que estes não eram família.
A popularidade dos casamentos em Junho descende do deus Romano Juno, que era o deus do casamento, nascimento e do coração.

EM CADA SÍTIO AS SUAS TRADIÇÕES, SEGUNDO TAMBÉM CRENÇAS DIVERSAS, O DESEJO UNIVERSAL É QUE O CASAL SEJA FELIZ, NAQUILO QUE SE CONSIDERA UMA NOVA VIDA, UM VIVER A DOIS, INDEPENDENTEMENTE DA FORMA COMO ISSO POSSA ACONTECER, COM TRADIÇÕES OU SEM TRADIÇÕES!

11 comentários:

HSLO disse...

Nossa que postagem interessante...igreja linda, amei.

abraços
de luz e paz


Hugo

Sandra Botelho disse...

Ah! essas tradições, que são repetidas por séculos até quando não entendemos o verdadeiro significado. As absorvemos e repetimos...
Não tenho um opnião formada. cada um com seu cada um neh amiga.
Bjos achocolatados

manuel marques disse...

"Durante o vosso casamento finjam que ainda não são casados e tudo irá bem. Que haja sempre algo de não atingido e de inacessível entre os dois."

Felicidades aos noivos.

Como sempre o seu post vai sempre mais além,é o chamado dois em um.Fantástica a maneira com nos leva a viajar.

Beijo minha querida.

Me disse...

não sou muito das tradiçôes, mas gosto de igrejas!
bjos manú!!!

ELIANA-Coisas Boas da Vida disse...

ACHO LINDAS AS TRADIÇÕES DE CADA PAÍS!
ADORO VER NOIVAS COM SEUS LINDOS VESTIDOS BRANCOS!
BEIJO
(quer dizer que o sabado é o dia mais azarento????? por isso que tantos casamentos só duram alguns mezes!kkkkkkkk

Chica disse...

Que linda igreja e foste muito bem trazendo essa postagem, esclarecedora e interessante!De volta das férias, um beijo,chica

G I L B E R T O disse...

Manuela

Postagem, como sempre, para lá de inteligente! Teu bom gosto refinado e sofisticado me encanta, minha amiga!

Estejas bem agora e sempre!

Juliana Sphynx disse...

Ótimo blog!
Bom final de semana
=D

Maria de Fátima disse...

Olá querida Manú, que linda coincidência, eu casei a 1 de Agosto de 1998 na Igreja de São Martinho de Cedofeita que é a que está perto da Igreja Românica.Também fui lá baptizada e os meus Pais casaram lá também a 26/7/1969.Desejo muitas felicidades aos noivos.Gostei de ler este post, pois há muita coisa que eu desconhecia.Beijocas.

Beth/Lilás disse...

Gostei de saber das tradições daí e de outras paragens!
Belíssima esta igreja e a tradição de jogar arroz, também tínhamos por aqui, mas não tenho visto mais. Acho tão bonita e singela.
um grande beijo carioca

Glorinha L de Lion disse...

Uau Manu! Que post interessante e cultural! Várias informações que li eu não conhecia....muito bom mesmo! E essa igrejinha é linda...simples e sem ouros como deveria ser uma igreja de uma religião que prega a abnegação dos bens materiais...Quanto aos casamentos embora não goste de rituais, acho tão bomito...sempre choro, mesmo que não seja de alguém de minha família. Acho lindo a noiva, as flores e se o padre não for chato, a cerimônia pode ser bem interessante. Fui a um de um sobrinho em que o padre declamou TomJobim, foi inesquecível! Beijos e adorei teu post!